Compreensão da existência

Por: tau-peninda-1 10/07/2026 405253 leituras
Capa do conto

Sobre a experiência amorosa (ginecológica?) de estar grávida constato que gerar uma vida ajuda a quebrar o egoísmo espontâneo que a gente tem e que a tesão que a gente continua sentindo não sofre restrição, ela não discrimina, é contra a essência do amor, o amor carnal sexual é dom, é saída de si pelo outro como tal, se é que me faço entender. Espero que sim.

Tenho usado muito do meu tempo para re-ler Pessoa. Através dos seus escritos conheci e me entreguei ao homem que me fascinou e engravidou. Vi em ambos, homens de um humanismo cultural aberto a todas as formas de saber. Tanto Pessoa, como aquele que me seduziu no inverno passado em Vigo, são almas onde não há index.

Aquilo que vivemos em Vigo e depois em Madrid foi realmente uma experiência de amor muito grande, me foi dado o privilégio de oferecer-me de corpo e alma amada e amando. A gravidez foi uma transição onde não havia angústia. Ele ama a vida, é uma pessoa muito espontânea e eu agradeço a Deus sua essência no meu útero.
(Reconheço não ser este um texto "poesia" mas usei-o porque o sexo com todo o seu séquito de gritinhos, urros e fluidos é pura poesia. Espero que me compreendam, rs Obrigada)

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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