Carona com o caminhoneiro machão

Por: Bruno • 04/07/2026 • 487356 leituras
Capa do conto
Carona com o caminhoneiro machão
Não estava mais suportando a pressão para seguir os passos dos meus pais, dois advogados bem estabelecidos que tocavam um escritório de renome fundado pelo meu avô paterno. Eu estava cursando o segundo ano da faculdade de direito por exigência deles. Detestava o curso, não me sentia vinculado a nada daquilo e minhas notas refletiam essa insatisfação, e eram o motivo das inúmeras discussões que tinha com o meu pai. Eles tinham a minha vida planejada desde que nasci, seria o herdeiro de tudo que construíram, uma vez que fui o único filho homem que tiveram, depois das minhas duas irmãs.
- Você tem um caminho promissor pela frente, Bruninho, trate de fazer jus ao que seu avô começou conquistando uma clientela de prestígio e abonada. – foi o que comecei a ouvir já nos primeiros anos de colégio.
Na época não dei muita importância às constantes insinuações e direcionamentos que me faziam, apenas me esforçava para ser um bom aluno por vontade própria. Nos anos finais do ensino médio a pressão aumentou. Desde meu avô que ainda advogava, até meus pais e dois tios, irmãos da minha mãe que também eram advogados e haviam se juntado à equipe, toda e qualquer reunião familiar servia para me induzirem a seguir o mesmo caminho.
Prestei os vestibulares por força dessas expectativas, mas sonhando com algo diferente, algo que tivesse mais a ver com a minha personalidade introvertida. Nunca me vi disposto a defender uma causa com argumentos contundentes diante de um júri. Minha personalidade não se coadunava com essa postura enfática e beligerante. Eu gostava de coisas relacionadas com a arte, com publicidade e comunicação. Gosta de desenhar no tempo livre e, não podia ver um pedaço de papel vazio sem deixar de rabiscar algumas linhas criando figuras, pessoas, paisagens, ou o que me viesse à mente.
Fui forçado a desistir dos meus sonhos para encarar a faculdade de direito, pois era isso que esperavam de mim. Esperavam não, exigiam. Fui ridicularizado quando mencionei que queria fazer publicidade e não direito, com os mais variados argumentos possíveis, até meus pais baterem o martelo me obrigando a seguir o caminho que tinham planejado para o meu futuro e o do escritório.
- Onde acha que vai chegar com essas notas, Bruninho? A cada bimestre suas notas ficam piores! – reclamou meu pai que fazia questão de acompanhar meu desempenho em cada disciplina, sempre me alertando para a importância dela no futuro exercício da profissão.
- Eu detesto o curso, detesto a faculdade, detesto essa porra de profissão, não tem nada a ver comigo, será que é tão difícil para vocês entenderem isso e me deixarem fazer o que eu gosto? – retrucava eu, cada vez mais puto com toda aquela pressão.
- Desenhar, fazer jornalismo, estudar comunicação, é isso que você quer? Se tornar um Zé Ninguém qualquer nessas profissões medíocres que raramente pagam bem para um seleto número de infelizes que deram sorte por alguma razão? É isso que você quer, Bruninho, virar um empregadinho de um conglomerado qualquer? Você já está na idade de ter mais juízo, de saber o que é uma furada e o que pode te dar um futuro brilhante. E esse futuro brilhante está bem diante dos teus olhos, basta agarrá-lo com unhas e dentes. – revidava meu pai, perdendo a paciência.
- Futuro brilhante que vocês idealizaram, não eu! Não quero continuar fazendo essa merda! – exclamei, durante uma discussão ferrenha que começou durante a festa de aniversário do meu avô que havia voltado a me pressionar diante de toda família.
- Maneire essa boca, moleque! Seu avô só quer o melhor para você, assim como todos nós. E você vai terminar a faculdade melhorando essas notas a partir do próximo bimestre ou minha conversa com você vai seguir por outro caminho, está me entendendo? – ameaçou meu pai.
- Vou o cacete que vou! Prefiro nem fazer faculdade alguma se for esse o caso. – devolvi. Por pouco não levo uma bordoada do meu pai que, não só sabia como ameaçar e coagir testemunhas em júri como sabia sentar aquela mão pesada que minhas irmãs e eu havíamos sentido toda vez que fazíamos alguma arte.
Resolvi que tinha que assumir o controle da minha vida, o que para um jovem de classe média alta que nunca passou por nenhum perrengue não era tão fácil quanto eu imaginava. Como eu ia me sustentar, se não sabia fazer nada além de estudar? Quem me daria um emprego, por mais fuleiro que fosse, se eu não tinha experiencia alguma? Eram questões que estavam adiando uma tomada de decisão.
Foi então, num belo dia, depois de mais uma briga feia com meus pais, que resolvi fugir de casa sem rumo, uma vez que ninguém da família me daria apoio ou guarida. Enquanto elaborava um plano, não cheguei a pensar a infantilidade dessa atitude, só foquei na fuga para o mais longe possível de casa e de todos que estavam infernizando a minha vida. Quando penso nisso hoje em dia, vejo como fui imaturo e intempestivo, acreditando que houvesse alguma chance de eu me dar bem com essa solução.
Já comecei mal, tirando uma boa quantia em dinheiro do cofre do escritório de casa que meu pai deixou brevemente aberto enquanto se dedicava a uma demanda mais urgente durante o que estava fazendo. Isso vai me garantir os custos necessários por algum tempo, até eu encontrar algo para fazer, concluí ingenuamente. Enfiei o que julguei ser mais importante para minha sobrevivência numa enorme mochila com a qual havia percorrido trilhas de mountain bike e a cavalo no Parque Nacional das Great Smoky Mountains com um tio e dois primos nas últimas férias.
Saí como todas as manhãs em direção a faculdade para não levantar suspeitas. Meus pais foram para o escritório e, quando regressei no meio da manhã para casa, não havia ninguém para testemunhar a fuga. Peguei um Uber que me deixou numa central de fretes às margens da Via Dutra onde muitos caminhoneiros costumavam se reunir, esperando para carregar alguma carga nos inúmeros centos logísticos da região que tinham fretado por meio de aplicativos.
Ali começaram as primeiras dificuldades. Abordei dezenas de caminhoneiros pedindo uma carona, sem me importar com o destino final, o vital era sair de São Paulo e para mais longe de casa possível, antes que pusessem a polícia atrás de mim. No entanto, eles me encaravam cheios de suspeitas. Me encheram de perguntas a cujas respostas não se sentiam convencidos das minhas intenções. Me examinavam da cabeça aos pés, desconfiados, da aparência, das roupas de grife, das atitudes que deixavam claro que eu era um peixe fora d’água naquele ambiente.
- Por que está pedindo carona, moleque? Pela tua cara você pode ir aonde quiser pagando uma passagem de ônibus, de avião ou ir com seu próprio carro. Você aprontou alguma, moleque? Está fugindo do que e de quem? Cometeu algum crime? – questionou um grupo de caminhoneiros sentado ao redor de uma mesa onde jogavam cartas e tomavam cerveja, enquanto os caminhões eram carregados. Neguei cada hipótese levantada, sem os convencer.
A tarde foi caindo e eu continuava ali, abordando cada caminhoneiro que entrava. Aos poucos comecei a aventar a possiblidade de abortar a ideia e voltar para casa. Mas isso só ia complicar ainda mais a minha situação, eu estaria literalmente fodido quando meu pai descobrisse o que fiz. Não, eu tinha que persistir. No início da noite, o fluxo de caminhoneiros chegando aumentou, muitos paravam para jantar antes de encarar outro turno. Contudo, as negativas ao meu pedido continuaram as mesmas.
De longe, numa mesa de canto afastada do burburinho, um caminhoneiro moreno parrudão, de uns trinta e poucos anos que mal cabia nas roupas que estava usando e com o qual eu já tinha conversado e que se negou a me dar carona, continuava me encarando e apreciando os foras que estava levando. Uma hora me enchi dos risinhos sarcásticos que ele nem tentava disfarçar, acompanhando tudo o que eu fazia. De repente, ele fez sinal para eu me aproximar da mesa onde esteve a tarde toda diante de um laptop.
- Vai para casa, moleque! Seja lá o porquê de estar fugindo, volta para casa antes de fazer mais besteira! – fiquei puto, quem esse sujeito pensa que é para me dar ordens, já tenho um pai e uma família inteira me dizendo a todo tempo o que devo fazer.
- Quem te disse que estou fugindo? Não quer me dar carona, tudo bem, mas não venha me dar ordens, falou! – revidei, encarando aquele rosto hirsuto que não via um barbeador há pelo menos três dias.
