DIVIDINDO O QUARTO COM MEU FILHO

Por: gama-evdominda-4 18/07/2026 52789 leituras
Capa do conto

Parte 1

Vou contar uma longa história, e não me orgulho e nem me condeno por nada do que tenha feito. Nem quero que me julguem. Mas acho importante publicar esta história, e contar como foi que uma série de acontecimentos envolveu a nossa família de um jeito inacreditável, provocando muitas reações e mudanças entre nós. Pode ser útil a muitos.

[NOTA DO AUTOR] - Um autor do site que pega vários contos copiados e traduzidos de algum site em inglês, publicou em 2023, uma versão muito mal traduzida de um conto, intitulado, “Colega de Quarto”. Mas não concluiu a história. Recebi de um leitor a cópia dessa história, para ver se conseguia dar jeito melhor nela, e fazer uma nova versão, com um final. Era um desafio e tanto, até porque não é o meu tema habitual. Mas, pelo desafio, e como sei que um escritor que vive disso tem que ser capaz de criar sobre qualquer coisa, resolvi aceitar.

Giordano se preparava para mais uma das suas grandes aventuras. Todos os anos, desde quando solteiro, ele se dedicava a um esporte muito radical. Saltar do alto de uma montanha, de alturas por volta de dois mil metros, apenas com suas asas de windsuit, uma roupa tipo um casulo com asas, para viver a adrenalina de voar a mais de 150 quilômetros por hora. Para cada salto, ele se preparava rigorosamente, planejava e se organizava, e atleta como sempre foi, cuidava do físico e de todos os detalhes pois um segundo de distração ou um pequeno erro de inclinação, ou mesmo um golpe de vento, pode terminar com um acidente fatal.

Naquela tarde, na varanda de nossa casa, ele me deu um beijo de despedida, antes de embarcar para mais aquele desafio.

Eu não estava nada satisfeita:

— Eu não quero que você vá. – Repeti mais uma vez.

Meu marido ainda tentava me acalmar:

— Querida, eu planejei isso faz tempo, é algo que tenho que realizar, naõ vou desistir agora, preciso ir... me desculpe.

Eu sempre temi os riscos de suas aventuras. Amava muito meu marido, mas sentia que ele não dava importância ao meu medo e aos riscos que aquilo nos expunha. Aos 45 anos, pai de um casal de filhos, ele já não era mais um rapaz sem compromissos na vida para se meter naquele tipo de risco. Meu coração estava apertado de ansiedade, já fazia alguns dias. Olhei para ele com meus olhos verdes, já molhados de lágrimas.

— E se você se machucar... ou morrer? Como ficaremos?

Giordano estava irredutível:

— Querida, não vai acontecer nada... eu prometo a você. Eu me previno muito antes.

Giordano sempre foi muito confiante. Ele me deu um beijo na testa, com todo o carinho. Eu ainda ameacei:

— Você prometeu voltar bem. Não esqueça! Não vou perdoar você, nem a mim, se algo lhe acontecer.

Giordano se afastou, entrando no Jeep que os levaria até ao local do salto. Seria uma viagem longa, pois a montanha era distante. Antes de embarcar com o restante de sua equipe de apoio, ele me olhou e deu um aceno final de despedida para a família. Eu forcei um sorriso, de dentes cerrados, tinha as mãos frias, e acenei de volta. Luli, nossa filha de 6 anos, estava ao meu lado, segurando em minha saia. Ao nosso lado, estava Max, nosso filho de 18 anos, esbelto, forte, loiro e bonito. Giordano observava de longe.

Minha mente me remeteu ao passado. Eu me apaixonei pelo jovem Giordano logo na faculdade, e pouco depois da formatura nos casamos. Eu me casei muito nova, ele sempre foi brilhante em tudo que fez, e o sucesso de seu negócio não demorou. Montou uma empresa que era um sucesso na sua área. Na sequência, vieram os filhos, morávamos bem, sem sermos ricos, mas tínhamos conforto, estabilidade financeira, e nossa vida era mesmo muito boa. Exceto por essa mania que ele sempre teve se viver aventuras em esportes radicais.

Dizem que sou muito bonita, mas eu não me acho tanto, embora tenha consciência que possuo uma certa beleza. De rosto, me acham muito parecida com uma atriz do cinema e de séries inglesas, a Emilia Clark. Cabelos cor de mel, olhos verdes e boca de lábios atraentes. Com 38 anos, meu corpo é perfeitamente proporcional. Não tenho nem um grama acima do que devo ter, e com todas as curvas certas, em todos os lugares, pois gosto de esportes também e além de pedalar em passeios de bicicleta, frequento a academia com regularidade. Naquele dia, me vesti para provocar meu marido, tentando demovê-lo daquele desafio.

Usava uma minissaia fina de algodão azul-bebê, que realçava os contornos arredondados dos meus quadris e deixava visível o brilho bronzeado de minhas pernas longas e sedutoras. Minha blusa de cetim branco, curta, com decote em U, com três botões na frente, modelava o volume marcante dos meus seios, ainda firmes e muito empinados para a minha idade e mãe de dois filhos. Meus pés são pequenos e delicados e estavam com as unhas pintadas em esmalte clarinho, calçados em sandálias finas de couro em cor natural, com salto de sete centímetros. Uma linda tornozeleira dourada, adornava minha perna esquerda, com um pingente vermelho, em formato de coração. Presente do meu marido no dia do nosso aniversário de 19 anos de casados, comemorado recentemente. Eu tentava com aquilo, de todas as maneiras dificultar sua viagem. Mas meu marido teimosamente mantinha a mente focada no seu próximo desafio.

Não sei por qual motivo, naquela hora, olhando Giordano de longe, me trouxe à mente lembranças de muitas das noites em que ele me envolveu em seus braços fortes. Despidos, em nossa cama, nos entregávamos ao prazer do sexo sempre muito intenso. Eu o agarrava apertado com meus abraços, esfregando a pele macia e sedosa dos meus seios, em seu peito forte, enquanto ele penetrava na carne úmida e quente da minha xoxota, com seu membro rígido e viril. Eu adorava ser fodida por ele. Aliás, sempre fui muito sensual e gosto de sexo saudável, sem restrições. Enquanto fazíamos amor, eu costumava olhar no espelho que ficava em frente à cama e me maravilhava com a maneira como minhas pernas fortes estavam enroladas em torno de sua cintura, meus pequenos pés descalços flexionando e apontando para o teto, meus dedinhos dos pés se contraindo de prazer, e a bunda dele, forte e musculosa se movimentava com as estocadas firmes que ele me dava. Sim, meu marido socava com ímpeto e eu gosto muito disso. Na mesma hora, ali, na despedida, senti meus seios latejando, e minha vagina ficar umedecida. Eu estava excitada, talvez pelo nervosismo da situação. Mas, para meu desencanto, ele entrou no Jeep e bateu a porta. A viatura partiu e eu fiquei ali, arrepiada, vendo que se afastava.

Eu funguei, e enxuguei outra lágrima. Depois, deslizei o braço em volta dos ombros do meu filho Max, e inclinei a cabeça para o lado, apoiando-a no ombro dele. Estávamos os três ali, dividindo a mesma saudade. E voltamos para dentro de casa.

Durante alguns dias, apesar da vida seguir sua rotina normal, eu continuava muito tensa. Quanto mais tentava me concentrar nos meus afazeres de casa, mais me sentia solitária e angustiada. E não sei se foi por saudade, por angústia, ou por nervosismo, naqueles dias eu me sentia o tempo todo muito excitada.

Por várias vezes, tinha minha xoxota se inchando, umedecida, e meus seios latejando. Algumas vezes ao dia fui ao banheiro para me masturbar e me aliviar.

Eu sempre fui, desde novinha, uma mulher muito quente, sensual, e liberada, e o Giordano, adorava isso, e me estimulava, sempre me provocava o lado mais exibicionista. Nós sempre fomos muito cúmplices, e tínhamos uma vida sexual intensa. Praticamente, todas as noites, quando o Giordano estava em casa, fazíamos sexo, e mais de uma vez. E quando ele viajava a negócios, o que era até bastante usual, me deixava com alguns vibradores que me deu de presente, e me estimulava a usá-los. Ele adorava me ver excitada através do telefone celular, e me ajudar a gozar, falando safadezas e provocações. Me acostumei com aquilo e desenvolvi um hábito, de ter sexo com muita regularidade. Nas ausências do Giordano parecia que eu ficava ainda mais libidinosa. E naqueles dias estava ainda mais.

