Quando a gente pensa que conhece o homem que tem em casa e descobre que não sabe de nada nessa vida e o chão se abre e nos engole vivas, o que sobra?
Casados já sete anos, Maurício foi meu primeiro e único homem. Com cinco anos de casados comecei a desconfiar que ele tinha outra na rua. Conversando com minha amiga, ela disse que se eu seguisse esse caminho, que poderia colocar meu casamento em risco e que homem é tudo igual. Mas eu não poderia admitir isso. Se eu fosse mulher de trair, como é o caso dela, até poderia fechar os olhos e deixar a vida me levar. Mas não era justo, eu cuidar dele e da casa e ele se atracar com outra. Mas fui juntando as pontas. Ele era bem esperto e sabia se sair bem e não deixar pontas soltas. Sabia que tinha outra por que estava carinhoso e atencioso além do normal, mas estava me deixando na falta. O que não era normal. Ele sempre me supria bem. O tempo que ficava no celular e o fato de nunca desgrudar dele, isso também não era normal. Mas a prova de que não apenas tinha outra, mas também já havia levado ela pra nossa casa foi no dia que cheguei do trabalho mais cedo e ele estava em casa. Estava ofegante e com cara de quem aprontou. A cama não estava do jeito que eu arrumo e no banheiro havia bem mais papel higiênico no cestinho do que deveria haver. Eu me segurei pra não descer do salto. Tomei meu banho e decidi fingir que não tinha percebido nada de errado e mudei de estratégia. Como já fazia uma semana que ele não me pegava, saí do banho pronta para o sexo. Mas ele me evitou, dizendo que não estava se sentindo muito bem. Nem me beijou o safado. Que prova eu precisava mais. Então pensei em dar um jeito de pegar ele no flagra. E comecei a ficar esperta com ele, esperando a oportunidade de pescar alguma coisa. E nesse dia, nesse maldito dia, ele parecia bastante ansioso pela manhã. Nos despedimos e ele foi para o trabalho. Só que eu não fui pro trabalho. Inventei uma desculpa e pedi um Uber. Fui direto para o trabalho dele e fiquei no barzinho em frente escoltando. Ele deveria levar uns vinte minutos para chegar, já que de ônibus demora bem mais. Deu a hora dele chegar e ele nada de aparecer. Ainda fiquei mais uma hora lá e nada. Então, se ele tivesse voltado pra casa para aprontar, eu o pegaria no flagrante. Se fosse para um motel ou outro lugar, azar o meu. Peguei um ônibus de volta pra casa. Não valia a pena ir de Uber e também seria conveniente eu demorar um pouco mais. Quando cheguei, abri o portão sem fazer barulho e fui na pontinha dos pés até a porta dos fundos. Tinha certeza que ele estava em casa. E a vadia desgraçada com certeza estaria com ele, pois a televisão estava em um volume que não é normal e as janelas estavam fechadas, inclusive todas com o blecaute. Abri a porta da cozinha sem fazer barulho, com todo cuidado. E assim que entrei, já dei de cara com dois copos encima da pia e uma garrafa de cerveja. Os dois copos tinham resto de cerveja. Fui entrando sorrateiramente, achando que poderiam estar na sala. Mas não. Só que assim que cheguei na sala já era possível ouvir os gemidos. Mas era um gemido bem baixinho, sufocado. Um gemido estranho e com certeza não era gemido de mulher. E aí eu vi no sofá uma calça de homem que não era do meu marido e também um tênis masculino enorme do lado do sofá. Eu mal me aguentava de pé depois de ver aquilo. E os gemidos estavam mais frequentes. Então ouvi um gemido masculino diferente, parecido com o gemido do Maurício quando ele está perto de gozar. Eu já queria invadir o quarto naquele exato momento. Mas acabei congelando. Fiquei sem forças e sem ação. Então o barulho no quarto começou a se intensificar. Foi quando reconheci a voz do meu marido, muito baixinho. Mas ele estava falando igual um viado. E estava dizendo: "Vem! Goza! Goza, no meu cu goza!". Exatamente assim. Eu não podia acreditar no que estava ouvindo. E estava com muito medo do que veria se entrasse no quarto. A porta não estava totalmente fechada. Eu fui me aproximando. O gemido do outro homem estava bem intenso, parecendo que ele estava quase. E meu marido continuava gemendo feito uma piranha, repetindo aquela frase, mas ainda mais afeminado. Eu já estava a ponto de empurrar a porta, quando ouviu o gemido de alívio do homem, deixando claro de que ele estava gozando no Maurício. E o FDP parecia que estava agonizando abafado. Então eu abri a porta de uma vez só e vi aquela cena bizarra e nojenta. O cara estava com os dois pés na minha cama, só de camisa, e meu marido estava debaixo dele, com aquela bunda magra pra cima, de joelhos na cama. Os dois entraram em pânico. O homem saiu de cima do Maurício. Eu vi aquele pinto enorme saindo de dentro da bunda do Maurício, ainda soltando sêmen. E antes do meu marido ficar de pé, ainda tive o desprazer de ver sêmen escorrendo do ânus dele. Eu parti pra cima dele dando tapas e socos, enquanto o homem correu pra sala. O Maurício implorando para eu não fazer escândalo, todo vermelho de vergonha. Quando vi o homem vestido a calça na sala, fui lá pra bater nele também. Mas o Maurício me segurou por trás e me impediu. O homem foi embora, segurando o tênis. Foi aquele escândalo! Não poupei gritos. Fiz questão que a rua toda soubesse o que tinha acontecido. O Maurício se trancou no banheiro e eu fiquei batendo na porta, gritando com ele, chamando ele de viado sem vergonha, bichinha louca, mariquinha. De tudo que é nome, bem alto, para os vizinhos ouvirem. Eu me sentia humilhada. E ainda me sinto. Fiquei por muito tempo me sentindo uma estúpida de ter me casado com aquilo, que nem dá pra chamar de gente. Não que eu tenha alguma coisa contra gays. Não é isso. Mas um cara casado! E eu sou uma mulher bonita e bem cuidada. Aquele homem, tinha um pinto enorme, que eu mesma, sendo mulher, não aguentaria. Por que logo comigo, que sempre fui correta? Cuidava dele, da casa e ainda trabalhava pra ajudar no orçamento. E o sem vergonha levando macho pra fazer ele de depósito na minha própria cama! Isso não é justo! Não mesmo.
Mas há males que vem pra bem. Ainda não tive coragem de sair e ficar com outro homem. E já estou até considerando a possibilidade de ficar com a minha chefe, que é lésbica e vive me cantando. Não sei se quero mais saber de homem. Nem sei mais se existe isso nesse mundo. Ainda mais depois de ler um monte de contos de homens casados que fazem o que o Marido fez comigo. Deixe eu ficar sozinha mesmo.