- Senta aí, moleque! Me conta por que está fugindo! – ele era um tesão de macho, mas estava me irritando com aquela pose de sabichão.
- Não estou fugindo, que ideia absurda! Só estou a fim de conhecer outros lugares, isso por acaso é proibido?
- Com essa carinha de filhinho de papai, roupas de grife cobrindo esse corpão escultural, pele clarinha e lisa, cabelos tendendo para o loiro e bem cuidados você não precisaria estar pedindo carona para caminhoneiros a menos que esteja fugindo de alguma coisa. Molecões como você quando querem conhecer outros lugares, viajam com todas as mordomias, não na boleia de um caminhão. – afirmou
- Quero vivenciar outras experiências! – retruquei decidido. Ele riu. – Tá rindo do quê? Contei alguma piada? – perguntei enfurecido, pois aqueles olhos cravados em mim pareciam me penetrar na alma.
- Sei! – ironizou
- Sabe o quê? Você não sabe de nada! Vem vou ficar perdendo tempo com você! – devolvi, saindo da mesa.
- Senta aí, moleque, nossa conversa ainda não terminou! – lá estava ele dando ordens novamente. Bufei de raiva.
- Acabou sim! Se não vai me dar carona, não tenho mais nada para falar com você!
- Já mandei sentar aí! Deixa de ser turrão, moleque! – revidou impositivo, o que me fez hesitar.
- Pare de me chamar de moleque! Sou adulto, tenho 22 anos, e não uma criança para você ficar me tratando como se eu não soubesse o que estou fazendo! – revidei exasperado. Ele ficou me encarando desconfiado quando menti quanto a minha idade. – Tá bom, tenho 21! – ele manteve a expressão de desconfiança, o que me irritou. – Bem, 20 para ser sincero! – o risinho irônico voltou a moldar seu rosto e aquele par de olhos que pareciam estar me penetrando. Que porre de cara mais irritante! – Que importa a minha idade, mas que saco! Tenho 19! – ele riu.
- Me mostre seu documento de identidade! – lá estava ele a dar ordens outra vez.
- Por acaso é policial para pedir meu documento? Não confia em mim?
- Documento! – exigiu, num tom de voz autoritário, embora sensualmente grave e ligeiramente rouco e, muito, muito sexy. Obedeci.
- Contente agora? – perguntei, quando ele conferiu a idade no documento. Ele assentiu com a cabeça e uma risadinha de vitória. – Você é sempre assim, um pé no saco? – indaguei, oprimido.
– Minha carreta está terminando de ser carregada num galpão aqui próximo. Contratei um frete para Temuco, no Chile, já ouviu falar? – pela primeira vez, parecia que não estava tirando onda com a minha cara.
- Do Chile, claro! Desse lugar, não! É muito longe? – indaguei
- Dá uns quatro mil quilômetros, mais ou menos, cinco dias de viagem, se tudo correr bem na travessia dos Andes. – respondeu.
- Por que está me contando isso? Vai me dar carona até lá?
- E o que pretende fazer por lá? Conhece alguém? Já esteve no Chile? Tem documentos para apresentar nas fronteiras?
- Já estive no Chile, em férias, esquiando em Nevados de Chillán com meus pais e irmãs. – respondi, percebendo na hora que não devia ter dado essa resposta.
- Estou quase certo que vou me enfiar numa enrascada, moleque! Mas vou te dar a tal carona! – exclamou, o que me fez abrir um sorriso de orelha a orelha e quase saltar no pescoço dele de tanta alegria. – Sossega o facho! Tenho condições a impor e, se não se comportar, te largo no meio da estrada seja onde for, entendeu bem?
- Tá, tudo bem! Eu sabia que isso não ia sair de graça! Quanto quer para me levar até lá, eu pago! – retruquei, o que o fez ficar ainda mais sisudo.
- Não quero seu dinheiro, moleque! Já começou pisando na bola!
- Mas que saco, pare de me chamar de moleque, já pedi! Me desculpe, é que você falou que têm condições, então eu pensei que ....
- Você vai se comportar, vai fazer tudo o que eu mandar, goste ou não, e não vai me irritar, combinado? Ao menor deslize, já sabe, vai ficar na beira da estrada! – ameaçou, embora a cara dele não demonstrasse que ia cumprir a ameaça.
- E, só para você saber, meu nome é Bruno, entendeu? Bruno, e não moleque! – Combinado! Faço tudo como você quiser! – estava aí outra frase da qual eu ia me arrepender dentro em breve. – Quando partimos?
- Assim que me ligarem confirmando que a carreta foi carregada, uma hora ou pouco mais. – respondeu. – Carlos! Mas para você, Carlão! Só para não se esquecer ou questionar quem é que está no comando aqui! – meu coração estava acelerado, e eu mais elétrico que nunca.
- É mais apropriado mesmo, com esse tantão de músculos, tinha que ser no aumentativo para fazer jus! – exclamei, à meia voz.
- Tá resmungando o quê?
- Nada! Não resmunguei nada! – devolvi, prevendo que a viagem não seria apenas longa e cansativa, mas também cheia de percalços e embates com aquele mandão dominador. – Vou pedir alguma coisa para comer antes de partirmos, quer que te traga alguma coisa? – perguntei, procurando ser gentil para ver se melhorava o clima entre nós.
- Pode deixar, eu mesmo pego! Trate de jantar decentemente, a noite será longa! – devolveu, indo se servir no buffet do restaurante anexo.
Com o cavalo mecânico Scania 770S V8 amplo e moderno fomos buscar o semirreboque que havia sido carregado num dos inúmeros galpões logísticos das proximidades. O Carlão checou o engate, os pneus do semirreboque e a carga dentro dele antes de o trancar. Dirigiu por cerca de duas horas, o que nos tirou no perímetro dos municípios limítrofes à São Paulo de onde seria mais fácil partir na manhã seguinte. Estacionou a carreta no pátio de um movimentado posto de combustíveis, restaurante e hotel de trânsito de caminhoneiros, para pernoitarmos. Eu estava acertando o pernoite no hotel que ficava no andar superior do restaurante quando ele voltou do banheiro, me questionando o que estava fazendo.
- Arrumando um quarto para dormir, o que mais seria? – devolvi
- Pode cancelar! – disse ao recepcionista que estava para passar meu cartão bancário. – Tem espaço suficiente para dois na boleia do caminhão, não precisa gastar seu dinheiro! – afirmou, me conduzindo em direção ao estacionamento.
- Tem certeza? Você tem noção de que é muito do grandão, não tem? Não pretendo ser esmagado enquanto durmo! – devolvi, o que o fez rir.
- É só do meu tamanho que tem medo? – perguntou, praticamente adivinhando quais eram meus temores em deitar ao lado de um sujeito feito ele.
- Não tenho medo! – respondi de pronto e indignado. – Não sou medroso! – ah aquela risadinha estava me deixando puto.
Havia realmente espaço suficiente para duas pessoas dormirem na boleia, que ele mencionou ser do modelo CS23, quando designou que a cama superior, por ser ligeiramente mais estreita que inferior, seria onde devia me acomodar.
- Apesar de ser um molecão grande, ainda é menor do que eu e vai ficar bem alojado nesse espaço. – sentenciou, antes de eu o encarar enfurecido por ter me chamado de molecão novamente. Desisti de voltar ao assunto, pois aquele brutamontes convencido não estava disposto a mudar de atitude só porque eu estava pedindo.
Fazia calor e naquele espaço confinado ocupado por duas pessoas, logo ele se tornou desconfortável. O Carlão não hesitou em tirar o jeans e a camiseta, ficando só de cueca boxer, o que quase me deixou sem fôlego quando vi o volumão que havia dentro dela. Fiquei tão inibido que relutei em me despir, até porque a cueca cavada que eu estava usando deixava minhas nádegas carnudas prática e totalmente expostas. Foi exatamente onde o olhar dele se fixou, antes de cobrir minha nudez com um lençol fino.
Eu estava excitado demais para conciliar o sono. O chiar de freios interrompendo o silêncio, as luzes dos faróis dos caminhões estacionando e as do próprio posto de combustíveis colaboraram para eu despertar de tempos em tempos, até finalmente amanhecer. O Carlão me sacudiu antes das 06:00h.
- Vamos moleque, acorda! Vá fazer suas necessidades, vamos tomar um café e pegar a estrada! – a voz dele pela manhã era ainda mais grossa. Quando finalmente saí daquele torpor sonolento e fixei meu olhar para o corpão ainda seminu dele, me deparei com uma imensa ereção matinal que fez meu cuzinho piscar. Ele não notou a piscada anal, mas percebeu meu deslumbramento com seu cacetão excitado, que só voltou ao normal bem depois de ele ter voltado a olhar com cobiça para a minha bundinha redonda e carnuda.