Mas, o destino estava preparando uma armadilha para nossa vida.

Uma noite, após a partida do Giordano, despertei assustada com o toque estridente do meu aparelho de telefonia celular, tocando no meio da madrugada. Num movimento brusco e repentino, sentei-me na cama e apanhei o aparelho. Era um número desconhecido. Eu atendi a ligação, me identifiquei e fiquei gelada por dentro, sentindo um calafrio que me percorria todo o corpo, quando ouvi a notícia. Eu não queria acreditar.

Apressada, me levantei da cama, vesti uma roupa sem me preocupar muito com o que estava usando, vi que meus filhos dormiam, peguei o carro e saí imediatamente.

Em menos de meia hora eu estava entrando nos corredores do hospital, acompanhada de uma enfermeira. Ao entrar na sala que dava visão do quarto de UTI, através de uma meia parede de vidro, o médico que estava examinando o painel eletrônico de controle das funções vitais do meu marido, virou-se e fez sinal de silêncio, e de calma. Esperou ao lado da cama, para que eu pudesse ver o Giordano, inerte, com uma enorme atadura cobrindo boa parte de sua cabeça, e com várias escoriações na face. Estava todo entubado, e com uma máscara de oxigênio cobrindo parte do rosto. Eu pensei que iria desmaiar, senti as pernas amolecerem e tive que me apoiar na enfermeira. Na hora, o impacto foi brutal, mas apenas o fato de constatar que meu marido estava vivo, me deu algum alento.

O médico veio ao meu encontro, minutos depois, e me fez sentar sobre uma cadeira. Eu realmente parecia meio desnorteada e perdida. Minha cabeça não conseguia concatenar os pensamentos. Nesse momento foi que eu notei que usava um vestido folgado de malha branca de algodão estampada com motivos florais, com magas curtas e decote canoa, mas não colocara nem sutiã e nem calcinha. Na pressa, totalmente atarantada, não me atinei com aquilo. A malha fina do vestido não era suficiente para ocultar o volume dos meus seios balançando, e se ficasse contra a luz, poderia revelar meu corpo nu sob ele. Mas estava tão tensa, que não dei bola para aquela distração. E eu não precisei perguntar, o médico foi logo explicando:

— Seu marido, teve um acidente no final do voo, já perto da descida, quando o paraquedas se abriu. Segundo explicaram, ele ia encerrar bem o voo, mas uma lufada repentina e violenta de ar o arremessou contra uma rocha. Ele se chocou com a pedra ainda com muita velocidade, e caiu. Por sorte a queda foi de uma altura bem próxima do solo, mas a pancada foi muito violenta. Foi removido por um helicóptero de salvamento. Ele está em coma desde então. Teve uma concussão cerebral. Estamos fazendo uma série de exames, e ele permanecerá em observação até que volte a apresentar sinais mais estáveis.

Eu não sabia o que dizer, ou fazer. Estava completamente sem ação. Mas reuni todas as forças, para perguntar o que eu deveria cuidar, ou providenciar. Fui orientada a procurar os papéis do seguro, pois Giordano era muito precavido, e manter a calma, esperar, pois havia grande chance de ele retornar do coma em pouco tempo. O médico disse:

— Seu marido é um atleta, muito forte, e isso pode ajudar muito. Mas temos que esperar e observar sua evolução. Ainda temos muitos exames para fazer. Você pode regressar à sua casa, e ficar na companhia dos seus filhos. Não precisa ficar aqui, pois ele está isolado. Precisa mostrar calma para os filhos não sofrerem um trauma muito grande. Nós a manteremos informada se houver alguma mudança.

As palavras do médico me deram uma certa esperança. Voltei à minha casa, liguei para minha mãe, e ela veio tomar o café da manhã conosco. Naquele dia eu havia decidido que os filhos não deveriam ir à escola. Durante o café, eu dei a notícia para o Max e para a Luli. Certamente, foi um choque, e, mesmo sabendo de antemão, que isso poderia acontecer, todos nós não acreditávamos que aconteceria. Meus filhos ficaram bem assustados, e a Luli chorou muito. Eu garanti que os levaria para ver o pai, assim que o médico autorizasse.

A primeira semana depois daquele dia, foi simplesmente alucinante. Eu me desdobrei um muitas atividades, providências e cuidados com os filhos. Os exames constataram que apesar de Giordano ter uma costela e um braço partidos, que foram devidamente tratados, o choque com a pedra havia impactado profundamente a coluna, e a cabeça, onde um grande coágulo havia se formado no lobo frontal, afetando o controle motor. Um outro coágulo se formara no lobo parietal onde se localiza a área relacionada à percepção sensorial. Como ele estava ainda em coma, e sendo preparado para eventuais cirurgias, não podíamos nem fazer visitas. Mas eu fui pessoalmente, regularmente, todos os dias, depois que os filhos iam para as aulas, falar com o médico, e me informar do que se passava. No mais, eu tratava de dar atenção aos filhos, pois tinham que continuar a comparecer às aulas, e havia um monte de providências burocráticas, buscando documentos, liberação do seguro, e outras questões de ordem prática que sempre foi o meu marido que cuidou. A sorte é que eu tinha dois cartões de crédito, e não deixei faltar nada em nossa casa. A empresa do Giordano continuou sendo administrada pelo seu gerente geral. E eu não me envolvi muito. Nesse aspecto, não tive o que me preocupar.

Naqueles dias de espera, angústia e de ansiedade, meu filho Max, revelou-se um rapaz muito solidário, dividia as tarefas domésticas comigo, me ajudava com a irmã, ia buscá-la na escola de dança de tarde, e passou a ser um companheiro inseparável.

À noite, depois que a Luli ia dormir, nós nos sentávamos na sala, vendo o noticiário ou algum programa de televisão, para ver se conseguíamos nos desligar um pouco daquele pesadelo. A companhia de meu filho, sempre atencioso, e presente, era o meu grande consolo.

Estávamos no final da primavera, ia começar o verão, então as noites eram agradáveis, mais para quentes do que para frescas. Eu tomava meu banho e vestia um pijama ou baby-doll, curto, e o Max sempre de calção e camiseta, e ficávamos lá, geralmente lado a lado, evitando tocar no assunto que poderia nos estragar a noite de sono. O pesadelo real não se dissipava.

Na segunda semana, houve uma considerável melhora do quadro geral do Giordano, os coágulos foram drenados, as funções vitais estavam cada vez melhores, e era esperado o final do coma para breve. E foi na terceira semana, que finalmente, Giordano despertou. No início, completamente sedado ainda por medicamentos, não tinha muita noção do que se passava. Estava grogue e sem consciência clara das coisas.

Mas, aos poucos, em dois dias, ele recuperou a consciência, a memória, e retomou a fala. Parecia que ia vencer mais aquele desafio. O médico me chamou ao hospital. Quando entrei no quarto, ele já estava fora da U.T.I., mas meu marido parecia dormir. O médico chamou:

— Giordano?

Os olhos de Giordano se abriram e fitaram o rosto do médico.

— Você pode me ouvir Giordano? Você pode ouvir minha voz? - Ele perguntou.

— Sim. – Foi a resposta.

Me diga o seu nome e sua idade:

— Sou o Giordano Saldanha. Tenho 45 anos.

Com expressão feliz, o médico sorriu e comentou:

— Isso é bom... isso é excelente. Você está já no domínio de suas funções.

Giordano olhou ao redor da sala:

— Onde estou?

— Você voltou para casa. Está no Hospital Geral. Seu voo terminou com um acidente, e você foi bastante afetado. Esteve em coma por três semanas.

— Onde está minha esposa? Onde está a Melinda? Ele perguntou.

O médico disse:

— Ela tem estado muito por aqui, todos os dias.

Nesse momento, eu saí de trás do médico, e me aproximei da cama, sendo observada pelo meu marido.

— Oh Giordano! Meu amor! - Eu disse aliviada, correndo e cuidadosamente abraçando-o na cama.

— Oi, bebê. - Ele disse, com os olhos marejados de lágrimas.

A minha emoção era tanta, que não conseguia falar, e ele também parecia estar do mesmo jeito. Ficamos ali abraçados por quase um minuto.

Depois, o médico pediu que eu me retirasse, pois precisava examinar o paciente. Eu fui para a sala de espera, aguardar o médico voltar com mais notícias.

As primeiras horas da manhã passaram lentamente, eu esperava ansiosa, e após uma série de exames e mais exames, o médico me chamou para, junto do Giordano, dar explicações.

