Pois não é que o meu amigo Jonas após anos de silencio um dia me toca no telemóvel e me pergunta pela vida. Já há alguns anos que lhe tentava ligar, mas o seu móvel estava desligado e por fim acabei por perder o numero; Pois nesse ano da Graça o meu amigo, despeja toda a conversa e pergunta-me como é que eu ia. “Bom amigo vou bem, mas já estou fora!! neste momento já não estou em Lisboa; estou na província, mas um destes dias vamos encontrar-nos e matar uma barrigada de refeição à boa antiga maneira”; que era o habitual nos outros velhos tempos após um dia ou tarde de trabalhos; já há anos que não o via; a ultima fora em casa dele, para ajudar a colocar uns apliques de candeeiro sobre a cabeceira da cama e fazer as respectivas ligações. Coisa pouco complicada, mas difícil para ele que de electricidade nada percebia e eu que não era o meu serviço, percebia algo que bastava para resolver muita embrulhadela; na altura, ele acabara de casar com a sua ninfinha e mudara de casa; Até chegar a casa dele ia curioso sobre como na realidade seria a ninfa que me tinha sido descrita e ansiava por vê-la. À entrada fui apresentado com todo o respeito e delicadeza e cumprimentei-a com um aperto de mão mas não resisti a usar posteriormente toda a capacidade verbal dos meus apontamentos atrevidos à ninfinha, mimando-a com palavras de voz adocicada; Usei a estratégia de um gentleman de gabarito a dirigir-me à garotita, que se deliciava quando a conversa escorria por caminhos de humor corado com erotismo. “Que tal a vida de casada??”, “Já faz comida saborosa?” “Um destes dias vou ensinar-lhe uns truques!!” “Esta é a caminha mais fofinha que você já teve??” “Será que esta cama já conta histórias??” A ninfa esboçava risinhos de resposta ou mesmo respostas atrevidas, como “Não me queixo!” “ Ele está contente!” “Pergunte-lhe, que de certeza, vai ver que eu sei do assunto!!” misturávamos no ar uma carga de tensos momentos de conhecimento recíproco que passavam bem longe das suspeitas do Jonas que apenas se interessava pelo funcionamento do interruptor de comando dos apliques de parede. Os meus olhos tocavam bem para lá das roupas dela; com o marido junto dela não perdia a oportunidade de a olhar fixamente nos olhos, sem que ela os retirasse, mantendo um sorriso maroto e vago, que só hoje consigo decifrar como um convite a fazer mais avanços e jogos eróticos; Aos pés da cama estava a maleta da ferramenta dos pequenos arranjos, quando me apercebo de que algo fora mal ligado; E apontei para os pés da cama, onde estava a ninfinha e a maleta das ferramentas junto a ela; “Preciso de uma chave dupla”, protesto eu. “O que é isso??” respondia a ninfa, inclinando-se sobre a ferramenta, e deixando aparecer o relevo das mamas a quererem espreitar através de um pequeno decote que tinha aberto com o movimento de se agachar. A sua blusa era em seda branca deixando larga zona sobre os seios bem ajustados no soutien, mas escondidos atrás dos botões da blusa; com o agachar, um dos botões abrira-se e deixara à luz o peito semicoberto pelo soutien; Dirijo-me para a maleta olhando fixamente as mamas da ninfa e palavreando “Não se incomode Beleza que eu já a encontro no meio dessa tralha; Ora!! uma chave dupla!! Você sabe de duplas??” Roída pela traição linguística a ninfa, sorriu abertamente dizendo que por ora apenas lhe interessavam chaves simples. Fiquei remexendo a maleta à procura da chave e quando a encontrei viro o olhar para cima na direcção da ninfa que se chegara mais ao pé para olhar a quantidade de bricolage perdida na maleta e deixa que eu me aperceba da beleza do torneado das suas pernas revestidas por uma saia tradicional pelos joelhos e do brilho das suas cuecas que escondiam uma coninha que deveria estar a tremer de vontades. Mantive os olhos fixos por alguns segundos nas cuecas da ninfa e depois levantando a chave dupla disse “ Vê esta chave tem duas pontas que se podem enfiar em dois buraquinhos de tamanhos diferentes!!! É uma questão de ajustamento!” e dizia isto encoberto com um sorriso demoníaco e com os olhos perdidos no fundo dos olhos da ninfa e com algumas bruscas corridas às cuecas da ninfa, que percebe perfeitamente a situação e abre um pouco mais as suas pernas deixando que os meus olhos