O Carlão falava pouco, era daquele tipo de homem acostumado a viver ensimesmado. Respondia com monossílabos às minhas perguntas até eu não insistir mais. A minha conversa parecia não o interessar, talvez até aborrecer, já que achava um moleque mimado que não tinha noção do que estava fazendo. Provavelmente estava certo, como concluí à medida que os quilômetros passavam, enquanto meus pensamentos estavam focados no rebuliço que devia estar na minha casa, uma vez que, àquelas alturas, meu pai já havia descoberto a minha fuga e talvez até o assalto ao cofre. Eu até podia vislumbrar a expressão furiosa dele, espumando de raiva e, suas mãos prontas para me esganar assim que me visse pela frente.
- Que foi, o gato comeu sua língua de repente? Está caindo na real e se arrependendo da besteira que fez?
- Não fiz besteira nenhuma! Que mania de ficar me criticando! – devolvi exasperado.
- Vai me contar porque e do que está fugindo? Temos muito tempo pela frente, por mais longa que seja sua história. – disse ele, querendo conquistar minha confiança.
- Não quero falar sobre isso! – exclamei ríspido, colocando os earbuds para ouvir minhas músicas preferidas no celular. Ele me deixou em paz até a hora do almoço, quando parou num posto para esticarmos as pernas e comer alguma coisa.
Quando retomamos a viagem encostei-me na janela e cochilei, a paisagem monótona e o ronco constante do motor ajudaram recompensar a noite mal dormida. Paramos apenas uma vez para esvaziar as bexigas, quando tive outra oportunidade de examinar aquele caralhão que ele segurava enquanto urinava, e que voltou a fazer meu cuzinho piscar de assanhamento. Não sei se ele fez de proposito, mas deu uma chacoalhada naquele bichão enorme que me deixou salivando de tesão.
- Cuidado para o queixo não cair! – exclamou, enquanto balançava o pauzão para tirr a última gota.
- Hã, o quê? – perguntei sem saber ao que se referia, de tão deslumbrado que estava com aquele pauzão. Ele apenas riu quando se virou ligeiramente para o meu lado exibindo aquele troço cavalar. Engoli a saliva que se juntou na minha boca para não babar.
Por volta das 20:00h adentramos a outro posto de abastecimento e suporte aos caminhoneiros para jantar e pernoitar. O lugar dispunha de chuveiros e foi para lá que me dirigi para tirar aquele ranço acumulado da viagem. O Carlão veio logo atrás de mim, postando-se no chuveiro exatamente ao lado de onde eu estava. Pensei que motivado pelo que tinha visto na boleia na noite anterior, mas logo percebi que foi para espantar os olhares tarados de três sujeitos que estavam nos chuveiros próximos, secando minha bundinha roliça e lisa com os cacetões à meia bomba. Não percebi nada, pois só tinha olhos para o que ele tinha entre aquelas coxas musculosas e peludas, um pauzão gigantesco e um sacão proporcional onde as duas bolonas pendiam ligeiramente uma mais baixa que a outra.
- Anda, isso aqui não e nenhum spa para você ficar horas se ensaboando e massageando! – exclamou grosseiro.
- Não nem a cinco minutos debaixo do chuveiro! – devolvi injuriado
- É mais que o bastante! Anda, seque-se e vista suas roupas! – arre que esse cara quer controlar tudo, daqui há pouco vai querer até controlar a minha respiração, pensei com meus botões.
- Você é insuportável, sabia? Aposto que é solteiro ou divorciado, por que ninguém te aguenta! Você é muito mandão! – afirmei, enquanto cobria minha nudez para desgosto dos sujeitos que não tiravam os olhos de cima de mim. O Carlão não respondeu nada, o que foi um milagre, pois sempre tinha uma resposta afiada na ponta da língua.
Foi só durante o jantar que percebi o porquê dele estar tão carrancudo, quando notei que dois daqueles sujeitos que estavam nos chuveiros continuavam a me encarar de uma mesa mais distante, e o Carlão devolvendo as encaradas feito um leão cuidando de seu território.
- Ciúmes! – cheguei a pronunciar, sem perceber, quando caiu a ficha.
- O quê? – perguntou ele
- Nada! – respondi, ao mesmo tempo que abria um sorriso expressando a alegria que estava sentindo por ele estar com ciúmes daqueles caras.
- Resmungão! – exclamou, me encarando todo protetor.
Quando fomos dormir, apenas de cueca, fiquei propositalmente demorando para ajeitar minha cama. Ele sarava minha bunda sem disfarçar, apertando a ereção que se formou dentro da cueca. Eu olhava para aquela coisa enorme mal controlando o tesão. Meu cuzinho se contorcia, meu pinto endurecia e a vontade de perder a virgindade com aquele machão dominava meus pensamentos.
- Ainda vai demorar muito? Que tanto está mexendo nessas coisas? – perguntou, fingindo impaciência, quando tudo que queria era tocar na pele lisinha das minhas nádegas.
- Tô só arrumando a minha mochila! – devolvi, olhando fixa e cobiçosamente para sua ereção.
- Tá olhando para o meu pau? Já não satisfez sua curiosidade lá no banheiro quando não tirava os olhos da minha rola?
- Estou, por quê? Você fez questão de se exibir! – respondi, sem pudor.
- Ah moleque, você tá morrendo de vontade de dar esse rabão tesudo do caralho, não está? Para ficar me encarando desse jeito, só pode estar!
- E você doidinho para meter esse troço enorme no meu cuzinho! Dá para ver nessa sua cara de tarado safado! – revidei.
- Então, tá aqui, olha! Pode matar a curiosidade! – exclamou, colocando a trolha grossa e cabeçuda para fora. Olhei para aquilo e corei, o que o fez abrir um sorriso. – Gostou?
- Muito! É lindo e ... enorme! – balbuciei extasiado.
Ele pegou minha mão e a levou até a pica que endurecia dando leves pinotes. Eu não sabia o que fazer com aquilo, nunca havia tocado na rola de outro homem. Desengonçadamente comecei a acariciar a tora de carne quente e latejante, o que a fez endurecer de vez. O Carlão me observava cheio de tesão com a respiração ficando cada vez mais acelerada. Não demorou para o pré-gozo começar a minar, lambuzando meus dedos e espalhando um cheiro másculo por toda boleia onde o ar estagnado acentuava seu aroma viril.
O Carlão passou dois dedos sobre o orifício uretral recolhendo um pouco daquele visgo translúcido e os deslizou sobre meus lábios até eu abrir timidamente a boca, permitindo que entrassem para eu os lamber e chupar. Afoito, ele empurrou minha cabeça com a outra mão para junto de sua virilha, ordenando que eu o chupasse. Envolvi a glande estufada com os lábios e tentei colocar o máximo daquela verga gigantesca na boca, sugando e lambendo o melzinho saboroso. Ele gemia rouco, se contorcendo enquanto minha boca explorava cada centímetro do caralhão e do sacão peludo onde as pontas dos meus dedos tateavam entre as bolonas ingurgitadas.
- Cacete de moleque putinho, você vai acabar comigo desse jeito! Quantas rolas já mamou para fazer isso com tanta maestria? – gemeu, afagando minha cabeleira.
- A sua é a primeira! – respondi, encarando o olhar resplandecente dele. – E ela é muito gostosa! – emendei
- E você fala isso assim, tão objetivamente? Quer me deixar maluco de vez, quer, seu veadinho rabudo?
- Se te deixando maluco vai tirar meu cabaço, eu vou! – respondi, o que o fez vir feito um garanhão para cima de mim, abrindo minhas pernas e metendo a cara com a barba espinhenta entre as bandas da bunda e lambendo toda extensão do meu rego estreito.
Gemi alto de tão ensandecido que fiquei ao sentir a obstinação da língua úmida dele percorrendo meu rego lisinho até ela se deter sobre minha fendinha plissada.
- Ai Carlão! Ai macho! Ai, ai, ai! – prendi a cabeça dele entre as mãos firmando-a entre as nádegas e me ofereci à sua tara.
Um tremor tomou conta do meu corpo, os músculos se contraíam descompassada e involuntariamente, à medida que meus gemidos de êxtase se intensificavam demonstrando o quanto eu estava gostando daquilo.
