Sentimento Oculto - Parte 1

Por: delta-eneninda-4 11/07/2026 190805 leituras
Capa do conto
Eu estava assistindo tv, mas não prestava atenção. Pensava no Rodrigo.
Rodrigo era meu melhor amigo. Mas eu não pensava nele como um amigo. Anos de amizade me fizeram descobrir que ele era o homem da minha vida.
Porém, como a vida não é um mar de flores, Rodrigo mal sabia do meu sentimento por ele. Mas isso ia mudar. Eu tinha um plano em mente e, enquanto assistia tv, eu pensava na melhor forma de botá-lo em prática.
Primeiro que Rodrigo era bem sério. Então eu deveria ser bem cauteloso. Eu era uma pessoa um pouco complicada, mas nada que um pouco de esforço fizesse isso dar certo.
Primeiro passo em mente. Agora eu me perguntava como eu começaria a conversa. Não sabia se era com um oi, um olá ou um e aí. Talvez fosse melhor deixar as coisas rolarem. Era isso.
Com todas as ideias em mente, me levantei e fui para meu quarto, pra tentar dormir e, principalmente, me preparar para o grande dia que viria a seguir. Dormi com Rodrigo na cabeça.


Quando acordei no dia seguinte, eu estava com o rosto molhado. Passando as mãos pelo mesmo, descobri que eu havia chorado durante a madrugada.
Será que isso é demais pra mim?, eu me perguntei.
Não poderia desistir. Levantei-me e fui me arrumar para o colégio.
Quando eu estava pronto, fiquei me olhando no espelho e me perguntei se eu era um cara agradável. Bom, eu não era tão feio. Meu rosto até que era legal. Mas eu era bem magro. Meu medo era que Rodrigo reparasse e não gostasse disso.
Nervoso, deixei meu quarto, desci as escadas e saí de casa.


Quando cheguei na escola, a primeira pessoa que eu vi foi o Rodrigo. Lá estava ele, com seus amigos em um canto do pátio, conversando e rindo. Ele era tão lindo... tão formidável... tão adorá...
- Ei! - alguém chamou e eu despertei do meu transe, olhando em volta pra ver quem era. Era o Rodrigo. Ele já estava bem na minha frente, olhando para mim e sorrindo.
- Nossa, que susto Rodrigo! - falei.
- Não sabia que eu era tão feio assim - ele respondeu.
Dei um sorriso amarelo, envergonhado, e estendi minha mão, como sempre faço quando encontro com ele. Mas ele, pra me surpreender, afastou minha mão pro lado e me puxou para um abraço.
- Abraça eu, meu mano! - ele disse, apertando-me e passando-me uma energia que eu nunca havia sentido em toda minha vida.
Ele se afastou e olhou nos meus olhos. Vi que ele estava tentando entender o forte sentimento que passava em meu coração agora. Por mais que eu tentasse não transparecer, eu não conseguia. Meu corpo estava travado e meus olhos brilhavam em direção ao Rodrigo.
- O que foi, Bruno? - ele perguntou.
Pisquei os olhos, acordando do transe, e respondi:
- Nada, nada. Vamos pra sala?
Com o abraço que Rodrigo havia me dado, meu nervosismo pra contar a ele o que eu sentia por ele havia aumentado em um nível muito superior. Eu não sabia se teria mais coragem de fazer o que pretendia.
Seja forte, Bruno!, falei pra mim mesmo.
E segui com Rodrigo em direção à nossa sala, ele com os braços em volta dos meus ombros.









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