A rola que me transformou num criminoso

Por: Sever 08/07/2026 489330 leituras
Capa do conto
A rola que me transformou num criminoso
Cresci me mudando de país em país, cidade em cidade a cada três ou quatro anos sem nunca me apegar às pessoas ou à casa que temporariamente servia de lar, pelo fato do meu pai ser um diplomata inglês que percorria as embaixadas do país mundo afora. Éramos uma família de ciganos, de nômades, o que durou relativamente pouco até que minha mãe se cansou dessa vida errante e já não confiava mais cegamente na fidelidade do meu pai. Separaram-se amigavelmente durante a minha adolescência, enquanto para mim ela se mostrou traumática tendo que optar por com quem viver dali em diante.
Num primeiro momento, escolhi minha mãe, que voltou a morar em Luton, sua cidade natal em Bedfordshire onde residia quase toda sua família, inclusive os pais que mantinham um lucrativo e tradicional negócio na cidade além de uma extensa propriedade na zona rural. Por ser uma mulher ainda jovem, atraente e sofisticada, os mesmos predicados que levaram meu pai a desposá-la, logo começaram a surgir pretendentes a fim de se casarem com ela, entre eles um médio empresário local, Archie Buxton, um sujeito por quem senti uma antipatia logo de cara. Ele não deu motivo para isso, talvez fosse meu ciúme de filho único e homem a rejeitá-lo. O que me levou a mudar de ideia e ir morar novamente com meu pai errante que, assumidamente, não havia se envolvido com nenhuma outra mulher, mas que dava lá suas escapadas para atender suas necessidades de macho. Aos quarenta e tantos anos, ele era um homem posudo, atlético, dotado de uma energia contagiante e uma sensualidade que deixava as mulheres interessadas tanto em seus predicados másculos quanto na posição social.
Com essa mudança, tornei-me um jovem tímido, relativamente solitário por nunca conseguir estabelecer amizades duradouras e, extremamente revoltado tanto com o sistema político e social que me obrigava a levar essa vida sem vínculos quanto com as pessoas que em sua grande maioria só se aproximavam de mim por interesse, dada a posição privilegiada do meu pai. Não bastasse isso, pouco após a puberdade tardia, fui descobrindo minha sexualidade que me fazia sentir atração pelos garotões de aparência máscula e viril, ao invés das garotas que, com poucas exceções, me pareciam insossas e sem graça.
Uma ou outra, mais ingênua e incauta, chegou a tentar ficar comigo por eu ser um rapaz de beleza ímpar, educado, excelente estudante e de maneiras refinadas, fruto da necessidade que meus pais tiveram ao me criar e educar para os sofisticados círculos sociais que frequentavam. Depois de um tempo, acabavam descobrindo que do meu mato não saíam coelhos, e que seus corpos por mais sensuais e atraentes que fossem não me excitavam, o que as levava a desistir e a não desperdiçarem seu tempo com um gay que a cada dia ficava mais deslumbrado e interessado pelos homens.
Aos vinte anos, eu havia percorrido os cinco continentes, nove países, falava fluentemente seis idiomas e até me comunicava relativamente bem num dialeto da língua maori, por ter sido um garotão Maori parrudo o primeiro cara a sondar as profundezas do meu cuzinho com seu pauzão sequioso quando meu pai serviu na embaixada britânica na Nova Zelândia. Sinto saudades do Kiwa até hoje, do modo carinhoso e protetor como ele me tratava, de seus beijos libertinos que me deixavam com o tesão à flor da pele, do jeito fogoso que comia meu rabão carnudo deixando seu esperma cremoso formigando entre as minhas preguinhas dilaceradas por sua intrepidez. Mas, não é dele e nem do que tivemos que trata essa história.
Com o passar dos anos, meu pai alçou posições cada vez mais privilegiadas em embaixadas mais importantes mundo afora até chegar ao auge da carreira quando lhe era concedida a distinção de poder escolher os países e embaixadas nas quais queria trabalhar. Dessa maneira, cheguei à novamente a Europa e também foi onde tudo começou, mais precisamente na Costa Azul do Mediterrâneo. Depois de uma rápida passagem pelo consulado britânico em Málaga que durou poucos meses, nos mudamos para Marselha numa casa da Traverse de la Boudille com vista para o mar, cerca de 5,5 km ao sul do consulado-geral e próxima das badaladas praias do Prado, para onde eu costumava ir de bicicleta quando não tinha compromissos na faculdade de direito e ciências políticas da Aix-Marseille Université que ocupavam boa parte do meu tempo.
Vi-o pela primeira vez na noite de Ano Novo durante uma recepção oferecida por um bilionário inglês em sua vila na Côte d’Azur, cuja família fez fortuna nas antigas colônias britânicas de Bangladesh, Índia Britânica, Malásia e Brunei e, que mantinha estreita relação com o alto escalão do governo britânico, daí o convite feito ao meu pai extensível a mim. A mansão rodeada por um imponente jardim estava cheia de convivas. Todos ali, talvez à exceção do meu pai e outros poucos dignitários representando seus países, eram donos de contas bancárias acima dos seis ou mais dígitos. Joias retiradas dos cofres particulares ornavam as mulheres, relógios que custavam pequenas fortunas reluziam nos pulsos dos cavalheiros metidos em trajes de gala. Não que ele destoasse flagrantemente dos demais convidados, mas havia algo nele que me fez perceber que ele não pertencia àquele círculo social.
Ele se destacava pelo porte atlético e viril, devia ter por volta de trinta anos, se tanto, o que levou alguns a se perguntarem de que empresário, herdeiro ou aristocrata se tratava, pois quase ninguém o conhecia, inclusive o anfitrião que imputou o convite ao seu secretário particular que era o encarregado de reunir em suas festas figuras de renome da sociedade europeia. Nossos olhares se cruzaram no início da festa, eu imediatamente deslumbrado por sua aparência máscula e pelo tanto de músculos espalhados pelo corpão parrudo, ele certamente pelo sorriso cativante que lhe lancei quando não parava de olhar na minha direção. Quando o vi caminhando em minha direção, senti um calorão subindo pelo corpo, meu lábio inferior começou a tremer denunciando o quanto sua presença me abalava. Era algo que eu não conseguia controlar quando perto de um macho que me causava tesão e, que sempre me deixava inseguro diante deles.
- Olá! Apreciando a festa? – perguntou com uma voz grave e sensual.
- Olá! É melhor do que ficar em casa sozinho numa noite festiva como essa! – respondi, indicando que não estaria ali se as circunstâncias fossem outras.
- E por que um rapaz atraente como você estaria sozinho em casa?
- Poucos amigos, sem parceiro ou namorada, ... eu poderia citar inúmeros motivos, mas não vou cansá-lo com minha vida monótona.
- Bem, um amigo você acaba de fazer! E, não creio que uma beleza como a sua viva na monotonia. Devem te abordar com infinitas intenções, das mais convencionais às mais pecaminosas, porque esses olhos e esses lábios são uma verdadeira tentação. – afirmou, me examinando
- Ou você tomou uns drinques a mais, ou está me passando uma cantada. Pelo jeito machão acho que a segunda opção é a certa. – devolvi, lisonjeado com aquele olhar que parecia estar arrancando as minhas roupas.
- Errou! Nunca fui bom com as cantadas!
- Bem, se as cantadas não funcionam, pelo menos a simpatia e o restante compensam!
- E o que seria exatamente esse restante?
- Se sua intenção foi me encabular, conseguiu! – devolvi, sem admitir que o achava um tesão de macho. Ele riu.
- Juro que não foi minha intenção! Se bem que vê-lo constrangido aumentou meu interesse.
Logo estávamos mais afastados do burburinho, bebendo a um canto onde a conversa fluiu como se nos conhecêssemos desde há muito. A forte atração foi mútua, e não apenas no aspecto físico, mas em algo mais que enxergávamos um no outro. Senti uma enorme vontade de o beijar e, não hesitaria um segundo se ele me propusesse uma trepada, uma vez que há tempos meu cuzinho não ficava tão assanhado na presença de um macho.
Eu nem desconfiava, mas os planos dele para aquela festa eram outros e, me encontrar quase o fez perder o foco do que veio fazer ali. Foi preciso meu pai me afastar dele para me apresentar a algumas pessoas com as quais ele achava bom eu me relacionar para aumentar meu networking visando uma bem sucedida carreira futura, uma vez que seus planos para mim já estavam traçados em sua cabeça, me transformar num diplomata.
