Eram fotos antigas que a prima tinha mandado no grupo da família há uns dois anos, mas que, por algum motivo idiota, ainda estavam salvas na galeria. Fotos de praia. Biquíni minúsculo. A bunda empinada na direção da câmera como se fosse uma provocação direta. Areia grudada na pele morena. O tecido quase transparente molhado marcando tudo.
Ela jogou o celular de lado no sofá com força demais.
O barulho fez o namorado levantar a cabeça da cozinha.
— Tá tudo bem aí, amor?
Ela não respondeu com palavras.
Levantou, caminhou até ele devagar, descalça, só de shortinho de moletom e uma regata larga sem sutiã. Os mamilos já estavam duros antes mesmo de chegar perto.
Quando parou na frente dele, o olhar era diferente. Pesado. Faminto. Meio brava, meio excitada, como quem descobriu um fogo que não sabia que carregava.
— Levanta a camiseta — ela mandou, voz baixa.
Ele obedeceu sem perguntar. Sabia reconhecer aquele tom.
A calça de moletom dele já estava marcando quando ela se ajoelhou no piso frio da cozinha. Não tirou a calça dele de uma vez. Primeiro passou as unhas de leve por cima do tecido, acompanhando o contorno grosso que pulsava ali dentro.
— Ela mandou foto de novo hoje — disse, quase rosnando, enquanto puxava a cintura elástica devagar. — A bunda dela… maior do que eu lembrava. Mais empinada. Mais gostosa.
O pau dele saltou livre, já úmido na cabeça. Ela segurou a base com firmeza, olhando pra cima, direto nos olhos dele.
— E sabe o que eu fiquei pensando enquanto olhava? — continuou, a boca a centímetros da glande. — Que eu queria limpar você. Agora. Enquanto ainda tô com raiva… e com tesão dela.
Sem esperar resposta, ela abriu a boca e engoliu devagar, bem fundo, até sentir o fundo da garganta protestar. Não era boquete delicado. Era possessivo. Molhado. Barulhento. Ela chupava como quem marca território, como quem quer apagar qualquer imagem que não seja a dela ali, de joelhos, com os lábios esticados em volta dele.
Ele gemeu alto, a mão indo instintivamente pro cabelo dela. Ela deixou. Até gostou. Puxou mais forte quando ele tentou controlar o ritmo — um aviso silencioso de que hoje quem mandava era ela.
De vez em quando ela tirava a boca, só pra falar sacanagem enquanto a mão continuava o vai-e-vem lento e firme.
— Imagina se ela visse isso… — murmurou, lambendo a extensão toda, da base até a cabecinha brilhando de saliva. — Eu de quatro, você me comendo enquanto eu olho as fotos dela. Será que ela gozaria só de ver?
Ele grunhiu algo incompreensível, o quadril se movendo sozinho agora.
Ela voltou a chupar com mais força, as bochechas afundando, o som molhado ecoando na cozinha pequena. Uma das mãos dela desceu pro próprio short, enfiou por dentro, se tocando rápido, quase com raiva, como se precisasse gozar junto com ele.
Quando sentiu ele inchar ainda mais na boca, ela tirou tudo de uma vez, só a língua brincando na fenda, olhando pra cima com cara de quem sabe exatamente o que está fazendo.
— Goza na minha boca — ordenou. — Quero engolir tudo. Quero ficar com o gosto de você pra caralho enquanto olho aquelas fotos de novo depois.
Não precisou mandar duas vezes.
Ele segurou a nuca dela com as duas mãos e gozou forte, gemendo rouco, enchendo a boca dela enquanto o corpo inteiro tremia. Ela não derramou uma gota. Engoliu devagar, olhando pra ele o tempo inteiro, como quem diz: “essa boca aqui é minha, e é melhor que qualquer foto”.
Quando terminou, limpou os cantos da boca com o polegar, levantou devagar e encostou a testa na dele, ainda ofegante.
— Da próxima vez que ela mandar foto… — sussurrou, mordendo de leve o lábio inferior dele — eu quero que você me foda enquanto eu mostro pra você. Quero que você diga, olhando na minha cara, que nenhuma bunda do mundo chega aos pés da minha.
Ele só conseguiu sorrir torto, ainda zonzo.
— Combinado.
Ela deu um último beijo com gosto de porra e de promessa, pegou o celular no sofá e foi pro quarto.
Deixou ele ali, calça na canela, coração na boca… e a certeza de que a noite estava só começando.