Nosso estado é pequeno e, por isso, nossos pais, classe média, mandaram eu e o meu primo, ambos com dezoito anos, estudar em São Paulo. Já conhecíamos de férias, sair à noite, caçar mulheres e tal. Certa noite estava assistindo filme de sacanagem e achava que meu primo ia demorar no shopping. Ele chegou e me flagrou batendo punheta. Zuou com a minha cara uma semana, até o dia em que, tomando um chopp num barzinho aqui perto, comigo, quando brincou novamente com o assunto, se abriu: confessou que desde que chegamos (e já tinha três meses) ainda não havia pegado ninguém e que gostou da idéia da punheta. Mas de outra forma: sugeriu que eu o aliviasse e ele também bateria para mim. Seria um segredo nosso. Acordo feito, acordo cumprido, durante um mês todo dia rolava punheta. Compramos hidratante e tudo, para pegar macio. Um dia cheguei meio bêbado e, durante a punheta, caí de boca, ele adorou, mas também pedi que fosse correspondido.
Apesar de hesitar, acabamos a noite num meia-nove maravilhoso. E daí, mais um mês, evoluímos para punheta com boquete e dedo no rabo. Aí foi ele que sugeriu, começou e eu gostei, era dedo, língua, mão, a putaria tava quase completa. Até que ninguém aguentou mais e durante os cinco anos de faculdade fudemos por todo canto da casa. Ele me comia, eu comia ele. A afinidade sexual era tanta que aprendemos muito um com o outro: a fazer outra pessoa gozar, a atentar para as preliminares, a fazer sexo selvagem, a brincar de amarrar, de sufocar, enfim... tudo o que líamos ou víamos, acaba sendo experimentado. Hoje voltamos para nossa cidade, atuamos na mesma área, temos uma empresa juntos e somos casados e pais de filhos. Mas toda
sexta-feira, à tarde, dispensamos o pessoal da firma mais cedo e matamos a
saudade. Não é amor: amamos nossas mulheres. É só sexo!