A Grande Aventura de Amanda: Visita à casa de Swing - Conhecendo o Glory Hole

Por: carlos-360 • 09/07/2026 • 3401 leituras
Capa do conto
Nesse capítulo vou contar minha experiência no Glory Hole

Eu não sabia o que me excitava mais: o que eu sentia ou o que eu imaginava.

Era como se meu corpo e minha mente andassem em trilhos diferentes, mas sempre na mesma direção. E dentro daquele clube — aquele mundo onde os desejos não precisavam mais ser guardados — cada porta parecia esconder uma nova camada da minha própria pele.

Foi Lucas quem falou primeiro.

— Existe uma sala aqui... bem diferente. Não é para qualquer um. Nem para qualquer casal.

Ele disse isso enquanto passava a mão pela minha coxa, com o mesmo cuidado com que alguém traça o contorno de uma pintura que ama.

Rafael se inclinou para frente.
— Diferente como?

Lucas sorriu.
— É o espaço do anonimato. Do instinto. Do prazer sem rosto. Só com o toque, o cheiro, o som.

Eu já sabia do que ele falava.

— Glory hole — eu disse, quase sussurrando.

Lucas assentiu.
— Mas aqui, é elevado à arte. Limpo, seguro, discreto. Só entra quem entende o jogo.
Ele me olhou com calma.
— Só vai se você quiser. E só se for conduzida por mim.

Olhei para Rafael. Ele segurou minha mão.
— Só se for bom pra você, amor.

E eu soube que sim.

Porque havia algo em mim que queria ser tocada sem ser vista. Ser desejada sem saber por quem. E ao mesmo tempo, saber que era ele quem me colocaria ali. Que Rafael assistiria. Que Lucas me protegeria.

Fui guiada até a sala com paredes pretas e luz âmbar. No centro, havia um biombo espelhado e uma parede de madeira clara com três orifícios arredondados — os famosos glory holes. Almofadas no chão. Uma cadeira de veludo roxo em frente à divisória.

Lucas se aproximou por trás.
— Você quer saber quem está do outro lado?

— Não — respondi, com os olhos já fechados.
— Eu só quero que você diga o que fazer.

Ele sorriu.

— Tire a roupa.

Fiz isso devagar, sentindo os olhos de Rafael queimarem minha pele como outra camada de toque.

Fiquei de joelhos sobre uma das almofadas, com os seios à mostra, os mamilos rígidos, o sexo latejando. Do outro lado, um som: respiração. A espera.

Lucas ajoelhou atrás de mim. Sussurrou:

— Quero que você use a boca. Só a boca. Você vai descobrir o que pode fazer sem ver.
E então me guiou até o primeiro buraco.

Do outro lado, o membro masculino já estava rígido. Grande. Quente. O cheiro era forte, limpo, masculino. Senti minha garganta contrair antes mesmo do primeiro contato.

Passei a língua devagar pela cabeça. Depois o beijei com a boca entreaberta. Escutei um gemido grave do outro lado da parede.

Lucas segurava meu quadril com uma das mãos, e com a outra acariciava minha nuca, como se conduzisse uma melodia.

— Isso, Amanda. Deixa ele sentir o quanto você adora provocar.
— E Rafael? — murmurei, com a boca ainda ocupada.

— Está assistindo. Está se masturbando por você.
— Ele está tremendo.

Fiquei ali, me dedicando àquilo como se fosse um ritual. Fazendo com que aquele homem — desconhecido, sem rosto — tremesse do outro lado por causa da minha língua, do meu controle. Do que eu permitia.

Quando Lucas disse “pare”, eu parei. Obedeci sem questionar.

— Agora, de costas. Quero que você sinta sem ver. Quero que receba.

Deitei sobre a segunda almofada. Ele me posicionou, as pernas abertas, o sexo alinhado ao segundo orifício da parede. Do outro lado, ouvi o barulho de respiração e zíper. Mais um homem? Talvez. Ou seria Rafael? Ou... Lucas me enganando?

A dúvida me incendiava.

Senti o toque quente. A ponta de um pênis roçando minha entrada. Uma pressão suave. Depois, a penetração. Lenta. Profunda.

Eu gemi. Forte.

— Você quer saber quem é, Amanda? — Lucas perguntou, de novo ajoelhado perto de mim.

— Não. Eu quero que todos sejam você. E Rafael. E qualquer um que me deseje como vocês dois.

Ele sorriu. Beijou meu ombro.
— Então sente. E goze. Como se estivesse cega de prazer.

E eu gozei.

Com a pele em brasa, os olhos lacrimejando, o corpo arqueando contra a parede, contra o mundo. Gozei de um jeito cru, primal, ancestral. Como uma oferenda.

Depois me recolheram com cuidado. Me cobriram com o robe de seda. Me deitaram na cadeira. Rafael veio até mim. Me beijou a testa.

— Eu nunca te vi tão linda, Amanda.
— Você me viu sem filtros.
— Foi perfeito.

Lucas serviu duas taças de vinho. Ficamos os três em silêncio, observando a sala esvaziar lentamente.

Na parede, os buracos ainda estavam lá.

Como bocas esperando novos segredos.

E eu sabia que o clube tinha muito mais a nos mostrar.

No próximo capítulo vou contar sobre uma orgia que foi surreal na casa de swing. Não perca ... E não esqueça de votar em nossos contos, ficamos gradecidos.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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