(Também já fui virgem)
Como era natural naquela época e tendo tido alguns namoros de adolescentes fui dando os primeiros passos na minha sexualidade. Beijinhos na boca aos treze anos, deixar os namorados mexerem-me nas maminhas, despir-me à frente de um ou outro namorado aos quinze, fazer-lhes festinhas no pilas e eles fazerem-me festinhas na passarinha era tudo muito natural. Aos dezasseis com algumas amigas aprendi a masturbar-me e com isso descobri um enorme prazer. Passado algum tempo masturbei-me em frente de um namorado enquanto ele se masturbava e acho que nos viemos os dois ao mesmo tempo. Eu conhecia já os períodos em que se podia ter relações sem perigo de engravidar e no dia seguinte, em casa dele (os pais não estavam) deitados em cima da cama e despidos ele masturbou-me como eu lhe ensinei e dei-lhe beijinhos no pilas (a minha primeira vez), ele veio-se na minha boca e engoli tudo. Gostei, fiquei ainda mais excitada e decidi que ia deixar de ser virgem nesse dia. Fizemos muita marmelada, ele foi amoroso, muito cuidadoso e não me magoou. Também foi a primeira vez dele. Ficámos muito apaixonados e sempre que podíamos repetíamos a cena introduzindo algumas variantes. Quando percebi que ele se tornara possessivo e ciumento acabei o namoro. Fiquei cheia de vontade de repetir aquilo com dois dos meus antigos namorados o que não foi nada difícil. Com um foi na garagem de casa dele, com o outro num jardim. Foram duas experiências muito agradáveis e percebi que os sentimentos não faziam falta na cama. As primeiras vezes eram sempre melhores do que as repetições, talvez pela excitação da novidade. Logo nessa altura achei que variar seria óptimo e nas minhas fantasias imaginava-me sempre com estranhos.
Acabei os exames e fui admitida na faculdade. Pedi e convenci os meus pais a deixarem-me ir com um grupo de amigas e amigos fazer o interrail pela europa e para ganharmos dinheiro para a viagem íamos trabalhar na Alemanha durante dez dias na apanha de fruta numa grande quinta dum alemão amigo do pai de uma das minhas amigas. Eramos seis raparigas e cinco rapazes e ninguém era namorado de ninguém. Durante o dia visitávamos as cidades e procurávamos comboios que viajassem de noite. Alguns comboios não iam muito cheios e por isso muitas vezes tínhamos espaço para dormir ao comprido, separados e dentro dos sacos camas. Algumas vezes com o pretexto de estarmos a conversar, ligávamos dois saco camas. Assim quando chegámos à Alemanha já tinha estado totalmente envolvida com quatro deles. Também as outras faziam o mesmo. Na quinta foi muito divertido. Éramos perto de cinquenta entre raparigas e rapazes. Havia várias nacionalidades mas a maioria eram alemães. Durante o dia apanhávamos fruta e havia prémios para quem apanhasse mais. Almoçávamos e jantávamos num refeitório enorme, comida tipicamente alemã e cerveja. À noite íamos sempre para uma discoteca que havia na vila.
Grandes bebedeiras e muita animação. Quando voltávamos, tirando os que estavam muito bêbados, vínhamos aos pares e envolvíamo-nos por todos os cantos. Quando se apagavam as luzes havia grandes movimentos entre o nosso dormitório e o dos rapazes. Meti um objectivo na minha cabeça. Tinha que me envolver com todos aqueles miúdos. Um deles ia estragando tudo pois resolveu apaixonar-se por mim. Quis estar comigo todas as noites, mas quando o despachava não perdia tempo. Falhei o meu objectivo por dois, mas com esses era impossível porque estavam sempre bêbados.
Cada vez gostava mais de mudar de parceiro e nessa altura, como já tomava a pilula estava sempre disponível e à vontade.
Continuava por realizar a minha fantasia do desconhecido mas na viagem de regresso, resolvemos passar um dia em Veneza e separámo-nos uns dos outros combinando encontro ao fim da tarde na estação. Numa praça pedi uma informação a um homem mais velho, era italiano mas turista de outra região. Não me sabia ajudar mas convidou-me para beber um Martini numa esplanada. Pediu as bebidas e perguntou ao criado a informação que eu lhe tinha pedido. Era simpático, disse que me achava muito bonita, agarrou-me a mão por duas vezes e percebi que estava a tentar engatar. Disse-me que tinha vindo a Veneza com a mulher, que era médica e estava num congresso e que só se encontravam para jantar.
Convidou-me para almoçar e levou-me a um restaurante pequeno, muito giro (Bacareto da Lele) e que dava sobre um canal. Eu disse que estava muito mal vestida para almoçar ali. Respondeu-me que não tinha esse tipo de problema. Ficou sentado ao meu lado, pediu um vinho muito bom, quando trouxeram a manteiga e o pão começou a dar-me bocadinhos na boca e a agarrar a minha mão. Fizemos varias saúdes e deu-me o primeiro beijo. Foi agradável mas fez-me confusão estar ali com um homem de trita e cinco anos (nessa altura um velho) pois que eu ia fazer dezoito anos e até ai só tinha conhecido miúdos Depois do almoço convidou-me para ir ao hotel dele. Como lhe disse que nunca tinha andado de gondola, disse-me que ia alugar uma para nos levar ao hotel. Durante o trajecto parecíamos um casal loucamente apaixonado, tanto que o gondoleiro resolveu cantar-nos uma área de ópera.
O Hotel Al Ponte Mocenigo era muito bonito e também junto a um canal. Tão bonito e tão bom que passado muitos anos fiquei lá com o Manel que também gostou muito. Bebemos um copo na varanda do bar e fomos para o quarto. Pedi-lhe para tomar um duche. Já não tomava um desde há dois dias e a noite anterior tinha sido de intensa actividade sexual no combóio. Saí da casa de banho enrolada numa toalha que só me cobria o ventre. Mesmo assim apressou-se em me tirar a toalha. Despi-o e incapazes de nos contermos, começámos aos beijos. Os beijos foram-se tornando mais demorados e apaixonados. Ele era um homem muito experiente e meigo. Conheci novas sensações e nunca um orgasmo tinha sido tão intenso. A sua experiência de homem adulto fazia a diferença para os rapazes que eu tinha conhecido até então. Por tudo isso nunca esqueci aquele dia e até escrevi no meu diário os nomes do restaurante e do hotel. A partir daí ainda passei a sentir mais atracção por desconhecidos e por homens mais velhos. Infelizmente o tempo passou rápido e fui para a estação. O resto da viagem até Lisboa pouco acrescentou a esta minha primeira grande aventura. Acho que me marcou bastante e pela positiva. Ajudou-me a crescer.
Carla