Ouvi meu marido perguntar:

— Então, doutor, minhas pernas... será que estão acabadas para sempre?

Aquela pergunta me fez gelar o sangue nas veias. O médico respondeu:

— É muito provável. Eu receio que sim, Giordano, tenho que ser verdadeiro, temos que trabalhar com esse cenário também.

Fez-se um silêncio sepulcral no quarto por alguns segundos. O médico retomou:

— A brutalidade daquela pancada não apenas causou graves danos ao seu corpo, cabeça e braços, mas, à sua coluna vertebral, afetando todo o sistema nervoso, e cortou o movimento das suas pernas. A boa notícia é que você ainda tem o fluxo sanguíneo saudável nelas. Isso nos livra de amputar.

Não resisti e perguntei:

— É sério isso?

O médico foi transparente:

— Nunca podemos ser definitivos quando se trata de lesões desse tipo. O corpo pode operar milagres. Você só se salvou por ser atleta, ter uma compleição física poderosa, mas, mesmo assim, foi por um fio. No entanto, vai ser um longo caminho para tentar um dia uma possível recuperação. Você tem que se esforçar muito.

Eu me sentia absolutamente arrasada. Tentei questionar:

— Ele terá alguma chance de superar a paralisia, talvez com o tipo certo de fisioterapia?

O médico foi cauteloso:

— Receio que, neste momento, o dano pareça permanente. O acidente foi muito grave. Sinto muito, não posso saber. Terá orientação e fisioterapia. Só o tempo vai nos dizer alguma coisa.

Giordano me olhava e eu pude ver a angústia que ele estava sentindo. Ele se desculpou:

— Desculpe bebê, eu prometi que voltava, mas não saiu como planejei.

Naquele momento, frustração, raiva, tristeza e mágoa me dominavam, e eu não quis dizer nada, pois estava apavorada e também revoltada. Com ele, comigo, com as coisas todas. Um longo silêncio pairou no ambiente mais uma vez, por quase um minuto.

O médico pediu licença e saiu da sala. Eu imaginei que talvez quisesse nos deixar sozinhos para uma conversa sem testemunhas.

Eu permaneci calada, a olhar para o nada, como se estivesse totalmente aérea, chocada com a notícia.

Giordano estendeu a mão do braço bom e apertou a minha.

— Eu sinto muito, querida. - Ele disse.

Na hora eu precisava ser verdadeira. Fui dura:

— Você falhou Giordano, me traiu, mentiu, arriscou, e agora isto. E eu não sei o que fazer. Na hora a revolta interna que eu retive por vários dias, transbordou. Meu marido tentava entender o que eu dissera:

— O que está dizendo?

Eu olhei para ele, com os olhos cheios de lágrimas:

— Você mentiu para mim. Você me prometeu que nada iria acontecer com você lá. Foi irresponsável, se arriscou estupidamente. E agora está aqui, assim.

Eu respirei fundo e resolvi desabafar:

— Você está aí, semidestruído. Você se arrebentou, e nossa vida virou frangalhos. Fui traída, enganada. É assim que eu me sinto. Absolutamente perdida.

Eu não queria magoar mais ainda o meu marido, mas estava mesmo revoltada, então, me levantei, retirei a minha mão da de Giordano, pedi licença, e comecei a soluçar, enquanto saía da sala. Ouvi Giordano me chamando:

— Melinda...Melinda, volte. Baby, eu...

Eu não queria afetar meu marido com o meu desespero, mais do que ele já deveria estar transtornado. Ao mesmo tempo, estava apavorada com a condição dele. Na hora perdi totalmente a cabeça, e saí do hospital sem rumo definido. Fiquei dirigindo nosso carro por algumas ruas, e depois liguei para minha mãe, pedindo que fosse buscar meus filhos na escola, e fizesse companhia a eles. Disse o que aconteceu e que eu precisava de um tempo para me equilibrar. Eu iria demorar. Mas não sabia nem aonde ir. Estacionei o carro em um parque arborizado da cidade, desci, e fiquei lá, sozinha, sentada em um banco, completamente perdida. Era como se o trauma do meu marido também me mutilasse. Estava apavorada. Sei que o destino sempre nos manda alguma luz na hora necessária. Mas não sabia onde buscar

Até que eu vi uma S.U.V. estacionar no parque, a uns 50 metros de onde eu estava. O motorista demorou a descer do carro. Eu fiquei observando.

Quando a porta se abriu, vi que era maior do que as portas normais, e foi quando reparei o motorista manobrar uma cadeira de rodas que se encaixava no local do motorista. Ele movimentava uns mecanismos para retirar a cadeira do carro, e desceu com elevador elétrico, aquela cadeira. Ele não movimentava as pernas, mas tinha os braços fortes, e depois de se acomodar conduziu a cadeira por um trecho relvado do terreno, até debaixo de uma árvore. Ficou lá parado, na sombra, observando a natureza à sua volta. Parecia pensativo e solitário. Não resisti e saí do banco, me aproximando dele. Com educação, perguntei:

— Olá, desculpe, posso me aproximar? Quero falar com você.

O homem, talvez uns dois anos mais velho do que o Giordano, cabelos já um pouco acinzentados, me olhou intrigado. Mas estava sereno. Repeti a pergunta e ele fez que sim. Depois perguntou:

— O que você deseja?

— Eu preciso falar com alguém. Me sinto perdida.

— O que se passa? – Ele perguntou.

— Estava aqui muito triste, meu marido acaba de sofrer um acidente, e perdeu o movimento das pernas. Soube hoje. Fiquei totalmente desnorteada, não sei como agir. Estava tentando concatenar as ideias. Nisso, vi você chegar.

Ele me olhou por quase dez segundos, me analisando, antes de dizer:

— Perdeu o movimento, definitivamente? Não tem recuperação?

— Não sei, é recente. Só soube hoje, ele esteve em coma. Ainda não sei, mas segundo o médico, parece ser definitivo.

Ele perguntou meu nome e eu disse. Ele então falou:

— Melinda, você tem que ser forte. Será um longo processo. Pode ser que ele se recupere, mas pode ser que não. O que é bem provável. O que aconteceu com o seu marido, vai afetar toda a família, de alguma forma. É inevitável. Eu também era casado, me acidentei na moto, em uma competição, fiquei destruído. Não tem volta. Meu casamento se desfez. Acabamos separados, pois eu não me perdoei estragar a vida dela, por culpa da minha desgraça. Eu ainda quero muito bem a minha mulher, quero que seja feliz, por isso, achei por bem me separar. Me tornei um solitário. Passei por muitos estágios para superar meu drama. Por sorte eu tinha recursos, e continuei trabalhando à frente da minha empresa. O seguro ajudou a deixar minha esposa amparada. Mas minha vida pessoal acabou. Sou penas um corpo com funções fisiológicas normais, um cérebro em perfeitas condições, e um meio corpo inútil que eu arrasto por teimosia. Se gosta do seu marido, prepare-se para um período difícil, pois ele vai passar por muitas fases terríveis, e quem estiver envolvido, acaba sendo afetado. – Ele explicou.

Eu ouvia cada vez mais assustada. Mas entendi que foi providencial aquele encontro.

Aquele homem, calmo, sofrido e experiente, aceitou me dar conselhos, e me ouvir, quis saber minhas dúvidas, e me esclareceu muito. De certa forma, resumiu alguns dos problemas e dificuldades que teríamos que enfrentar. Ficamos mais de duas horas conversando, quando ele me contou de muitos dos problemas que enfrentou, e como teve que superar as dificuldades, aprendendo a viver solitário e afastado da maioria, para não sobrecarregar a todos. Ele disse que talvez fosse o que o Giordano fizesse, um dia. Ele falou:

— Minha mulher tem outro parceiro agora. Está feliz. Eu estou feliz com isso. Meus filhos se recuperaram. Mas é muita coisa a ser enfrentada até chegar nisso. Você tem que ser muito forte.

Depois que ele se foi, eu estava muito abalada, porém, mais preparada para o que haveria de enfrentar. Eram quase 5 horas da tarde quando eu voltei para casa. Vivíamos numa pequena chácara, numa casa modesta, mas ampla, com três quartos, em um bairro de classe média alta.

Entrei na casa que estava completamente em silêncio. Cruzei a sala e fui para o corredor dos quartos. Espiei no quarto da Luli e vi minha filha, sentada em sua mesinha de estudos, desenhando. Ela me beijou afetuosa e queria saber do pai. Fiz sinal para que esperasse. Logo em seguida, o Max, apareceu. Ele caminhou até onde eu estava e o abracei muito apertado. Ele perguntou:

— Mãe, tudo bem com o papai?

