“Eu, minha esposa e nossos vizinhos” encontra “Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu” [ESPECIAL DIA DOS NAMORADOS]

Por: Jéssica • 23/07/2026 • 21890 leituras
Capa do conto

AVISO:

Este é um Especial de Dia dos Namorados.

Ele é NÃO-CANÔNICO pra novela. Era um ideia que eu tinha desde o ano de aproveitar alguma data (Dia da Mentira, Natal, Halloween) para escrever uma história especial. No caso, eu pensei que o melhor seria o crossover das duas principais séries da novela:

“Eu, minha esposa e nossos vizinhos” encontra “Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu”.

Como eu queria dar espaço e voz aos quatro protagonistas, este capítulo é na verdade uma minissérie em quatro partes que publiquei como se fosse uma só pra poder sair tudo no dia 12. Por isso, está tão gigante.

Também decidi que esse especial deveria ser NÃO canônico pra eu ter mais liberdade nos acontecimentos e fazer algumas brincadeiras sem me atrelar à continuidade da novela (ter que explicar onde estão os demais personagens, encaixar na linha do tempo etc.).

Mas também quis respeitar o espírito de ambas as séries.

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Olá, leitores. O meu nome é Jéssica, tenho 27 anos, sou casada há quatro anos com o Rogério. Esta série conta nossas desventuras no prédio onde moramos, onde alguns vizinhos e vizinhas (e os nossos melhores amigos) parecem querer testar nosso amor. Quem puder ler, só procurar pela série “Eu, minha esposa e nossos vizinhos”.

Sempre gostei de cuidar das pessoas, mas confesso que também gosto de cuidar de mim mesma. Meu corpo é meu templo, e eu sempre o tratei como tal. Tenho 1,71m de altura, pele amendoada que parece sempre beijada pelo sol, cabelos castanho-claros que caem em ondas suaves pelos ombros. Sou magra, mas minhas coxas são bem torneadas, firmes, resultado de horas na academia. Meus seios são pequenos, mas perfeitamente proporcionais, e minha bundinha é redondinha e firme.

Mas, acima de tudo, eu sou mulher de um único homem: Rogério. Meu marido, meu grande amor, meu porto seguro. Ele tem 29 anos e é empresário, um homem trabalhador, inteligente e incrivelmente bom. O Rogério não é apenas bonito, ele é deslumbrante. Tem 1,85m de altura, ombros largos, um peitoral forte e coxas que me deixam arrepiada só de olhar. O sorriso dele é capaz de iluminar qualquer ambiente, e os olhos são de um castanho profundo que me hipnotiza sempre que me olha.

Quando estamos juntos, eu me sentia a mulher mais sortuda do planeta. Não importava se estávamos em uma festa elegante ou deitados no sofá assistindo a um filme qualquer, ele sempre conseguia fazer meu coração disparar. Rogério era (e é) a personificação do homem perfeito e eu me orgulhava de chamá-lo de meu.

Este é um capítulo começa na véspera do Dia dos Namorados.

Eu e o Rogério pegamos a estrada em direção ao sítio da família dele. Nossa ideia era passar o final de semana com nossos amigos, Érico e Sarah. O meu marido dirigia com uma mão no volante e a outra vez ou outra pousando na minha coxa. Eu estava de shortinho jeans e camiseta leve.

— Você tá quietinha demais — comentou ele. — Tá tramando alguma coisa?

— Estou pensando em como vai ser bom passar um fim de semana longe.

— Quer dizer longe do Lucério e do Enéias?

— Também da Marieta fiscalizando short alheio.

Ele riu e apertou minha coxa, com o polegar deslizando devagar sobre a pele. Aquilo já me deu um calor no corpo.

Chegamos já de noite, depois daquele trecho final de terra que sempre fazia o carro sacudir e me lembrava que eu deveria ter colocado um sutiã mais firme. O lugar era grande, bonito e antigo, com um casarão de dois andares, piscina, quadra pra jogar bola, pomar. Mesmo assim, tudo simples.

O Rogério estacionou perto do casarão, destrancamos a porta e entramos. O casarão tinha corredores largos, móveis antigos e um ar atemporal. O cheiro de casa fechada foi sumindo depois de meia hora com as janelas abertas. Fomos conferindo tudo para ver se tudo estava ok. Cozinha, geladeira, banheiros, quartos, piscina.

Na área externa, a piscina maior refletia as lâmpadas do jardim, com os azulejos azuis brilhando de leve. A churrasqueira de tijolinhos estava limpa, e o campinho parecia pronto pro Rogério bater uma bolinha com Érico e Sarah, enquanto eu bufava sozinha, julgando os três de uma espreguiçadeira.

— Tudo certo — disse Rogério, após reentrarmos. — Nenhum sapo dentro da piscina, nenhuma janela quebrada e, desta vez, nenhum parente escondido no armário.

Fo quando o Rogério sorriu pra mim daquele jeito que sempre me desmontava. Ele se aproximou e passou os braços pela minha cintura. Encaixei as mãos nos ombros dele.

— Estamos sozinhos — disse ele, baixo.

— Por enquanto.

— Eles avisaram que ainda iam parar pra comprar gelo.

— Então temos tempo.

O sorriso dele mudou na hora. A mão que estava na minha cintura desceu pra minha bunda, apertando com vontade. Ele me beijou e eu me agarrei nele como se tivesse passado dias sem beijar meu marido.

Fomos quase tropeçando procurando o primeiro quarto que tivesse uma cama. Ele beijava a minha boca e o meu pescoço, mordia de leve perto do meu ombro. A mão dele subiu pela minha barriga e pegou um dos meus seios por cima da camiseta.

— Passei a viagem inteira querendo fazer isso — murmurou.

— Só isso?

Ele riu contra minha pele e me beijou de novo. Eu adorava quando ele ria no meio da safadeza. Eu puxei a camisa dele para fora da calça e comecei a abrir os botões, atrapalhada pela vontade. Ele ergueu os braços só o suficiente pra me ajudar, e logo estava sem camisa, com aquele peito forte que eu conhecia tão bem e ainda assim sempre tocava como se fosse novidade.

Passei as unhas de leve pelo abdômen dele e senti a respiração mudar. O meu marido era autocontrole puro em quase tudo na vida, mas comigo ele deixava aparecer o quanto me queria.

Ele puxou minha camiseta por cima da cabeça. Eu estava de sutiã bege. Abaixei os olhos por um instante e vi a calça dele marcando o volume do pau. O meu corpo respondeu na hora.

— A gente tem quanto tempo? — perguntei, já ofegante.

— O suficiente.

O Rogério sentou na cama e me puxou pro colo dele. Montei em suas pernas, sentindo o volume duro, e comecei a rebolar devagar.

Aquela pressão me arrancou um som baixo. Eu estava de short jeans, ele de calça, e mesmo assim meu corpo já pedia mais. A mão dele abriu o botão do meu short, depois desceu o zíper. Eu me ergui um pouco pra ajudar, e ele puxou a peça pelas minhas coxas até eu ficar de calcinha.

Ele segurou a minha bunda com as duas mãos, me puxando contra o pau dele. Eu inclinei a cabeça para trás quando a fricção ficou mais intensa. Minha calcinha já estava úmida, e isso me deixou ao mesmo tempo excitada e levemente desesperada. Eu queria tirar tudo logo.

O Rogério abriu meu sutiã com facilidade. Meus seios ficaram livres, e ele levou a boca a um deles, chupando. Segurei o cabelo dele e puxei de leve, gemendo seu nome. E, por alguns minutos, esqueci que o fomos fazer lá e que estávamos esperando visitas. Só existia o meu marido com a boca no meu seio e o pau duro pressionando a minha buceta por cima da roupa.

Eu já estava com a mão no botão da calça dele quando escutei, ao longe, o ronco de um carro.

Congelei. O Rogério também parou, com a boca ainda perto do meu peito. Nós dois ficamos imóveis por um instante.

— Chegaram.

— Quem? — perguntei, um segundo antes da memória normalizar.

Pulei do colo dele e quase caí porque meu short estava enrolado em um dos tornozelos. O Rogério tentou me segurar, mas estava com a calça aberta. Puxei o short de volta com pressa, sem fechar direito.

— Minha camiseta! — sussurrei, como se Érico e Sarah já estivessem dentro da sala.

— No corredor.

— Por que ela está no corredor?

— Porque eu tirei lá.

O Rogério saiu abotoando a calça e a voltou com minha camiseta pendurada no ombro. Vesti do avesso. Percebi na mesma hora porque a costura ficou me irritando, mas não havia tempo. O carro já tinha estacionado. Peguei o sutiã do sofá e enfiei dentro da primeira almofada que vi.

