A cada desejo, a cada sonho, um real que impera como vontade de você

Por: beatriz-231 10/07/2026 2071 leituras
Capa do conto
No segredo da noite
Nós achamos as cores
No beijo perdido
O eterno dos torpores
Na vida imerecida
Uma história vivida

Dois homens sedentos
Representados no alento
Que forjam o tesão
Rompendo-o no tempo

Somos dois e somos um
Somos deidades em lugar imediato
Somos rimas, do não ritmado

Somos o fogo, da chuva negada
Somos o rio, de uma seca não questionada
Somos a essência, da impressão experimentada
Escorrendo como o sêmen
De uma entrega, por dois machos copulada

Cada toque, se dissolve em um porvir
Em um derradeiro, mas contudo, verdadeiro sentir
Os corpos são passes do prazer
E o amor é o querer, do não querer

Óh doce finito, que incorpora o estar
Óh doce real, que assenta o sonhar
Óh doce presença que inventa a crença
A crença de que você é tudo e nada, na perene loucura da existência violada

Perco-me achando a ti
Te penetro, aspirando seu gemido surgir
Encontro-te achando a mim
E assim gozo dentro de ti
Para perceber-me como um placebo em devir

Que se constrói-se ou se matura, ao invadir sua pele quente
Em uma enxurrada de leite, que salta do sexo imponente.
Assim anseio, por um fluir
Em um lógos atemporal de um signo a se constituir

A verdade é no real um momento
E o momento faz do nosso encontro, um lamento
Lamento este, que se abarca nas dores potentes da sensibilidade de um membro quente.

Tão logo, por fim eu entendo, que não tendo sua carne
Não sou nada, além de um mero alarde

Sua imaginação também tem espaço aqui.

Escreva o seu conto

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