Cena de Thales no Banheiro do Bar com um Desconhecido - Livro Desejo Impulsivo

Por: gabriel-252 • 10/07/2026 • 249758 leituras
Capa do conto
(...) Na sexta-feira, Thales perdeu um processo importante. Um daqueles clientes que não reclamam — apenas não voltam.
Saiu do fórum direto para o bar, no centro da cidade, sem avisar ninguém. Pediu uma bebida atrás da outra, tentando afogar a irritação que insistia em não ceder. O ambiente era barulhento, luz baixa, cheiro de álcool e conversa atravessada.

Em meio ao movimento, um vulto chamou sua atenção. Um rapaz acabara de entrar. A postura, o jeito de andar, o corte de cabelo, por um instante breve demais para ser racional, Thales teve certeza de que era Jonathan. O coração acelerou. Mas quando o rapaz se aproximou do balcão, a ilusão se desfez. Parecia com ele, só isso, mas ainda assim, o incômodo permaneceu.

Já de saída, Thales foi ao sanitário. O espelho refletia um rosto cansado, olhos avermelhados. Aproximou-se do mictório e, segundos depois, percebeu que não estava mais sozinho. O mesmo rapaz entrou, parou ao seu lado e começou a lhe encarar.

Thales sentiu o olhar antes mesmo de confirmar. Tentou ignorar, fixando os olhos à frente, fingindo concentração. Mas o olhar continuava ali — direto, descarado, sem pressa alguma.

De repente, num impulso, Thales puxou o rapaz por um dos braços e praticamente o arrastou para a primeira cabine. Passou o trinco na porta com a outra mão. Fez o rapaz se abaixar e abriu o cinto e os botões da calça, expondo seu membro já completamente rígido. Puxou a cabeça do rapaz para si. O rapaz colocou metade na boca — começou a deslizá-la suavemente. Era uma sensação de ansiedade, desespero e excitação ao mesmo tempo.

Logo Thales percebeu a pressão do orgasmo vindo, enchendo a boca do rapaz, que engoliu tudo em seguida.

Thales instantaneamente voltou a si. Guardou o membro parcialmente duro e molhado de saliva. Abriu a porta da cabine, saiu rápido do sanitário e do bar, deixando pra trás o rapaz, confuso sem entender aquela reação.

Thales entrou em seu carro, sentou-se no banco do motorista e olhou-se no espelho do para-sol. Esfregou a cabeça com as duas mãos, não acreditando no que fez a pouco tempo atrás. (...)

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