O Carlão mantinha minhas pernas abertas, os pés quase tocando do teto da boleia, com ele enfiado no meio delas. Apesar da pouca luminosidade da cabine, ele pode ver meu buraquinho rosado piscando e se projetando provocativo a cada pincelada que o caralhão dele dava ao redor dele.
- Você vai me machucar? – perguntei aflito, quando a dúvida se formou em minha mente.
- Não quero, mas vai doer um pouco, isso é mais que certo, porque mal cabe um dedo dentro desse cuzinho. – respondeu, enquanto seu dedo médio explorava minha fendinha apertada.
- Mete devagar? Promete! – sussurrei temeroso, ao mesmo tempo em que o queria dentro de mim.
- Prometo! Relaxa e abre bem esse cuzinho, ou vai doer e te machucar bastante. – retrucou, perdendo de vez o controle de tanto tesão.
- Estou com medo, Carlão! Você é enorme! Eu nunca dei o cu! Eu sou virgem ..... Aaaaaaiiiii! Aaaiii meu cu, macho! Está me rasgando, macho! Devagar, cacete! Aaaiii devagar, Carlão! – gani, sentindo as pregas arrebentando e aquele cacetão me invadindo e me preenchendo.
- Tesão de rabo apertado da porra, moleque! Me chama de macho, chama! Geme veadinho do caralho, geme na minha pica, putinho tesudo! – ronronava ele, se empurrando obstinadamente para as profundezas do meu cuzinho estreito e quente.
Ele me estocava com cuidado e devagar, sentindo meus espasmos anais apertando sua rola fogosa. Colou a boca na minha para sufocar meus ganidos desesperados. Me apertou em seus braços trazendo meu tórax para junto do dele. Eu arranhava as costas largas e suadas dele tentando me agarrar a algo que me desse algum suporte, pois o caralhão, naquele vaivém frenético, estava me abrindo por dentro em meio a uma dor lancinante que se espalhava por toda pelve.
- Tá doendo muito Carlão! Dá para você tirar, só um pouquinho? – perguntei choroso, sentindo a ardência no cu aumentando a cada estocada que ele dava.
- Calma, moleque! Você está travando o cuzinho. Lembra do que eu disse, relaxar e abrir esse brioco para mim! É normal doer na primeira vez. – os dedos dele contornando delicadamente meu rosto e aquele olha penetrante me convenceram.
Ele continuou metendo, gemia excitado enquanto o pauzão pulsava cada vez mais forte no meu rabinho estreito. Eu me agarrava a ele, ora nos ombros largos, ora nos bíceps enormes, ora afundando as pontas dos dedos em suas costas musculosas, me deixando arrombar as entranhas onde o caralhão se movia numa cadência dolorosa e prazerosa. Foi a melhor sensação que senti na vida, um macho enorme como ele dentro de mim, fazendo parte do meu corpo.
O vaivém se intensificou, voltei e ganir enquanto meu corpo se retesava todo. Uma onda de prazer foi se espalhando pelo meu ânus e, de repente, soltei um gritinho sentindo que estava me esporrando todo. O cacetão do Carlão inchou, ele urrou forte e encheu meu cuzinho de porra, gozando muito. Era tanto esperma que escorria pelo meu rego.
- Ah moleque, faz tempo que não gozo tanto! – exclamou saciado, quando o puxei pelo pescoço e cobri sua boca com um beijo terno e molhado.
Ele puxou o caralhão lentamente para fora do meu ânus, limpou-o com lenços umedecidos e depois limpou a porra escorrida no meu reguinho. Meu cu ardia muito quando me ajeitei na cama e, antes de vestir a cueca, passei mais alguns lenços umedecidos na fendinha inchada e constatei que ela sangrava um pouco.
- Ainda está doendo? – perguntou ele, diante da minha inquietação.
- Um pouco! Estou sangrando! – avisei.
Ele me puxou para a cama de baixo, afastou as nádegas e conferiu o arregaço das minhas preguinhas. Me beijou longamente ao mesmo tempo em que me apertava em seus braços, depois me encaixou em seu corpo em conchinha, brincando com um dos meus mamilos e me fazendo sentir sua respiração roçar a pele da nuca. Adormeci sentindo o sêmen dele formigar no fundo do cu.
Apesar de estar com o corpo todo moído por termos dormido entrelaçados naquele espaço exíguo, eu despertei mais feliz do que nunca. Ele ainda ressoava sereno quando toquei de leve em seu rosto hirsuto. Estávamos ambos nus, o calor dos nossos corpos dispensou o lençol. A ereção matinal dele estava comprimida contra a minha coxa onde uma perna dele havia se encaixado entre as minhas. Eu não conseguia parar de olhar para ele, sentia uma quentura no peito, um desejo de me fundir aquele corpão, uma felicidade imensa. Ele abriu os olhos fugindo da claridade até se deparar com meu olhar.
- Por que não me acordou? A quanto tempo está aí, me observando? Que horas são? – perguntou, com a voz ainda rouca. Eu apenas sorri e afaguei aquele rosto viril. – Não vá se apaixonar por mim, moleque! – exclamou ironizando.
- Acho que é mais fácil você se apaixonar por mim! – devolvi, pousando um beijo suave em seu queixo. Ele ficou só me olhando, sem retrucar.
Coloquei os earbuds assim que nos pusemos na estrada, ouvindo minhas músicas preferidas, não queria irritá-lo com minha conversa, uma vez que ele tinha deixado isso bem claro no dia anterior. Porém, foi ele que começou a puxar conversa. Inicialmente me encheu de perguntas sobre a minha família, meus estudos, meus esportes preferidos, também voltando ao assunto da fuga que novamente neguei, embora já desconfiasse que ele sabia que eu estava mentindo quanto isso. No mais, fui totalmente sincero.
Estava entardecendo quando pegamos um congestionamento na estrada e, pelo que se podia ver nas colinas que estavam a nossa frente, o congestionamento se estendia por alguns quilômetros. O Carlão conversou via rádio PX com alguns caminhoneiros que disseram que a estrada estava com apenas uma das pistas livre após uma colisão frontal entre duas carretas que acabaram tombando e uma delas se incendiando. Já estávamos há mais de duas parados no mesmo lugar. Alguns caminhoneiros saíram das cabines e foram papear com os colegas enquanto anoitecia lentamente. Fazia um anoitecer abafado, o dia todo tinha sido quente, apesar disso, não tirei a minha camiseta como o Carlão que ficou apenas de bermuda, uma tentação que enchia minha cabeça de pensamentos libidinosos. O torso vigoroso e coberto de pelos sensuais que formam desenhos que iam dos mamilos ao abdômen trincado me deixava em permanente estado de excitação, especialmente depois do sexo prazeroso que tivemos. Eu usava um short que deixava boa parte das coxonas grossas e lisinhas à mostra, e era para onde ele ficava espichando os olhares cobiçosos de soslaio, tendo que dar uns apertões no caralhão de vez em quando, o que o deixava impaciente.
- Será que não vão liberar essa porra nunca! Pedágio esses filhos da puta sabem cobrar, mas agilizar um desbloqueio demora uma eternidade. Com isso o tempo da viagem vai aumentando. Ainda bem que não tenho dia certo para descarregar a carga. – afirmou, depois de voltar à cabine após bater um papo com os caminheiros que estavam ao redor.
Eu notei que ele se viu forçado a sair, alegando que ia dar uma esticada nas pernas, quando um ereção incontrolável se formou de tanto ele ficar secando minhas coxas e, provavelmente, já pensando em repetir a enrabada no meu cuzinho da noite anterior. Sem o ar condicionado ligado, me vi forçado a tirar a camiseta enquanto ele estava fora. Quando voltou, olhou para os meus peitos rechonchudos e com os biquinhos dos mamilos bem salientes, algo que sempre me deixou inibido e motivo pelo qual eu raramente ficava sem camisa, pois todos reparavam como meus biquinhos eram grandes. O Carlão lambeu os lábios, e foi como se eu ainda sentisse sua boca sugando meus peitinhos, o que me deixou todo arrepiado. A ereção que ele tinha ido apaziguar lá fora, voltou com tudo, enorme e pulsando dentro da bermuda.
- Tá fazendo o quê, moleque? – perguntou incrédulo, quando levei a mão até aa ereção e comecei a abrir a braguilha. – Isso aqui não é brinquedo! – exclamou, sem me impedir.
- Pensei que fosse! Embora eu ainda não tenha brincado com ele! – devolvi, lambendo o lábio e puxando o cacetão grosso e pesado para fora.
- Ah moleque! Você sabe como deixar um macho maluco, seu veadinho!
- Sei? Não fiz nada! – exclamei sensual e provocativo.