— Vai receber nossos amigos sem sutiã?

— Se você comentar, eu te jogo na piscina.

Ele abriu um sorriso enorme, tentando parecer inocente. Ajeitei o cabelo com as mãos e respirei fundo. Devia estar vermelha. Paciência.

Fomos pra varanda quando eles desceram do carro. A Sarah apareceu primeiro, linda mesmo cansada, usando uma calça leve e uma blusinha que valorizava os seios grandes. O cabelo escuro estava um pouco bagunçado da viagem, o que dava a ela um ar ainda mais fofo. O Érico saiu do outro lado, com a expressão de quem tinha sobrevivido a uma jornada épica.

— Chegamos vivos — anunciou Sarah. — Quase morremos na entrada de terra, mas chegamos.

— A estrada tentou matar a gente — completou Érico.

Abracei Sarah com carinho. Ela apertou minha cintura e me olhou de cima a baixo com um sorriso desconfiado.

— Vocês chegaram faz tempo?

— Um pouco — respondi rápido demais.

A Sarah me olhou como uma mulher casada que percebe outra mulher casada recém-interrompida. O Érico se aproximou para me cumprimentar e pareceu notar meu cabelo bagunçado, a camiseta do avesso e o Rogério com o colarinho torto. Ele abriu a boca, fechou, olhou pra Sarah e escolheu a sobrevivência.

— O sítio é lindo — disse ele.

Boa escolha.

O Rogério pegou parte das malas e todos entramos. Mostramos o quarto deles no andar de cima, um quarto amplo com cortinas brancas e cama antiga. A janela dava para uma parte do jardim. A Sarah ficou encantada com a casa.

— Esse lugar parece feito pra alguém se perder indo ao banheiro de madrugada — comentou Érico.

— Acontece — disse Rogério.

Depois de alguns minutos, todos admitimos o óbvio. Estávamos cansados. Uma viagem de quase três horas na noite da sexta após o trabalho suga a energia de qualquer um. O jantar foi algo improvisado mesmo porque todos queriam dormir.

Depois, subimos. O Rogério e eu fomos pro nosso quarto. Assim que a porta fechou, ele me puxou pela cintura.

— Onde a gente parou mesmo?

Encostei as mãos no peito dele, tentando parecer firme, embora meu corpo tivesse lembrado exatamente onde paramos.

— Paramos na parte em que nossos amigos quase nos flagraram e eu escondi meu sutiã numa almofada.

— Ainda está lá?

— Provavelmente.

Ri e encostei a testa no ombro dele. O cansaço veio de uma vez. Meu tesão ainda estava ali, mas meu corpo pedia banho e cama. Tomamos banho, nos deitamos e apagamos rápido.

Na manhã seguinte, acordei com claridade entrando pela janela. Por um momento, fiquei sem saber onde estava. Mas aí lembrei do sítio e do dia dos namorados. Levantei devagar e vesti um shortinho confortável com uma camiseta larga. Desci descalça, prendendo o cabelo. Na cozinha, encontrei os dois homens comandando o café da manhã.

A Sarah já estava sentada à mesa, com uma caneca na mão. Ela usava uma camiseta larga, provavelmente do Érico, e o cabelo escuro caía de lado. Os seios dela marcavam o tecido, e eu me peguei pensando que aquela mulher tinha uma beleza suave que ficava ainda mais evidente quando estava relaxada.

— Bom dia.

— Bom dia, Jéssica — Sarah respondeu, sorrindo. — Os rapazes assumiram a cozinha.

O Rogério colocou os ovos na travessa e me deu um beijo rápido antes de se sentar. Durante o café, combinamos de ir pra piscina logo. O calor já prometia. Depois de comer, cada um foi se trocar. Vesti um biquíni verde que o Rogério gostava muito. A parte de cima segurava meus seios sem exagero. A parte de baixo valorizava a minha bunda e as minhas coxas.

Quando saí do quarto, o Rogério estava me esperando no corredor. Ele me olhou de cima a baixo e sorriu.

— Feliz Dia dos Namorados.

— Essa frase combinou muito com esse olhar de quem quer arrancar meu biquíni.

— Uma coisa não anula a outra.

— Você vai se comportar na frente dos convidados?

— Vou tentar.

Descemos rindo. A Sarah já estava na área da piscina, usando um biquíni azul que ficou lindo nela. Ela tinha corpo esguio e cintura suave. Os seios eram cheios, e a parte de cima do biquíni fazia um esforço honesto pra manter tudo no lugar. A bunda dela era proporcional, com uma curva discreta que combinava com suas pernas longas. A Sarah tinha aquele jeito meio tímido de quem não percebia completamente o quanto era gostosa, embora o Érico percebesse por todos nós com sobras.

O Érico estava passando protetor no próprio braço com uma cara de sofrimento.

— Odeio protetor solar — reclamou. — Parece que eu estou untando um frango.

— Você é branco o suficiente pra virar torresmo em 20 minutos — disse Sarah. — Passa direito.

— Amor, seu apoio é muito agressivo.

Eu ri e coloquei minha toalha numa espreguiçadeira. A piscina maior estava perfeita. Azul, limpa e brilhando sob o sol. Mais ao fundo, dava pra ver a churrasqueira e o campinho.

Entramos na água aos poucos. O Rogério mergulhou primeiro e apareceu sacudindo o cabelo. O Érico tentou fazer o mesmo, engoliu água e saiu tossindo, enquanto a Sarah ria sem dó.

— Você viu? — perguntou ele, ofendido. — Ela riu de mim.

— Eu ri com amor.

O Rogério nadou até mim e me puxou pela cintura. Dei um gritinho quando ele me levantou na água, e as minhas pernas se fecharam em volta dele por reflexo. O biquíni colado no corpo, a pele molhada e a mão dele na minha bunda criaram um problema imediato de tesão.

Do outro lado, a Sarah jogou água no Érico, que tentou retaliar e acertou o próprio rosto. Depois de um tempo brincando na água, saímos para tomar sol.

Eu me deitei de barriga para cima numa espreguiçadeira, sentindo o calor secar a minha pele. O Rogério sentou perto dos meus pés. A Sarah se esticou na espreguiçadeira ao lado, e o Érico ficou sentado na borda da piscina, balançando as pernas na água.

— Vocês já trouxeram mais amigos assim pra cá? — perguntou Érico.

O Rogério mexeu no frasco de protetor e respondeu.

— A Rebecca e o Maurício vieram uma vez.

Levantei a cabeça na hora e completei antes que ele explicasse demais.

— Mas a gente não fala sobre isso.

Depois de uns minutos, o sol foi ficando mais forte. A Sarah pegou o protetor. Tentou alcançar as próprias costas, falhou com a mesma graça de quem sabia que falharia, e fez bico pro Érico.

— Passa em mim?

O Érico levantou na hora, mas Rogério pegou o frasco primeiro.

— Deixa que eu passo. Você passa na Jéssica.

Eu olhei pra ele com uma sobrancelha erguida. O Rogério me encarou com a tranquilidade absoluta de um homem que confiava em mim, confiava nele e confiava na amizade dos outros. Nenhum ciúme ou tensão esquisita. Só uma pontinha de brincadeira.

A Sarah olhou para mim, esperando algum sinal de desconforto. Eu apenas me virei de barriga para baixo na espreguiçadeira.

— Perfeito. Érico, capricha nas minhas costas. Se eu ficar manchada, vou culpar você pra sempre.

A Sarah se deitou de barriga para baixo, soltando o laço do biquíni na parte de cima pra não ficar marca. O Rogério se sentou ao lado dela e começou a espalhar o protetor nos ombros. O gesto foi cuidadoso e neutro, mas eu seria hipócrita se fingisse que não senti nada. A Sarah era linda. A pele clara dela brilhava com o creme, os seios pressionados contra a toalha ganhavam volume, e a bunda no biquíni azul ficava mais atraente naquele ângulo.

O Érico veio até mim com o protetor nas mãos.

— Posso?

— Pode passar por onde quiser — provoquei, sabendo que ele não exageraria na frente da esposa pra não ser um homem morto.

Ele riu e começou pelos meus ombros. As mãos dele eram leves, um pouco hesitantes no início.

— Pode espalhar direito, com mais confiança — falei. — Eu não quebro.

— É que o Rogério está ali.

O Rogério respondeu sem olhar, ainda passando protetor na Sarah.

— Estou vendo. E aprovando a técnica até agora.

A Sarah riu contra a toalha.

— Amor, mete logo esse protetor na bunda da Jéssica.

Não sei quem ficou mais vermelho até a alma. Se eu ou o Érico.