Respondi tentando dar um toque otimista:

— O vosso pai finalmente despertou do coma, está lúcido, e recuperou a memória. Mas ainda está sob observação. Fará muitos exames. Prometo que levarei vocês para vê-lo, assim que for permitido.

Luli sorriu contente e soltou uma exclamação alegre:

— Oba! Que bom. Vou levar um desenho para ele.

Ela voltou a se distrair com o seu desenho. Agora tinha um motivo maior para o que fazia. Aproveitei e pegando nas mãos do Max, caminhei lentamente de volta ao corredor, até seu quarto, e me sentei na cama, fazendo com que ele se sentasse ao meu lado. Eu disse:

— Agradeço por você ficar aqui e cuidar de sua irmã para mim.

— Claro! - Ele me respondeu.

Max parecia muito calmo e controlado. Com ele eu podia ser mais específica:

— Seu pai está acordado, lúcido, mas temo que seus ferimentos sejam bastante graves, com danos irreversíveis.

A seguir, fui contando o que me havia dito o médico.

Max perguntou:

— Então, será uma longa recuperação? Quando ele vem para casa?

— Ainda não está definido. Ainda restam exames. O médico disse que dentro de alguns dias.

Max, havia amadurecido muito naquele período. Aquilo me dava certo alívio. Ele me olhava preocupado, e exclamou:

— Nossa! Eu não posso acreditar que tudo isso aconteceu. Parece que a senhora sabia...

Ternamente, eu fiz um afago no rosto dele, e tirei delicadamente o cabelo da franja dele de cima dos seus olhos com minhas unhas. Ele me olhava com seus grandes olhos de pestanas longas. Max era um rapaz forte e bonito, mais alto um pouco do que o pai, mas ainda bem inocente. Eu disse:

— Eu pressentia. Ele não me ouviu. Isso nos obriga, agora, a ficarmos mais unidos. Preciso muito do seu apoio. Estamos responsáveis por manter nossa família em harmonia e unida. Somos os dois que podemos nos amparar. E seu pai também vai depender de nós.

Após um breve silêncio, eu tentei disfarçar, mas o Max me ouviu fungar. Tentava segurar o choro.

— Não chore mamãe. Vai ficar tudo bem. Eu vou ajudar em tudo.

Eu me debrucei um pouco sobre o seu ombro forte. Disse:

— Eu sei querido.... É só...

— É só o quê? - Ele perguntou.

O dia estava acabando, e o sol havia se escondido. Mesmo na penumbra do quarto, eu sabia que ele podia ver os meus olhos tristonhos olhando para ele. Eu estava muito emocionada.

Fui para a cozinha e preparei o jantar para nós três. Jantamos com pouca conversa, e era notório o clima tenso que ainda estava presente.

Depois que eles me ajudaram a limpar a louça usada, e guardar, fui com a Luli para a cama dela, e fiquei ali contando uma história, até que ela adormeceu.

Eu me levantei silenciosamente e deixei o quarto. Fui ao meu quarto, me despi e tomei um banho. Depois, vesti um pijaminha tipo baby-doll de algodão com estampas de flores, bem delicado. A seguir, fui apagar todas as luzes e passei no quarto do Max. Ele estava em sua cama, lendo algo no seu tablet. Eu disse:

— Vim lhe dar um boa noite.

Ele usava um calção de pijama e eu me sentei ao seu lado. Dei um beijo em seu rosto e pedi:

— Posso apenas... deitar aqui com você por um tempo? Você se importa? Estou solitária. - Perguntei suavemente.

— Não, não me importo, de jeito nenhum, mãe. – Ele me disse, se afastando um pouco mais e recostando nas almofadas, me puxando pelo ombro, para me deitar ao lado dele. Eu estava mesmo muito abalada e carente.

Eu me descalcei dos chinelos e coloquei meus dois pezinhos sobre a cama. Aos poucos fui me aninhando até apoiar minhas pernas na perna dele.

Me aninhei como eu costumava fazer com o pai dele. Max estava deitado de costas e eu deslizei para junto dele, deitando-me de lado e descansando a cabeça em seu ombro. Eu precisava muito de carinho e amparo. Fiquei aninhada e ele me abraçou carinhosamente. Era incrível como ele estava crescido. Já tinha porte de um rapaz forte e elegante. A sensação de ter um corpo masculino, forte, e que me era muito querido, me reconfortava. Me lembrava muito o pai dele. Eu perguntei:

— Estou muito triste. Você vai me amparar um pouco?

— É claro, mãe! - Ele murmurou, me envolvendo com os braços.

Quando ele me abraçou, naturalmente, os meus seios se espremeram contra os músculos rijos do seu peitoral. Percebi que ele ficou meio sem jeito, mas eu não estava nem um pouco preocupada com aquilo. Fiquei um tempo parada e sentindo ele respirar meio contido, ofegante. Perguntei:

— Você está tenso por quê? Parece que nunca abraçou sua mãe.

Max, na sua simplicidade sempre sincera, respondeu:

— O seus seios parecem mais cheios, rijos e pesados, muito diferentes das meninas da escola.

Eu sorri daquela observação dele, depois disse:

— Com o tempo elas também terão seios como os meus. Mas depois de amamentar dois filhos, poucas delas terão seios firmes como os meus. Isso posso apostar.

Ele ficou pensativo. Não falamos mais nada por um bom tempo. Eu passei a mão em seu rosto e murmurei:

— Meu precioso bebê... você sempre adorava dormir encostado nos meus seios.

Max não disse nada. Apenas deu um sorriso.

Eu expliquei:

— Você está sendo muito forte, enfrentando a situação, e se torna uma força para mim.

— Faço qualquer coisa que você precisar, mãe. - Ele respondeu, me fazendo um carinho no braço.

Aproveitei para me aconchegar mais e deslizei a minha perna por cima de seus joelhos, fazendo uma espécie de afago, roçando o meu pezinho descalço na perna dele. Eu estava carinhosa, pois sempre fui muito sinestésica, sempre gostei de carinhos, afagos e abraços. Com meu filho eu me sentia bem à vontade. Max suspirou, estava animado com a sensação de aconchego em que estávamos. Mantive o pé fazendo um carinho suave, esfregando contra a sua perna. Ele me apertou mais contra seu peito. Eu murmurei:

— Obrigada querido. Me sinto protegida assim. Eu vou precisar muito de você, eu acho.

Ficamos em silêncio por um bom tempo e acabamos adormecendo. Várias horas depois, ouvimos barulho da Luli entrando no quarto.

— Mamãe!

Eu despertei e levantei a cabeça do peito do Max, vendo minha filha parada ao lado da cama, ainda de pijama. Havia claridade da manhã. Sorri contente para ela:

— Bom dia, raio de sol. Acordou sozinha, querida?

Luli olhou para o irmão e para o jeito que eu estava quase montada em cima dele.

— Por que você está na cama do Max?

Eu respondi com naturalidade:

— Eu estava muito triste ontem, seu irmão me abraçou, e adormecemos.

— Puxa! Caramba! Apaguei de uma vez. – Exclamou Max ao despertar.

Eu notei que ele ficou meio surpreso com a forma como eu estava deitada quase inteira sobre ele. Uma de minhas pernas, dobrada, estava sobre a sua virilha e os meus seios estavam agora apertados contra seu peito.

Alguns dos primeiros botões da minha blusa do baby-doll, haviam se aberto e ele podia ver meus seios quase saindo, esticando meu decote. Na hora pude sentir que uma onda de sangue entrava forte no pinto dele, fazendo-o enrijecer. Eu não me surpreendi. Sabia que era normal. Agi com naturalidade e disse:

— Costumo dormir abraçada assim com seu pai.

Naquele momento, minha filha perguntou:

— Ah, mamy, você vem me abraçar também?

Luli falava com a fofura do seu jeitinho meigo, que nenhuma mãe poderia resistir.

Eu sorri amorosa para ela:

— Bem, eu gostaria, mas já está ficando tarde, parece que é hora de você e seu irmão se prepararem para a escola.

Me sentei na cama e dei um abraço e um beijo no rosto dela. Luli se virou e saiu da sala meio desanimada:

— Ah, eu odeio ter de ir à escola.

Eu sorri novamente, então voltei a me deitar de bruços sobre a cama ao lado do Max, me apoiei nos cotovelos, olhando para meu filho ensonado.

