Ela chamou. Aproximei-me pelo lado direito e me assegurei de que estava confortável. Comecei pela cabeça, examinando olhos, nariz, boca, garganta e ouvidos. Auscultei o coração e pulmões. Medi a pressão, a temperatura, pulso. Apalpei a barriga. Tudo bem. Vamos ao exame ginecológico? Ok, então vou abaixar esta parte aqui da maca e você apoie os pés nestes suportes. Desça as nádegas um pouco mais. Isso. Muito bem. Já fez alguma vez este exame? Ótimo, então já sabe como é. Vou precisar colocar o espéculo e fazer um toque digital, concorda? Muito bem. Aqui está o motivo pelo qual resolvi compartilhar esta história com vocês. Meu sentimento ao olhar aquela vulva. Apaixonei-me. Os grandes lábios depilados, ligeiramente mais claros do que o tom moreno de sua pele eram fartos e fechavam completamente sua gruta até o monte de vênus, onde um pequeno tufo de pelos negros aparados em forma triangular subiam até a pelve. Com as pernas abertas como estava, mesmo assim, o clitóris não aparecia. Com a mão esquerda enluvada e lubrificada, afastei os grandes lábios delicadamente. Revelava-se então o tom arroxeado dos pequenos lábios envolvendo um clitóris minúsculo, de ponta rosada. Encostei o espéculo num lado e no outro peguei entre os dedos o pequeno lábio puxando-o e assim abrindo o orifício vaginal, bem redondo, de um diâmetro não maior do que a polpa de meu dedo indicador. A parede vaginal estava seca, de fato, então passei gel de glicerina no introito e espalhei para dentro com o dedo. Logo em seguida introduzi o espéculo fechado para depois abri-lo no interior da vagina. Pincelei o colo do útero com o corante e olhei pelo colposcópio. Sem lesões. Perfeito. E disse a ela, enquanto tirava o espéculo. Você não tem problema algum. Aliás, você é perfeita. Você acha? Deve estar tão acostumado de ver bucetas que nem liga mais. Engano seu. Como a sua, eu nunca vi antes. Agora me deixe examinar as mamas. De tamanho médio, eu conseguia apalpa-las quando juntava minhas mãos, firmes, mamilos bem no centro, e com as auréolas na cor da parte interna da vulva. Ficaram imediatamente eriçadas quando comprimi os bicos entre os dedos. Isso acendeu um fogo em mim. Meu pau intumesceu. Fiquei com a face quente. Ela percebeu. Tudo bem, doutor? Tudo, acabei. Pode vestir-se. Voltei para minha cadeira. Não conseguia controlar. Meu pau estava duro e latejava embaixo das roupas. Chegava a doer. Ela percebeu de novo. Não sentou na cadeira. Veio ao meu lado. E me disse: - Parece que o senhor ficou excitado. Sim, muito. Desculpe-me. Ela não respondeu. Pegou meu pescoço, virou minha cabeça e me deu um beijo, quente, ardente, na boca. Quando pude eu disse: - Se lá embaixo está quente e úmido como sua boca, considere-se curada. Estou curada.
E nunca mais deixamos de nos encontrar no apartamento que aluguei para nós dois.