Ele respirou fundo e continuou espalhando o protetor nas minhas costas, agora com mais firmeza. Quando as mãos dele desceram pra lombar, ele parou antes da linha da parte de baixo do biquíni.

— Até onde eu posso ir sem ser assassinado?

— Até onde o protetor precisa ir — respondeu Rogério, tranquilo.

Virei o rosto pra olhar o Érico por cima do ombro.

— Pode passar na bunda, na lombar e nas laterais. Mas se fizer “fom-fom”, eu te mato.

— Obrigado pela instrução.

O Érico espalhou o protetor com cuidado. De alguma forma, ele conseguiu passar o protetor na minha bunda sem parecer que passou a mão nela. Depois, se afastou como se tivesse concluído uma prova difícil. O Rogério terminou as costas da Sarah, amarrou de novo a parte de cima do biquíni dela sem fazer graça e deu um tapinha leve no ombro dela.

— Pronto. Ninguém vai virar camarão.

Sarah se sentou, ajeitou o cabelo e sorriu.

— Obrigada, Rogério.

— Disponha.

O Érico olhou para mim.

— Eu passei direito?

— Sim, obrigada.

Depois disso, entramos de novo na piscina. O calor já estava mais forte, e a água ficou maravilhosa no corpo. O Rogério me puxou para perto, mas dessa vez manteve as mãos comportadas o bastante para não me fazer perder a linha. A Sarah boiava de costas e o Érico tentava ensinar a si mesmo algum tipo de nado que parecia briga com a água.

Perto do fim da manhã, a fome começou a voltar. O Rogério falou em preparar alguma coisa depois e combinamos de voltar aos quartos pra nos arrumarmos pro almoço.

No caminho, o Rogério se aproximou por trás e beijou meu ombro molhado.

— Feliz Dia dos Namorados — falou baixo, só pra mim.

— Feliz Dia dos Namorados.

— Mais tarde a gente termina o que começou.

Olhei pro lado e vi o Érico tentando sair da piscina pela parte errada, enquanto a Sarah apontava pra escadinha a menos de dois metros dele. Voltei o rosto pro Rogério, mordi o lábio e respondi também baixo.

— Mais tarde você vai ter que compensar a interrupção.

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Olá, queridos leitores. Meu nome é Sarah, tenho 27 anos, e sou casada com Érico, que tem 28. Esta é a história das nossas confusões e puladas de cerca que aconteceram durante uns meses muito loucos em que resolvemos abrir o relacionamento sem ter muita noção de como isso realmente funcionaria e de como lidamos com tudo isso. Quem puder ler, só procurar pela série “Eu e Minha Esposa Pulamos a Cerca... E o Caos Explodiu”.

Pra quem não me conhece, sou engenheira civil, com doutorado, e trabalho em uma daquelas construtoras gigantes que fazem prédios enormes parecerem pequenos. Sempre fui dedicada e responsável, mas quem me conhece sabe que também tenho um humor ácido e provocativo, daqueles que aparecem quando menos se espera. Meus peitos são cheios e firmes, mas sem exagero; meu quadril e minha bunda são proporcionais, elegantes, e as pernas longas e finas, começando em coxas firmes que sempre chamam a atenção. Meus olhos castanho-escuros e meu cabelo preto, em ondas que caem até o meio das costas, completam a imagem que eu sei que desperta olhares.

O Érico é analista em uma grande empresa de tecnologia. Ele é moreno claro, de cabelo curto, olhos castanho-escuros, corpo comum, nem muito forte nem magro demais. Eu adoro olhar para ele, mesmo que seja apenas pelo simples prazer de ter o homem que escolhi ao meu lado.

Estou aqui pra continuar a narrar a história no lugar da Jéssica a partir daqui. Tudo bem pra vocês?

Era pouco antes do almoço quando me tranquei no quarto com o Érico pra nos trocarmos.

— Amor — falei —, percebeu que eles chamaram só a gente pra passar o dia dos namorados aqui?

— Sim. E?

— Você não acha suspeito.

O Érico coçou a cabeça, com aquela expressão de quem tenta decidir se o assunto é sério ou se a esposa está criando outra teoria idiota.

— Nós somos amigos há anos.

Sentei na cama e arrumei a alça da blusinha. O quarto era daqueles que parecia feito pra casal apaixonado trepar escondido dos outros. Isso, claro, alimentou minha teoria.

— Tá. Mas e se isso for uma desculpa pra troca de casais?

— Sarah, pelo amor de Deus.

— Não ri. Pensa. Eles nos trouxeram pra um sítio afastado, no dia dos namorados, com quartos sobrando. Isso é cenário de suruba.

— Rogério e Jéssica? — Ele apontou pra porta, como se o casal estivesse do lado de fora abençoando idosos. — O Rogério chama a esposa de amorzinho até quando ela erra o sal. A Jéssica é tão fiel que nem deve saber o que é vibrador.

— Isso é exatamente o que torna tudo suspeito. Casais muito perfeitos sempre escondem alguma coisa.

O Érico riu e se jogou nos travesseiros.

— Eles não escondem nada, Sarah.

Eu me levantei e fui até a mala. Peguei um short leve e comecei a trocar de roupa, com o Érico acompanhando meus movimentos com aquela cara de bobo apaixonado que me fazia querer beijar e bater nele ao mesmo tempo.

— Eles não sabem que a gente abriu o relacionamento, né? — disse ele.

— Sabem, talvez.

— Como saberiam?

Virei pra ele com o short nas mãos.

— Amor, vamos revisar. Eu dei pro porteiro. Depois dei pro Miguel, que trabalha com a Jéssica. Você comeu a Natália, que virou nossa melhor amiga e também é amiga da Jéssica. Teve a suruba na trilha onde você comeu aquela amiga da Jéssica. E depois eu e a Natália fizemos uma suruba com o porteiro e o zelador ao mesmo tempo. A gente não foi exatamente discreto.

O Érico ficou me olhando em silêncio. Eu conhecia aquela cara de “talvez a gente devesse ter procurado parceiros longe da nossa casa”.

— Tá, a gente foi meio burro — admitiu.

— Meio?

— Eu não me arrependo de nada!

Eu ri e enfiei o short. Ele se levantou, veio por trás de mim e abraçou a minha cintura. Senti o calor dele nas minhas costas e a barba raspando no meu pescoço. O desgraçado sabia muito bem como encerrar uma discussão. Só que a minha cabeça ainda estava no Rogério e na Jéssica.

— Imagina se eles aparecerem com aquele papo de “a gente queria conversar sobre uma coisa diferente” — murmurei.

— Aí, a gente enrola.

— E se a Jéssica vier de biquíni e te perguntar se você acha ela gostosa?

— Eu digo “sim, muito, parabéns ao Rogério”.

— E se eles perguntarem se a gente já pensou em transar com outro casal?

Ele me virou de frente e segurou o meu rosto com as duas mãos.

— Aí eu digo que a minha esposa começou a suruba horas antes na cabeça dela de tanta ansiedade.

— Eu odeio quando você me entende.

Beijei a boca dele.

— Mas sério. O Rogério é o meu melhor amigo. Eu não quero dar pra ele. Não pra ele. De todas as pessoas, ele não.

— E você gosta de dar pra inimigo, é? — provocou.

— Não, cara. É que... Limites! Ele é o meu melhor amigo. Se ele tentar algo, vai me decepcionar demais.

— Tudo bem. Eu prometo não comer a Jéssica se você não der pro Rogério.

Demos mais um beijo rápido, mas antes que evoluísse, batidas leves vieram da porta.

— Gente? — chamou a voz da Jéssica do corredor. — O churrasco vai começar daqui a pouco. Desçam quando quiserem.

Eu congelei com a boca ainda perto da do Érico.

— Ela disse “quando quiserem” — sussurrei.

— Porque somos hóspedes.

— Ou porque está nos dando tempo pra nos prepararmos psicologicamente pra troca de casais.

O Érico respirou fundo.

— Érico, me promete pelo amor que você tem por mim. Se a hora chegar e inevitável, faça o sacrifício de se pegar com o Rogério enquanto eu colo velcro com a Jéssica. Mas deixa ele sequer falar que quer me comer.

— Sarah, eu vou te trancar neste quarto.

Saímos alguns minutos depois. O corredor do andar de cima era largo e silencioso. O piso de madeira rangia de um jeito discreto, e as janelas abertas deixavam o vento balançar as cortinas. Eu ainda estava ajustando o cabelo quando viramos perto da escada e demos de cara com um homem que apareceu tão quieto que meu coração quase saiu pela boca.

