Carícias plenas

Por: julia-48 • 13/07/2026 • 105394 leituras
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Acariciar com a língua, engolir sempre numa vontade desmesurada, num querer desenfreado, numa gula exacerbada pelo desejo de o sentir estremecer a cada movimento desenhado por minha boca ávida. Insaciável, tomo-o nas mãos intensamente, lambendo-o, chupando-o, agitando-o. Sei bem que o prazer não se acaba mas sou inconscientemente movida pelo desejo de querer sempre mais, de o esgotar, de o fazer implorar que abrandasse, dando-lhe tempo de respirar e ganhar fôlego para aguentar uma nova investida. Delicio-me no simples gesto de o lambuzar da saliva que as papilas gustativas produzem diante do sublime sabor que ele me proporciona. Degustar o prazer que sei lhe retribuir na ponta da língua, no fundo da garganta que orgulhosa o abarcava todo e o largava suavemente massageando e acariciando cada veia, cada textura, cada curva, cada tornear do membro que incita minha vontade. Sei que sou pecadora, inapelavelmente viciada, inexoravelmente culpada. Confesso sem demonstrar o mínimo resquício de arrependimento. Assumo sem pretender absolvição. Prefiro, sem pensar duas vezes, o prazer terreno que o eterno marasmo.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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