No dia seguinte essa enfermeira, que me pareceu muito bela e intrigante pelo facto de ser diferente, foi ter comigo, fez-me uma festa na cabeça com a sua única mão e começou por perguntar como me chamava, se era valente ou estava com medo, enfim, tentando descontrair-me enquanto fazia os preparativos para me enviarem para o bloco. Nesse dia ela tinha uma bata branca de manga curta que a uma certa distância era suficiente para cobrir o coto, mas quando ela se aproximou aquele cotinho redondo ficou completamente visível, distinguindo-se perfeitamente a cicatriz que o percorria de um lado a outro.
Então, ela precisou de libertar a mão para fazer qualquer coisa e segurou com o coto uma prancheta com papeis que tinha consigo. Foi nessa altura que pude observar com atenção aquele coto encantador, com os músculos e a cicatriz enrugados pela compressão que ela fazia para não deixar cair a prancheta.
Eu devia estar deslumbrado a olhar fixamente porque ela sorriu e libertou a prancheta deixando o coto, que parecia irrequieto fazendo pequenos movimentos, mesmo em frente à minha cara, enquanto completava a sua tarefa. Creio que ela percebeu o meu encantamento e deleitava-se expondo propositadamente o coto. Era demasiado novo para ter uma ereção, o que certamente não conseguiria evitar hoje, mas nunca mais esqueci aquela visão encantadora.
Só mais um pormenor que na verdade é um pormaior: ela calçava, tal como as outras enfermeiras, umas socas brancas e enquanto falava distraída com as colegas ou com outros pacientes, descalçava uma das socas e exibia a planta do pé envolto numa meia de nylon, brincava com os dedos, cruzando-os, coçava a perna… eu hoje não consigo dizer do que gostei mais, se daquele coto redondo e belo, se daqueles pezinhos lindos.
Esta é talvez a minha primeira memória do que vim a perceber mais tarde serem os meus fetiches: pés femininos, sobretudo em meias de nylon, e cotos de mulheres amputadas. A partir destes dias tornei-me um caçador dessas duas características que tornam as mulheres irresistíveis.
Mas isso ficará para outros contos…