Ele acabou desaparecendo quando me vi livre outra vez. Procurei-o por todos os lados sem sucesso, e acabei concluindo que suas palavras não passaram de uma interlocução social sem nenhuma pretensão. Fiquei desapontado, teria sido bom se ele tivesse me dado a chance de explorar em detalhes aquele corpão, e o deixar entrar em mim com seu falo que, por toda estrutura corporal restante, deveria ser algo bem avantajado. Minha intenção era ir embora da festa logo após a queima dos fogos de artifício que aconteceria nos jardins, uma vez que nada me prendia àquelas pessoas e lugar.
Desejei um feliz Ano Novo ao meu pai abraçando-o e recebendo os mesmos votos dele, e de algumas pessoas que estavam próximas, comunicando-lhe em seguida que estava deixando a festa.
- Para onde vai, Harry? Não vá se enfurnar em casa numa noite especial como essa, meu filho! Você não pode viver se escondendo do mundo! Jovens na sua idade estão por aí se divertindo nas baladas com os amigos, não ficando em casa na noite de Ano Novo. – argumentou meu pai
- Que amigos, pai? Sempre que tento fazer alguns temos que nos mudar de país, de vida, de tudo. Como quer que eu tenha amigos?
- Eu sei que sua vida não tem sido fácil, Harry! Que não fincamos raízes e que isso atrapalha seu desenvolvimento. Mas isso não te impede de fazer amizades, mesmo que não durem para sempre. Aliás, nada dura para sempre, isso você já devia ter aprendido!
Apenas para não estragar a noite do meu pai, acabei ficando, enquanto perambulava entre os convidados sem me deter com ninguém. De repente, vejo-o descendo as escadas apressado e olhando para todos os lados como se não quisesse que descobrissem o que fazia no andar superior da mansão que não estava acessível aos convidados. De tão feliz que fiquei, corri de encontro a ele, pois até aquele momento não sabia seu nome.
Ele levou um susto quando o interceptei a caminho do jardim e, por pouco, não me derrubou com um golpe como se estivesse se defendendo de um ataque, até notar que era eu que ele estava agarrando.
- Ah, é você! Me desculpe, amassei seu paletó! – exclamou, sondando os arredores como uma ave de rapina.
- O que fez de errado para querer fugir com tanta pressa? Roubou o cofre do nosso anfitrião, por acaso? – questionei caçoando.
- Não grite, não faça nenhum movimento brusco, não tente nenhuma gracinha, apenas olhe para o que tenho nas mãos e siga devagar e descontraidamente em direção aos carros estacionados. Qualquer bobagem vai lhe custar a vida! – retrucou ele, me apontando uma arma camuflada sob o paletó. Entrei em choque e, por um triz não solto um grito, pois nunca tive o cano de uma arma comprimido contra as minhas costelas.
- Você é louco, o que pensa que está fazendo? Estamos cercados de centenas de pessoas, alguém vai perceber o que está fazendo. Me largue, isso jamais vai dar certo! Seja lá o que tenha feito! Eu só estava brincando, mas vejo que você não! – devolvi com a voz trêmula.
- Se você não tivesse dado uma de enxerido não estaríamos nessa situação! Me seguiu, foi? O que viu? Bem, não importa, agora você vem comigo, vamos sair daqui, depois decido o que vou fazer com você! – respondeu
- Você só pode ser completamente doido! Eu não vi nada, não faço ideia do que está falando! E não vou a lugar algum com você! Sou filho o embaixador britânico, se acha que vai sair ileso dessa, está muito enganado. É melhor me soltar e me deixar ir. – argumentava eu, em total desespero quando ele quis me enfiar à força dentro de um Alpine A110GT prateado.
- Isso melhora bastante as coisas, ninguém vai se atrever a nos interceptar sabendo que o filho de um embaixador pode sair ferido se nos perseguirem. – disse ele, me empurrando para dentro do carro.
Ele saiu cantando pneus, pegou a A8 em direção a Saint Laurent-du-Var dirigindo feito um louco, o carro colava no chão nas curvas feitas em alta velocidade. Eu o encarava sem atinar com o porquê de ele estar fugindo comigo.
- Como soube que roubei o cofre? – perguntou
- Você o quê? Eu já disse que só estava brincando, foi pura gozação!
- Eu não estava brincando! – exclamou, enfiando a mão no bolso do paletó e a trazendo para fora cheia de joias. Ele olhou para minha cara espantada e riu.
- Doido! Você é um ladrão! Só me faltava essa!
- Vai me denunciar? Terei que dar um jeito de fechar a sua boca, o que é uma pena, pois estou morrendo de vontade de sentir o sabor desses lábios.
- Podia ter feito isso lá na festa! Eu queria o mesmo!
- Está falando sério? Ou só quer ganhar tempo para tentar algum truque?
- Acha que eu me importo com o que roubou daquelas pessoas? Para mim tanto faz! – respondi. – Ao invés de ficar desconfiando de mim, podia me dizer seu nome. Ainda não sei como se chama o cara que está me raptando.
- Sever! Me chamo Sever!
- Isso é um nome de verdade ou está inventando?
- É meu nome, cacete! Não acredita em mim? Só me falta querer conferir minha identidade! Sou filho de catalães! Ao menos foi o que me disseram no primeiro orfanato para onde me levaram nos arredores de Madri. Antes que comece a me encher de perguntas, foram quatro orfanatos onde cresci, e me antecipando a outras perguntas, não, nunca fui adotado, pelo visto ninguém me queria. Se disser qualquer frase tipo – Coitado, que infância infeliz – ou – Sinto muito por um destino tão triste – ou qualquer outra observação demonstrando pena para comigo, corre o risco de eu te dar uns safanões antes que possa concluir seu pensamento, entendeu? – afirmou ameaçador.
- Eu deveria acreditar num ladrão? – perguntei o mais imparcial possível, embora tenha me comovido com sua história.
- Não vai ser aqui que teremos essa conversa!
- E onde será?
- Vai ver dentro em breve! – subitamente meu medo passou, e com ele a tremedeira. Voltei a examiná-lo, e o achei ainda mais gostoso e sexy do que antes, não me perguntem porquê; o atrevimento ousado de roubar um bilionário em sua própria casa com centenas de convidados, a tranquilidade após uma ação tão perigosa, ou apenas a serenidade daquele rosto viril que transmitia segurança.
Na periferia de Saint Laurent-du-Var, uma área bastante arborizada, entramos na garagem de uma casa térrea. Ele ainda me apontava a arma quando destrancou a porta e me fez entrar numa sala pequena e aconchegante. Me encarou por uns breves instantes, provavelmente avaliando se eu pretendia alguma reação, depois a colocou sobre um aparador e me puxou para junto dele. Assim que senti a quentura úmida de seus lábios investindo contra os meus, guiei minha mão sobre seu membro e o acariciei com um ímpeto sutil sentindo-o enrijecer ao meu toque. Sua boca me devorava, mordia meu lábio trêmulo, vasculhava a procura da minha língua, chupava-a, prendia-a entre os dentes, me fazia sentir o sabor de sua saliva. Quanto mais suas mãos e sua boca me consumiam, mais eu apertava aquela carne rija entre suas pernas sentindo-a pulsar forte.
- Tão logo notei a maneira como olhava para mim e me sorria soube que era isso que você queria, sentir, ver e tocar no meu pau. – disse ele, sem parar de me beijar. – Está gostando de sentir o quanto ele te deseja?
- Estou, muito! – respondi, sentindo as contrações anais se intensificando.
- É todo seu! – sussurrou com tanta sensualidade que fui me abaixando diante suas pernas afastadas, beijando e cheirando a ereção portentosa que se formou dentro da calça.
Desabotoei o cós, abri a braguilha e enfiei minha mão naquele antro desconhecido puxando para fora um pauzão cavalar muito grosso de cuja cabeçorra arroxeada e molhada, parcialmente coberta pelo prepúcio, emanava um inebriante perfume selvagem e almiscarado. O Sever baixou a calça e me expôs acintosamente toda genitália imponente, observando empertigado minha admiração pelo que estava presenciando. Cheio de dedos e cuidados demorei a tocar no falo latejante, só o fazendo quando vi surgir pelo largo orifício uretral o sumo viscoso e translúcido que formou um fio pendente que não se desprendeu da glande. Retraí o prepúcio com delicadeza desencapando a imensa chapeleta e capturei-o com a ponta da língua e o fui levando vagarosamente até a chapeleta estufada, lambendo o visgo e a envolvendo delicadamente com os lábios, com os quais passei a sugar o sumo que já fluía mais abundante e saborosamente delicioso. Ele grunhiu, fechou ambas mãos sobre meus cabelos, prensou a cabeça e deu um impulso para frente ao mesmo tempo que afundava meu rosto em sua virilha pentelhuda fazendo com que a cabeçorra afundasse na minha garganta me sufocando. Encarei-o com o rosto ruborizado e lágrimas banhando meus olhos até ele puxar o cacetão de volta e me permitir respirar, depois de haver tossido para não me engasgar e recuperar o fôlego.