Ele afastou as pernas, colocou a mão na minha nuca e forçou minha cabeça para baixo, me fazendo cair de boca na estaca dura, cuja cabeçorra começava a ficar melada. Chupei-o com gula, sem pressa, sorvendo o sumo espesso e delicioso que o cacetão vertia, formando o fio translúcido quando minha boca se afastava um pouco da glande babona. O Carlão grunhia e se contorcia não encontrando uma posição confortável. Minha boca percorria ávida cada centímetro daquele colosso que pulsava na minha mão. Tateei pelo sacão dele, apertando delicadamente as bolas, enquanto ouvia seus gemidos de prazer.
Eu estava decidido a provar o esperma dele, tinha visto em alguns filmes pornôs os caras engolindo o leite dos machos e eu precisava provar o dele, por isso não parei de chupar quando ele me alertou que ia gozar. Por três vezes ele se segurou, mas quando o encarei cheio de desejo e chupei a chapeleta com mais força, ele soltou um urro, agarrou meus cabelos e ejaculou na minha boca. Era tanta porra que eu mal dava conta de engolir um jato quando outro já explodia na minha garganta, me sufocando e engasgando.
- Tesão do caralho, seu veadinho! Era isso que você queria, não é, leite de macho! – exclamou, enquanto esporrava alucinado. Só parei depois de deixar o pauzão limpo. Ele colheu com o polegar a porra escorrida no meu queixo e a enfiou nos meus lábios.
Perto das 21:00h o trânsito voltou a fluir e, finalmente, pudemos seguir viagem. Eu estava varado de fome quando fizemos a parada para tomar banho e jantar, por volta da meia-noite. O movimento no posto de abastecimento começava a diminuir com os caminhoneiros se preparando para dormir, embora estivesse bem acima do normal por conta do acidente que represou uma demanda grande.
- Está indo para onde? – perguntou o Carlão quando me preparava para seguir rumo as duchas.
- Tomar banho, ora! Para onde eu poderia estar indo?
- Sem mim para lugar algum! Vá para aquela última ducha e não tire a cueca! – ordenou.
- Por quê? Estas duchas estão mais próximas dos armários, e eu não vou tomar banho de cueca, onde já se viu!
- Porque eu estou mandando, cacete! Lembra do combinado, eu dou as ordens e você obedece, foi o estabelecido quando aceitei te dar carona. – retrucou, me forçando a ir para o canto da última ducha, pois ficava mais distante de onde quatro caras ainda se banhavam.
- Você é doido, sabia? Eu não vou tomar banho de cueca, preciso me lavar!
- Não se atreva a tirar essa cueca que já não cobre nada! Aqueles caras não tiram os olhos de você, se é que ainda não notou!
- E daí? Todo mundo dá uma espiada, isso é normal!
- Não no seu caso! Não na minha frente! Anda, entra logo nessa ducha e seja rápido!
Achei melhor obedecer, depois de ele me ameaçar de me deixar ali mesmo e seguir viagem sozinho. Acabou que o que ele queria esconder daqueles caminhoneiros, a minha nudez, atraiu mais a atenção deles quando a cueca branca ficou transparente assim que ficou molhada e quase toda socada dentro do reguinho estreito. Percebi dois deles ensaboando demoradamente os cacetões com os olhares fixos na minha bunda, apesar do Carlão ter se interposto entre eles e eu.
- Anda moleque, nunca vi demorar tanto para uma ducha! Sai logo debaixo dessa água e puxa essa cueca para fora do rabo, cacete! Tá todo mundo olhando! – esbravejou, mal eu tinha conseguido molhar o corpo.
- Que todo mundo? Só tem quatro caras lá do outro lado! – devolvi enfezado
- Vai discutir comigo? Não me importa quantos são, só sei que não param de te sarar, cacete!
- Claro! Por culpa sua, devem estar me achando maluco por tomar banho de cueca! – revidei, reparando que ele próprio começava a ter uma ereção.
Quando fui pagar as minhas despesas com o cartão, passei pelo vexame de ele ter sido recusado. A mulher do caixa tentou mais duas vezes, mas o resultado foi o mesmo, transação recusada. O Carlão estava ao meu lado e pagou a conta. De imediato saquei o que estava acontecendo, meu pai cancelou o meu cartão e, aquelas alturas, já devia ter descoberto o roubo do cofre.
- Eu vou te pagar, prometo! Tenho dinheiro na mochila da cabine! Não faço ideia do porque do cartão não ter sido aceito, eu sei que tem saldo suficiente. – afirmei, quando o próprio Carlão já desconfiava do que poderia estar acontecendo.
- Cancelaram o seu cartão, não foi? De quem e porquê você está fugindo, moleque?
- Essa história outra vez? Eu já não disse que não estou fugindo? Por que você insiste nisso?
- Porque sei que tem alguma coisa errada na sua história! Não nasci ontem, moleque, tá na cara que você aprontou alguma! – retrucou
A coisa ficou ainda pior quando entramos na cabine e abri a mochila para lhe devolver o que me emprestou ao pagar a conta. Ele viu o quanto de dinheiro em espécie havia dentro dela e a puxou das minhas mãos conferindo pessoalmente o conteúdo do que eu levava.
- O que significa isso? De quem você roubou tudo isso, moleque? Cacete, tem uma puta grana aqui, e o que é isso? Dólares! Você está carregando esse tanto de dólares numa mochila? Anda, me fala, de quem você roubou tudo isso? Ou abre a boca agora ou te boto para fora e te deixo na beira da estrada, você escolhe! – ameaçou, ao me prensar com a mão espalmada sobre o peito contra a parede da cabine.
- Ai, tá me machucando! Eu não roubei, a grana é minha! – respondi, sem ele acreditar. – Bem, não exatamente minha, mas do meu pai! Tecnicamente a grana também é minha, já que sou filho dele. Eu não roubei, só tirei do cofre dele para fazer essa viagem. – esclareci, deixando perplexo e indignado.
- Tecnicamente? Que tecnicamente, moleque? Caralho, você roubou seu próprio pai! – vou te deixar na primeira delegacia que aparecer pelo caminho antes de cruzarmos a fronteira. Você que se entenda com o delegado e explique esse “tecnicamente” não roubo. – ameaçou.
- Não Carlão, por favor, não faz isso comigo, por favor! Eu te imploro! Meu pai vai me matar! Eu estou fugindo sim, estou fugindo porque ele está obrigando a cursar direito e trabalhar no escritório da família, e eu odeio o curso, odeio a ideia de virar advogado, odeio que os outros estejam decidindo o meu futuro, por isso resolvi abandonar tudo. Não me entregue, por favor! Eu faço tudo que você quiser, mas não me entrega para a polícia. Um escândalo é tudo que meu pai precisa para me subjugar ainda mais. – implorei choroso, sem contem as lágrimas. Foram elas que o fizeram me soltar e amolecer a determinação dele.
- E eu metido nessa história! Puta merda, como fui cair numa cilada dessas? Ah moleque, o que eu faço com você? Me fala, o que eu faço com você agora? – indagou a si mesmo, meio desorientado.
- Deixa eu te dar um beijo e me perdoa por não ter contado a história toda? – perguntei, olhando fundo em seus olhos.
- Ah moleque! Ah moleque, seu putinho! – exclamou antes de eu colar minha boca na dele e ele corresponder, metendo a língua na minha garganta. Ele foi se acalmando durante o beijo úmido e sensual, mas o cacetão seguiu no sentido inverso e fez sair a chapeleta pelo cós da cueca.
Fiquei só de cueca para me deitar na cama superior, mas ele me puxou de volta quando eu a escalava.
- Que porra de cuecas são essas, que deixam esse bundão todo de fora? Você devia ser proibido de as usar, mais parecem calcinhas de tão minúsculas! Ainda por cima o reguinho teima em mastiga-las, caralho! Quem aguenta com isso? – resmungou, tomado pelo tesão.
- Ele pode mastigar outra coisa, se você quiser! – devolvi provocativo, me insinuando enquanto acariciava o peitoral largo e quente dele.
Ele me debruçou sobre os encostos dos bancos da frente, depois de arrancar a cueca e meteu a cara barbuda e espinhenta entre as minhas nádegas, lambendo vorazmente as preguinhas anais ainda não completamente recuperadas da noite anterior. Eu me agarrava ao que podia, gemia feito uma cadela no cio e sentia o tesão arrepiar meu corpo.
- Entra em mim, Carlão! – pedi, com o cuzinho piscando tresloucado.
