Uma lembrança à quatro

Por: rafael-131 • 11/07/2026 • 141736 leituras
Capa do conto
Na noite do expurgo estávamos em quatro, desenganados e sem
limites.
Não sei dizer oque senti naquela noite, apenas atentei-me na atuação da mulher que eu conhecia outrora. Agora ela sentava com toda força no pau fino e grande daquele homem desconhecido: ela apertava sua cabeça contra seus peitos e gemia como nunca antes entrando num êxtase feroz de tesão. Naquele momento, me desprendia de qualquer fragmento de amor cravados como cacos de vidro no meu peito.
Eu gemi com o sexo oral alucinante que a ruiva desenganada me
concedeu com seus lábios inchados e pequenos. Ela se deliciava com o sabor da minha cabeça e salivava demasiadamente. Apenas fechei meus olhos e me senti preenchendo cada vão daquela boca quente e garganta profunda. Terminamos a noite como quatro estranhos e nos despedimos de nossos demônios carnais e melancólicos.
Rememorando a noite, incendiei meu peito com uma aguardente
familiar. Engoli sem hesitar o amargo arrebatador de um amor
passado. Mas o suor excitado desse amor, tem um amargor que me
viciou.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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