- Gosta do cheiro e do sabor da minha rola? – perguntou imodesto.
- Muito! São deliciosos! – devolvi ronronando enquanto lambia a tora de carne quente como se fosse um picolé.
- Tesão do caralho! Há quanto tempo não chupa uma caceta? Pela voracidade com a qual está mamando minha pica deve estar num jejum prolongado. – eu não tinha tempo para responder, estava empenhado em chupar aquela rola suculenta, e não em dar respostas que ele podia sentir como sendo quase desesperadas.
Ele precisou tirar apressadamente a pica da minha boca por umas três vezes para não gozar dentro dela, tamanho tesão que estava sentindo. Afoito, ele começou a me despir quando voltamos a nos beijar. À medida que minha nudez foi surgindo o deslumbramento e tesão dele cresciam. A calça e a cueca ele arrancou quase na brutalidade após ter-me debruçado sobre um sofá de couro que rangeu assim que meu peso despencou sobre ele. A bundona carnuda, lisinha e sedutoramente redondinha agora estava exposta e vulnerável às suas investidas libertinas. Ele se ajoelhou, abriu meu reguinho imaculadamente liso e caiu de boca sobre o buraquinho rosado e inquieto que se contraía no fundo dele. Meu gemido lascivo ecoou pelo ambiente quando senti sua língua intrépida lambendo minhas preguinhas e querendo se introduzir dentro delas. Eu me larguei, empinei o rabão e deixei-o esmiuçar devassamente minha intimidade.
- Rabão tesudo da porra! Quer que eu meta meu pau nesse cuzinho? Pede para eu meter minha rola nesse buraquinho, pede, seu putinho gostoso do caralho. Filhinho de embaixador, veadinho e tão lindo e gostoso, vou te fazer sentir o que é a rola de um macho arregaçando esse cuzinho! – murmurava ele, sentindo a fragilidade macia das minhas pregas.
- Safado! Mete, enfia esse pauzão no meu cu, enfia! – devolvi gemendo. – Só mete devagar, esse cacetão é enorme, não sei se vou aguentar. – pedi, perdido num tesão incontrolável.
- Pode deixar, meu veadinho tesudo, vou dar um belo trato nesse cuzinho que você nunca mais vai querer outro macho te penetrando. – retrucou empertigado.
Não deu para aguentar a dilaceração dolorosa que a cabeçorra fez ao deslizar para dentro do meu cu sem soltar um grito agoniado. Não dava para escapar, o Sever estava com seu peso todo sobre mim, me agarrou com mais força quando tentei escorregar para o lado procurando escapulir da jeba que deslizava cu adentro a cada estocada potente dele.
- Ai macho, eu pedi para você ir devagar, seu bruto! – exclamei, completamente rendido à tara dele.
- Por que não me disse que era tão apertado, tesão da porra? Quem é você, onde esteve esse tempo todo, eu nunca tive alguém com essa pele, com esse seu cheiro, com uma boca e um cu com tanta quentura e maciez? Quero ser seu macho! Pede, veadinho da porra, pede para eu ser seu macho, seu único macho! – grunhia ele, socando aquela verga enorme no meu ânus estreito feito uma britadeira descontrolada. Eu só gania, gemia e suplicava pela integridade do meu cuzinho em meio a dor e ao prazer.
Ele puxava meu rosto para o lado, cobria-o de beijos, devorava minha boca carinhosa, amassava meus mamilos e socava fundo deixando o sacão pesado batucar cadenciadamente contra meu rego espragatado. Entreguei-me a sua lascívia, sentia sua carne rija e potente revolvendo minhas entranhas formando uma conexão tão intensa quanto inexplicável. Só me restou afirmar que o queria como meu macho, já que nunca me senti tão feliz quanto naquele momento. A felicidade se completou quando senti ele se despejando em mim, o esperma pegajoso e quente escorrendo para as profundezas do meu cuzinho como um presente pelo prazer que o fiz usufruir.
Passaram-se alguns minutos depois que ejaculou seu gozo no meu rabo e o pauzão começasse a voltar a flacidez normal quando o puxou lentamente para fora de mim. Ele ainda respirava ofegante quando o encarei admirando seu semblante extasiado, e tomei seu rosto entre as mãos cobrindo-o de beijos. Meu tesão ainda não havia passado quando deslizei uma das mãos pelo abdômen dele e a fechei ao redor do cacetão, palpando-o e acariciando-o com suavidade.
- Se continuar brincando com isso aí e ficar me encarando com essa carinha de putinho safado vai levar mais pica nesse rabinho guloso e apertado! – disse ele, se deliciando com as carícias que eu fazia em seu membrão grosso e naqueles bagos pesados.
- Isso é uma ameaça ou uma promessa? – perguntei ronronando, louco para sentir novamente aquela verga de carne potente pulsando no meu ânus.
- Entenda como quiser, safado! Já percebi que é bem chegado numa rola fodendo seu rabo. – respondeu cheio de malícia.
- Na sua especificamente! – exclamei, antes de o beijar terna e sensualmente.
Ele rolou para cima de mim e, com uma pegada forte voltou a me dominar e a meter a estrovenga no meu cuzinho, enquanto o ganido que soltei ecoava pelo ambiente. Com ele todo dentro de mim, pulsando forte como um animal enjaulado, voltou a se formar aquela conexão intensa e inexplicável entre nossos corpos e que não se limitava apenas a eles, nos envolvia por completo como se nossas almas comungassem do mesmo desejo. A força dessa conexão era a um só tempo potente e assustadora, uma vez que jamais havia sentido algo semelhante por outra pessoa.
Dois dias depois um casal chegou à casa e, por questão de minutos não nos flagra trepando em plena cozinha, pois estávamos nos pegando diversas vezes ao dia como se estivéssemos em plena estação de acasalamento. Thierry e Valentine eram os donos da casa, como logo vim a descobrir, após um cumprimento desconfiado e seco por parte de ambos. Não era preciso ser muito esperto para perceber que minha presença representava um incomodo e, não demorei a descobrir o porquê ao ouvir parte da conversa que o Thierry teve com o Sever.
- O que deu em você, perdeu o juízo? O filho de um embaixador! Faz ideia da encrenca que isso pode trazer? Quando ele der com a língua nos dentes você sabe que está ferrado, não sabe? E nós junto com você! – questionou indignado o Thierry.
- Ele não vai dizer nada, sossega! Desde o assalto ele está aqui comigo e em nenhum momento pensou em me delatar. – retrucou o Sever.
- Você acha que por ter enfiado esse seu pauzão insaciável no garotão, isso é sinal de confiança? O que acha que vai acontecer quando o deslumbramento dele pelo sexo com você passar? Estaremos fodidos, ele pode nos identificar, sabe desse refúgio e sabe-se lá o que já não extraiu de você quando sua pica estava dentro dele. Não é segredo para ninguém que você perde a cabeça de cima quando a debaixo está metida entre as pernas de alguém. – argumentou o Thierry.
- Ele é diferente! Acredite no que estou afirmando, e fique tranquilo!
- Diferente como?
- Sei lá, só sei que é diferente! Acontece algo entre nós quando estamos juntos que me dá essa segurança. Ele é confiável!
- Você não toma jeito! Tenho que admitir que o garotão é lindo, aquele rostinho quase inocente e aquela bunda mexem com o cacete de qualquer macho, mas daí a acreditar que é inofensivo, é ser muito tolo. Filho de embaixador, pode uma coisa dessas? Já não basta aquele policial aposentado da Scotland Yard, Douglas McBeham, continuar nos farejando feito um perdigueiro por todo Mediterrâneo desde o assalto fenomenal ao Lloyds Bank, quando deixamos toda polícia inglesa fazendo papel de otários, e você supõem que justamente o filho de um embaixador britânico vai se calar para te proteger?
