Certo dia passei por uma rua que não fazia parte dos meus percursos habituais e, no jardim de uma casa, vi uma senhora, amputada da perna esquerda, com o coto apoiado no punho da muleta, desbastando as folhas secas de uma planta. Desde criança que uma mulher amputada me fascina e, naturalmente, decidi no momento que tinha que a interpelar.
“Bom dia, senhora. Eu faço manutenção de jardins, será que posso ser-lhe útil?” Ergueu-se, com semblante de surpresa, colocou uma das muletas debaixo da axila, deixando a outra encostada à parede, e caminhou com alguma inabilidade na minha direção. Evidentemente não tinha muita experiência, pelo que devia ser recém amputada ou, pelo menos, não usava habitualmente uma única muleta.
“Bom dia, jovem! É uma ideia… podemos conversar! Entre, vamos lá falar de negócios.” Abriu a cancela e segui-a até um canapé. Ofereceu-me o assento e começámos a debater as suas necessidades e as minhas propostas. O problema é que estava com grande dificuldade em processar a informação, tentando não fixar o olhar no coto envolto na calça dobrada, esconder a ereção que, entretanto, despontara e, ao mesmo tempo, ouvir e responder às suas perguntas. Bom, entre a minha gaguez, falhas na voz e os sorrisos meio trocistas dela, acordámos que iria começar daí a dois dias, sábado. Pelo sim, pelo não, não fiz mais marcações para essa manhã…
A espera foi um suplício. Mas deu-me a oportunidade de organizar todos os ‘inputs’ que aquele primeiro encontro me proporcionou. A Telma, como pediu que a tratasse, é uma trintona apetitosamente sexy, não só, mas também, por ter apenas uma perna. Relativamente baixa e ligeiramente anafada, sem ser gorda, é muito morena, com um sorriso fácil e aparenta estar muito à vontade com a sua deficiência. Perdi horas a imaginar como seria aquele corpo e, em especial, aquele coto que terminava (ou começava?!) a meio da coxa.
O sábado chegou finalmente e às nove em ponto toquei a campainha. Quando a porta se abriu e vi Telma com duas pernas, não consegui disfarçar a surpresa. Ela saudou-me com um bom dia e com uma gargalhada “Vou sair para fazer compras e fora de casa uso sempre a prótese. Não devo demorar, mas fique à vontade. Pode só fazer o favor de fechar o portão que o motor avariou?”
Fechou a porta, entrou dentro do carro e saiu. Corri o portão como ela tinha pedido e dediquei-me com afinco ao trabalho, caprichando para que tudo ficasse um brinco. Passada cerca de hora e meia, ouvi uma buzina e abri o portão para que Telma entrasse. Ajudei-a a carregar os sacos apesar de ela dizer que não era necessário, depositei-os na cozinha e retomei o trabalho. Minutos depois, Telma apareceu de muletas com o cabelo apanhado num rabo-de-cavalo, uma ‘t-shirt’, uns calções curtos que revelavam totalmente o coto e uma havaiana no pé. Ato contínuo, o meu pénis acordou! O coto era relativamente longo porque aparecia totalmente, perfeitamente arredondado e com uma cicatriz quase impercetível. Escultural!
“Bem!... Fartou-se de trabalhar! Faça um intervalo e venha beber uma limonada.” Exitei um pouco, mas perante a sua insistência, larguei as luvas, sacudi o pó das calças e entrei para uma ‘marquise’ contígua à cozinha onde ela tinha preparado o jarro de limonada e alguns biscoitos. Encostou as muletas à parede e pulou até à cadeira que estava à minha direita, ou seja, com o coto virado para o meu lado. Descalçou a havaiana, colocou o pé sobre a travessa da mesa e pediu para lhe servir um copo. As minhas mãos tremiam e pelo canto do olho pude ver o seu sorriso jocoso.
Estivemos na conversa uma boa hora, que deu para nos conhecermos melhor. Telma surpreendeu-se por eu ter apenas 18 anos e eu, em contrapartida, por saber que ela vivia sozinha, embora temporariamente. O marido é primeiro tenente da Marinha e faz parte da guarnição do Navio Escola Sagres que, por aqueles dias, estava a meio do Atlântico na rota para o Rio de Janeiro. Estava muito tempo ausente o que, segundo a Telma, era o que ainda mantinha o casamento, depois que o osteossarcoma lhe roubara a perna. Afirmou-o, enquanto o coto se agitava em pequenos espasmos sobre a sua mão esquerda. Eu estava siderado a fixá-lo e a única coisa que me ocorreu dizer foi “Lamento…”
“O quê, o meu casamento de fachada? Ou não ter uma perna?”, perguntou enquanto se ria. “Há coisas piores… morrer, por exemplo!”