- O que você quer, moleque putinho? Fala para o teu macho o que você quer! – tripudiou, enquanto lambia e enfiava a ponta da língua na portinha do meu cu.
- Que você me penetre como ontem, que você entre em mim, que meta esse pauzão até o talo no meu cuzinho. – sussurrei lascivo.
Soltei um grito quando a cabeçorra passou pelos esfíncteres contraídos involuntariamente pela dor. Ele se agarrou ao meu tronco, movia a pelve empurrando o pauzão grosso e duro para dentro de mim, me obrigando a ganir enquanto sentia as pregas se rasgando. Elas nem chegaram a se recuperar do coito anterior ao serem dilaceradas pelo caralhão imenso que deslizava através delas.
- Tá doendo mais que ontem, Carlão! Tá doendo muito, macho! Tá rasgando meu cuzinho, tarado! – gemi sendo arrombado.
- É você que me deixa tarado moleque veadinho! Esse rabinho apertado é de alucinar! Foi você quem pediu, não foi? Pediu para eu te foder, pediu para levar rola no cu! – grunhia ele em êxtase, bombando meu rabo num vaivém potente.
Ele foi me fodendo e mudando de posições, daquela para a de quatro, da de quatro para a de ladinho mantendo uma das minhas pernas quase tocando o teto da cabine, dessa para a de cavalgar sobre o colo dele enquanto me segurava pela cintura e eu me inclinava na direção dele procurando sua boca com avidez, até a clássica papai-mamãe encaixado entre as minhas pernas que prendi em torno dos flancos dele. A cada troca de posição ele arrancava o caralhão do meu cu, me posicionava e voltava a socar fundo no meu cuzinho, com meus ganidos reverberando na cabine exígua. Eu estava debaixo dele, afagando seu rosto e o beijando com suavidade. Ele metia num vaivém rítmico fazendo o cacetão mergulhar inteiro no meu cuzinho e sacão batucar contra meu reguinho, sem tirar os olhos do meu rosto que o encarava cheio de tesão e luxúria. Dava não apenas para sentir a gana que sentia por me ter inteiro só para si, assim como ela também estava expressa no olhar libidinoso que me levou ao clímax, me fazendo gozar sobre o próprio ventre.
- Gosta de gozar com uma caceta entalada no cuzinho, não é moleque? Você é um veadinho do cacete! – grunhiu ele, antes de se estremecer todo e liberar o urro que inflava seu peito. Segurei o rosto dele entre as mãos, meus esfíncteres mastigavam o pauzão entalado neles e gemi.
- Sou seu moleque! – gemi, o encarando com ternura e apertando o pauzão latejante com a musculatura anal extenuada e dolorida. Ele não parou de esporrar antes do meu cuzinho estar encharcado e vazando de tanta porra que inoculou em mim. Olhos nos olhos, ele esporrava um jato atrás do outro sentindo meu ânus aninhar o caralhão. Quase soltei um – te amo – por impulso, mas me lembrei de ele ter me proibido de se apaixonar por ele, embora eu começasse a desconfiar que aquele sentimento que, quase me fazia o idolatrar, era a minha primeira paixão.
Adormeci novamente entrelaçado ao corpão dele, com o cu todo esporrado e ardendo.
Na manhã seguinte, ele acordou antes de mim e não me esperou para tomarmos café. Quando saí a procura dele, estava conversando com um grupo de caminhoneiros numa rodinha próxima a uma das carretas estacionadas no pátio. Fui até ele, mas diante da situação, não me atrevi a perguntar porque não me acordou esperou por mim. Ele nem chegou a me sorrir como havia feito no dia anterior, sabendo que toda porra que abarrotava seus colhões estava agora no meu cuzinho.
- Apresse-se, Bruno! Quero recuperar o tempo que perdemos ontem no congestionamento! – ordenou, quando os caminhoneiros com quem conversava não tiravam o olhar cobiçoso da minha bunda. Foi a primeira vez que se referiu a mim pelo nome, o que me levou a concluir que estava de mau humor e puto comigo, pois quando meu pai me chamava de Bruno, é porque a coisa era séria.
Voltei rápido, porém não rápido o bastante para não deixar irritado. Ele estava carrancudo, como no primeiro dia, quase não me dirigiu a palavra; bem como respondia minhas perguntas laconicamente, ou simplesmente não as respondia. Fiquei a pensar no que o teria deixado zangado, uma vez que o acolhi em mim com todo carinho e devoção.
- Está bravo comigo? – perguntei, no meio da manhã, já cansado daquela atitude.
- E não é para estar? Sabia que podemos ter problemas na fronteira com a aduana, se descobrirem o tanto de dinheiro em espécie está nessa mochila? Como pretende explicar a origem de todos esses dólares? – questionou sisudo. – Se tivermos problemas, é lá mesmo que vou te deixar, entendeu? – ameaçou.
- Não vamos ter problemas, eu garanto! Já viajei algumas vezes para fora do país e o limite máximo que se pode levar sem fazer uma declaração eletrônica de bens do viajante são US$ 10.000, o dinheiro que estou levando não chega a isso, fique tranquilo! – respondi. – Por que está se referindo a mim pelo nome, e não por moleque, como fez até agora?
- Não é esse o seu nome, Bruno? Quando o chamei de moleque você reclamou dizendo que já era adulto, ou estou enganado? – retrucou. – Só vou ficar tranquilo quando me livrar de você! – emendou `num resmungo quase inaudível, mas que me magoou profundamente, já que seu sêmen formigante preenchia toda minha ampola retal. Passei a ficar em silêncio, sem entender o porquê daquela mudança radical.
No final do terceiro dia, por volta das 19:00h, chegamos à fronteira Brasil-Argentina em Uruguaiana/Passo de los Libres. Uma fila quilométrica se formava antes da ponte internacional devido a uma greve dos agentes aduaneiros argentinos que estavam liberando apenas cargas perecíveis, o que não era o caso do Carlão. Ele, que já estava irritado, piorou ainda mais o humor, não dando ouvidos aos meus apelos para se acalmar.
Inadvertidamente e, por impulso, levei minha mão sobre o volumão em sua bermuda, imaginando que alguns afagos no pauzão e uma bela mamada o deixariam mais descontraído. No entanto, ele reagiu ferozmente ao toque, empurrando minha mão para longe com brutalidade.
- O que pensa que está fazendo, Bruno? Não volte a tocar na minha pica se não quiser levar umas bordoadas! Ficou claro! – ameaçou.
Fui deitar sem janta, tinha perdido o apetite com os desaforos que me dirigiu o dia todo. Não ia ter sexo aquela noite, isso estava óbvio. Se por um lado minhas preguinhas teriam tempo para se recuperarem, por outro a falta do toque com a pele quente dele não me deixou dormir. Ele também se agitava na cama debaixo, expirava o ar dos pulmões bufando feito um touro bravio.
Ficamos retidos na aduana por mais de quinze horas, antes de retomarmos a viagem de dezenove horas que, com as paradas para refeições e descanso, se prolongou por mais de trinta horas, pela Rodovia Nacional 14 cruzando a Argentina no sentido leste-oeste até o Complexo Fronterizo Los Libertadores em Mendoza.
Ia ser mais uma noite sem sexo, pensei comigo mesmo, embora o humor do Carlão tenha melhorado um pouco depois que passamos pelas aduanas sem problemas. Contudo, na parada onde tomamos banho, vislumbrei que, com um pequeno estímulo, eu o teria outra vez dentro de mim, por dois motivos. O primeiro, o tremendo macho alfa argentino que estava no chuveiro ao lado do meu e que, ao ver a minha bundinha carnuda e lisinha, não conseguiu segurar a ereção da imensa grua que pendia entre suas coxas. Eu lhe sorri assim que adentrei ao recinto das duchas onde o corpão parrudo e sexy dele se beneficiava da água morna que escorria sobre a pele. Era um estupendo macho alfa na casa dos trinta anos, um pouco primitivo pelo indicava a barba que não via um barbeador há pelo menos uma semana, e por um ligeiro excesso de pelos mal aparado, ou talvez nunca, na virilha onde se salientava um cacetão muito grosso e cabeçudo com mais de um palmo de comprimento, e um sacão onde se via o contorno das duas bolonas taurinas. O segundo, o evidente ciúme que o Carlão sentiu ao ver como o caminhoneiro machão ficou excitado ao vislumbrar meu corpo lisinho e o rosto imberbe que lhe sorria amistoso; o que o fez assumir o papel de macho protetor, deixando claro pela expressão carrancuda, que eu tinha um dono.