- Quando o conhecer melhor, vai perceber que ele está do nosso lado! Não vamos mais falar sobre isso! Quero que todos o tratem bem, como um parceiro e não como alguém que vá nos trair, entendido?
- Bem! Você é o chefe, se é assim que quer, vamos fazer do seu modo. Mas, não me peça para acreditar piamente nas intenções dele. A partir de agora vou dormir com um olho fechado e outro aberto para não ter uma surpresa desagradável.
- Minha maneira de agir sempre deu certo, não deu? E vai continuar dando com ele nos ajudando. – determinou o Sever.
- Nos ajudando? Como acha que o filho de um embaixador vai se aliar a um grupo de criminosos? Ah, já sei! Persuadido pela sua rola! – retrucou com escárnio o Thierry.
Na primeira refeição que fizemos com o casal, eu garanti que não os denunciaria e que não me importava com o que faziam. O Sever me dirigiu um sorriso e afagou minha mão, o casal só me encarou desconfiado.
No dia seguinte o Sever me levou para Marselha, deixando-me na porta de casa. Não me disse onde morava ou para onde iria quando lhe perguntei, apenas tomou meu rosto entre as mãos e beijou sofregamente minha boca, voltando a ter uma ereção.
- Eu sei onde te encontrar, isso basta por enquanto!
- Quando?
- No devido tempo! – respondeu, antes de eu saltar sobre seu tronco vigoroso, beijá-lo ainda mais intensamente e acariciar aquela ereção que eu não queria deixar partir.
- Putinho tarado! Garanto que nos veremos em breve, não precisa recear que logo isso tudo vai estar novamente dentro do seu cuzinho. – afirmou, como que adivinhando minhas intenções.
- Promete? – ele sorriu e acenou positivamente com a cabeça.
Agoniado por não ter notícias dele há dois dias, fui dar um passeio no meio da tarde pela Plage des Catalans tentando aliviar a tensão e, a quase certeza, de que nunca mais o veria novamente. Deixe de sonhar com o impossível, Harry, ele é, no mínimo, um ladrão, e não vai querer uma testemunha de seus crimes como parceiro e amante, tentava eu enfiar na minha mente que não parava de pensar nele nem por um segundo.
- Devia haver uma lei proibindo você de usar uma sunga como essa! – disse a voz levemente rouca às minhas costas, que imediatamente reconheci, me virando na direção dela e me atirando contra aquele torso maciço e nu que me puxou para junto dele. – Olhe em volta, para aqueles marmanjos, esse rabão os deixou de pau duro, seu veadinho safado! Como seu macho vou te proibir de usar essas sungas! – emendou, durante o prolongado beijo que deixou os homens que estavam me secando decepcionados.
- Você me abandonou por dois longos dias, não pode fazer exigências! – afirmei. – Por que não me ligou? Como me encontrou aqui? Está me vigiando?
- Ei, ei, isso é um interrogatório? – questionou, cobrindo meus lábios com dois dedos. – No meu ramo de negócio o segredo é ser cauteloso! – afirmou, me fazendo rir.
- No seu ramo de negócio! Quer dizer, como ladrão profissional! – exclamei rindo. – Já disse que não estou interessado em seus negócios, mas em você, seu bobalhão gostoso!
- Gosto quando sorri assim para mim e diz que sou gostoso! – devolveu ele envaidecido. – Vem comigo, quero te levar a um lugar! Emendou
- Me sequestrando novamente? Isso está se tornando um hábito!
Ele me levou até uma casa térrea camuflada por um muro alto e árvores na Rue Audemar Tibido em La Madrague de Montredon, um bairro que eu conheci quando mandei um alfaiate confeccionar umas calças sociais sob medida, uma vez que tinha dificuldade de encontrá-las prontas para acomodar a bundona carnuda. A residência era despojada, mas inspirava conforto em sua simplicidade.
- Outro esconderijo? – perguntei, enquanto examinava o ambiente.
- Já é o segundo que lhe mostro! Estou me tornando vulnerável perante você! – afirmou.
- E isso é ruim?
- Não sei, é você quem deve me responder!
- Você sabe quem eu sou, onde moro, a quem estou ligado e é você que se acha vulnerável, quando nem mesmo sei quem você é exatamente, se o nome que me deu é verdadeiro, se tudo em você pode não passar de uma grande farsa. Quem é o vulnerável aqui, que se entregou a você de corpo de alma sem questionar? – indaguei.
- É o hábito! Confio em você! Desde o instante em que te tive em meus braços não paro de pensar em você. Eu te quero, Harry, filhinho de embaixador e o veadinho mais tesudo que já conheci! – devolveu ele, me apertando contra si e cobrindo minha boca com um beijo molhado e quente, enquanto tirava minha sunga e se apossava das minhas nádegas.
Fizemos amor até o anoitecer. Meu cu ardia e eu me perguntava se ainda restava alguma prega anal intacta depois daquele caralhão grosso as distender e esfolar durante as bombadas potentes do Sever. Jantamos no Chez Aldo após uma curta caminhada, de onde se viam as luzes do Boulevard Mont Rose do outro lado da baía através dos janelões de vidro. A noite estava estrelada e abafada no caminho de volta e, depois de uma ducha sob a qual ele me prensou contra a parede e enterrou até o talo aquele cacetão insaciável no meu cuzinho, me fazendo gemer e ganir enquanto minhas mãos tentavam encontrar suporte nos azulejos lisos com ele enchendo meu rabo de porra. Fomos nos deitar nus na cama cujos lençóis tinham o cheiro másculo dele, o que me levou a adormecer em poucos minutos afagando os pelos sedosos de seu peito.
Passei duas semanas na casa dele, se é que era mesmo dele e não apenas um refúgio temporário, sem sentir o tempo passar. Foram dias com um parceiro como sempre sonhei, tarefas rotineiras, preparar juntos as refeições, acordar com um corpo quente aconchegado ao meu, olhar para o entardecer sobre o mar reclinado no ombro do homem que mais tarde faria amor comigo até ficarmos exauridos e saciados. A cada ligação do meu pai ele se mostrava mais preocupado com meu sumiço, pois nunca havia desaparecido por duas semanas sem que ele soubesse exatamente onde e com quem eu estava.
- Um amigo? Que amigo, Harry? Não é você que vive se queixando de não ter amigos? De onde surgiu esse, tão repentinamente? Qual o nome dele? Onde mora? É alguém de boa família, qual o sobrenome dele? Ele pertence ao nosso círculo social? – me interrogava meu pai diante do pouco que eu esclarecia.
Ri sozinho quando encerrei a ligação. O Sever me perguntou o que meu pai tinha dito de tão engraçado. De boa família, do nosso círculo social não podia ser mais hilário. É uma amizade recente, pai. É um dos machos mais lindos e tesudos que já conheci, só tem um porém, ele é um ladrão e assaltante de bancos. Será que isso o desqualifica? Não dava para parar de rir ao pensar em dar essa resposta aos questionamentos do meu pai.
- Papai está preocupado com o filhote? – indagou caçoando o Sever
- Acho que sim! Sou filho único!
- Filhinho da mamãe, mimadinho, veadinho, tesudinho e mais outros tantos “inhos”, não é à toa que ele se preocupe com tantos garanhões malandros soltos por aí! – exclamou zombando.
- E foi justamente nas garras de um desses que fui cair! – devolvi, quando ele veio me dar um amasso e enfiar sua língua na minha boca.
Depois daquelas duas semanas, nas quais inclusive recebemos a visita do Thierry e da Valentine, além de mais dois sujeitos parrudos que também estranharam a minha presença e que me foram apresentados como sendo o Santiago e o Pablo, ex-colegas dos orfanatos pelos quais o Sever havia passado. Ele não precisou esclarecer que faziam parte da gangue que ele gerenciava. O Santiago era um daqueles espanhóis de sangue quente, falador e expansivo que precisou ser advertido pelo Thierry que a minha bunda roliça que lhe provocava ereções já tinha o chefe como dono.
- E onde foi que o Sever conseguiu encontrar um tesudinho desses, ainda por cima filho de embaixador? – questionou quando foi advertido a não se engraçar para o meu lado.
- Você conhece o chefe, ele fareja tudo e sempre acaba se dando bem. Ao que parece o garotão está virando tanto a cabeça de cima dele quanto a debaixo. – respondeu o Thierry antes deles caírem no riso.