— Bom dia, bonitão. Dormiu bem? - Disse carinhosamente

— Acho que caímos no sono, hein? – Ele me questionou.

— Sim, acho que sim. Eu gostei muito de você me amparar. Precisava mesmo desse apoio. Gostaria era que não tivéssemos que levantar. – Eu respondi, com um sorriso sincero.

Notei que a ereção do pinto dele estava agora em plena força e fazia volume no calção do pijama. Na hora, eu estava satisfeita de notar que meu filho reagia naturalmente ao meu contato físico, sem rejeição. Eu não tinha colocado malícia em nosso contato, até então, mas ao perceber que ele se sentia excitado, aquilo também me despertou. Foi automático. Meus seios latejaram e senti minha xoxotinha pulsar. Entendi ser uma reação normal. Era provocado pela carência em que eu estava.

Tendo me apoiado nos cotovelos, eu percebi que estava expondo muito mais os meus peitos. Os dois seios estavam escapando por cima do decote e notei o Max olhando boquiaberto para eles. Os bicos salientes dos meus seios já estavam aparecendo. Tratei de agradecer:

— Obrigada por deixar me aconchegar em você. Eu precisava muito desse seu apoio. Um braço que me amparasse.

Voltei a abraçá-lo e passei novamente a perna sobre as coxas dele, como estivera antes. Meio sem-jeito, ele respondeu:

— A qualquer hora, mãe. – Ele respondeu.

Notei que eu filho estava um pouco corado, e tímido. Ele não conseguiu controlar a ereção. Quando eu deslizei para fora da cama, a parte interna da minha coxa roçou de leve no músculo rígido de seu pênis. Foi involuntário, na mesma hora meus seios latejaram. Sentir o pênis rijo do meu filho, me despertou algo que eu não sabia explicar. Eu não acreditava que estivesse excitada também por conta daquilo. Para disfarçar, eu falei:

— Eu preciso preparar um bom café da manhã para vocês dois.

Max ficou deitado, meio desajeitado, tentando esconder a tenda armada no seu calção. Ele me disse:

— Sim, eu vou me levantar em seguida. – Ele olhou para o próprio membro empinado que erguia o calção, como se pedisse desculpas.

Eu estava ao lado da cama, coloquei as mãos nos quadris e sorrindo, respondi:

— Querido. Isso é natural. Você sabe, não precisa se envergonhar disso.

— Sobre o que? – Max parecia embaraçado.

Eu olhei diretamente para a saliência ainda óbvia no calção dele. Estava admirada com o tamanho da coisa. Depois voltei a olhar em seus olhos. Perguntei:

— O que acha?

— Ah, sim. - Ele murmurou timidamente.

Eu expliquei:

— Você pode ser meu primeiro filho, mas eu sei algumas coisas sobre garotos e rapazes, e já sabia bem antes de você nascer. Namorei bastante antes de me casar. Um pinto erguido não é problema. Isso aí, chama-se tesão, excesso de testosterona, e provavelmente, você fica assim todas as manhãs... estou certa?

Eu continuava com um sorriso irônico nos lábios. Ele confirmou:

— Sim... acontece. Bastante.

Eu sorri com satisfação, por estar num momento íntimo e descontraído com ele. Meu garotinho estava se tornando um homem. Curvei-me e cutuquei meu filho nas costelas, fazendo-o se contorcer.

— Veja, eu sei mais sobre você do que você pensa.

Eu me virei e segui caminhando em direção à porta. Meu andar é naturalmente sensual. Quando cheguei na porta, olhei para trás e vi que ele continuava me olhando, observando meu corpo e meu andar rebolado. O olhar dele de homem é que havia mudado.

Antes de sair, espiei novamente, e, sorrindo, com certa cumplicidade, quase travessamente, dei uma piscadela para ele. O calção subiu bruscamente quando a ereção dele saltou como mola. Eu disse:

— Relaxa, filho. É assim mesmo.

Saí caminhando com minhas nádegas carnudas rebolando em direção ao corredor.

Me sentir admirada como mulher pelo meu filho foi algo que me deu uma grande satisfação. Não via nenhuma maldade naquilo. Ouvi ainda o Max exclamar em voz baixa, consigo:

— Puta merda. O que é isso? O que está acontecendo?

Entendi que era natural o seu estranhamento. Meu garoto estava se descobrindo homem. Mas aquilo também mexeu comigo de alguma forma.

Preparei o café da manhã com ovos mexidos, panquecas, e torradas com queijo, leite e café. Os dois desceram e comemos juntos e em harmonia. Mas ainda estávamos bastante traumatizados com as notícias e não falávamos muito. Depois do café, os filhos foram para as aulas.

Naquela manhã, arrumei a minha casa, preparei o almoço, e fiquei a pensar no que havia acontecido com a gente. Cada vez mais eu sentia que precisaria manter meus filhos muito unidos e cientes de que deveríamos nos esforçar ao máximo para ajudar o Giordano. Mas a minha vida conjugal tinha sido seriamente abalada. E isso me angustiava.

As palavras e ensinamentos do homem deficiente que conheci no parque, foram muito importantes para me conscientizar do que estava por vir. Ele de certa forma me alertou para sentimentos que Giordano e eu teríamos, e os filhos também.

De tarde, após o almoço, eu levei os filhos para ver o Giordano no hospital. Mesmo com o capacete de ataduras de gaze que ainda cobria sua cabeça, e os ferimentos cicatrizando, Giordano já parecia melhor. Um dos braços ainda engessado, e com faixas imobilizando as costelas, ele estava na cama, com as pernas cobertas por uma manta. Luli se aconchegou ao lado de seu pai e eu sentei-me do outro lado dele. Max sentou-se em uma cadeira bem perto.

— Eu senti sua falta papai. - Luli disse.

Giordano beijou a filha na testa.

— Também senti sua falta, minha princesinha.

Ela apertou o pai num abraço no pescoço.

— Eu quero que você volte para casa.

Eu, preocupada, pedi:

— Luli, querida, tenha cuidado, seu papai ainda está bastante dolorido.

Ela o beijou na bochecha.

— Desculpe, papai. Está dolorido?

— Um pouco, ainda. Mas já estou quase bom. – Ele respondeu.

Giordano olhou para o filho.

— Tudo bem, meu garoto? Como vai essa força?

Giordano era um incentivador do filho nos esportes, e tinha orgulho de seus resultados na escola.

— Estou bem, pai. – Max respondeu. Era visível a sua comoção.

Luli pareceu ficar com ciúmes porque a atenção do pai foi desviada dela. Então disse:

— A mamãe dormiu na cama do Max essa noite.

Tentei repreender:

— Luli, não faça isso.

Ela respondeu:

— Mas, foi o que aconteceu. Não foi?

Eu olhei para o Giordano que me olhava com um sorriso, mas parecia curioso. Eu esclareci:

— Max e eu estávamos conversando depois que cheguei em casa, fui dar boa noite, e exausta, adormeci na cama dele. Acordei pela manhã.

Luli estava enciumada:

— A mamãe estava deitada quase em cima dele esta manhã.

Tratei de cortar:

— Luli, que feio, isso! Você está com ciúmes do seu irmão? Eu estava dando um abraço no Max quando você entrou...

Olhei para o Max:

— Não estava, Max?

Max assentiu, sabendo que eu estava mentindo. Pois ele acordou comigo em cima dele.

— Sim. Foi isso. – Ele confirmou. — Luli está com ciúme.

Giordano, cortou a conversa, tentando retomar o clima de harmonia:

— Bem, eu tenho boas notícias. O médico disse que posso voltar para casa em poucos dias. Meus exames estão dando bons resultados.

— Ebaaa! - Luli comemorou.

— Vou ter que voltar aqui para fazer fisioterapia três vezes por semana, mas fora isso, estarei pronto para voltar para casa. – Giordano tentava elevar o moral de todos.

Eu peguei em sua mão e sorri mostrando alegria:

— Isso é ótimo, querido.

— Sim, que incrível, pai. - Acrescentou Max.

Eu me levantei. O médico havia pedido para não cansar o paciente. Eu disse:

— Bem, é melhor eu levar as crianças para casa para que possam começar a fazer o dever de casa. E você precisa repousar ainda.

— Ah, eu quero ficar mais com o papai. - Luli choramingou em protesto.

Giordano com apenas um braço operacional a abraçou com força.

— Fique tranquila, querida. O papai estará em casa em alguns dias.