- Que risadinha foi aquela para argentino filho da puta, Bruno? – perguntou, ao apertar meu braço sob o chuveiro. – Se está com tanta vontade de dar o cu, continua a sua aventurazinha com ele! – sugeriu amuado, voltando a me chamar pelo nome.
- Foi só um cumprimento simpático! Agora nem mais sorrir eu posso? – devolvi. – Talvez eu devesse mesmo pedir uma carona para ele, já que você não vê a hora de se livrar de mim. – acrescentei.
- É um favor que vai me fazer! – respondeu, enquanto se ensaboava fazendo meu cuzinho piscar de desejo. Fingi não ter ouvido, mas não consegui disfarçar a tristeza que estava sentindo.
Jantamos em silêncio na churrascaria lotada de caminhoneiros esfomeados. O macho alfa não tirava os olhos de mim da mesa onde outros dois o acompanhavam e, por baixo da qual o vi ajeitando a caceta colossal um punhado de vezes. Paguei minha conta antes do Carlão que, na última hora resolveu pedir uma cerveja. O garanhão se aproximou de mim, sussurrou que me achava um tesão numa voz grave e rouca que deixou minhas preguinhas em polvorosa, e fez questão de pagar minha conta, talvez contando com algum favor que lhe pudesse proporcionar.
- !Eres un bombón! !Me dejó con la polla babeando! Ese tipo és tu hombre? Daría mi sueldo por passar una noche contigo en la cabina de mi camión, con mi polla metida en tu culito regordete!
- !Gracias és mui amable y sexy! !Pero me gusta ese tio, y estoy com él! – respondi
- No parece que esté todo bien entre ustedes dos!
- El está un poco cansado, estuvimos atascados en la frontera por demasiado tempo.
- Ojalá estuviera en su lugar, sabría exactamente qué hacer contigo!
- !No lo dudo! !Que tengas un buen viaje! – desejei, enquanto ele apertava o caralhão intrépido.
- E então, não conseguiu convencer o sujeito a te dar uma carona, mesmo depois de ele não parar de sarar o seu rabão? Talvez devesse ter dito que também é muito hábil com a boca! – sugeriu o Carlão, quando me preparava para dormir na cabine.
- Estúpido! – retruquei ofendido, cobrindo meu corpo quase nu com o lençol.
O clima tenso e belicoso não nos deixou adormecer. Eu só pensava numa maneira de deixa-lo seguir viagem sem mim, afinal tinha como me manter com o dinheiro que levava. Porém, não me sentia seguro em continuar sozinho, sem um destino, perambulando por estradas ermas de países onde o perigo podia se apresentar na próxima curva, já que voltar para casa estava fora de questão. Meu silêncio incomodou o Carlão, o manteve desperto.
- Me desculpe por ter dito aquilo! Não gostei de ver aquele sujeito te abordando, e você dando trela para ele. – sentenciou.
- Não dei trela para ele e para ninguém mais, você sabe disso! Ele me passou uma cantada, pagou minha conta achando que receberia algum favor em troca, mas eu dispensei. Disse que estava com você! – retruquei.
Ele ainda ficou uns cinco minutos ponderando se me puxava para a cama debaixo ou, se dava um jeito de passar mais uma noite sem sentir o pauzão aninhado no meu rabo apertado.
De repente, senti o braço musculoso me trazendo para junto dele, a boca coberta por um beijo cheio de tesão e a mão deslizando para dentro da cueca e se alojar entre as bandas lisinhas da bunda. Suspirei e apoiei em seus ombros. Ele girou até ficar em cima de mim, puxou minhas pernas até os joelhos ficarem próximos de seus ombros e pincelou o caralhão babado sobre a minha fendinha anal. Gemi e segurei a respiração, esperando a penetração dolorosa.
- Ai, ai Carlão! – gani, quando a estocada firme fez afundar metade do pauzão no meu cu quente e úmido.
Ele voltou a me beijar, e foi lenta e progressivamente metendo o restante do caralhão até o talo no buraquinho anal que foi se abrindo em meio a espasmos de dor e prazer, até encapar completamente a estaca rija. Gozei assim que ele me encarou, percorrendo meus lábios com polegar, depois de soerguer os quadris facilitando a penetração. Eu já não controlava mais o tesão que sentia por ele, a simples aproximação, o cheiro másculo dele, a quentura que o corpão dele emanava bastavam para me deixar todo excitado e com o cuzinho convulsionando. Tudo isso era novidade para mim, deitar com um homem, deixa-lo me bolinar, permitir que entrasse no meu corpo era tudo novo e prazeroso, como um sonho bom do qual não se deseja despertar.
O Carlão movia o pauzão devagar, quase o tirando do meu cu antes o enfiar novamente o mais fundo que podia, ouvindo meus gemidinhos lamuriosos de dor e prazer, postergando assim o gozo. Fazia quase meia hora que estávamos engatados quando ele começou a se retesar, seus bíceps, aos quais eu me agarrava, pareciam duas pedras de tão duros. Ele arfou profundamente e gemeu forte junto com o primeiro jato de esperma que ejaculou em mim, só parando quando a porra densa e pegajosa já vazava do meu cuzinho arregaçado. Foi maravilhoso, como sempre, receber sua virilidade, embora faltasse ele me chamar de veadinho, de putinho de moleque então gozava. O que teria mudado, eu ainda não descobri.
Como estávamos em meados de agosto, ainda inverno, a travessia dos Andes em Los Libertadores estava bloqueada devido a uma nevasca na noite anterior. Havia cerca de 30 centímetros de neve acumulada nas laterais da rodovia, além de gelo na pista, o que obrigou o Carlão com a ajuda de outros caminhoneiros ali retidos e, que trabalhavam em mutirão, a colocarem correntes nos pneus para garantir um rodar mais seguro pela sequência de curvas fechadas de Los Caracoles a 3000 metros de altitude. Passamos praticamente o dia todo tentando avançar algumas centenas de metros e fazendo os trâmites da alfândega. Estava escuro quando chegamos perto da estação de esqui de Portillo no Chile onde havia um ponto de parada com restaurante. O longo edifício de tom amarelado se destacava na paisagem branca e, confesso, foi um alívio ver algo sólido onde se abrigar no meio daquela vastidão gelada.
-Está com fome? – perguntou, bastante animado para quem dirigiu a pesada carreta durante horas e ainda ajudou outros caminhoneiros a colocarem correntes nos pneus. Eu, nem preciso mencionar, estava um bagaço pelo pouco que ajudei nessa tarefa.
- Varado! – respondi, antes de ele me abraçar pela cintura e caminhar em direção a entrada da estação de esqui.
Jantamos conversando trivialidades, quando o olhava nos olhos e me deparava com seu rosto viril sentia uma revolução acontecendo dentro do peito e uma vontade de sorrir à toa.
- Está feliz?
- Muito! Estar aqui com você é muito mais do que eu esperava! Obrigado, Carlão!
- Obrigado pelo quê?
- Por me dar carona, por me aturar, por ser esse cara maravilhoso que você é! – devolvi corando ligeiramente. – Sei que não vê a hora de se livrar de mim, mas essa viagem está sendo a melhor que todas que já fiz. – afirmei sincero.
Pensei que fossemos dormir na cabine da carreta, mas o Carlão tinha reservado um quarto na estação de esqui com uma bela vista da cordilheira. Ele sorriu ladino para mim quando entramos no quarto e me deparei com uma única cama ampla. Foi a primeira vez que me senti inibido ao me despir diante do olhar escrutinador dele. Eu sabia o que ia acontecer sobre aquela cama, sabia que os coitos que vinham se sucedendo não eram apenas distrações de viagem, fodas inconsequentes e, quanto mais isso se enraizava, mais vontade eu tinha de sentir aquele macho fogoso dentro de mim, fazendo parte de mim, nem que fosse pelos minutos que permanecíamos engatados.
Gemi e levei vara no cu em diversas posições até quase pedir arrego de tanto que as preguinhas ardiam. O Carlão esvaziou aqueles colhões enormes me deixando encharcado. Adormeceu pouco depois, estafado pelo dia puxado e pela transa tórrida. Nem havia amanhecido direito quando acordei com o sol se erguendo sobre os picos nevados da cordilheira, me deparando com uma das cenas mais lindas que já vi, ele pelado largadão e esparramado sobre a cama. Tinha um braço erguido até a altura do ombro, as pernas musculosas e peludas ligeiramente afastadas, o peitoral largo com aquela trilha de pelos que se juntavam aos pentelhos da virilha subindo e descendo numa cadência harmônica com a respiração serena, o cacetão, que poucas hora antes escavou um túnel nas minhas entranhas, pousado flácido e pesado sobre a coxa esquerda. Era sem dúvida o mais lindo exemplar de macho que eu já tinha visto, e muito inspirador.