Me mantive afastado da mesa ao redor da qual todos eles estavam sentados traçando um plano enquanto faziam esboços sobre algumas folhas de papel, fazendo anotações, levantando hipóteses, discutindo prós e contras. No entanto, consegui ouvir trechos das conversas feitas em tom baixo e cauteloso quando lhes servi algumas bebidas e petiscos para afugentar o apetite. Do pouco que captei, o alvo era uma agência do BBVA na cidade de Bilbao no Golfo de Biscaia, que estaria recebendo um enorme carregamento de dinheiro devido a uma transação com o governo municipal. Fiquei me perguntando de onde tinham conseguido tantas e tão detalhadas informações, e concluí que a quadrilha não se limitava aos que estavam ali sentados, mas que tinha mais elementos abastecendo-os e dando suporte longe dali.
Numa das vezes em que fui reabastecer o estoque de bebidas e comidas, o Sever me puxou pela mão, me fez sentar em seu colo, beijou minha nuca e anunciou que eu faria parte do esquema, o que deixou a todos estarrecidos, inclusive eu.
- Não contem comigo! – fui logo avisando. – Só do pouco que ouvi já estou me borrando todo, o que dirá se me levarem junto! Fora de cogitação, podem esquecer que eu existo!
- O garotão está coberto de razão! Isso seria suicídio! Pense bem, Sever! O que deu em você, ficou maluco? Não podemos levar esse garoto despreparado numa missão dessa natureza, a não ser que queira matar a todos. – afirmou enfaticamente a Valentine que, desde que percebeu o Thierry dando umas espichadas de olho e ajeitando a pica dentro da calça quando secava disfarçadamente minha bundona, redobrou a aversão que sentia por mim.
- Você vem conosco e isso não está aberto a discussões! – determinou o Sever, impondo sua autoridade. – Preciso que faça um servicinho bem específico, mas de fundamental importância para tudo dar certo! Não vou te colocar em risco, juro, meu tesudinho! – continuou, antes de alguém se atrever a questioná-lo. – Vou te explicar tudo em detalhes mais tarde, por hora basta que saiba que vem conosco e que terá de fazer algo bastante simples por mim, por todos nós. – emendou.
- Está me assustando! Seja sensato, ouça seus amigos, eles têm mais experiência nesse ramo do que eu. – tentei dissuadi-lo.
- Está vendo! O garotão tem mais juízo na cabecinha linda dele do que você! – sentenciou o Thierry, depois que a Valentine o cutucou instigando-o a se manifestar.
- Qual foi a parte do – isso não está aberto a discussões – que você não entendeu, hein? Pode pular fora quando quiser se não estiver de acordo! Isso serve para todos vocês, quem quiser pular fora é só avisar! – o Sever sabia se impor, havia algo nele que desestimulava qualquer um a enfrentá-lo. Os olhares foram baixando e, por alguns minutos, reinou um silêncio resignado.
Naquela noite voltei a argumentar com o Sever sobre o desatino que estava prestes a cometer me levando junto com o grupo. Ele me explicou meu papel e o que eu deveria fazer em poucas palavras, no mesmo tom indiscutível que usou com os demais, tratava-se de uma ordem, não um pedido, não algo que eu pudesse questionar. Me levou para cama após o jantar, arrancando minhas roupas pelo caminho e meteu o pauzão dominador com força no meu cuzinho me subjugando; enquanto eu gania de dor antes de sobrevir o prazer, que só veio ao final do coito bruto quando me esporrei todo e sentia o gozo cremoso e quente dele encharcando meu ânus.
- Isso é para você aprender a não me questionar, seu putinho! Sou seu macho e quero que me obedeça quando te dou uma ordem! – exclamou arfando e todo suado, enquanto o caralhão amolecia lentamente envolto na minha carne macia e trêmula.
- Bruto! Selvagem! Estúpido! – balbuciei, sentindo a queimação nas preguinhas dilaceradas. – Vai se iludindo achando que vou me submeter cegamente aos teus caprichos e desmandos. Posso ser um garotão inexperiente, mas nunca vou permitir que outra pessoa controle minha vida e meus desejos, nem mesmo você! Teu castigo começa agora mesmo! Pode ir tirando esse pauzão do meu cuzinho e já vou avisando que ele está completamente interditado para você por tempo indeterminado. Vai ter que fazer por merecer para enfiá-lo novamente em mim, seu machão presunçoso. – declarei enfático. Ele riu, mas obedeceu puxando o caralhão ainda pingando para fora do meu cuzinho.
Na manhã seguinte o grupo seguiu em três carros em direção a Toulouse, todos alugados com nomes e documentos falsos. Santiago e Pablo dirigiam um Volvo XC40, Thierry e Valentine um BMW X2, o Server um BMW X5. Em Toulouse nos hospedaríamos em hotéis diferentes que serviriam de base para a incursão final até Bilbao na Espanha, onde os últimos acertos seriam revisados e pormenorizadamente discutidos, embora eu desconhecesse os detalhes. Eu estava dando um gelo no Sever devido a discussão da noite anterior. Mal respondi as perguntas que ele me fez durante o trajeto tentando puxar conversa e voltar às boas comigo, garantindo assim o acesso ao meu cuzinho para aquela noite. Ele não insistiu, até se fez de difícil também só para provar quem mandava ali.
Ficamos em Toulouse por três dias, tempo necessário para o Santiago e o Pablo providenciarem o aluguel de uma Ford Transit. A van seria usada para transportar equipamentos para o bloqueio das portas do banco, armas pesadas e os disfarces para que eles pudessem passar por funcionários de manutenção de ar-condicionado. Nesse mesmo tempo, o Thierry foi se encontrar com alguns comparsas na periferia da cidade responsáveis pelo fornecimento das submetralhadoras, granadas e outros explosivos que garantiriam o desestimulo de qualquer reação durante o assalto, fosse dos seguranças da agência, fosse de algum desses heróis que procuram uma brecha para viver seus cinco minutos de glória.
Na noite da véspera para a partida para Bilbao, nos reunimos no hotel no qual o Sever e eu estávamos hospedados para uns coquetéis ensejando o sucesso da missão. Eu e ele ainda não havíamos feito as pazes, o que logo foi notado pelos demais. Falou-se sobre alguns detalhes de última hora e sobre como abortar a missão caso algum imprevisto não antecipado surgisse. Eu só ouvia. O Sever repetiu mais uma vez os passos da minha atuação na frente de todos, ninguém se atreveu a fazer qualquer comentário. Eu estava apavorado, além de me manter em silêncio, fui despejando um drinque atrás do outro para ver se meus nervos me davam algum sossego. Minha mente era pura confusão. Meu amor por aquele homem estonteante que sabia usar meu cuzinho como ninguém era um criminoso e eu precisava encarar essa realidade se quisesse continuar com ele. A Valentine e o Thierry gostariam de me eliminar se fosse possível sem desencadear a fúria do Sever. O Santiago não parava de olhar para mim com aquele olhar de cobiça, de um predador pronto para devorar sua presa, o que me causava arrepios por todo o corpo e fazia meu cu piscar. Ele era bonito e forte como o Sever, tinha todos os requisitos para ser o macho alfa daquela gangue, mas se posicionava como um macho beta inquieto e questionador o que fazia com que fosse o que mais atritos tinha com o líder. A minha presença e aquele desejo contido de se apossar de mim só pioraram a situação.
Ele me pareceu mais lindo e másculo naquela noite, não sei se devido a camisa com os dois primeiros botões desabotoados que deixavam parte de seu tórax viril exposto, ou se pelo quarto drinque que eu estava bebendo e que o Sever tirou das minhas mãos ao me dirigir um olhar de censura, como se eu fosse um menininho que acabara de fazer uma travessura. Já não bastava a foda bruta e a discussão que se seguiu de dias atrás, agora ele quer controlar até o que eu bebo. Se bem que eu não estava acostumado a beber e já sentia os efeitos torporosos dos drinques se espalhando pelo corpo na forma de calores que ardiam com mais intensidade quando meu olhar se voltava para o Santiago esbanjando testosterona pelos poros. Retribuí os olhares que ele me dirigia, lambia o lábio inferior que não parava de tremer e sorria discretamente na direção dele jogando charme. Como estavam todos empenhados na revisão dos detalhes da missão, apenas o Pablo notou o flerte e alertou o parceiro do perigo daquele joguinho. Eu estava tão puto com o Sever que queria fazer ciúmes nele, só para ele saber que não era o único homem desejável desse mundo.