Enchi-me de coragem: “Claro, Telma, ainda bem que venceu a doença e que está cá porque continua a ser uma linda mulher.”
“Huummm, que gentil, o meu jardineiro. Bem, por hoje chega de trabalho, não? Posso contar consigo para a semana?”
“Claro que sim. Mas hoje estive na conversa e, se não for inconveniente, passo por cá amanhã para terminar.” Ela concordou, o que me deixou a libido aos pulos. O que eu queria era estar perto daquela bela mulher tão especial.
No dia seguinte, às 10 em ponto estava a iniciar o trabalho, mas, passados poucos minutos, caiu uma valente carga de água que me obrigou a abrigar-me no alpendre da entrada. A Telma abriu-me a porta e convidou-me a entrar enquanto a chuva durasse.
“Estamos a tomar um café, faz-nos companhia?” Estava acompanhada por outra mulher que, incrivelmente, também era amputada, mas da perna direita! Embora mais velha e corpulenta, era outro belo exemplar do sexo feminino. Vestia um camiseiro formal e uma saia que não ocultava a extremidade do seu coto, mais curto que o da Telma, envolto num ‘nylon’ bege transparente. O sapato de salto encontrava-se ao lado do seu único pé, calçado apenas com a meia que revelava os dedos, afilados por causa do joanete. Duas mulheres lindas, dois cotos e dois pés… extremamente sexy! Estaria já no paraíso?!
“Apresento-lhe a minha amiga Isabel”. Enquanto a Telma se dirigiu para a máquina do café aos pulos a Isabel, ou Bé, como pediu que a tratasse, convidou-me a sentar à sua frente e iniciámos uma conversa de trivialidades própria de quem acabou de se conhecer. Entretanto a Telma, de muletas, trouxe o meu café e sentou-se ao lado da Bé.
“A Bé e eu somos velhas companheiras de luta. Conhecemo-nos durante as sessões de quimioterapia e acabámos as duas sem uma perna na reabilitação” e enquanto o afirmava, colocou a mão sobre o coto da Bé com uma intimidade que me pareceu estranha até as ter observado a beijarem-se nos lábios. Eram pernetas, boazudas, mas lésbicas, portanto, o que me deixou meio desiludido a pensar se o meu sonho não acabaria ali. No decorrer da conversa soube que a Bé era divorciada porque o ex também não suportava a sua deficiência e, na falta de maridos atenciosos e apaixonados, apaixonaram-se uma pela outra.
Eu tentava, mas não conseguia tirar os olhos daqueles cotos, lado a lado, a namorarem-se. Às tantas, a Bé ergueu a perna e sentou-se sobre ela com o coto apoiado sobre a sola do pé. Eu queria manter-me sob controlo, mas aquela visão colocou-me ainda mais o pénis em sobressalto e mal conseguia articular as palavras. As duas mulheres perceberam perfeitamente a minha atrapalhação e foi a Telma que quebrou o impasse perguntando
“João, parece-me que nunca tinha estado perto de uma mulher amputada, pois não?”
“Ahhh…n… não…muito menos de duas… e qual delas a mais bonita!”, balbuciei.
“UAUUU!”, exclamou a Bé, “Telminha, querida, já percebi porque gostaste tanto do teu jardineiro! Venha cá, sente-se aqui” e afastou-se para criar espaço entre as duas.
“Diga-me uma coisa, parece-me que por termos um bocado a menos isso não o incomoda, ou estou enganada?!”
“De maneira nenhuma, pelo contrário, acho que o coto… os cotos, são muito atraentes e dão-vos uma beleza rara!”
“Ummm, que bom! Uma mulher amputada é uma mulher! Pode ter uma perna a menos mas de resto tudo funciona” e enquanto falava, a Bé pegou-me na mão e colocou-a sobre o seu coto. O meu coração e o pénis pulsavam.
“Tudo funciona, incluindo os desejos…” acrescentou a Telma, enquanto avaliava com a mão a minha masculinidade exuberante. Abriu o fecho, começou a masturbar-me e só parou quando o orgasmo estava iminente. Entretanto a Bé tinha desabotoado o camiseiro e guiou a minha mão para um dos seios cujo mamilo estava intumescido e duro. Eu estava completamente embriagado e quando dei por isso já elas me tinham despojado das roupas. A Telma, sobrelevada no seu único joelho, agarrou-me pela nuca e beijou-me introduzindo a língua à procura da minha e, enquanto isso, senti o pé da Bé a massajar-me o pénis.
