Dessa forma, de maneira desajeitada, pôs o pau do Mestre César na boca e começou o boquete. Como Mestre César já era experiente, logo notou a falta de prática de seu escravo, porém deixou que ele prosseguisse. Quando estava perto de gozar, Mestre César tirou o pau da boca do escravo e seguiu até a ejaculação com a mão. O jato de líquido branco atingiu a testa do escravo e escorreu por todo o rosto. Um sentimento de humilhação percorreu pelo corpo de Lucas, que, misturado com seu orgulho pessoal e sua submissão natural, propiciou algo incomum, algo que ele nunca havia sentido. Por um lado, a inferioridade que almejava. No outro, seu orgulho ferido, com o esperma de outro homem escorrendo pela sua face.
Depois disso, Mestre César mandou que ele retornasse à lavoura e continuasse o trabalho. O escravo pegou sua bota e a calçou. Logo em seguida, pegou sua camisa que estava no varal secando, ela estava parcialmente seca, pois quando foi posta no sol, estava ensopada de suor, porém não a vestiu, só a jogou por cima de seu ombro direito. Também pegou seu cutelo. Mestre César entregou-lhe um recipiente de um litro contendo água e um pouco de sua urina. O escravo pegou o recipiente e retornou ao serviço.
Quando chegou no canavial, o escravo colocou a água com urina numa sombra, pegou sua camisa e a vestiu. Era umas treze horas da tarde, e sol estava ardendo sua pela branca. Ele pegou o cutelo e começou a trabalhar sob aquele sol infernal. Logo nos primeiros minutos, o suor escorria pelo seu rosto levando consigo o esperma de Mestre César que havia secado, os quais caiam na sua boca, revelando um misto de sabores: doce e salgado.
O escravo continuou trabalhando, e, em poucas horas, já se encontrava exausto e ensopado de suor. Sua camisa pingava de tanto molhada que estava. E os hematomas das chicotadas ardiam por entre a camisa. Contudo não parava para descansar, ele mesmo o policiava e sabia que tinha que se esforçar o máximo possível. Quando ele pensava em parar para descansar, ele olhava pra si, vestido como escravo, e uma força surgia de seu interior ajudando a continuar firmemente no trabalho. Era sua submissão, sua inferioridade.
No final de tarde, Mestre César foi até à lavoura conferir o serviço de seu escravo. Chegando lá, mandou que o escravo juntasse os talos de cana, que foram cortados, em feixes. O escravo prontamente assim o fez, juntando num total de vinte feixes grandes. Mestre César ficou surpreso pela quantidade de cana que o escravo havia cortado. Era muita para alguém que nunca tinha trabalhado com aquilo antes. Depois disso, ordenou que o escravo pegasse um feixe e o levasse até a moinha. O escravo pegou o feixe e o jogou por cima do ombro e esperou a ordem de Mestre César para que pudesse prosseguir até o destino. Mestre César pegou seu chicote que estava em sua cintura, desenrolou-o, e deu uma chicotada nas costas do escravo, que estava com a camisa molhada o protegendo, mas a dor do golpe era igual de quando ele estava sem a camisa. Então o escravo pôs-se a caminhar carregando o feixe pesado. Mestre César o seguia atrás aplicando-lhe chicotadas a seu bel-prazer.