Que nunca são chupadas
Nem masturbadas
Mortas de cansaço
Sempre adormecidas
Num travesseiro de saco.
A pica dos aposentados.
Dos tímidos, dos inibidos
Com sua estóica libido
Escrotos adelgaçados
Testículos bovinos
Estima e ovos baixos.
Antes, a vida em surubas!
O pau duro e indomável
Entrando em qualquer buraco
Ânus sendo fodidos
Cabaços bem deflorados
Bucetas umedecidas
Por gôzos ejaculados.
E agora picas sombrias
Que em nada lembram o passado.
Agora são rolas esquecidas
À espera de um milagre:
Um viagra ou um viado
Um boquete mal pago
Uma puta ou um travesti
Qualquer coisa é prazer raro:
Dar uma bem rápido!
As picas voltam à ativa
Depois retornam ao relicário
A paz serena e pacífica
Da cueca antiga
Ou do fraldão geriátrico.
Triste sina das velhas picas!
Ah vida do caralho!