A marca que ela merece

Por: felipe-254 • 04/07/2026 • 222472 leituras
Capa do conto
O sol sangrento do fim de tarde entrava enviesado pela persiana mal fechada, riscando o quarto em listras vermelhas e pretas. Scarlett estava de joelhos no chão frio, de frente para o espelho de corpo inteiro que encostava na parede como um juiz silencioso. Os cabelos ruivos caíam desgrenhados, colando na pele já marcada de suor e de vergões antigos que ainda não tinham sumido por completo.

Ela respirou fundo, empinando a bunda grande e branca até os músculos das coxas tremerem. As nádegas cheias se abriram um pouco sozinhas quando ela levou as mãos para trás e agarrou a carne com força, unhas cravando fundo o suficiente para deixar meias-luas vermelhas instantâneas. Puxou as nádegas para os lados com violência, escancarando tudo: o cu rosado apertado, a buceta já molhada e inchada, os lábios grossos entreabertos pingando.

No reflexo ela se encarou como se fosse outra pessoa — uma vadia que merecia castigo.

— Olha pra você… sua puta nojenta — murmurou, voz baixa e trêmula de ódio e desejo.

Pegou o cinto de couro grosso que estava dobrado ao lado do joelho. O mesmo cinto que já tinha usado tantas vezes. Dobrou-o ao meio, formando uma alça curta e pesada. Testou no ar: o estalo cortou o silêncio como um tapa.

Primeiro veio o aquecimento. Deu um golpe seco na nádega direita. O som foi molhado, carne batendo em carne. A pele imediatamente ficou branca, depois vermelha viva em uma faixa larga. Ela gemeu baixo, mas não de dor — ainda não. Era antecipação.

Deu outro. Mais forte. A marca se sobrepôs à anterior, formando uma cruz irregular. O calor subiu rápido, queimando. Ela apertou os dentes e deu o terceiro, mirando exatamente na curva onde a bunda encontra a coxa — o lugar que dói mais e marca por dias.

— Isso… isso é o que você merece… — falava sozinha, quase rosnando.

Agora sim, a dor chegou de verdade. Lágrimas quentes escorreram, mas ela não parou. Virou o corpo de lado no espelho para ver melhor os vergões se formando: linhas grossas, inchadas, algumas já começando a sangrar em pontinhos minúsculos onde a pele se rompeu.

Desceu o cinto entre as pernas. Bateu de leve primeiro no clitóris exposto — um tapa molhado, quase carinhoso. O corpinho inteiro deu um solavanco. Depois mais forte. O clitóris inchou imediatamente, vermelho escuro, latejando como se tivesse vida própria. Cada golpe fazia um som obsceno: plaf, plaf, plaf. Gotas de excitação voavam a cada impacto.

— Bate mais forte, sua vadia… você gosta disso, não gosta? — ordenava a si mesma.

Ela obedeceu. Deu cinco pancadas seguidas bem no centro da buceta aberta. Os lábios internos ficaram roxos, inchados, ardendo como fogo. O clitóris parecia dobrar de tamanho, hipersensível. Toda vez que o cinto acertava, um jato claro escapava dela, molhando o chão.

Agora o cu.

Ela se virou de costas para o espelho, empinando ao máximo, quase tocando o vidro com a testa. Abriu as nádegas com as duas mãos, expondo o anel rosado que piscava de nervoso. Mirou com cuidado.

O primeiro golpe do cinto pegou exatamente no meio do cu. O anel se contraiu violentamente, tentando se fechar, mas o impacto o forçou a se abrir de novo. Dor lancinante subiu pela espinha. Ela gritou rouco, mas não parou.

Deu outro. E outro. E outro.

O cu ficou vermelho vivo, depois arroxeado. Pequenas gotas de sangue apareceram nas bordas onde a pele se rompeu. Cada novo golpe fazia o anel piscar e se abrir mais, como se implorasse por mais. Ela sentia o interior quente pulsando, vazio e faminto ao mesmo tempo.

— Abre mais… mostra como você é uma puta masoquista… — sussurrou, voz quebrada.

Com uma mão ainda segurando a nádega aberta, pegou um plug de metal pesado que estava ao lado — sem lubrificante. Forçou a entrada devagar, sentindo cada centímetro raspar nas paredes já doloridas. Quando a base encostou, o cu se fechou em torno dele com força, prendendo-o dentro. A dor era constante agora, latejante.

Voltou a se ajoelhar de frente para o espelho. Pegou dois grampos de metal com dentes serrilhados — os mais agressivos que tinha. Abriu os peitos grandes, apertou os mamilos já duros e inchados, e cravou os grampos com força. O metal mordeu fundo. Sangue minúsculo escorreu. Ela gemeu alto, o corpo tremendo inteiro.

Com os grampos balançando dolorosamente a cada respiração, voltou ao cinto. Agora batia nos próprios peitos: golpes transversais que faziam os grampos balançarem e puxarem a carne. Cada impacto era um choque elétrico direto no cérebro.

A outra mão desceu entre as pernas. Esfregou o clitóris torturado com força bruta — não carícia, mas quase um beliscão contínuo. Os dedos entravam e saíam da buceta encharcada enquanto o plug no cu pressionava cada nervo. O som era nojento: molhado, violento, desesperado.

— Goza, sua cadela… goza com dor… goza sangrando… — ordenava ao reflexo.

O orgasmo veio como um soco.

As coxas tremeram violentamente. O cu apertou o plug com tanta força que ela achou que ia rasgar. A buceta contraiu em espasmos brutais, expelindo jatos quentes que escorreram pelas coxas marcadas. Os peitos balançaram, os grampos puxando os mamilos até quase arrancar. Ela gritou — um som animal, quebrado, misturado com soluços.

Ficou ali, de joelhos, ofegante, olhando o estrago no espelho: bunda coberta de vergões roxos e sangrentos, cu arrombado segurando o plug, clitóris inchado e roxo, peitos marcados com linhas vermelhas e grampos pingando sangue, rosto suado e borrado de lágrimas e rímel escorrido.

Scarlett sorriu para si mesma — um sorriso torto, doentio, satisfeito.

— Amanhã… com o chicote de couro trançado… e talvez uma corrente no pescoço.

Então caiu de lado no chão frio, pernas abertas, corpo ainda convulsionando em aftershocks de dor e prazer. O sol vermelho do entardecer lambeu cada marca fresca, cada hematoma, cada gota de sangue e gozo, como se aprovasse o ritual.

E ela soube que voltaria. Sempre voltaria. Porque a dor era a única coisa que a fazia se sentir realmente viva.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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