O Teatro das Aparências

Por: rodrigo-epsilon-1 10/07/2026 109233 leituras
Capa do conto
O Teatro das Aparências
Máscaras brilham em jantares de gala,
nobreza de vidro, fachada que estala.
Caridade encenada, discurso vazio,
por trás da cortina, poder corrompido e frio.

Casamentos emoldurados em retratos,
sorrisos de mentira, contratos ingratos.
Vidas paralelas em quartos fechados,
um pacto de silêncio em nomes sagrados.

Tradição que aprisiona, prisão que engana,
famílias de ouro, mas a alma profana.
Não é amor que sustenta, é medo do escândalo,
não é união, é teatro ridículo.

E o preço? Vidas secas, risos decorados,
gerações perdidas em ciclos viciados.
A grandeza não mora em sobrenomes,
mas na coragem de despir-se dos nomes.

A nobreza real é viver sem disfarce,
amar sem correntes, quebrar toda a farsa.
Só a verdade sustenta, só ela liberta —
o resto é encenação, cortina deserta.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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