Ele tinha uns 60 anos, pele morena, barriga leve de cerveja e uma calvície cercada por cabelo branco nas laterais. Usava uma camisa simples, calça de trabalho e tinha um sorriso tranquilo, daqueles que pediam desculpa antes mesmo da pessoa reclamar. O peito peludo aparecia um pouco pela gola aberta.

— Desculpa o susto, dona — disse ele, com voz calma. — Sou Gumercindo. Cuido da casa.

O Érico levou a mão ao peito.

— Meu Deus. Achei que fosse um fantasma.

— O Rogério e a Jéssica não falaram que tinha alguém aqui — falei, tentando recuperar o controle da minha alma.

O Gumercindo sorriu de um jeito simpático.

— Uma parte do meu serviço é deixar tudo em ordem. A outra parte é ser discreto o bastante pros patrões esquecerem que eu existo.

Nos cumprimentamos e nos apresentamos. Havia algo no Gumercindo que me deixou curiosa. Talvez a calma, talvez o jeito como falava sem pressa.

— Fiquem à vontade — disse Gumercindo. — O senhor Rogério está lá fora na churrasqueira com a dona Jéssica.

Ele se afastou pelo corredor sem fazer quase barulho. Eu e Érico ficamos olhando.

— Tá vendo? — falei.

— O caseiro faz parte da troca de casais agora?

— Eu só estou dizendo que esse sítio está ficando cada vez mais cheio de possibilidades.

— Você está proibida de usar a palavra “possibilidades” até segunda-feira.

Descemos. Do lado de fora, Rogério estava na churrasqueira usando bermuda e camiseta, todo tranquilo, como se não tivesse a menor intenção de propor uma troca de casais às 11h30. Ele estava bonito como sempre, com aquele corpo firme e o sorriso fácil de quem conseguia ser simpático até segurando pegador de carne.

A Jéssica apareceu logo depois, com uma travessa. Ela usava shortinho jeans e uma camiseta clara. A pele amendoada brilhava um pouco por causa do calor, as coxas fortes apareciam quando ela caminhava, e os seios cheios marcavam o tecido. A bunda dela ficava bonita até quando ela só parava pra perguntar se alguém queria farofa.

Ajudei a levar pratos pra mesa da varanda, enquanto Érico ficou perto da churrasqueira fingindo que entendia de carne. O almoço foi gostoso. A Jéssica puxava conversa com facilidade, perguntava se eu queria mais comida e ria das besteiras do Érico. O clima era tão agradável que a minha teoria começou a perder força, embora eu seguisse vigiando cada gesto daqueles dois coelhos.

Depois de comer, fiquei olhando a mesa e pensei no Gumercindo. Ele devia estar em algum canto da casa, trabalhando sozinho enquanto a gente comia carne boa aqui fora. Não ia deixar isso passar assim. Peguei um prato, coloquei um pouco de churrasco, arroz e farofa. E fui antes que perguntassem o que ia fazer.

Achei o Gumercindo na biblioteca, uma sala bem amplas, com estantes antigas e uma janela aberta para uma área interna da casa. Havia livros demais ali. O cheiro era de papel guardado e madeira. Ele estava sentado numa poltrona, lendo. Quando me viu com o prato, pareceu surpreso.

— Trouxe comida pro senhor.

— Muito gentil da sua parte, dona Sarah.

— Só Sarah. Dona Sarah me faz parecer uma aposentada.

Ele riu e recebeu o prato. Suas mãos eram grandes, com veias marcadas e dedos grossos. O homem era simpático, velho, quieto e tinha aquele ar de quem passava anos vendo as coisas acontecerem sem contar pra ninguém.

— O senhor fica muito aqui lendo?

— Bastante. Depois de anos cuidando da casa, deu tempo de ler esses livros várias vezes.

— Todos?

— Sim.

Ele me deu um sorriso e senti o clima mudar um pouco. O olhar dele passou pelo meu rosto, desceu até os meus seios por um instante e voltou. Ele fez isso sem a cara descarada do seu Geraldo. O Gumercindo era mais sutil.

— Por que o senhor não vai lá comer com a gente?

Ele apoiou o prato numa mesinha.

— Não gosto muito de aparecer quando tem muita gente. Sinto que estou atrapalhando. Também saio pouco da casa.

— Tem quatro pessoas lá fora. Cinco com o senhor.

— Pra mim, já é muita gente.

— O senhor é tímido?

— Mais como acostumado com a solidão. Mas abriria exceção se você quisesse companhia e estivesse sozinha.

Meu rosto esquentou. Ele falou sem pressa, como quem oferecia café.

— O senhor fala isso pra todas as hóspedes? — perguntei, tentando rir.

— Só pras muito bonitas, muito gentis e que são especiais o suficiente pra notar minha presença e trazer churrasco.

— Essa cantada já funcionou alguma vez?

— A última vez foi em 2001.

Rimos um pouco. E saí da biblioteca com uma sensação esquisita no corpo. O Gumercindo não tinha feito quase nada, e mesmo assim minha imaginação já estava correndo pela escada dos fundos com a calcinha na mão. Às vezes, achava que eu precisava da supervisão de um adulto responsável, mas o meu adulto responsável era o Érico, que não conseguia comer farofa sem derrubar metade na própria bermuda.

As horas seguintes passaram entre conversa, comida e piscina. Jéssica insistiu pra eu vestir biquíni e nadar um pouco. Na hora, pensei que a troca de casais iria começar, mas ela só queria nadar mesmo.

Depois, Rogério inventou de jogar bola no campinho. Eu aceitei porque sou idiota e porque minha competitividade destrói meu bom senso. Em menos de dez minutos, tropecei numa raiz, acertei a canela do Érico tentando chutar a bola e mandei um chute tão torto que derrubou uma manga madura no gramado. Rogério riu até perder o fôlego. Jéssica tentou defender que eu tinha criado uma jogada alternativa.

— Eu não tenho culpa se a natureza interfere nas minhas jogadas — reclamei.

— Você chutou a bola numa árvore, Sarah — disse Rogério.

— Foi pressão psicológica na defesa.

— Que defesa? — perguntou Jéssica, rindo.

— A árvore parecia estar me marcando.

Depois disso, voltamos pra casa. O calor tinha deixado todo mundo mole. Por volta das 15h, eu e o Érico estávamos passando por um corredor do andar de cima. A casa tinha ficado mais quieta, com aquele silêncio grosso de sítio depois do almoço.

Foi quando ouvimos o primeiro gemido. Parei no meio do corredor. O som vinha de um quarto mais adiante, a porta apenas encostada. Era uma voz feminina, abafada e bem conhecida: Jéssica.

O Érico levou um dedo à boca, como se eu fosse a pessoa barulhenta da relação. O que era justo, porém ofensivo.

Outro gemido veio, mais claro. Depois a voz do Rogério. Meu corpo inteiro ficou quente de uma vez. Eu sabia que devia sair dali. Uma pessoa decente teria puxado o marido pelo braço e voltado em silêncio. Só que eu nunca fui escolhida pra representar a decência em lugar nenhum.

A porta se abriu um pouco mais por causa do vento vindo de uma janela. Mais um gemido. Minha buceta pulsou de um jeito que me deixou irritada comigo mesma. Depois pensei que eu estava no corredor, de biquíni por baixo do short, ouvindo a esposa gostosa do meu melhor amigo gemer.

— É melhor a gente sair agora — comentou Érico.

— Nem a pau, Juvenal. Eu quero assistir.

Caminhamos até a porta. Não era culpa nossa que ela estava quase aberta. Pelo espaço, dava pra ver quase tudo. A Jéssica estava na frente do Rogério, tirando a roupa devagar, com aquela naturalidade absurda de mulher que sabe que o marido é completamente dela. Ela tinha a pele amendoada brilhando um pouco, os cabelos castanho-claros caindo pelas costas e um corpo que sempre me deixava com raiva da genética dos outros. Era atlética, curvilínea, com coxas torneadas, barriga firme e uma bunda redonda.

O Rogério já estava nu, sentado na beira da cama, com as pernas abertas e o pau duro, grosso, apontado para ela. Ele tinha um corpo gostoso e sarado, ombros largos, braços definidos, postura tranquila e conseguia parecer educado até de pau duro. Ele era meu melhor amigo, mas ver o corpo dele me fez pensar quantas outras amigas dele deviam sofria caladas por ele tratar todas como primas queridas.

A Jéssica terminou de tirar a blusinha e ficou só de calcinha. Os seios dela eram médios e cheios, naturais, em formato de gota, com os biquinhos rosados apontando levemente pra cima. O abdômen dela tinha aquela barriga firme, tanquinho de verdade. Quando ela tirou a calcinha, vi a bucetinha dela com pelinhos ralinhos dourado-escuros e senti uma pontada de inveja misturada com tesão. Eu podia ser insegura, ciumenta e especialista em tomar decisões ruins, mas burra eu não era. A Jéssica era gostosa pra caralho.