Em dado momento me levantei e fui ao banheiro, precisava mijar e jogar um pouco de água fria no rosto para amenizar aqueles calores sufocantes. Eu estava na pia aspergindo água no rosto quando o Santiago entrou e se posicionou diante dos mictórios, tirando o pauzão carnudo e grosso pela braguilha e trazendo junto o sacão peludo pendurado abaixo dele. Lancei um olhar guloso para aquele equipamento todo e lambi os lábios. Ele sorriu, continuou mijando e exibindo o dote portentoso, até terminar e chacoalhar o cacetão pesado para eliminar a última gota de urina. Antes de ele guardar o cacete e fechar a braguilha, eu fui até última cabine no canto mais afastado da porta de entrada do banheiro, arriei a calça e cueca até abaixo dos joelhos deixando a bunda toda exposta, sem fechar a cabine. Foram poucos segundos antes de eu sentir o calor do corpão dele atrás de mim, suas mãos contornando minha cintura e sua barba por fazer roçando minha nuca. Um arrepio perpassou minha coluna, joguei a cabeça ligeiramente para trás até ela se apoiar no ombro dele e virei o rosto em sua direção. Ele cobriu minha boca com a dele e iniciou o beijo libidinoso e molhado, lambendo meus lábios e introduzindo a língua devassa na minha boca. Eu retribuí, empinei a bunda contra o falo dele pendurado para fora da braguilha. As mãos dele vagavam pelo meu tronco trazendo-o para junto do dele ao mesmo tempo em que se esfregava nas minhas nádegas me fazendo sentir a ereção se imiscuindo no meu reguinho estreito. Soltei um longo suspiro quando ele pincelou o pauzão ao longo do meu rego parando sobre a entrada do meu cuzinho antes de dar um impulso contra as minhas nádegas quase entrando no meu cuzinho.
- Tesão da porra, me dá esse rabo, seu putinho gostoso! Não paro de pensar em você desde que nos conhecemos! Quero meter nesse cuzinho macio e quente! – ronronava ele, sem desgrudar a boca da minha e me fazendo sentir o sabor de sua saliva ainda misturado ao vinho que acabara de ingerir.
Eu tremia todo nas mãos dele, desejo e medo se fundiam num sentimento único, as famigeradas vozinhas voltaram a assoprar na minha cabeça, uma me advertindo das consequências se o Sever ficasse sabendo, outra me impelindo a arrebitar a bunda e deixar aquele caralhão entrar em mim. A diabólica venceu, junto a um gemidinho lascivo comprimi a bunda contra a virilha do Santiago que apontava e forçava a cabeçorra da pica na portinha do meu cu. Antes do meu gritinho escapar pelos lábios ele os tapou com a mão, e eu senti a carne quente e rija dele deslizando para dentro de mim. Por uns instantes tive a sensação das minhas pernas terem se transformado em gelatina, ele precisou me segurar com mais força para eu não desabar no chão.
- Sssshhhh! – ordenou ele, enquanto eu gemia e ele se empurrava todo para dentro do meu cuzinho.
- Está doendo! – sussurrei gemendo.
- Abre bem o cuzinho para mim que logo passa! – disse ele, sem interromper as estocadas que cravavam o pauzão até as bolas no meu rabinho apertado.
Fui tomado por um pavor insano quando voltei à razão sentindo aquele macho se saciando no meu rabo. Pedi para ele parar alegando que alguém podia entrar no banheiro e nos flagrar. Ele não me deu ouvidos, estava tomado pelo tesão e não ia abrir mão desse prazer por nada nesse mundo. Cada vez mais ávido, ele me beijava e chupava minha língua, enquanto as mãos amassavam meus mamilos me fazendo gemer sensualmente. De repente, ele parou com vaivém, respirou fundo, teve um estremecimento que sacudiu o corpanzil musculoso, socou o pauzão fundo em mim e grunhiu rouco, despejando uma infinidade de jatos de porra densa no meu ânus. Foi nesse momento que a porta de entrada do banheiro se abriu e o Sever chamou por mim. O Santiago arrancou com um só golpe o caralhão do meu cuzinho me obrigando a ganir.
- Onde você está? Por que está demorando tanto? – perguntou o Sever
- Já estou indo, espere um pouco! Não estava me sentindo bem! – respondi, puxando apressadamente a cueca e a calça para cima e tentando me recompor o melhor possível para ele não perceber o que tinha rolado.
- Eu te avisei para não abusar! Você não está acostumado a beber e foi entornando um drinque atrás do outro. Ainda estaria lá se eu não o tivesse tirado das tuas mãos. – devolveu ele. – Precisa de ajuda?
- Não, obrigado! Já estou melhor, saio num instante!
O Santiago nem respirava enquanto limpava o pauzão melado de porra e o enfiava dentro da calça. Abri a porta só o suficiente para eu me esgueirar por ela sem que o Santiago pudesse ser visto. Não tive coragem de encarar o Sever, aquela expressão inquisidora estampada no rosto preocupado dele.
- Tem certeza que está melhor? Talvez fosse melhor tomar alguma medicação. – disse ele quando me atirei em seus braços.
- Não, não precisa! Estou melhor, sério! – respondi, ao mesmo tempo que um choro incontrolável começou. O choro do arrependimento, da culpa, do remorso.
- O que deu em você, por que está tão sensível? Vem cá, vamos subir para o quarto, você precisa descansar, temos um dia agitado pela frente amanhã, e quero que esteja bem!
- Me perdoa, Sever! Me perdoa! – balbuciei tomado pelo remorso.
- Não seja bobo, meu tesudinho! Um pileque não vai te matar, nem é motivo para você se desculpar! – retrucou me abraçando e fazendo com que a culpa se tornasse ainda mais pecaminosa.
Ao passarmos pela mesa onde estivemos reunidos, os olhares me examinavam e denunciavam o que ia na cabeça de cada um deles. O Sever ia levar um pouco de mais tempo para chegar a mesma conclusão que eles e, nenhum deles ia querer estar na minha pele quando isso fosse acontecer. Quando ele me deitou na cama, resisti em soltar de seus ombros e a confissão do que acabei da fazer com o Santiago estava preparada na ponta da língua prestes a ser revelada. Ele me despiu, mas agarrei a cueca não permitindo que ele a tirasse, pois a prova da minha traição ainda estava espalhada no meu rego, me fazendo questionar como ele ainda não notou o cheiro do macho que havia deixado em mim seu sêmen leitoso.
O Sever e o Thierry trocaram de carro, ficamos com o BMW X2 e eles com o BMW X5, enquanto o Santiago e o Pablo seguiram com o Ford Trafic atulhado de armamento rumo a Bilbao, onde chegamos no meio da tarde e repetimos o mesmo esquema de hospedagem em hotéis diferentes. A partir dali a comunicação ficava restrita ao essencial e seria feita através de rádios de comunicação numa frequência criptografada. O assalto ia acontecer ao meio-dia e quinze do dia seguinte quando o Sever e eu entraríamos na agência para sacar uma quantia acima do limite o que exigiria uma liberação prévia do gerente. Nesse momento, o Santiago e o Pablo já estariam fazendo a manutenção do sistema de ar-condicionado que se encontrava nos fundos da agência no mesmo corredor que dava acesso à caixa-forte. O Thierry e a Valentine também entrariam como simples clientes, mas seguiriam direto para os banheiros masculino e feminino onde o Pablo havia camuflado as submetralhadoras que ambos usariam para intimidar clientes e funcionários. Antes de entrarem em ação e, para criar um pequeno alvoroço na agência, a Valentine apontaria na minha direção sugerindo a quem estivesse a sua volta tratar-se de algum parente da família real espanhola, o que instauraria a curiosidade entre os clientes para ver de quem se tratava.
Tudo funcionou com a precisão de um relógio suíço. Assim que o Thierry disparou uma rajada de tiros pelo teto da agência e os pedaços de estuque começavam a atingir as pessoas o caos se instaurou. O Sever imobilizou o gerente que nos atendia com um golpe travando seu pescoço entre seus braços musculosos e fortes.
- Um movimento em falso e quebro seu pescoço! – disse ele ao gerente pançudinho que suava em bicas temendo pela vida. – Siga em direção a caixa forte e prepare-se para abri-la.
- Ela só pode ser aberta em horários pré-determinados. – avisou o gerente, que se deixava conduzir como um enorme pedaço de presunto.
- Sim, eu sei! Às 12h15min precisamente. – retrucou o Sever.