A agitação da fuga de casa e a viagem não haviam deixado tempo para eu fazer meus costumeiros rabiscos assim que via uma folha de papel. Porém, a visão daquele homem ali deitado completamente relaxado e vulnerável, me fez desenhá-lo. Tive que improvisar com o lápis que encontrei na gaveta da mesa de cabeceira e a folha de papel com o timbre do hotel. Minha mão se movia ligeira sobre o papel num momento de pura inspiração dando forma aos rabiscos que transportaram aquele corpão parrudo para a folha, por mais de uma hora. O desenho estava quase completo quando ele começou a despertar se espreguiçando. Guardei rapidamente o desenho na minha mochila antes de ele perceber.
- Caiu da cama? Quanto tempo está aí me espionando? – perguntou, com a voz ainda rouca e o pauzão à meia bomba, para onde levou a mão dando uma breve coçada no sacão.
- O tempo suficiente para me encantar por você! – respondi, ao que ele sorriu matreiro.
- Então vem cá e me mostre o que em mim te encanta tanto!
Eu fui e, assim que cheguei ao alcance de seus braços, fui puxado contra o corpanzil massudo, tive a boca coberta pela dele até sua língua bailar sensualmente com a minha. Ao sentir dois dedos entrando no meu cuzinho soltei um gemidinho que terminou por atiça-lo. Antes de conseguir esboçar qualquer reação, ele estava enfiando o caralhão no meu cuzinho, me chamando de putinho safado e tesudo. Só me restou empinar o rabo e me entregar até chegarmos ao gozo ao mesmo tempo.
Retomamos a estrada após o café da manhã tardio devido a transa que nos deixou espreguiçados com os corpos entrelaçados por mais tempo. O trânsito fluiu lento pela Ruta 60, levando cerca de três horas para chegarmos nos arredores de Santiago, onde paramos para almoçar, embora eu estivesse sem fome devido ao lauto café da manhã do hotel. Já o Carlão parecia não ter comido há dias, o que me fez rir.
- O que foi? – perguntou, quando chegou à mesa com uma montanha no prato.
- Está gastando muita energia comigo, vai acabar emagrecendo se não parar de se enfiar entre as minhas pernas. – brinquei
- É justamente isso que renova as minhas energias! E pode ficar tranquilo, tem energia bastante aqui para dar conta desse seu cuzinho guloso! – afirmou, dando uma apertada no pauzão. Eu corei, ele riu.
- Acha que chegamos a Temuco ainda hoje? – perguntei, para mudar o foco da conversa, antes de ele ficar tão excitado e ponto de me levar para o banheiro e me enrabar ali mesmo, pois andava com o cacetão tão fogoso que vira e mexe eu notava uma ereção.
- São cerca de oito horas até lá, se tudo correr bem. Mesmo que cheguemos ao pátio da empresa à noite, tenho permissão de deixar o semirreboque para ser descarregado e liberado amanhã. – esclareceu. E foi o que aconteceu.
Logo pela manhã o Carlão começou a negociar um novo frete, praticamente não saindo do celular, e fechando o negócio enquanto almoçávamos.
- Consegui um frete de Santiago para Ponta Grossa, Paraná para daqui a quatro dias! – revelou, o que me deixou um pouco entristecido, não pelo frete em si, que achei ótimo, pois o sustento do Carlão dependia disso, mas por pressentir que, de alguma forma, minha aventura ao lado dele podia estar com os dias contados. – Que cara é essa?
- Nada! Nada, não! – respondi, sem o convencer. – Isso significa que estamos voltando! – exclamei acabrunhado.
- E por acaso isso não é bom? Não tem nada melhor do que voltar para casa! – ao concluir a frase ele se deu conta de que esse não era o meu caso. – Você não pode fugir o tempo todo Bruno, uma hora vai ter que voltar e encarar a situação que deixou mal acabada, de um jeito ou de outro. – afirmou, tomando minha na dele.
- Não posso voltar para casa! Meu pai, minha família, vai me matar! Vão me massacrar mais do que já fizeram! – respondi.
- Você está sendo dramático! Ninguém vai te matar! É certo que vão te dar um belo esporro, mas você está merecendo, pelo que fez!
- Você está do meu lado, ou contra mim? Quer que eu me ferre?
- Longe disso! Mas você há de convir que simplesmente fugir de casa roubando uma bela quantia não é uma atitude madura. – argumentou. Eu não tinha uma resposta para aquilo porque começava a achar que foi uma estupidez tomada sob forte pressão emocional. Quando me viu pensativo e cabisbaixo, disse que tinha uma surpresa para mim.
- Surpresa! Que surpresa?
- Se é surpresa não posso contar! Você vai ver, e gostar, tenho certeza! – exclamou radiante.
No início da tarde voltamos à estrada apenas com o truck seguindo pela Ruta Sulamericana Sur para um destino que eu desconhecia. No final da tarde, com um pôr do sol fantástico descendo sobre o Pacífico, chegamos a Mehuín, uma cidade litorânea com praias paradisíacas, e geladas. Nos hospedamos num hotelzinho charmoso situado no alto de uma colina com vista para a praia de Pichicullin, uma enseada de areia branca, rochas e um vento austral de arrepiar os ossos, porém de visual paradisíaco.
- Por que me trouxe aqui? Desviou do seu caminho. – questionei
- Queria te mostrar o Pacífico, só isso! Além do que, temos dois dias antes eu ter que pegar a carga em Santiago. – respondeu.
Saímos pouco do quarto porque ele me perseguia como se eu estivesse no cio, chegando a me enrabar quatro vezes no primeiro dia, o que me deixou tão assado que mal conseguia dar uns passos sem sentir o cu queimando feito fogo. Fazia pouco mais de uma semana que tinha perdido a virgindade no caralhão dele, e agora estava tão arregaçado quanto uma puta. Porém, satisfeito e feliz como nunca havia me sentido. Não sei dizer o que aqueles dois dias significaram na minha vida, pois tinham sido únicos e especiais, nos braços daquele macho que abriu minha mente para algo que eu ainda não entendia bem.
O carregamento em Santiago atrasou, foi feito em dois dias, atrasando todo o cronograma que o Carlão havia feito. Também tivemos problemas na aduana Argentina, um fiscal cismou com a papelada nos retendo por um dia até descobrir que não havia nada de errado com ela. O Carlão ficou puto com o sujeito e, por pouco, não perdeu a paciência partindo para cima do sujeitinho que além de ter uma cara arrogante, mal chegava a 1,60m de altura e, portanto, podendo ser facilmente detonado pelos músculos do Carlão. Foi a primeira vez que precisei controlar a fúria dele, enquanto temia o pior. Mas tudo acabou dando certo quando o superior do sujeitinho interveio resolvendo a questão pacificamente. Isso me fez perceber que uma viagem é uma ótima oportunidade de se conhecer verdadeiramente as pessoas, sua índole, seus limites, seu humor, suas carências.
Conversamos menos durante a viagem de regresso. Longos silêncios assinalavam que o momento da despedida se aproximava, que seria doloroso e, que pelo visto nenhum de nós queria. Isso também tornou o sexo na cabine mais intenso, como se tivéssemos que aproveitar cada minuto em que nossos corpos se tornavam um só. A viagem de volta, por conta de alguns percalços, durou seis dias, mesmo assim a carreta começou a ser descarregada antes do meio-dia, sendo liberada no meio da tarde. O Carão não comentou nada sobre seu próximo destino, o que me levou a interpelá-lo, na vã possibilidade de ele me levar consigo.
- Para onde vamos agora? – arrisquei. Ele me encarou e riu, sabia exatamente o porquê da minha pergunta.
- Ainda não vou te despejar, quero te levar a mais um lugar! – respondeu. Afaguei a nuca dele rente à implantação dos cabelos, que descobri ser uma de suas zonas erógenas altamente sensível ao toque das pontas dos meus dedos, e beijei seu rosto. Bastava um breve deslizar para que o cacetão despertar com força.
- É outra surpresa? Não vai me contar para onde está me levando?
- Você é sempre tão curioso? Durante todos esses dias que passamos juntos, você me encheu de perguntas e agora conhece praticamente minha vida inteira.
- Vida inteira? Você não disse quase nada sobre a sua vida! Continua só um pouco menos estranho do que naquele dia em que aceitou me dar carona e, segundo você, do qual está profundamente arrependido.
- Foi mal eu ter dito aquilo! Escapou num moment

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