Eles deram seus abraços e se despediram, e Giordano nos observou. Nossos olhares se cruzaram e notei que ele me olhava, com grande tristeza. Estava feito e não adiantava lamentar. Reparei que ele me observava em todos os detalhes, e eu sabia que na cabeça dele, passava o filme do “antes e depois” do acidente. Nada podia fazer.

Eu estava usando uma saia jeans de cintura baixa, que era bem justa, parecia ter sido esculpida em torno do meu corpo. E também usava uma camiseta branca, de algodão canelado, bem justa, bastante sexy, com um sutiã meia taça também branco, sustentando meus seios. E calçava sandálias de couro natural e plataforma de cortiça, com salto de 6 centímetros. Meus dedinhos perfeitos estavam expostos, com as unhas pintadas de vermelho. Não havia dúvida de que ele notava que sua esposa ainda estava jovem e bela. Eu me vestia assim naturalmente, mas inconscientemente, naquele dia, eu estava agindo com mais sensualidade para mostrar o que ele havia perdido. Não queria magoá-lo, gostava muito do meu marido, mas de certa forma, era uma vingança, ainda estava revoltada com ele, por ter feito o que fez. No fundo, eu não o havia perdoado, estava ainda magoada com o que aconteceu, por teimosia e irresponsabilidade dele.

Mais uma vez, eu me lembrei de quando olhava para nossa imagem refletida no espelho do quarto, enquanto fazíamos amor, tantas vezes, ao longo dos anos. Lembrei de ver as minhas pernas douradas pelo sol, cruzadas em sua cintura, enquanto mantinham o corpo musculoso e viril do meu marido, preso entre elas. Seus músculos tensos. Sua bunda rija e suas pernas fortes. Meus pezinhos sensuais descalços suspensos, se flexionando e os dedinhos esticados com o prazer do sexo. Eu senti novamente meus seios latejando. Por mais que eu não parasse para pensar naquilo, a carência sexual estava mais presente a todo o instante. Isso me deixava tensa.

Giordano, me observava, admirando, e normalmente eu sabia que ele sentiria seu pênis ficar duro ao me ver assim, sensual. Só que desta vez, parecia que nada estava acontecendo. Meu marido se mostrava apático, sem brilho, e sem alegria. Ele estava tomando consciência da gravidade da nossa situação. Seu corpo não obedecia ao estímulo sexual. Meu peito se apertava ao antever o drama que teríamos que superar dali em diante.

Saímos do quarto e fomos pelo corredor. “DING”... A porta do elevador se abriu e pouco antes de entrarmos eu estendi a mão lentamente e segurei na de Max, entrelaçando os dedos entre os dele, e com a outra mão fiz o mesmo com a Luli. Precisava manter nossa união, e eu me sentia frágil novamente. Entramos no elevador, deixando Giordano para trás.

Mais tarde, naquela noite, Max me ouviu chamar de dentro de seu quarto:

— Max!

— Aqui mamãe.

Abri a porta do armário e entrei.

Max estava em seu grande closet. Ele havia adaptado um canto do quarto, para ser o seu ambiente de estudo e distração. O armário embutido que ocupava toda uma lateral do quarto, ia até na parede, mas uma porta do armário, dava entrada para aquele canto escondido, um espaço de um metro e meio por dois, com uma janela, que ele apropriadamente chamou de sua "Caverna do Homem". Ele estava sentado em uma cadeira de balanço acolchoada, suspensa por um grande suporte de metal preso ao teto, e cercado por muitas de suas coisas favoritas.

Max ergueu os olhos de seu laptop, onde conversava com amigos por uma rede social.

Eu sorri e disse:

— Eu sabia que você estaria em sua caverna.

— Você me conhece. - Disse ele.

Eu entrei e fechei a porta do armário atrás de mim. Meu cabelo ainda estava úmido e penteado para trás, pois eu saíra de um banho. Eu vestia apenas um curto roupão branco de seda. Meu traje favorito em casa. Falei:

— Bem, finalmente consegui fazer sua irmã dormir. Ela ficou enciumada de me ver abraçada com você. Ficou chorona. Tive que ficar com ela também.

Max riu:

— Ela sempre vai disputar a atenção.

— Eu amo os dois da mesma maneira. Mas preciso muito do seu apoio, sinto muita falta de um abraço forte e seguro. Você está sendo muito importante para mim – respondi.

— Você pode me abraçar, sempre que quiser. - Ele acrescentou.

Eu sorri satisfeita enquanto passava em frente a um grande pôster na parede, de uma bela moça só vestida com um sutiã branco de renda, quase transparente, e uma calcinha do mesmo conjunto. O bronzeado profundo da modelo era quase do mesmo tom que o meu. Eu disse:

— Ela é bonita. Quem é?

Max olhou para o pôster.

— Uhhh, é uma instrutora famosa. Criou um programa fitness na internet, para pessoas sem recursos, chamado Jornada das Divas Insanas. O nome dela é Lys. Eu a sigo na rede social.

Apontei o sutiã quase transparente da mulher:

— Que engraçado, acho que tenho o mesmo sutiã que ela.

— Realmente? - Max perguntou.

— Sim, só que eu não comprei a calcinha combinando. Agora que vi.

Eu me aproximei e me sentei em um pequeno banco bem na frente dele. E apoiei as palmas das mãos na lateral do banco, junto dos quadris. O roupão que eu usava se abriu um pouco em baixo expondo minhas pernas lisas e desnudas. Max me observava atento. Era inevitável que, naquela posição, projetasse um pouco meu peito para a frente, e o decote do roupão revelava parte dos meus seios. Mantive minhas pernas juntas com os joelhos ligeiramente inclinados para o lado, para não expor minhas intimidades. Meu corpo ainda exalava o cheiro doce do creme hidratante de Aloé-vera recém-aplicado, e minhas pernas bronzeadas pareciam quase tão macias e brilhantes quanto o roupão de cetim que eu usava. Não era mais inconsciente, e nem involuntário, eu estava gostando de provocar a testosterona do meu filho. Mas naquele momento, não me passava pela cabeça, nada além disso. Era apenas um joguinho superficial se provocação que eu podia fazer.

— Então, você deve estar mais animada, já que o papai finalmente vai voltar para casa - Ele me disse.

— É.… sim... eu acho. Eu respondi sem muito entusiasmo.

— Vai ser uma grande mudança para ele, hein? – Ele perguntou.

Olhei para ele, com um sorriso triste:

— Vai ser uma grande mudança para todos nós, querido. E é mais ou menos sobre isso que eu queria falar com você.

Max me ouvia atento.

— Eles estão mandando seu pai para casa com sua cama hospitalar, uma daquelas sofisticadas, grandes, elétricas, automatizadas. Ele vai utilizar também uma cadeira de rodas. Não tem movimento da cintura para baixo, então vai precisar de muito espaço. Conversei com sua avó, que me deu uma ideia. Terei que retirar a cama de casal do meu quarto. Eu pensei que, talvez, se você não se importasse, se pudéssemos trazer a minha cama de casal king-size para cá, então, eu poderia dividir seu quarto com você por um tempo. Até ver se seu pai se recupera.

Notei umas rugas de preocupação no semblante dele. Max perguntou:

— Você quer dizer, aqui no meu quarto, para... dormir... aqui... juntos?

Eu achei graça do jeito dele.

— Claro... amor. Isso é o que você faz sendo parceiro de quarto. Dividiremos a minha cama que é grande. Você se importa?

Max sorriu sem jeito.

— Bem, eu não... hum, eu não me importo. Faço o que eu puder fazer para ajudar, mamãe.

Tratei de adiantar:

Eu sei que seu pai não vai gostar muito da ideia, mas ele vai entender. Ele tem que aprender a lidar com a realidade de sua lesão. E ele precisa ter motivação para querer superar suas limitações. É assim que terá que ser por enquanto.

Max assentiu, ainda parecia em dúvida de alguma coisa com o meu pedido.

— Está bem. Concordo.

— Obrigada, querido. Mas, me diga: Tem certeza de que você ficará bem em ser colega de quarto da mamãe? – Eu perguntei com um sorriso.

— Sim claro. – Ele tentava ser convincente, mas era tímido.

Eu então, coloquei as mãos nos joelhos, inclinei-me um pouco para a frente, e falei:

— Você sabe, querido... dividir um quarto comigo pode ter suas vantagens.

Max me olhava desconfiado:

— Que tipo de vantagens? - Perguntou.

Eu olhei para o pôster da mulher quase nua na parede, e depois para ele. Respondi:

— Você vai ver. - disse, com um sorriso malicioso.