percebam bem o formidável rego escondido; por esta altura já o meu pau estava de tesão ao máximo, mas a delicadeza fez-me recuar e regressar ao trabalho. Gingámos mais alguma conversa e no fim o aperto de mão da entrada na casa do Jonas foi substituído por um beijo pegajoso na face da ninfa e um pousar de mão no seu ombro durante um longo minuto esvaziando mais meia dúzia de humoradas eróticas e fazendo que a minha mão deslizasse suave mas prolongadamente pelo braço da ninfa parando algum tempo ao nível do seio para sentir o seu rebordo lateral encostado no meu polegar direito; repeti o beijo desta vez mais prolongado e leve nas faces da ninfa que ficaram ruborizadas com os desejos estimulados.
E passado todo aquele tempo ( 10 anos?? ), aí estava de novo o Jonas. Perguntei-lhe pela vida e quis saber se ainda estava casado com a ninfa e formulei desejos de nos encontrarmos para uns copos e uma conversata. Perguntei-lhe se a vida ia bem, se não tivera mais problemas, se era necessário mais algum favor ou mais algum testemunho em Tribunal.. “Não por agora está tudo bem!!”. Ficámos de falar mais tarde para combinar com mais vagar a oportunidade de um bom encontro de amigos. Havia um filho de 9 anos e era sempre complicado sair para Lisboa!! Mas na semana seguinte o meu Pai telefona-me e diz-me que vai ser operado a umas cataratas e eu proponho-me a ir dar uma ajuda nas deslocações ao hospital; Estávamos em plenas férias de Natal e levei comigo a ninfa e o filho. Quando conduzia para Lisboa toca o telemóvel e quem era??. O Jonas!! Perguntava de novo como ia eu? e eu contei-lhe que ia a Lisboa para tratar de ajudar meu Pai. “Óptimo” dizia o Jonas, “Temos de nos encontrar!!”. E eu digo-lhe que desta vez seria difícil já que levava comigo minha mulher e filho. “Oiça deixa o seu filho com sua mãe e vamos jantar, nós e as nossas esposas!!” Fiquei alvoraçado com a situação e os meus pensamentos começaram logo a vaguear em torno da ninfa colossal que há 10 anos vira na casa do Jonas; como estaria?? Bom o Jonas até tem umas contitas a ajustar; o meu pensamento corria agora em torno da ninfa; não me largava o seu sereno olhar, o seu doce sorriso, as mamas a espreitar pela borda do soutien quase deixando escapar os mamilos, a coninha com o seu rego desenhado na brancura das cuecas, as sua pernas esguias e abrindo aos olhos o rego da cona, não havia carne a mais, havia a suficiente para apreciar a formosura das anatomias da ninfa; Algo me dizia que sim que deveria avançar e procurar tirar partido das fragilidades da situação antiga do Jonas; eu tinha feito muito por ele; se não tivesse sido a minha acção ele provavelmente não teria as tesões que lhe eram dadas pela ninfa nem tão pouco a vida que hoje tinha; tudo isso fervia em mim e prolongava no meu espírito a sensação de poder partilhar a ninfa ; avisei a minha mulher do que se passava e que eu teria de arranjar forma de estar com o Jonas para um jantar de confraternização, omitindo que a mulher dele também ia estar. Assim, combinámos que nos encontraríamos na Baixa Lisboeta 3ª feira às 18 horas e depois iríamos jantar; Levaríamos os carros até ao parque dos Restauradores e depois iríamos no carro dele até ao restaurante. Não havia qualquer programa feito, apenas que nos encontraríamos no Café Chave de Ouro e depois ficaria ao improviso. A restante viagem correu ao sabor do habitual; conversa com o trocar de palavras monótonas e maneireiras de qualquer casal casado há 20 anos em que as estratégias estão todas alinhadas com recuos e avanços conforme o tema de modo a que as politicas de cada um mantivessem os objectivos de sobrevivência já há muito automaticamente estabelecidos; O vizinho anda sempre com as mesmas calças, a vizinha desde há 1 mês que a não vejo; aquela da frente continua com o mesmo carro; aquele saiu para estudar; Quando se pretende provocar o outro para algo diferente lança-se: Sabes o José comprou à mulher 1 casaco com pele que custou 5.000 euros!! Vamos ver o que resulta; às vezes o pobre fica arrascado e promete que ela não ficará só a ver o casaco da mulher do Zé, mas irás ter um em que o Zé será obrigado a investir mais uns 2.000 na mulher que lhe passa a mão pelos cornos todos os dias ou mesmo todas as semanas.
