Seria exaustivo descrever o nosso dia-a-dia a bordo. Acaba por se tornar repetitivo e maçador. Piscina com banhos de sol, grandes almoços e grandes jantares, escalas nalguns portos com visitas guiadas, discoteca à noite e muita s festas. Um ambiente de sexo que se nota se estivermos minimamente atentos. Avaliando pelo nosso grupo todo o mundo fodia com todo o mundo. Acabámos por nos envolver com todos os casais da nossa mesa e com muitos que conhecemos nas festas e na discoteca. Confesso que me desinteressei em ganhar a aposta que tinha feito com a Anne pois percebi que ela estava imparável. Acho que além das pessoas com quem estávamos em conjunto ( e já eram muitas) ela sozinha era engatada ou engatava vários homens. Pela minha parte fiz a minha selecção, preferia estar com casais com os quais o Michel também alinhava e algumas vezes voltei a estar sozinha com o comandante do navio.
Num dos portos por onde passámos achei que não tinha interesse em ir a terra, o Michel quis ir, fiquei a bordo e estive 4 horas com o comandante no camarote dele. Contou-me a vida dele, os problemas familiares e acabou por me contar as infidelidades da mulher quando ele estava ausente. Ele aceitava essa situação e ela também sabia que ele se envolvia em aventuras em todas as viagens. Tinha uma relação muito liberal com a mulher. Muito galanteador, meigo, muito eficiente na cama. Confesso que me dava muito gozo cada vez que ele se envolvia comigo. Acho que repetidas vezes gozámos até à exaustão. Foi mesmo muito bom.
Refleti em algo que nunca me tinha ocorrido e que me deu alguma satisfação. Conclui que era tão bem tratada pelos meus clientes como pelos amigos que fazia. Talvez porque eu me envolvia da mesma forma com uns e com outros. Muitos clientes estranhavam que eu aceitasse beijos na boca, diziam-me que as outras prostitutas nunca davam beijos na boca. Sempre dei e mais do que isso sempre me envolvi totalmente com todos os homens. Acho que sempre me senti bem porque sempre gostei de tudo o que faço e sempre fui assim.
O último jantar a bordo foi muito divertido. As mesas sentavam 12 pessoas. Na nossa estávamos seis casais. Alguém teve a seguinte ideia. Juntavam-se num guardanapo as chaves de todos os nossos camarotes. Cada homem tirava à sorte uma chave e não dizia o camarote que lhe tinha calhado. À uma hora da manhã, cada um desses homens iria para o camarote que lhe tinha calhado. Dez minutos depois a mulher a quem pertencia esse camarote chegava e batia à porta sem saber quem iria encontrar. Acabámos por ser só cinco casais, porque um deles já tinha um compromisso com outras pessoas. Depois do jantar estivemos na discoteca, fartámo-nos de dançar, a dançar tive duas propostas que recusei pois já existia aquele compromisso.
A festa no exterior foi muito simpática e acabou com um monumental fogo-de-artifício.
Por volta da 1 da manhã, os homens foram para os camarotes. Dez minutos depois, cada uma de nós dirigiu-se ao seu camarote sem saber quem íamos encontra.
Bati à porta do meu camarote, abriram a porta e com tudo bem às escuras entrei e logo fecharam a porta. Sem saber por quem, fui agarrada, beijada, apalpada e começaram a despir-me. Quis descobrir quem era o homem mas só pela voz percebi quem era. Muito excitante. Era um suíço, homem de 70 anos, o mais velho do grupo. Muito simpático, amável e bem educado. Era dono de uma cadeia hoteleira. Apesar da idade, muito competente e meigo, gozou dentro de mim por duas vezes. Eu gozei pelo menos uma vez. Era bem constituído, muito conhecedor de todas as técnicas sexuais. A sua grande preocupação era sobretudo dar-me prazer. E conseguiu! Depois, dormimos toda a noite.
Meses mais tarde, esse suíço foi a Paris com a mulher, convidou-nos para jantar e voltou a ser tudo muito agradável.
Como já devem ter percebido perdi a aposta com a minha amiga Anne. Normalmente nunca gosto de perder. Percebi que ia perder pois que a Anne estava imparável e muito empenhada. Como perdi a aposta tive que pagar, não um almoço mas sim um jantar a quatro com os nossos homens.