O Rogério segurou a mão dela e puxou a esposa pra perto. Ele a fez ficar de joelhos entre as pernas dele, e a Jéssica obedeceu com um sorriso quase safado antes de envolver o pau dele com a boca. Vi os lábios dela deslizarem pela cabeça grossa, devagar no começo, depois mais fundo.

O Rogério respirou pesado e apoiou uma mão no cabelo dela, sem forçar de verdade, só marcando presença. Ela chupava com vontade, fazendo o pau dele sumir aos poucos na boca, e aquilo me deixou tão excitada que eu precisei apertar as coxas.

A Jéssica ergueu os olhos por um instante, tirando a boca do pau do Rogério. Ela nos viu e abriu um sorriso sem vergonha, com os lábios úmidos e a respiração curta.

— Pode vir, amiga.

A voz dela saiu rouca, baixa, e isso bastou para acabar com o resto da minha resistência. Olhei pro Érico e ele estava com mais tesão que eu. Não dissemos nada e nem precisava.

Entramos no quarto com as pernas meio bambas. O Érico parou diante de mim, passou a mão pela minha cintura, desceu pra minha bunda e me puxou pra um beijo rápido. Depois se afastou o bastante pra tirar a minha camiseta.

Fiquei de sutiã e short, sentindo o olhar dele no meu corpo. Ele gostava de ver meus mamilos grandes e escuros endurecendo quando eu ficava com tesão. Bastou ele abrir meu sutiã pros seios caírem livres, pesados na medida certa, e os olhos dele irem direto pros bicos.

Enquanto isso, a Jéssica voltou a chupar o Rogério. Ela estava de joelhos, de costas um pouco arqueadas, mostrando a bunda redonda e as coxas fortes. Rogério tocava o cabelo dela com carinho e tesão, guiando a cabeça dela. O pau dele entrava e saía da boca da esposa, molhado, grosso, cheio de veias. Ela respirava pelo nariz, engasgava um pouco quando ia fundo demais e voltava a chupar com mais vontade.

O Érico caiu de joelhos na minha frente. Ele puxou o meu short e levou a calcinha junto. Senti o ar do quarto bater na minha buceta quase depiladinha, que só tinha uns risquinho de pelinhos na base. Ele passou as mãos pelas minhas coxas, olhou pra cima com aquele ar de quem ainda não acreditava na própria sorte e enfiou a boca em mim.

A língua dele abriu a minha buceta sem pressa. Eu me apoiei nos ombros dele e mordi o lábio para não gemer alto demais logo de cara. Falhei quase no mesmo instante. O Érico sabia exatamente como me chupar, e isso me deixava ainda mais apaixonada e revoltada. Ele alternava lambidas longas com chupadas firmes, subindo até o clitóris e descendo de novo, como se estivesse com fome. Meus dedos entraram no cabelo dele, e eu senti as pernas fraquejarem.

Do outro lado, a Jéssica gemia com o pau do Rogério na boca. Era um som abafado. Ela segurava a base do pau dele com uma mão e chupava a cabeça como se quisesse arrancar cada reação do marido. Aquilo me tranquilizou de um jeito estranho. Ele não olhava pra mim como um homem querendo me comer. O Rogério estava ali pela Jéssica, assim como o Érico estava ali por mim.

O Érico abriu minhas pernas com mais firmeza e enfiou um dedo na minha buceta enquanto continuava me chupando. Eu joguei a cabeça para trás e soltei um gemido que saiu mais alto do que pretendia. A Jéssica ouviu. Eu vi pelo canto do olho que ela mexeu a bunda, como se aquele som tivesse mexido com ela também. O Rogério percebeu e passou a mão pela cintura dela, descendo até a bunda. Ele apertou a carne dela com força, separou um pouco as nádegas e deslizou os dedos pela fenda.

A Jéssica gemeu no pau dele. O som me atingiu direto. Eu olhei para ela porque era impossível não olhar praquela bunda. Quando o Rogério passou os dedos pela buceta dela, vi que ela já estava molhada. Ele tocou a esposa com calma, espalhando o melado dela, enquanto ela tentava manter o ritmo da chupada.

Meu cérebro tentou procurar alguma coisa para surtar, porque ele gosta de trabalhar contra mim. Só que o Érico estava ajoelhado entre minhas pernas, chupando a minha buceta e isso deixava difícil fabricar uma crise.

O Érico levantou, tirou a bermuda e ficou nu diante de mim. O corpo dele era comum, sem pose de academia, sem músculos exagerados, do jeito que eu conhecia e amava. E o pau dele estava duro e latejando. Meu marido podia ser inseguro, podia se achar menos do que era, mas sempre seria o homem mais gostoso do planeta. Pra mim, pelo menos.

Ele me beijou de novo. Senti o gosto da minha buceta na boca dele e isso me deixou ainda mais molhada. Passei a mão pelo peito dele, desci pela barriga e segurei o pau. Ele gemeu baixo contra os meus lábios. Comecei a masturbá-lo devagar, sentindo a pele quente deslizar na minha mão. O Érico fechou os olhos por um instante, e eu tive vontade de dizer que amava aquele idiota, que ele era meu, que eu era dele, que aquela putaria toda só fazia sentido porque ele estava comigo.

Na cama, Rogério se acomodou contra a cabeceira. A Jéssica subiu com ele, ficando meio de quatro na frente do marido, e voltou a chupar o pau dele enquanto ele se encostava melhor. A posição deixava a bunda dela ainda mais exposta. O Rogério passou a mão pelas costas dela, desceu até a cintura e começou a tocar a buceta da esposa por trás. Os dedos dele entravam nela enquanto ela chupava, e a Jéssica começou a balançar o corpo no ritmo, tentando receber mais.

O Érico me guiou até a cama também. Ele se sentou perto da outra ponta, e eu fiquei em pé diante dele, nua, com os seios balançando levemente enquanto respirava. Vi os olhos dele descerem pra minha buceta, depois subirem de novo pros meus mamilos escuros.

Ele me puxou pro colo. Senti a cabeça do pau roçando na minha buceta molhada, e meu corpo já abriu para ele com aquela memória que só casal tem. Segurei nos ombros dele, desci devagar e deixei o pau entrar. A fisgada veio junto com um prazer grosso, quente, que me fez prender a respiração. O Érico segurou a minha bunda com as duas mãos e me ajudou a encaixar até o fim. Quando sentei inteira nele, senti o pau me preenchendo e encostei a testa na dele por um instante.

Do outro lado da cama, o Rogério também puxou a Jéssica pro colo. Ela montou nele de frente, com as coxas fortes abertas e os seios cheios balançando quando desceu no pau do marido. A expressão dela mudou na hora. A boca se abriu, os olhos fecharam e o corpo dela relaxou com uma entrega bonita de ver. O Rogério segurou a bunda dela e a trouxe para baixo até ela encaixar tudo. A Jéssica apoiou as mãos no peito dele e começou a cavalgar.

— Hora de cavalgarem! — ordenou Rogério.

A frase saiu pra Jéssica, com voz baixa e carregada de tesão. Mesmo assim, eu estremeci. O Érico sentiu a minha buceta apertar no pau dele e sorriu contra a minha boca. Eu comecei a me mexer também, subindo e descendo no colo do meu marido, primeiro devagar, depois com mais vontade. O som dos nossos corpos se juntou ao da cama. A minha bunda batia nas coxas do Érico, e cada descida fazia o pau dele entrar fundo.

A Jéssica cavalgava o Rogério com uma segurança que me deixou hipnotizada. As coxas dela trabalhavam fortes, a barriga tanquinho contraía a cada movimento e os seios balançavam no ritmo. Os biquinhos rosados estavam duros. Ela gemia sem vergonha, segurando nos ombros do marido, rebolando de vez em quando para sentir o pau dele de outro jeito. O Rogério olhava para ela como se só existisse a esposa naquele quarto. A mão dele apertava a bunda dela, acompanhando cada descida, e às vezes subia pros seios, pegando com vontade.

Eu tentei não comparar, mas claro que comparei. A Jéssica era firme, atlética, cheia de curvas, enquanto eu era mais esguia, peituda, de pernas longas e bunda mais discreta. O tipo de pensamento idiota que aparece em momentos péssimos.

Então, o Érico chupou meu mamilo escuro com força, e qualquer insegurança virou gemido. Ele segurou a minha cintura, enfiou o rosto nos meus seios e começou a mamar um deles enquanto me ajudava a cavalgar. Aquilo me fez lembrar que o corpo que importava para ele era o meu. Minha buceta apertando o pau dele. Meus seios na boca dele. Minha bunda nas mãos dele.