O dia fora unhado em grandes andanças de hospital, casa/ casa, hospital; havia sempre algo a corrigir, pequenos encontros inesperados, alguns irmãos que estavam de aviso e comentavam as suas desandas do dia a dia; preocupações, diria o povo com a sua arte empenhada em grandes conversas para pequenas coisas; mas é mesmo assim, quando as pessoas há muito se não vêm fica sempre no ar algo que obriga a cheirar o tempo, se o tempo algo mudou ou se tudo estava na mesma, se as pessoas ainda eram as mesmas ou se houvera alguma modificação de hábitos e atitudes; é assim em qualquer família de moral pesada, como a minha; A tarde passou segura e veloz, e todo o dia nada fazia suspeitar que seria necessário estar preparado para a investida ardilosa, matreira e de denso erotismo que se desenhava; os espíritos ficaram assimilados pelo ocorrido, e as despedidas fizeram-se com, olha que se faz tarde. Ainda tenho um amigo para ver; olhe mãe tome conta dos dois, o piqueno e a piquena porque vou chegar tarde. Amanhã vamos regressar. Estas operações de catarata são coisa fácil e a euforia do êxito da cirurgia ofuscou tudo; a felicidade era tamanha e os êxitos cirúrgicos deixaram o meu velho contente e com um sorriso do tamanho da cara; benditos sejam os médicos, bendita seja Nossa Senhora, a Nossa Virgem Mãe!!!
E aí estava de carro aviado a caminho da Baixa de Lisboa pela Avenida da Liberdade a baixo para chegar aos Restauradores e apanhar o parque de estacionamento. Chegado ao Chave de Ouro ainda não chegara o Jonas, nem a ninfa e sentei-me a uma mesa virada para a rua e pedi uma água tónica; entulhando a cabeça com a tesão da ninfa; como estariam os dois? Mas como estaria ela? Como iria abordá-los? Iria concerteza abrir-lhe o livro dos calotes; havia algo ainda no caderno das pequenas dividas, que por vezes com os juros merecem destas coisas. Estava tamborilando e saboreando o acre da água quando vejo entrar a ninfa, a qual vinha serena com um sorriso feliz que lhe apanhava todo o queixo; mordiscava os dentitos na sua maneira simples de ser, quando nada lhe levantava o curioso oculto que lançava espirros de malícia sobre a mente artilhada; levava a sua saia caída abaixo dos joelhos, sarapintada com pregas a toda a largura, com pernas sem qualquer protecção para lá da saia e com as cuecas em seda creme e rendilhados; vestia um casaco de cabedal castanho porque o tempo estava frio. Por baixo do casaco vestia uma camisita creme abotoada até acima, atrás da qual tinha o peito, o qual passados estes 10 anos mantinha o mesmo vigor, protegido por um soutien preto, para impedir que olhares mais assanhados ficassem apanhados na malha do tesão saído das formas eróticas únicas; E vai daí reparo no Jonas que a seguia logo atrás;