Santiago, Thierry e Valentine mantinham clientes, funcionários e três seguranças já desarmados sob seu controle, todos deitados no chão. A porta de entrada da agência fora bloqueada, caso alguém quisesse entrar, mas o movimento àquela hora era fraco e enquanto o assalto prosseguia nenhum cliente procurou a agência.
O Sever seguiu na frente com o gerente bufando pela falta de ar enquanto seu pescoço era esmagado pelos braços do Sever. O Pablo e eu seguíamos logo atrás, ele armado com uma submetralhadora eu sem nada, apenas com meia dúzia de mochilas. Enquanto abria a caixa forte digitando as senhas, com a pistola que o Sever empurrava entre suas costelas, o gerente parecia estar prestes a sofrer um colapso. Ele mal conseguia ficar em pé, tremia, suava, gaguejava, disse não se lembrar da senha, pediu clemência quando o Sever acertou um golpe com a pistola em sua testa fazendo surgir um filete de sangue que lhe escorria pelo rosto apavorado. Ele errou a primeira digitação, quando viu que ia receber outra coronhada o mijo lhe vasou pelas pernas, suplicou pela vida e refez a digitação que, depois de dois cliques, abriu a porta do cofre. Eu e o Pablo enchemos as mochilas com as cédulas que estavam em pacotes nas prateleiras, abrimos alguns escaninhos abarrotados de joias e cédulas de outros países. Três grandes malotes onde se encontrava o dinheiro da municipalidade estavam a um canto. O Pablo pegou um deles e o arrastou até a van estacionada nos fundos da agência, o Thierry veio ajudar a pegar os outros dois malotes, enquanto o Santiago e a Valentine mantinham os clientes e funcionários sob controle. Pendurei três mochilas nas costas e as levei até a van, voltando em seguida para pegar as demais. Com a van completamente carregada, o Santigo assumiu a direção e partiu com o Pablo. O Sever conduziu o gerente até sua mesa, onde o infeliz se atirou completamente arrasado e balbuciando frases sem sentido.
- Vá para o carro! – ordenou-me o Sever.
- E você? – perguntei aflito
- Caralho moleque! Quer outra lição para aprender a me obedecer? – perguntou furioso. – Vai moleque, anda! Está esperando o quê? – acrescentou, espumando de raiva.
Corri em direção a saída, e foi nesse instante que vejo uma funcionária engatinhando em direção a um botão de alarme embaixo de uma das mesas de atendimento. Antes que pudesse avisar, a Valentine já havia presenciado a intenção dela e disparou a submetralhadora sobre o corpo da infeliz, que estrebuchou saltando a cada projétil que penetrava seu corpo até ele ficar completamente inerte e uma poça de sangue surgir abaixo dele. Soltei um grito e petrifiquei onde estava, meus pés não saiam do lugar. Foi a primeira vez que vi alguém morrer diante dos meus olhos e aquilo quase me fez perder os sentidos.
- Sai daqui, moleque! – berrou a Valentine encolerizada quando me viu petrificado feito uma estátua, ao mesmo tempo que me dava um empurrão em direção a porta.
Os gritos, a confusão, distraíram o Sever e o Thierry, enquanto a Valentine se encarregava de me expulsar dali, foi a chance que um dos seguranças deitado próximo à saída encontrou para tirar uma pistola extra de uma de suas pernas e a apontar em direção a Valentine. Antes de conseguir disparar, o Sever que já estava me conduzindo pelo braço porta afora, disparou dois tiros na cabeça dele, espalhando pedaços de massa e fragmentos de osso por todo lado. Foi o que faltou para tudo escurecer diante dos meus olhos e eu ser amparado pelos braços do Sever.
Voltei a mim dentro do carro que percorria as ruas de Bilbao em alta velocidade em direção a um edifício de apartamentos na avenida Zarandoa Etorbidea, com o Sever ao volante, me encarando enquanto driblava o tráfego. Ele sorria.
- Puta aventura para um filhinho de embaixador, não é! – exclamou, enquanto eu esfregava os olhos para ter certeza que tudo não foi apenas um pesadelo.
- Como consegue brincar com uma coisa dessas? Você matou um homem! – retorqui todo abalado.
- Foi preciso! Se ele tivesse obedecido, ainda estaria vivo! – retrucou ele. – Que isso te sirva de lição, não obedecer leva a consequências! Como foi criado cercado de mimos fazendo o que lhe dava na veneta, não sabe que é assim que as coisas funcionam. – emendou. Fiquei calado, minha mente estava tão confusa que estava difícil digerir tudo aquilo. Mochilas cheias de cédulas e joias, malotes abarrotados de dinheiro, uma mulher e um homem mortos, era demais para mim.
No apartamento do terceiro andar onde entramos havia mais três sujeitos que eu não conhecia, acompanhados do Santiago e do Pablo, do Thierry e da Valentine, além de tudo que havíamos subtraído da agência bancária. Não fui apresentado a ninguém, apenas procurei a poltrona junto à janela que dava vista para o rio Nervión que margeava a avenida Zarandoa e fiquei apreciando a vista, tudo o mais não me interessava. Eles dividiram o butim na proporcionalidade de suas participações, cabendo o Sever a maior delas. Dado o que foi roubado, podiam considerar-se ricos com o quinhão que lhes coube. Antes de voltarmos para o hotel o Santiago deu um jeito de se aproximar de mim.
- Está tudo bem com você? – ele tinha aquele mesmo olhar libidinoso de quando me pegou na cabine do banheiro.
- Sim! – respondi secamente e sem entusiasmo.
- Quero que saiba que foi maravilhoso! – afirmou. Dei de ombros e segui o Sever em direção ao carro.
Não sei que rumo cada um seguiu depois da partilha, eu e o Sever pernoitamos no hotel da noite anterior. Ele estava particularmente alegre, ora cantarolava umas canções, ora assobiava alguma melodia. Também estava com o tesão à mil, tanto que se enfiou sob a ducha comigo e, cheio de dengos e carícias, ficou me bolinando e esfregando o caralhão à meia-bomba no meu reguinho. Eu precisava contar o que fiz com o Santiago, aquilo estava me agoniando mais do que os dois assassinatos que presenciei. Ele notou que havia algo errado quando não retribuí imediatamente seus beijos e lhe empinei a bunda para que me penetrasse. Estudei seu olhar por mais de uma hora, tanto para criar coragem de contar o que fiz, quanto para me preparar para sua reação. Será que vai me abandonar me expulsando de sua vida, ou será que vai dar cabo de mim como fez com o segurança do banco, fiquei a me perguntar. No final das contas as duas opções resultariam no mesmo, pois a vida sem ele já não fazia mais sentido de tanto que eu o amava.
- O que foi? Por que está tão distante? Você nunca rejeitou minhas carícias, sempre se mostrou pronto para aplacar meu tesão. – indagou todo carinhoso.
- Preciso te contar uma coisa! Depois que souber o que fiz talvez nunca mais vai querer saber de mim. – comecei cauteloso, observando e analisando cada expressão dele. – Não sei porque fiz o que fiz, mas foi algo abominável e do que estou profundamente arrependido. Você me deixou muito puto quando me fodeu com toda aquela brutalidade, eu estava com muita raiva de você. Não que esteja te culpando pelo que fiz, só quero que entenda porque me comportei assim. – a cada frase ficava mais difícil chegar onde eu queria. – Também preciso que saiba o quanto eu te amo e que estou muito arrependido.
- Você deu o cu para o Santiago naquele banheiro, não passou mal como afirmou quando fui ao seu encontro. – encarei-o cheio espanto.
- Você sabia? Por que não me impediu? Por que fingiu acreditar que eu estava passando mal? – perguntei estarrecido.
- A culpa não foi só sua, o Santiago vem me desafiando há tempos e usou da sua ingenuidade para me afrontar. Estou muito zangado com você, não pense que não. Vai me jurar aqui e agora que isso nunca mais vai se repetir, nunca mais entendeu, seu moleque putinho! – ordenou, apertando meu queixo com aquela mão que mais parecia uma torquês.
- Eu juro, juro! Me perdoa, meu amor, me perdoa! Desde que te conheci nunca mais desejei outro homem, acredite em mim! Eu te amo, Sever! Amo mais que tudo nessa vida! – afirmei, enquanto ele segurava meu rosto em suas mãos e começava a me cobrir de beijos.
- Putinho safado! Agora vem comigo para a cama, vou arregaçar esse cuzinho apertado! – exclamou, me conduzindo em direção ao quarto enquanto sua mão vasculhava meu rego quente.