Fiquei mais solta. Apoiei os joelhos na cama, segurei o rosto dele e comecei a subir e descer com mais força. O pau dele entrava grosso, abrindo minha buceta a cada movimento. Eu sentia o calor subindo pela barriga, minhas pernas tremendo, os seios pulando na frente do rosto dele. O Érico parecia enlouquecido com aquela visão. Ele alternava mordidas leves e chupadas nos meus mamilos.

O quarto inteiro cheirava a sexo. A Jéssica estava cada vez mais molhada no pau do Rogério, e eu conseguia ouvir o som da buceta dela recebendo o marido. Aquilo me deixou vermelha e excitada ao mesmo tempo. O Rogério segurou a cintura dela e começou a meter mais forte. A Jéssica perdeu um pouco o ritmo e deixou a cabeça cair para trás, com os cabelos castanho-claros espalhados pelas costas. Os seios dela subiam e desciam, os mamilos rosados duros, e a boca dela soltava gemidos cada vez mais quebrados.

Eu enfiei as unhas nos ombros do Érico. Ele também começou a meter forte, acompanhando meus movimentos. A cama balançava. Meu corpo descia no pau dele com vontade, e eu sentia minha buceta encharcada, aberta, apertando cada vez que ele chegava no fundo. Tentei controlar os gemidos e fracassei de novo.

A presença da Jéssica e do Rogério ali perto aumentava tudo. Um casal não encostava no outro. Ainda assim, ver os dois transando com tanta intimidade fazia o meu tesão subir. Era como assistir a um espelho torto.

O Rogério apertou a bunda da Jéssica e a fez quicar mais rápido. Ela apoiou as mãos na cabeceira, arqueando as costas, e a posição deixou a buceta dela engolindo o pau dele com mais força. Vi os músculos das coxas dela tremendo. Vi a pele amendoada suada. Vi o Rogério ficar com o maxilar travado, segurando a vontade de gozar. A Jéssica percebeu e começou a rebolar no fim de cada descida, provocando o marido com o próprio corpo.

O Érico me segurou pela nuca e me beijou fundo. Nossas línguas se misturaram enquanto ele metia em mim, e eu gemia dentro da boca dele. A mão dele desceu até a minha bunda, apertando com mais força, e senti meu corpo se entregar de vez. Comecei a cavalgar sem pensar em ritmo. O pau dele entrava, a minha buceta apertava, e o prazer vinha em ondas cada vez mais curtas.

Eu estava perto de gozar. Ele segurou a minha cintura e ajustou meu corpo para eu roçar melhor. Quase xinguei de tão bom. Agarrei o cabelo dele e encostei a minha boca no ouvido dele, gemendo sem conseguir formar frase.

A Jéssica gozou primeiro. Eu percebi pelo jeito que o corpo dela travou no colo do Rogério. Ela apertou os ombros dele, fechou os olhos e soltou um gemido comprido, com a buceta tremendo no pau do marido. O Rogério continuou metendo nela, segurando a bunda dela com as duas mãos, e aquilo prolongou o orgasmo dela até a Jéssica quase cair contra o peito dele. A cena me empurrou para perto do meu próprio limite.

Eu gozei logo depois, montada no Érico. A minha buceta apertou o pau dele com força, e o prazer subiu tão rápido que precisei morder o ombro dele para não gritar feito maluca. As minhas pernas tremeram, os meus seios encostaram no peito dele e eu continuei me mexendo em pequenos espasmos, sentindo o pau dele preso dentro de mim. O Érico gemeu meu nome baixinho, segurando a minha bunda como se eu fosse escapar.

O Rogério respirava pesado, ainda com a Jéssica no colo. Ela voltou a se mover devagar, mesmo sensível, provocando o marido até ele perder o controle de vez.

— Eu tô quase gozando...

A Jéssica levantou o rosto suada e completamente entregue.

— Goza na minha buceta.

Rogério segurou a Jéssica pela bunda e meteu fundo. O corpo dele estremeceu, e ele grunhiu forte enquanto gozava dentro dela. A Jéssica gemeu junto, agarrada ao marido, recebendo a porra quente dele na buceta. Eu vi o rosto dela mudar com aquela satisfação íntima, de esposa que queria aquilo e conseguiu exatamente como queria. Ela ficou alguns segundos sentada nele, respirando rápido, com os seios colados ao peito do Rogério e as coxas tremendo ao redor dele.

Aquilo mexeu com o Érico. Senti o pau dele pulsar dentro de mim antes mesmo que ele falasse. Ele me segurou firme, me puxando para baixo, e começou a meter com movimentos curtos e fortes, como se o orgasmo do Rogério tivesse dado permissão para ele gozar também.

— Sua vez, Sarah.

O Érico gemeu forte e gozou dentro da minha buceta. Senti os jatos quentes me enchendo e essa sensação me arrancou um gemido mais baixo, mais cansado. Continuei sentada nele enquanto ele pulsava, com a cabeça apoiada no meu peito e a respiração batendo na minha pele. Passei os dedos pelo cabelo dele, completamente mole.

A Jéssica escorregou do colo do Rogério e se deitou ao lado dele, suada, satisfeita, com os cabelos espalhados no travesseiro. O Rogério passou o braço por cima dela e beijou sua testa, ainda tentando recuperar o fôlego. Eu saí devagar do colo do Érico, sentindo a porra dele escorrer da minha buceta, e me deitei ao lado do meu marido, na outra ponta da cama.

Ficamos os quatro em silêncio por um tempo. Dois casais no mesmo quarto do sítio, cada um grudado no seu par, fingindo que aquilo era uma coisa normal de se fazer. Eu olhei pro Érico e quase ri.

Tentei pensar em algo maduro pra dizer. Naturalmente, falhei.

— Acho que isso conta como atividade complementar em um churrasco de dia dos namorados.

O Érico soltou uma risada cansada contra meu cabelo. A Jéssica riu baixinho, escondendo o rosto no ombro do Rogério. Ela estava vermelha, descabelada e linda. O Rogério passou a mão nos cabelos dela e falou com calma.

— Todo mundo bem?

— Eu tô — respondeu Jéssica.

— Eu também — disse Érico. — Envergonhado, satisfeito.

A Jéssica ergueu o rosto.

— Eu preciso dizer uma coisa. Isso aqui não muda nada, tá? Digo, foi só uma interação entre amigos e a gente não precisa contar pra ninguém.

O Rogério deu uma risada e beijou o topo da cabeça dela. O jeito como olhava pra Jéssica deixava tudo claro. O mundo podia pegar fogo, cair manga do céu ou aparecer Sarah com teoria de troca de casais, e ele continuaria orbitando aquela mulher com a devoção do amor verdadeiro.

— Eu fiquei preocupado de vocês se sentirem pressionados a participar — disse Rogério.

— Pressionada eu fiquei quando derrubei o porta-retrato — respondi. Ah, esqueci de comentar que na pressa de ir pra cama, minha mão derrubou quase tudo no criado-mudo. — Aliás, desculpa pelo porta-retrato.

Ele tentou manter a seriedade por meio segundo e depois riu.

— Relaxa. Era foto de paisagem.

Eu fiquei mais calma. O constrangimento continuava ali, mas havia uma intimidade que me surpreendeu. A confiança entre Rogério e Jéssica era tão forte que aquela situação absurda parecia incapaz de quebrar alguma coisa. Senti uma inveja boa de novo. Queria que eu e Érico envelhecêssemos assim, mesmo se o nosso caminho envolvesse mais porteiros, ruivas e decisões duvidosas.

O Rogério levantou primeiro e foi recolher as roupas dele. Ele se virou de costas pra nos dar privacidade, mas eu admito (pra minha vergonha) que dei uma bela secada na bunda do meu melhor amigo. O Érico me entregou minha blusinha e meu short.

— Toma, amor.

— Obrigada.

Vesti a blusinha e lutei com o short, que tinha virado do avesso. Claro que, no momento em que tentei enfiar a perna, perdi o equilíbrio e quase caí em cima do Érico. Ele me segurou pela cintura.

— Cuidado.

— A culpa é do tecido.

— Sempre é.

Só depois de colocar, notei a calcinha no chão. A Jéssica terminou de se vestir e veio até mim. Por um instante, achei que ela fosse dizer algo sério. Ela só ajeitou uma mecha do meu cabelo, com aquele carinho de amiga que fazia tudo parecer menos estranho.