Max desconversou:

— Se o papai está voltando para casa neste final de semana, como vamos trazer todas as suas coisas para cá até sábado?

Eu resolvi revelar o que havia pensado:

— Bem, vou contar uma coisa que imaginei. Por que não mantemos você em casa amanhã? Assim podemos passar o dia arrumando nosso quarto.

Max fez uma expressão satisfeita:

— Oh, que ótimo, e só agora você me diz, depois que eu fiz todo aquele dever de casa?

Comecei a rir, depois respondi:

— Ah, o dever é importante. Tem que ser feito, sempre. E pare de choramingar, você está começando a parecer a sua irmãzinha.

Max reagiu:

— Não estou choramingando. Você está é tirando onda com a minha cara, mãe.

Eu dei um sorriso mais divertido ainda, me levantei, e o movimento fez meus seios balançarem sob a cobertura fina do roupão. Respondi:

— Bem, é verdade, acho que você está certo. Estou apenas provocando você, que está sem coragem de dizer que ainda não se convenceu que será bom dividir o quarto comigo.

— Não é bem isso... – Ele tenteou argumentar.

Eu pedi:

— Deixa de história. Levante-se e me dê um abraço. Você há pouco tempo sonhava em poder dormir na minha cama comigo muitas vezes, e agora que cresceu, está me evitando?

Max se levantou e eu o abracei. Notei que a sensação de ter meus seios quentes sem sutiã contra seu peito jovem, quase o deixou sem fôlego. Vi seus pelos do braço se arrepiarem. Eu gostei de ver que ele reagia àquele contato.

Eu estava sentido um grande prazer em fazer aquele jogo de provocações com meu filho. Não colocava ainda maldade, mas sim, usava um pouco de malícia, me distraindo em ver as reações do meu rapaz. Eu não queria admitir, mas no fundo estava gostando de sentir que eu mexia com ele, se uma forma que ele ficava excitado.

Até naquela manhã, eu não tinha ideia do que estava acontecendo, mas, tentava resistir a aceitar que meu estado de carência, de desequilíbrio afetivo e emocional, em função do drama provocado pelo acidente do meu marido, buscava uma válvula de escape, de compensação, justamente onde eu poderia me sentir mais segura. E era justamente dentro da minha casa, e com o meu filho, que já era praticamente um adulto. Eu disse:

— Não fique acordado até tarde. Você e eu temos um dia agitado amanhã.

— Está bem. Eu não vou dormir tarde. – Ele respondeu.

Eu já ia saindo, mas então, parei na porta:

— Ah, e eu vou fazer um acordo com você... porque eu vou precisar de um pouco de espaço no armário. Vou deixar você ficar com a Caverna do Homem, mas em troca me deixe embelezar nosso quarto.

— Enfeitar? Como assim? - Max perguntou.

Eu estava apenas provocando:

— Você sabe. Algumas rendas delicadas... cortinas rendadas, muitas almofadas brancas e fofas e rosa pálido. Você viu meu quarto.

Max deu uma risadinha, percebendo a minha intenção:

— Oh, certo... ok, eu acho. Vai dar seu estilo. Faça como quiser.

— Vai ser bonito... e confortável... você vai ver. - Eu disse com uma piscadela enquanto saía pela porta.

Na manhã seguinte, Max entrou na cozinha e já me encontrou na pia, falando no meu telefone celular. Luli estava à mesa, mastigando um pouco de cereal. Ela disse para ele:

— Mamãe dormiu comigo hoje!

Max olhou para ela, sorrindo, depois falou:

— Não provoca, depois você chora. Ela vai dormir comigo hoje e amanhã também.

Eu ao telefone consegui que o Giordano me atendesse:

— Oi, querido, sou eu... como você está esta manhã?

Enquanto eu falava com o meu marido, reparei que o Max me observava, atento aos meus movimentos, mesmo tomando seu desjejum. Eu estava vestindo um top branco e um short bem curto, rosa choque, de Lycra. Ainda estava descalça. Eu disse ao meu marido:

— Ouça, eu provavelmente não vou aparecer no hospital hoje... estou segurando o Max em casa, para que possamos fazer alguns arranjos e adaptações, antes de você voltar para casa amanhã.

Luli olhou para o irmão:

— Você pode ficar em casa é? E eu? Não é justo!

— Vou ajudar a mamãe hoje. - Disse ele.

— Eu também quero ajudar. - Luli choramingou.

Eu caminhei descalça até à geladeira para guardar algo. Notei que Max me observava. Eu disse ao telefone:

— Bem, querido, você vai precisar de espaço no quarto principal, a sua cama elétrica, e a cadeira de rodas são grandes. Então, decidi que o Max e eu vamos dividir o quarto dele, por um tempo.

Luli não se conformava:

— O quê? Você vai dividir o quarto com a mamãe?

Ela parecia muito irritada. Não respondi, pois, continuava ao telefone:

— Giordano, eu já conversei com Max, nos acertamos, e ele está bem com isso...

Meu marido ainda tentou argumentar, não estava contente, mas eu contestei:

— Ah, não, me desculpe, sinceramente, eu não vou dormir com você em uma dessas malditas camas de hospital. Aliás, nem cabemos os dois. E você está convalescente.

Luli olhou para o irmão:

— Eu quero ficar no quarto da mamãe, com o papai.

— É melhor você comer logo, você vai perder o ônibus. - Disse o Max.

Eu continuei a explicar ao Giordano:

— Querido, eu sei que você tem que usá-la... sua cama agora é necessária, e tudo bem. Vamos nos livrar da cama do Max, guardar na garagem, e usar a cama king size para ele e para mim.

— Não é justo, Max, você vai dormir com a mamãe. - Luli estava quase chorando no momento.

Olhei para o relógio e depois para minha filha. Comandei:

— Luli, o ônibus escolar, querida, já vai passar. Se apresse.

— Eu sei. - Luli disse, se levantando, pegando sua mochila e indo embora, meio emburrada. Nem me deu um beijo.

Enquanto me observava falar com seu pai ao telefone, o Max não tirou o olhar das minhas pernas bronzeadas. Eu notei de canto de olho. Max estava com um olhar diferente desde a véspera. Eu falava com o Giordano:

— Eu sei, querido, e sabia que você não iria gostar disso, mas, entenda, amor, é assim que tem que ser agora. Pelo menos por um tempo. Sinto muito. Se precisar de algo, basta chamar e iremos ajudar.

Então, eu me virei para o filho, recostando-me na pia. E completei:

— De qualquer forma, querido, agora, eu tenho que ir... o pobre Max está sentado aqui na copa, esperando pacientemente, para me ajudar. Eu ligo esta tarde... também o amo muito... beijo... tchau.

Desliguei. Olhei para o Max. Ele olhava fixamente para a minha xoxota, que devia estar sendo modelada pela malha fina do short de Lycra. Eu disse:

— Bem, acabou que aconteceu como eu pensei que seria. O seu pai reclamou um pouco, mas entendeu.

Max parecia preocupado:

— Mãe, eu estive pensando... a cama de vocês é enorme. Será que vai caber no meu quarto? E minhas coisas? - Max perguntou.

Eu sorri, paciente, e com minhas unhas tirei a franja de seus cabelos que insistia em cair sobre seus olhos. Respondi:

— Bem, pode ser que a cama seja grande, temos que tentar, e vamos fazer caber... de um jeito ou de outro. Se não couber, compraremos uma que caiba.

Fomos fazendo por etapas, primeiro desmontamos a cama do Max, e colocamos as partes no fundo da garagem, encostada à parede, inclusive o colchão. Depois, com calma, daríamos um destino a ela. A seguir, fomos levando a cama de casal, também por partes, para o quarto dele. Primeiro a estrutura da base, depois os pés e a cabeceira.

Encaixamos as partes do estrado e vimos que cabia, mas ficava bem menos espaço livre para circular em volta. Por fim, tivemos mais trabalho para levar o grande colchão, fazê-lo passar inclinado pela porta, e depois, com jeito, o colocamos sobre o estrado. Teve um momento que eu me desequilibrei, e quase caí, quando tentava manobrar o colchão. Max me amparou me abraçando por trás. Uma vez que encaixamos o colchão no lugar, eu caí de costas sobre a cama, exclamando:

— Meu Deus, esta cama é mesmo um monstro. Mas é muito boa.

Me acomodei melhor me arrastando até ao meio da cama.

— Ainda não acredito que conseguimos colocar isso aqui. - Disse o Max.

