Realmente não sei o que você sente quando me olha de rabo de olho no corredor. Uma incógnita surge na minha cabeça e inúmeros questionamentos afloram a ponto de me perturbar. O que fazer? Esperar?! Desistir?! E se não for nada disso que venho pensando nos últimos meses?
Outro dia pensei em te convidar para um café, mas tive um medo infinito que se perpetuou ansiosamente até a semana seguinte quando eu poderia te encontrar novamente. E mais uma vez veio a vontade quando estávamos a sós na sala. Tentei disfarçar meu olhar para você, mas senti que você percebeu algo diferente naquele momento.
O que fazer? Ainda sem resposta.
Os segundos passam, os minutos passam, as horas passam, os dias passam e os meses também passam. Daqui a pouco estará na hora da minha volta e mais uma vez não tive a coragem suficiente para chegar até você. O que fazer? Espero você?
Você, um homem branco, gordo e peludo. Tímido talvez. Misterioso também talvez. Despertando em mim desejos de amor nunca antes despertados. Resgate de um náufrago à deriva neste mundo de solidão. Seria você o meu farol a me guiar? seria você a luz que me alumia?
E o que eu seria para você? Mais um?! Nada?! Tomara que seja tudo rsrsrsrs pois assim teremos a possibilidade de dizermos um ao outro que tivemos a sorte de nos encontrarmos e nos querermos. A sorte de nos querermos.