Eu olhava para Marina pelo espelho do quarto enquanto ela terminava de se vestir, e meu estômago dava voltas. Aos 35 anos, eu sabia que tinha uma sorte imensa de ter uma mulher de 31 anos tão deslumbrante, mas a verdade é que eu sempre me senti insuficiente. Meu pau pequeno sempre foi minha maior insegurança, e ver o corpo dela clamando por algo mais me levou a cultivar um desejo obscuro: eu queria ser corno. Queria ver Marina sendo preenchida por homens que tivessem o que eu nunca tive. Depois de meses de insistência e muitas garrafas de vinho para vencer a resistência dela, finalmente chegamos à porta daquela casa de swing. Marina estava trêmula, a timidez quase a fazendo dar meia volta, mas três doses generosas de whisky no bar da entrada finalmente soltaram seus ombros e trouxeram um brilho diferente aos seus olhos.
?Assim que entramos no salão principal, a humilhação que eu tanto desejava começou de forma natural. Eu era invisível. Os homens que circulavam por ali, todos com porte atlético e presenças imponentes, mal me cumprimentavam; seus olhos estavam fixos nas curvas de Marina, que o vestido de seda mal conseguia conter. Eu a guiei até um sofá de veludo e me sentei ao lado, mas logo fui escanteado. Dois sujeitos se aproximaram e começaram a tocá-la. Marina me olhou uma última vez, buscando aprovação, e quando eu assenti, a timidez dela morreu. Eu assistia, com meu membro medíocre pulsando de humilhação, enquanto minha esposa era cercada. Ela começou a transar com um, depois com outro, perdendo-se em um ritmo que eu jamais conseguiria acompanhar. O contraste era brutal: eu ali, pequeno e patético, vendo minha mulher ser usada por homens que a faziam revirar os olhos de uma forma que eu nunca presenciei em dez anos de casamento.
?O ápice da noite, porém, ainda estava por vir. No fundo de uma das cabines, um homem negro de proporções colossais, chamado Silas, chamou a atenção de Marina. Ele não usou rodeios e ela, já completamente entregue ao clima de luxúria, não pediu por proteção. Quando ele se aproximou, a diferença entre nós ficou vergonhosamente óbvia. Ele a tomou com uma força bruta, sem camisinha, e eu vi o rosto de Marina se transformar. Ela não apenas aceitava, ela implorava por aquela espessura que a deixava completamente aberta, preenchendo cada centímetro dela de um jeito que a fazia esquecer que eu sequer existia naquela sala. Eu era apenas o espectador humilhado, um detalhe insignificante no canto do quarto enquanto aquele homem a possuía com uma virilidade devastadora.
?Quando finalmente voltamos para casa, o clima no nosso quarto era de um vazio ensurdecedor para mim, mas de triunfo para ela. Eu estava excitado, desesperado para sentir um pouco daquele calor que ainda emanava dela, e tentei possuí-la assim que ela se deitou. Comecei a me mexer, tentando buscar alguma reação, mas Marina apenas olhou para o teto com um tédio que me destruiu. Ela soltou um suspiro pesado, me afastou com a mão e me encarou com um olhar de profundo deboche. "Ricardo, para com isso", ela disse, a voz carregada de uma frieza nova. "Eu nem sinto mais o seu pau aqui dentro. Depois daquele negro, é como se não tivesse nada aí. Você é pequeno demais para mim agora." Ela se virou para o lado, me deixando ali, estático, com a certeza de que eu tinha conseguido o que queria: eu não era mais o homem da vida dela, era apenas o marido que assistia enquanto ela era verdadeiramente preenchida por outros.
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