Noite Incandescente - Final

Por: sigma-enas-1 10/07/2026 489426 leituras
Capa do conto
O primeiro raio de sol atravessava as cortinas do quarto quando Clara despertou, ainda entrelaçada ao corpo nu de Lívia. A noite houve um incêndio — e de madrugada, um campo de batalha onde ambos se renderam por prazer. Mas agora, com o calor suave da manhã acariciando seus corpos, um novo desejo começava a nascer, mais lento, mais profundo — mas tão intenso quanto antes.

Lívia abriu os olhos e dirigiu ao ver Clara ali, bagunçada, com os cabelos caídos sobre os ombros e o olhar carregado de promessas. Sem dizer uma palavra, se moveu, beijando suavemente a curva do pescoço dela, fazendo com que Clara fechasse os olhos e suspirasse com um leve arrepio.

— “De manhã... você tem um gosto ainda melhor...” — murmurou Lívia, deixando a boca escorregar até os seios dela, beijando com carinho e mordidas suaves que provocavam gemidos contidos.

Clara a suspensão para cima e a beijou com fome, o tipo de beijo que acende a alma e incendia os lençóis de novo. Suas mãos não hesitaram: desceram pelas costas de Lívia, agarraram seus quadris e inverteram a posição com um movimento fluido e cheio de desejo. Agora era ela por cima, e seus olhos brilhavam com uma mistura de ternura e luxúria.

Deslizou o corpo lentamente sobre o de Lívia, sentindo cada curva, cada suspiro, cada contração involuntária. Suas quadris começaram a se mover num ritmo sensual, arrastado, fazendo o atrito entre suas peles provocar ondas crescentes de prazer. As mãos se apertavam, os corpos se encaixavam, as bocas trocavam beijos e palavras sussurradas com vozes roucas.

— “Você ainda não viu nada...” — disse Clara, antes de descer com a boca até o centro do prazer de Lívia.

Ela a explorou com maestria, a língua dançando em círculos lentos, ora suave, ora intensos, fazendo Lívia estremecer, implorar, se arquear. Os gemidos voltaram a preencher o quarto, como música crua da paixão que elas compartilhavam.

E quando Clara subiu de novo, os rostos colados, os olhos nos olhos, o orgasmo de ambos veio como uma tempestade, os corpos se contraindo juntos, os lábios grudados num beijo que misturava prazer, cumplicidade e algo mais.

Exaustas, sorriram uma para a outra, suaves, despenteadas, mas completamente entregues. Clara acariciou o rosto de Lívia com a ponta dos dedos e sussurrou:

— “Se todas as manhãs forem assim... quero acordar com você todos os dias.”

Lívia convidou, a resposta veio com um beijo leve, quente, cheio de interesses futuros.

O dia apenas começou. Mas para elas, o fogo da noite ainda ardia — e não parecia que iria se apagar tão cedo.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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