Mesmo depois de uma caminhada exaustiva, o desejo ainda era grande. Ela estava cheia de tesão e não demorou para se despir entrar na água nua enquanto eu permanecia de pé a observar comum guarda costas zelando pela sua segurança.
Ela voltou para a seria e me deu um beijo. Perguntou se eu não iria, mas lhe respondi que ficasse totalmente à vontade.
Se sentindo livre, ela passou a acariciar seu corpo, tocando nos seios, na barriga, nas coxas e finalmente em seu jardim secreto já umedecido pelo tesão de uma fêmea no cio.
Com a maturidade de uma mulher já adulta que já conhece o próprio corpo, ela começou a se masturbar diante dos meus olhos sem nenhum pudor, libera de qualquer pudor ou domínio patriarcal. Não era pra eu intervir e sim deixa-la a vontade para que fizesse o momento que seria só dela, embora compartilhado com seu namorado.
O orgasmo veio junto com explosões de gemidos e gritos que expressava uma intensa satisfação.
Por minha cabeça sempre passava o temor de sermos vistos por alguém ou até atacados, mas nada disso ocorreu. Ela estava totalmente segura e dona do seu prazer, num verdadeiro encontro da mulher com a natureza.
Quando ela relaxou, eu a beijei e ficamos juntos ali nos acariciando. Fiquei nu também, porém não transamos e mantive o devido por seu corpo mantendo a pureza das regras do nosso relacionamento sem penetração, porém com muitas carícias e masturbação
Hoje recordando aquele momento, lembrei então desses versos de Vinicius de Moraes.
"Uma mulher ao sol — eis todo o meu desejo
Vinda do sal do mar, nua, os braços em cruz
A flor dos lábios entreaberta para o beijo
A pele a fulgurar todo o pólen da luz."