Eu sorri, aliviada. O Rogério já estava de bermuda e camiseta, calmo de novo, embora ainda vermelho nas orelhas. Érico vestiu a camisa ao contrário e só percebeu quando eu comecei a rir.

Saímos do quarto tentando parecer normais. Pela primeira vez no dia, ninguém conseguiu.

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Olá a todos. Eu me chamo Rogério. Vocês já me conhecem porque a Jéssica me apresentou lá no começo. Estou aqui pra continuar a narrar a história no lugar da Sarah a partir daqui. Tudo bem pra vocês?

No final da tarde, eu estava no quarto com a Jéssica, no segundo andar. A Jéssica estava sentada na beira da cama, com uma camiseta minha e um shortinho. O cabelo castanho-claro caía meio bagunçado pelas costas, do jeito que sempre me desorganizava por dentro. Ela tinha aquele corpo atlético e cheio de curvas que parecia feito pra me causar problema de concentração. Coxas fortes, bunda redonda, seios cheios sob o tecido fino da camiseta e aquela barriga firme que ela fingia não perceber que eu encarava.

— Amor — comecei. — Posso levantar uma hipótese absurda?

— Você usando esse tom de voz me diz que vai ser uma hipótese burra.

Ela cruzou as pernas e me olhou com paciência.

— Você acha que o Érico e a Sarah podem estar achando que a gente trouxe eles pro sítio pra fazer troca de casais?

A Jéssica ficou parada. Depois abriu um sorriso lento.

— Eu sei que parece loucura, mas pensa comigo. É Dia dos Namorados. Trouxemos um casal amigo pro sítio da minha família. Um sítio bem isolado, só nós quatro. A chance deles interpretarem errado existe.

A Jéssica me encarou por alguns segundos. Ela queria rir, mas segurava porque sabia que, se risse cedo demais, eu ia achar que tinha vencido algum ponto.

— Eu acho que você está ficando tão paranoico quanto a Sarah. Digo, sim. A gente acabou de transar no mesmo quarto que eles, mas foi só isso. Ninguém tocou em ninguém. Seria um grande pulo lógico eles pensarem que íamos passar disso pra um surubão ‘ninguém é de ninguém’ de noite.

Apontei pra ela.

— Esse é o ponto. A gente tem sido flagrado transando em lugares demais.

Ela suspirou e passou a mão no rosto.

— Não tem como ter fantasia de exibicionismo e reclamar de sermos vistos.

— Mas uma coisa é nós termos fantasia de exibicionismo. Outra bem diferente é a gente deixar todo mundo do nosso condomínio nos ver pelados. Deixa eu contar aqui: seu Arnaldo, dona Ângela, Lorena, Lisandra e Antônio já nos assistiram fazer amor. E agora Érico e Sarah também.

— Eles dois viram sem querer.

— Do mesmo jeito que a Lorena viu “sem querer” com você deixando a porta aberta e dizendo “Entra. Vem assistir”.

A Jéssica tentou manter a pose, mas riu. Eu me sentei ao lado dela na cama, sentindo o colchão antigo afundar um pouco.

— Amor, eles sabem que a gente é fiel e monogâmico — disse Jéssica.

— Sabem?

— Acho que sabem.

— Acha?

Ela me olhou de lado.

— Você está tentando me contaminar com paranoia.

Jéssica ficou em silêncio por tempo demais. Quando ela demorava assim, geralmente era porque meu absurdo tinha encontrado uma fresta na muralha de bom senso dela.

— Tá — disse ela, com má vontade. — Existe uma chance pequena.

Ela viu meu rosto de triunfo, riu de novo e me deu um tapa no braço.

— Mesmo que eles pensem isso, é só a gente ser claro. A gente ama ser visto em condições muito específicas, com confiança e limite. Isso não significa que queremos transar com outras pessoas.

— Exato. Somos monogâmicos exibidos.

— Eles devem estar escandalizados.

— Sim. O Érico e a Sarah são tão certinhos... A gente tá levando eles pro mau-caminho.

Ela encostou a cabeça no meu ombro e ficou olhando pela janela. Do lado de fora, dava pra ver a Sarah atravessando o gramado com uma toalha dobrada no braço. Ela andava com aquela postura suave de quem parecia calma até o universo jogar uma casca de banana na frente dela.

— Eles são fofos — disse Jéssica.

— São.

A Jéssica se levantou, esticando as pernas. A camiseta subiu um pouco e eu vi a linha da barriga.

— Vamos descer — disse ela. — E, por favor, não pergunte ao Érico se ele acha que foi convidado pra uma suruba.

No térreo, eu e o Érico fomos pra cozinha preparar o jantar decente e elaborado que o cansaço nos impediu na noite anterior enquanto a Jéssica explicava pra Sarah porque a televisão tinha seis controles.

Na cozinha, eu e Érico ficamos na sala por alguns minutos, naquele silêncio confortável de amigo que não precisa preencher tudo com fala. O problema era que, naquele dia, o silêncio vinha com uma hipótese absurda.

— Tá tudo certo? — perguntou Érico.

— Sim.

— É que vocês estão misteriosos.

Pronto. O universo colocou a casca banana. Respirei fundo. Metade de mim queria resolver logo. A outra metade queria fingir que tinha esquecido uma panela no fogo.

— Érico, você acha que a gente chamou vocês pra alguma coisa estranha?

Ele arregalou os olhos.

— Define estranha.

— Não quero definir.

— Então sim.

— Meu Deus.

— Meu Deus digo eu. Você começou.

Passei a mão no rosto.

— A gente chamou vocês porque vocês são nossos amigos. É isso.

O Érico relaxou um pouco, mas só um pouco.

— E você e a Sarah? Estão de boa?

— Estamos.

Ele respondeu com calma, mas desviou o olhar na hora. Antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa, Jéssica nos chamou na mesa de jantar.

— Rogério, vem ajudar com os pratos!

Abençoada interrupção. Fui até lá e encontrei as duas perto da bancada. A Sarah parecia mais corada do que antes e a Jéssica estava com um sorriso controlado demais pra ser inocente.

Jantamos. A conversa começou normal. Falamos sobre tudo. A Sarah contou que viu uma jabuticabeira carregada e quase chorou de felicidade. A Jéssica prometeu colher com ela na manhã seguinte. A cada minuto, eu percebia uma troca de olhares entre as duas. A Sarah mordia o canto da boca. A Jéssica sorria com cara de cúmplice. O Érico também percebeu, porque cutucou minha perna por baixo da mesa.

— Elas estão planejando alguma coisa — sussurrou.

— Eu sei.

— Você sabe o quê?

— Nada.

Depois do jantar, Jéssica e Sarah sumiram. Disseram que iam pegar uma coisa no andar de cima. Eu e Érico ficamos na varanda ampla, cada um numa cadeira, ouvindo o barulho dos insetos e olhando pro gramado escuro.

— Rogério — chamou Érico.

— Fala.

— Você acha que elas estão demorando demais?

— Sim.

— Isso é bom?

— Não faço ideia.

Nós rimos, mas estávamos nervosos. A gente tinha transado na mesma cama poucas horas antes e os dois não sabiam o que as esposas estavam aprontando. Mas, pelo jeito, Érico e Sarah também falaram sobre troca de casais.

A Jéssica e a Sarah voltaram quase 20 minutos depois. As duas estavam com roupas simples, mas havia uma preparação no jeito delas. A Jéssica tinha soltado o cabelo, e a camiseta marcava o corpo de um jeito que me fez engolir seco. A Sarah vinha ao lado dela, corada, com os braços cruzados de leve na frente do corpo. Parecia nervosa, mas determinada.

— A gente preparou uma surpresa — disse Jéssica.

— Eu sabia — respondeu Érico.

— Você nem sabe o que é — disse Sarah.

— Meu amor, é exatamente por isso.

A Jéssica ficou ao meu lado e pegou minha mão. O toque dela me acalmou porque a mão dela dizia “confia em mim”.

— Antes de qualquer coisa — disse Jéssica —, todo mundo aqui se gosta, todo mundo aqui é adulto e ninguém vai fazer nada que não queira. Certo?

A Sarah respirou fundo.

— Eu e o Érico temos uma coisa pra contar. A gente tem um relacionamento aberto.

Por alguns segundos, fiquei olhando pros dois. A minha primeira reação foi tentar encaixar aquilo com tudo que conhecia dos dois. Sempre presumi que eles eram tão monogâmicos quanto nós.

— Eu já transei com uns três homens diferentes e o Érico comeu umas três mulheres e, de forma alguma, vocês conhecem nenhuma delas.

— Foram quatro homens, amor.

— O Roberto não conta.

— Foram duas vezes com o Roberto.

— Duas vezes que não contam.

— Roberto? — interrompi.

