Após um tempo sem postar, conto novas experiências da adolescência
Já postei vários contos aqui narrando como aprendi sobre sexo numa época sem nenhuma informação, onde vários tabus imperavam e tudo tinha que aprendido nas ruas, com os (nem tão) amigos mais velhos. Início da década de 1980, muita diversão e quase nenhuma informação.
Aprendi sobre sexo nos troca-trocas, depois fui abusado por vários amigos na base da chantagem e por ainda ser inocente em relação à crueldade humana.
Já com quase 13 anos eu não deixava mais os meninos se aproveitarem de mim, mas já estava mal falado no bairro, cidade pequena, muita fofoca e maldade. Eu era tido como um viado (não conhecíamos a palavra gay na época), por ter dado o cu. Sim, quem dava o cu era viado não importava se tivesse gostado ou não. Eu não gostava daquilo, mas enfim, tinha que conviver com os gracejos e palavras maldosas dos meninos mais velhos (muitos já tinha recebido pica também, mas não confessavam nem a pau).
Eu, como todos os garotos da época, com hormônios nas alturas, também queria comer alguém. As meninas eram inacessíveis para a maioria. Poucas transavam e as que faziam escolhiam caras de 17 anos ou mais. Desta forma só restava comer algum garoto como eu. Como ninguém queria dar, a única opção que eu tinha era troca-troca mesmo.
Certa vez, fui visitar meu primo Nelson que havia se mudado para um sítio há alguns anos. Passei o final semana lá. Ele deveria ter uns 14 ou 15 anos. Era muito simples, pouco estudo, mas segundo ele, tinha comido uma menina. Pedi explicações de como era e ele disse que tinha feito apenas uma vez mas era "pela frente". Disse que ela nem morava mais na cidade e que nunca mais tinha visto.
Fomos até um sítio vizinho pois o dono havia pedido para ele cuidar de uma égua enquanto resolvia negócios na cidade. Até chegar lá, atravessamos um canavial e uma plantação de milho. No meio do caminho, resolvi arriscar: perguntei a ele se não queria fazer troca-troca comigo. Ele dizia "Fale baixo, podem ouvir." Eu insistia, ele dizia "Você está doido?". Insisti tanto até que ele, com muito receio, topou. Ele abaixou a calça e eu cutuquei meu pau no cu dele, mas seu medo era tanto que não ficou nem 10 segundos. Eu disse "Poxa, só isso!", mas fazer o que, ele estava com muito receio. Depois foi minha vez de dar. O pau dele era maior que o meu. Ele apenas encostou o pau no buraquinho e não ficou nem três segundos. Ele não quis fazer mais vezes, mesmo que eu tenha insistido muito. Ele claramente se assustou e percebi que nunca mais iria rolar. Voltamos para a casa dele e não tocamos mais no assunto neste dia. Algumas semanas depois ele me disse que achou estranho o que fizemos, tentei convencê-lo a repetir mas ele disse que alguém poderia ver e seria muito ruim. Não me satisfiz, mas valeu a experiência.