Eu puxei umas almofadas que estavam ao lado, coloquei para encostar e chamei:

— Venha, se deite aqui. Venha descansar comigo um minuto.

— Acho bom mesmo. Estou precisando. Disse ele, rastejando para cima do colchão e se esparramando de costas ao meu lado.

Aproveitei para me aninhar novamente, colocando um braço e uma das pernas sobre ele. De novo, estava meio abraçada a ele. Max parecia sem-graça e soltou um suspiro cansado. Eu levantei a cabeça para olhar em seus olhos.

— Você está bem? – Perguntei.

— Sim, por quê?

Eu tinha um sorriso brincalhão:

— Está suspirando. Só quis ter certeza.

— Certeza por quê? – Ele não entendeu.

— Da última vez que estivemos assim, abraçados, você estava ficando de pinto duro.

Eu disse aquilo ainda sorrindo, com jeito brincalhão.

— Caramba, mãe. Foi mesmo! Você está me zoando? - Ele corou um pouco, sem-graça.

— Não, querido. Só me lembrei que você estava... ficou de pinto duro, e procurava ocultar, como se eu não pudesse ver. Ficou sem-graça, queria esconder.

— Sinto muito... simplesmente aconteceu, não tive controle.

Eu comecei a rir:

— Querido, não se preocupe, eu só estou brincando com você. Isso realmente não me incomoda. Ereções do pinto são uma função natural do corpo de um rapaz. Você vai ter muitas. E agora que somos colegas de quarto, então, eu não quero que você fique com vergonha, ou sinta que tem que se esconder, toda hora que seu pau ficar duro. Vai acontecer muitas vezes. Não me incomoda. Estou acostumada, seu pai também tinha muitas ereções. Melhor relaxar e deixar ser, toda vez que acontece, ok?

Max assentiu, ainda um pouco tímido.

Eu fiquei olhando direto e firme para ele com os meus brilhantes olhos verdes, e expliquei:

— Olha, estamos dividindo um quarto, querido, o que significa que vamos passar várias horas juntos aqui, na mesma cama, e certamente vamos ver muitas coisas. Coisas que provavelmente não veríamos normalmente. Só a intimidade dá essa condição. Apenas me prometa que não ficará envergonhado com suas ereções, quando isso acontecer, ok? Precisamos ficar bem e quero que fique muito à vontade comigo.

— OK - Max assentiu com um sorriso. Parecia mais aliviado.

Eu queria quebrar logo a barreira de timidez dele, então falei:

— Bom, porque se você ficar envergonhado... eu vou fazer cócegas em você. – E logo cravei as unhas nas costelas do filho.

Max riu, nervoso, pois sei que sente muitas cócegas, e tentou recuar para escapar dos meus dedos. Na hora, eu o puxei pelos ombros, então, joguei a perna em cima de sua cintura, para bloqueá-lo, e montei a cavalo sobre ele. Max relutava, empurrou seus quadris para frente, tentando resistir ao meu ataque. Eu ria divertida cutucando sua cintura, enquanto cavalgava a sua virilha, coloquei o peso do meu corpo, apertei as coxas e tratei de prender meus pés em baixo do seu corpo, para imobilizá-lo. Ele corcoveava como um cavalo bravio, entendo expulsar a peoa de cima dele, mas eu estava bem montada. Com os movimentos agitados, meus seios que estavam sem sutiã saltavam para cima e para baixo forçando o meu top, até escaparem pela parte superior. Os bicos já estavam de fora.

Max parou de resistir e deu um sorriso meio surpreso:

— Mãe, você vai perder o seu top.

Eu não mexi no top. Agarrei as mãos dele e as prendi contra o colchão. E falei:

— Essa é uma possibilidade. Mas não tem nenhum problema também.

Com a minha postura inclinada para frente, Max estava diante de uma visão muito próxima dos meus peitos. E eu estava deixando de propósito.

— Como assim? O que quer dizer com isso? – Ele perguntou.

Eu o olhava bem nos olhos, com um sorriso confiante:

— Este agora é o meu quarto também, lembra? Então, se meus peitos saírem da blusa, enquanto eu estiver fazendo cócegas em você... não vou me incomodar. Você já viu meus peitos muitas vezes, até mamou neles por anos a fio, então, acho que você vai ter que aprender a lidar com isso.

Ele aproveitou que eu me distraí e disse:

— Lide você com isso!

Rapidamente, ele deu um salto brusco e rolou comigo me deixando de costas na cama. Eu soltei um grito, surpresa, e um riso brincalhão, encarando meu filho em cima de mim, ainda encaixado entre as minhas coxas. Eu não o havia largado. Na mesma hora, eu levantei mais ainda as pernas nuas e as envolvi em torno da cintura dele. Ficamos rindo, ofegantes. Naquela posição, o púbis dele pressionava o meu púbis. Dava para sentir o calor que se emanava dali. Na mesma hora, paramos de rir, e nos vimos compartilhando um olhar prolongado. Foi inevitável. Na hora, de imediato, ligou um botão dos sentidos. Eu pude sentir quando o membro dele reagia e ganhava volume. As sementes do desejo proibido estavam apenas começando a brotar, e nós dois estávamos vivenciando aquilo. Houve uma comunicação silenciosa, mas cúmplice. Eu percebi que estar tão perto, encaixados, e flertar com sua própria mãe voluptuosa, foi algo que provocou uma mudança repentina e absoluta no meu jovem filho. E para mim, ter meu próprio filho rapaz, despertando para o desejo sexual, entre as minhas pernas, encaixado no meu ventre, era absolutamente emocionante. Não via aquilo como algo maldoso, apenas era gratificante para uma mãe que tem orgulho do filho varão. Eu nunca tive grande formação religiosa e puritana, então, não me abalava. E era também provocante aquela sensação.

Max parou, estático, eu afrouxei as pernas, ele se ergueu e saiu da cama, tentando ao máximo esconder sua ereção crescente. Ele falou:

— Acho que devemos voltar ao trabalho, hein?

Eu me virei, levantei um pouco o corpo, apoiando-me em um cotovelo, e olhei para ele com um sorrisinho travesso. Eu estava muito excitada naquele momento, e não queria parar. Eu disse:

— Volte aqui. - Falei suavemente, fazendo um gesto para ele com o dedo.

Max olhou fixo para mim por um segundo. Notei seu estado de excitação com as narinas dilatadas.

Minhas longas pernas desnudas estavam dobradas e ainda separadas, o shortinho bem apertado, modelava meu púbis, e a blusa puxada deixando a barriga de fora.

No decote, os peitos ficaram fora do top, revelando o bico dos meus seios empinados. Eu o dominava com o olhar. Ele não resistiu. Rastejou de volta para cima do colchão. O movimento era erótico e me incendiou. Eu o guiei de volta para ficar entre minhas pernas. Mais uma vez, eu as joguei ao redor da cintura dele, desta vez cruzando os meus tornozelos juntos bem acima de sua bunda, prendendo-o firme numa chave de perna. Eu podia sentir a óbvia protuberância do seu pau duro pressionado conta meu corpo. Aquilo era muito provocante. Eu disse:

— Combinamos. Nós não vamos ficar envergonhados com isso, lembra?

— Sim, sim... eu me lembro. - Max confirmou, ainda um pouco timidamente.

Eu sentia a rola dele bem dura dando pequenos solavancos encostada na minha virilha. Meu corpo fervia por dentro. Estava muito excitada, e toda arrepiada. Eu questionei:

— Ficar de pau duro não é crime. Ainda mais para um rapaz viril como você. Então, não vai mais tentar esconder quando ficar assim, certo?

Max assentiu.

— Está bem.

Eu sorri satisfeita. Levantei a cabeça e plantei um beijo rápido nos lábios dele.

— Obrigada. Eu sussurrei. E expliquei:

— Fique sossegado, sou sua mãe. Não tenha vergonha de nada. Temos que ter essa intimidade, sem constrangimento. Vamos dormir juntos agora.

Então, destranquei as pernas e deixei ele solto. Observei meu lindo rapaz recuar e se movimentar para sair da cama. Disse:

— Você cresceu meu amor. Está enorme.

Eu olhava para o volume do pau dele duro dentro do calção. Ele só concordou com a cabeça. Eu me levantei também, me recompus, e fomos terminar a nossa mudança e arrumação. Foi muito bom ter conquistado aquele nível de intimidade. Mas, não falamos mais no que havia acontecido.

Antes do meio-dia, conseguimos tirar a maioria de minhas coisas do quarto principal, e deixamo

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