— Longa história. Esqueça por favor.

A Jéssica apertou minha mão, talvez pra impedir que eu insistisse e estragasse tudo.

— A gente se ama — continuou Sarah, olhando pro Érico com carinho. — Mas abriu essa parte da vida com muita conversa. Foi uma conversa longa, madura e totalmente planejada. Mas a gente pede que vocês guardem segredo.

O Érico olhou para mim achando que a Jéssica teria uma revelação semelhante.

— Só pra deixar claro, eu e a Jéssica somos monogâmicos. Completamente.

Érico pareceu aliviado e confuso ao mesmo tempo.

— Então, vocês não chamaram a gente pra troca de casais?

— Eu disse que eles iam pensar isso! — soltei olhando pra Jéssica.

A Jéssica respirou fundo, e eu percebi que agora vinha a nossa parte. Ela tinha aquela expressão de coragem tímida que aparecia quando falava de algo íntimo sem ter certeza de como seria recebida.

— A nossa vibe é outra — disse ela. — Eu e o Rogério gostamos de exibicionismo e voyeurismo.

O Érico arregalou os olhos, mas dessa vez apenas com pânico parcial.

— Vocês gostam de ser vistos? — perguntou.

— Em situações combinadas — respondi.

— E às vezes gostamos de assistir — completou Jéssica.

O Érico soltou o ar devagar.

— Tá. Isso explica aquele “entrem e transem ao nosso lado” em vez do escândalo e dos tapas.

A Jéssica tentou ficar séria, mas falhou. A Sarah ficou ainda mais vermelha e olhou pra ela.

— A gente conversou lá em cima e pensou em propor uma coisa — disse Sarah, com a voz mais baixa. — Suruba sem troca. Cada casal com seu casal, mas no mesmo quarto e todo mundo se vendo.

A Jéssica me olhava com carinho e excitação, mas também com aquela pergunta silenciosa que sempre vinha antes de qualquer loucura nossa.

— Amor? — perguntei.

— Eu quero — respondeu ela. — Mas só se você quiser.

Olhei pro Érico. Ele parecia bem empolgado em ver minha esposa pelada de novo. A Sarah segurava a mão dele.

— Sem troca — lembrou Sarah. Ele assentiu e ela continuou. — E sem toque cruzado.

— Tá. Sem “fom-fom” na Jéssica — disse Érico, rápido demais. — Eu valorizo muito meus ossos inteiros.

Subimos pro quarto maior, um dos mais afastados do corredor principal. Era amplo, com uma cama grande, uma janela virada pra área da piscina e espaço suficiente.

A Sarah fechou a porta. A Jéssica me puxou pela mão e me beijou. Um beijo lento, cheio de cumplicidade. A Sarah fez o mesmo com o Érico. E começamos a tirar a roupa.

A Jéssica tinha aquele corpo atlético que me fazia perder a linha mesmo depois de anos juntos. Seios médios e cheios, daqueles que se moviam de leve quando ela andava, e com os biquinhos rosados apontando para cima. Barriga firme, pele amendoada, cabelo castanho-claro caindo pelas costas. A bucetinha dela, apertadinha, com pelinhos ralinhos dourado-escuros. Aquilo sempre me acertava como se fosse a primeira vez. A Sarah tinha um corpo diferente do da Jéssica. Mais esguia, pernas longas. Os seios dela chamavam atenção na hora, maiores que os da Jéssica, com mamilos marrom-escuros e grandes. A bunda era média, em formato de pêssego, proporcional ao corpo e com uma curva suave. A buceta dela era bem depiladinha, deixando só um risquinho de pelos na base. Sarah parecia tímida por fora, mas naquela noite havia um tesão gigantesco nela.

Tirei minha roupa com uma mistura de nervosismo e excitação. O pau endurecia enquanto eu via Érico ficar nu do outro lado do quarto. O pau dele era um pouco menor que o meu, mas estava duro e ele parecia saber como usar pro entusiasmo da Sarah.

A Jéssica veio até mim e a Sarah foi até o Érico. A minha esposa me beijou com força. As mãos dela subiram pelas minhas costas e desceram até a minha bunda, apertando e me puxando pra perto. O pau duro ficou preso entre nós, roçando na barriga dela. Eu apalpei os seios da minha esposa, sentindo o peso gostoso nas mãos, passando os polegares pelos biquinhos duros. Ela gemeu dentro do beijo, e aquele som me deixou mais firme.

Do outro lado, a Sarah beijava o Érico com uma fome parecida. Vi de relance a mão dela descendo pelo peito dele até o pau. Ela segurou aquele caralho com naturalidade de esposa acostumada e ainda assim excitada. O Érico soltou um gemido baixo, quase envergonhado. Eu teria rido se a Jéssica não tivesse mordido minha boca naquela hora.

A minha esposa desceu os beijos pelo meu pescoço. Quando chegou ao meu peito, chupou um dos meus mamilos e passou a mão pelo meu pau. Eu segurei a bunda dela com as duas mãos. A bunda da Jéssica era cheia e redonda. Havia aquela leve maciez de pele feminina que eu adorava, e as coxas robustas dela encaixavam bem nas minhas mãos quando eu a puxava. Ela empurrou meu peito e apontou pra cama.

Entendi o recado. Sentei com as pernas abertas e ela se ajoelhou entre elas. O cabelo castanho-claro caiu pelos ombros quando a Jéssica segurou meu pau e lambeu a cabeça devagar. A língua dela passou pela glande, espalhou a saliva e depois a boca desceu. O calor da boca dela me fez fechar os olhos por um instante. Eu conhecia aquela boca. Conhecia o jeito como ela começava lenta, quase carinhosa, antes de perder a paciência e chupar como se quisesse me arrancar a alma pelo pau.

Inclinei o corpo e passei a mão pela buceta dela. Ela já estava molhada. O dedo deslizou entre os lábios pequenos e rosados, separando a umidade quente. A Jéssica suspirou com o meu pau na boca. Coloquei dois dedos nela, entrando devagar no começo. A bucetinha apertou meus dedos na hora, e eu senti aquela contração familiar que sempre me dava orgulho idiota, como se o corpo dela estivesse me reconhecendo.

Eu a masturbava enquanto ela chupava meu pau. Os gemidos dela saíam abafados. A mão livre dela brincava com minhas bolas, e de vez em quando ela engolia mais fundo, só para me testar. A minha mão desceu pela bunda dela e chegou ao cuzinho. Passei o dedo por fora, sentindo o calor e a contração dele antes de pressionar de leve. A Jéssica rebolou contra minha mão. Ela adorava aquela provocação quando estava segura comigo. Enfiei o dedo com cuidado, enquanto os outros continuavam entrando e saindo da buceta molhada. Ela gemeu mais forte, com a boca ainda no meu pau, e a vibração quase me fez perder o controle.

Olhei pro lado. A Sarah e o Érico estavam no outro lado da cama, já em posição de 69. A Sarah estava por cima dele, chupando o pau do marido, enquanto o Érico tinha a boca colada na buceta dela. As pernas longas de Sarah tremiam de leve. A bunda dela ficava erguida, com aquela curvatura suave exposta pro quarto. O Érico segurava as coxas dela com as mãos, meio desesperado, meio agradecido.

A Jéssica se levantou de repente. A boca dela soltou o meu pau com um estalo molhado, e ela passou a mão pela própria buceta antes de subir no meu colo.

—Eu preciso do seu pau em mim agora!

Apontei pro pau duro, reto para cima.

— Vem... Senta em mim!

Ela montou em mim e posicionou a cabeça do meu pau na entrada da buceta. A umidade dela facilitou tudo, mas a Jéssica nunca deixava de me apertar daquele jeito que me fazia respirar fundo. Ela sentou devagar até me engolir inteiro. O corpo dela encaixou no meu, os seios balançaram com o movimento e a barriga firme encostou na minha. Eu segurei a cintura dela e senti as curvas cheias sob meus dedos.

A primeira cavalgada foi lenta. Ela subiu só um pouco e desceu de novo, como se estivesse se acostumando. Depois, começou a acelerar. A buceta quente me apertava a cada descida. Eu via a pele dela arrepiar no colo, os biquinhos rosados duros perto da minha boca, e não resisti. Chupei um seio, depois o outro, mamando com vontade enquanto ela quicava no meu pau.

A Jéssica gostava quando eu fazia isso. Ela passava a cavalgar com mais força, como se a boca nos seios puxasse o resto do corpo pro mesmo ritmo. As minhas mãos subiram pelas costas dela e desceram pra bunda, apertando as nádegas e ajudando a guiá-la. A bunda dela batia nas minhas coxas com um som molha

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