“Anda, vem connosco”, disse a Telma. Levantaram-se as duas e, de mãos dadas, pularam para o quarto dominado por uma cama ‘king size’. Sentaram-se na borda e como se tivessem coordenadas estenderam-me a mão ao mesmo tempo. Puxaram-me para o meio das duas, empurraram-me para trás e começaram a percorrer-me o corpo com os lábios, as mãos e os pés. Enquanto a Telma me cobria a cara com as mamas e roçava os mamilos nos lábios, mais para se estimular que para me estimular a mim, a Bé começou a chupar-me o pénis e quando encostou o seu pé à minha cara e eu senti a maciez da sola, o alto do joanete e os dedos a invadirem-me a boca, quase não consegui resistir. Nesse instante a Telma subiu para cima de mim, apoiou o coto na minha barriga e com a mão apontou o meu pénis à entrada da sua vagina e começou a cavalgar-me, primeiro devagar, depois aumentando o ritmo e contorcendo-me dentro de si. Enquanto isso, a Bé continuava a provocar-me com o pé. Nesse momento percebi como me faltavam mais braços, porque tinha as duas mãos ocupadas, uma no coto firme e geométrico da Telma, outra no coto adiposo e informe da Bé. Faltavam duas mãos para cobrir os seios da Telma e outras duas para acariciar o delicioso pé da Bé… Alguns segundos depois e o meu orgasmo foi quase em simultâneo com o da Telma. Mesmo quando já tinha expelido a última gota de esperma continuou a cavalgar-me como se quisesse que a cópula nunca acabasse. Eu estava esgotado, mas literalmente na Lua… ou talvez em Vénus! Quase ‘apagado’ ainda me apercebi que as minhas duas amantes se beijavam e acariciavam. E ‘apaguei’ mesmo, relaxado como nunca, saciado como nunca.
Movimentos mais vigorosos ali ao lado fizeram-me regressar à Terra. A Telma e a Bé estavam em posição de tesoura a foderem-se com os respetivos clitóris enquanto acariciavam e beijavam o pé uma da outra e entrecruzavam os cotos. Aquela visão reanimou-me o pénis e ao perceberem que ele estava a dar sinais de vida, as duas afastaram-se uma da outra, a Bé deitada de costas puxou-me para si, abriu a perna e o coto o mais que pode para que a penetrasse em profundidade. Desta vez era o pé da Telma que me afagava, ora a nuca, ora a face, enquanto mergulhava fundo na vagina da Bé. A Bé atingiu o orgasmo antes de mim, mas foi tão prolongado que me deu tempo para que impregnasse a sua vagina como tinha acontecido com a Telma.
Ao fim de uma eternidade olhei para a Telma e disse “E o trabalho ficou por fazer…”
“Não querido, pelo contrário, trabalhaste muito e bem, não achas Bé”, selando a sentença com um beijo.
“Se acho! Adoro-te querida, mas tinha tantas saudades de ter um homem dentro de mim!”
Aquela manhã foi inolvidável e a partir desse dia passei a tratar do jardim da Telma e, sobretudo, da Telma, aos sábados e do ‘jardim da Bé’ (que mora num apartamento no terceiro piso e apenas tem três vasos com plantas…), às terças ou quartas feiras. Os restantes dias são delas. Ocasionalmente repetimos a orgia a três ora em casa da Bé, ora em casa da Telma.
O sexo é diferente com cada uma delas. Fruto da diferença de idades, a Telma tem um corpo mais firme, mais concordante com o padrão de beleza ‘normal’ e um coto mais escultural que aprecia atenção. Gosta de me cavalgar e de ser fodida por trás quando está de três com o coto a balancear, o que me deixa doido. A Bé tem um corpo mais flácido, um coto mais curto e carnudo, mais informe, mas igualmente agradável ao tato. Como eu, tem um fetiche de pés (de pé, neste caso) e adora que o massaje, que o beije, que lhe chupe os dedos, o que também me deixa doido. Gosta da posição missionário, que lhe levante a perna e lhe acaricie o pé e o coto enquanto a fodo.
Já passaram quase dois anos e adoro as minhas queridas pernetas como no primeiro dia.