- Então é assim que está me pedindo desculpas por aquela foda bruta, fingindo não se importar de eu ter dado o cu para o Santiago? – perguntei, uma vez que esperava uma reação bem mais violenta da parte dele.
- Quem disse que estou pedindo desculpas por aquela foda? Você a mereceu, foi desobediente e sabe disso! – não fosse eu já estar excitado vendo a pica dele dura como uma barra de ferro, e sentir suas mãos explorando meus mamilos, teria ficado novamente puto com ele por querer me subjugar daquela maneira.
Ele foi o amante perfeito naquela noite, carinhoso, sedutor, prolongando as preliminares até me fazer implorar pela penetração, me fodendo com cuidado e generosidade, entrelaçando meu corpo ao dele e murmurando elogios à maneira com a qual eu aninhava sua rola nas minhas entranhas.
Ao fazer o checkout do hotel no dia seguinte, disse que me levaria para conhecer um lugar, em Madri.
- Madri? O que tem lá de tão especial que queira me mostrar? – perguntei curioso.
- Vai ver quando chegarmos lá! – fui tudo que respondeu.
Durante a viagem recebi uma ligação do meu pai, a voz dele deixava claro que estava furioso comigo e, só então, me dei conta que fazia mais de dois meses que eu não aparecia em casa.
- Onde você está Harry? Você tem uma hora para estar dentro de casa, precisamos ter uma conversa muito séria! – ordenou
- Impossível!
- Como assim, impossível? Não me tire do sério, Harry! Faz oito semanas que está sabe-se lá onde, isso precisa acabar e vai acabar agora, está me ouvindo!
- Impossível porque estou na rodovia A-1, ... na Espanha ... indo para Madri! – devolvi truncando as palavras.
- Na Espanha? Que diabos está fazendo na Espanha, Harry? Venha imediatamente para casa, isso não é um pedido, é uma ordem, está me entendendo! Fiquei sabendo que há dois meses você não aparece na faculdade, o que pensa que está fazendo da sua vida? – nunca ouvi meu pai tão encolerizado, se estivesse na presença dele provavelmente ia levar uma surra.
- Prometo que volto assim que der, pai!
- Volte imediatamente, Harry! Não me desafie! – berrou ele, antes de eu encerrar a ligação. Ele ligou mais cinco vezes e deixou outro tanto de mensagem ameaçadoras.
- Problemas com o papai? – indagou o Sever. – Aposto que ele está preocupado com o filhinho mimado! – zombou.
- Tudo culpa sua! Vai me mostrar o quer me mostrar em Madri e depois eu volto direto para casa no primeiro voo. – afirmei. O Sever apenas riu e balançou a cabeça.
Entramos numa ruela estreita no centro de Madri, num edifício austero de quatro andares rodeado de gelosias desbotadas pelo tempo, numa das paredes do pequeno saguão de entrada havia uma placa – Asociasón de Hogares para Niños Nuevo Futuro – o que me fez compreender o que o Sever queria me mostrar. Ele tinha uma expressão triste, os olhos estavam úmidos e, por uns instantes ele hesitou em prosseguir pelo corredor que havia a nossa frente. Tomei uma de suas mãos entre as minhas e pousei um beijo delicado no queixo dele. Queria que soubesse que não estava mais sozinho, fossem lá as recordações que aquele lugar lhe traziam. Depois de uma breve espera, conversamos com uma pessoa da direção que imediatamente o reconheceu e o cumprimentou com entusiasmo. Fomos direcionados a um pequeno escritório onde o Sever entregou à pessoa um cheque que a fez arregalar os olhos e ampliar o sorriso.
- É muita generosidade, Sr. Sever, muita! – exclamou a pessoa. – Isso vai viabilizar um projeto para o qual estamos dedicando especial atenção e que vai favorecer em muito esses meninos. – disse ela.
- É o que espero! – nunca tinha ouvido a voz do Sever tão tímida e fragilizada. Não estivéssemos na presença de estranhos, eu o teria abraçado e beijado com toda ternura.
Fomos a mais dois lugares na cidade, também orfanatos, e em cada um deles o Sever deixou um cheque que causou a mesma reação em quem os recebeu. De repente, aquele assassino frio por quem eu estava perdidamente apaixonado deixou de ser um vilão e me pareceu a mais maravilhosa criatura desse mundo.
- Quer dizer que você é o Robin Hood dos tempos modernos, tira dos ricos e dá aos pobres? – indaguei quando ele dirigia em direção ao hotel onde passaríamos a noite antes de eu pegar o voo no dia seguinte para Marselha.
- Pode ser uma metodologia um tanto quanto ortodoxa, mas é meu jeito de corrigir as injustiças sociais. Todo aquele dinheiro que tiramos do banco era fruto da corrupção de dirigentes da municipalidade, jamais iria para causas boas, jamais seria revertido em benefícios para os cidadãos, iria direto para os bolsos dos corruptos. – revelou ele.
- É um jeito estranho de promover a justiça social! Colocar sua vida em perigo e assassinar pessoas não me parece o jeito certo de fazer isso. – afirmei
- E qual é a sua solução para isso? Mendigar entre os ricos que não vão dar mais do que algumas migalhas de suas imensas fortunas para ajudar os desvalidos? Não, eu prefiro o meu método que, como disse, pode ser ortodoxo, mas é bem mais eficaz. – retrucou ele. Não continuei questionando, afinal, eu nada sabia sobre a pobreza e as dificuldades das pessoas, além do que via nos noticiários ou lia a respeito, sempre tive tudo e muito mais do que precisava, ao contrário dele que sentiu na pele a pobreza e o abandono.
Ele estava no banho quando liguei a televisão do quarto que, por acaso, estava sintonizada num noticiário de abrangência nacional. De repente, a fala do locutor me chamou a atenção ao anunciar o assassinato de um homem por envenenamento num apartamento da avenida Zarandoa na cidade de Bilbao. Seguiram-se imagens de um repórter dentro do apartamento que imediatamente reconheci, bem como o corpo do homem que jazia no sofá da sala onde foi feita a partilha do dinheiro roubado do banco, a expressão sem viço do Santiago fez passar um arrepio pela minha coluna. Sentei-me na cama em choque até o Sever sair do banheiro completamente nu partindo direto para cima de mim. Ao perceber que eu estava em choque, ele atentou para a televisão ligada e para a reportagem.
- Foi preciso! – disse ele, aproximando-se de mim e tentando me tocar.
- Vai ser sempre assim que vai justificar os assassinatos? Foi preciso? O que te dá o direito de decidir quem pode ou não continuar vivo? Por acaso você acha que é algum tipo de deus que pode agir conforme suas convicções? – questionei, fugindo de suas mãos. – Não sei mais o que pensar, Sever. Estou confuso. Num momento você é bondoso como um anjo, no outro atira friamente noutra pessoa. Não sei mais quem é o homem que eu amo, se o anjo ou se o diabo. – afirmei.
- É assim que as coisas funcionam! O mundo não é nenhum paraíso, você já está bem crescidinho para saber disso! – retrucou.
- E certamente nunca será com pessoas agindo como você! Eu preciso de um tempo, preciso saber se você merece todo esse amor que tenho a lhe oferecer, ou se o estou desperdiçando com um homem frio e calculista. – ele se encolheu, desistiu do tesão que o incitava ao sexo e me deixou adormecer ao lado dele sem me tocar. No dia seguinte voltei para casa, havia mais uma batalha a ser enfrentada.
Como era de se esperar, tive uma briga feia com meu pai, a pior que já tivemos, aliás, das raras que tivemos, pois até então eu sempre havia baixado a cabeça e engolido os desaforos a bem da paz. Até a minha mãe com quem quase nunca falava foi envolvida no que ele chamou de comportamento inadmissível, desregrado e birrento. Assim, inclusive ela, ficou sabendo do assalto ao banco onde eu podia ser facilmente identificado embora não houvessem provas que me ligassem aos assaltantes, mas muito provavelmente às vítimas. Uma vez que as únicas pessoas a poderem comprovar que eu estava do lado dos criminosos era o segurança que foi executado e o gerente que horas depois do assalto sofreu um AVC tendo que ser levado às pressas a um hospital onde agora não estava reconhecendo nem mesmo os familiares.
No entanto, o ex-oficial da Scotland Yard, Douglas McBeham, que realmente parecia um perdigueiro farejador, me reconheceu de uma festa na embaixada b

Sua imaginação também tem espaço aqui.

Escreva o seu conto

🕐 Últimos contos adicionados