Em conversa com o chefe da recepção de um dos hóteis e com o qual eu tinha uma certa intimidade e amizade ele disse-me que muitos casais pediam à recepção casais de GP para poderem fazer brincadeiras em conjunto. Perguntou-me se eu conhecia alguém que alinhasse comigo. Respondi que só conhecia um, referido num conto anterior, e que estando eu uma vez com um casal de clientes eles pediram à recepção um GP masculino. Achei-o cinzento, muito convencido e desinteressante. Nem fiquei com o contacto dele. O Jacques (chefe da recepção) disse-me que conhecia um, muito simpático e bem parecido, universitário e de quem as clientes gostavam muito. Telefonou-lhe e marcámos um encontro num bistro (lanchonete). Gostei dele (Charles) e acho que ele gostou de mim. Era um ano mais novo que eu e cursava gestão numa boa universidade. Ficou então combinado que a partir daí funcionaríamos para os clientes como um casal. Sempre que ele fosse chamado para atender um casal eu iria como mulher dele. Sempre que eu fosse chamada para um casal ele passaria por meu marido. Com o hotel a mesma coisa. Sempre que lhes pedissem um casal nós seriamos contactados. Acordo fechado. Confesso que fiquei excitada com aquela conversa e com o nosso acordo. Senti mesmo uma súbita vontade de experimentar. Dali fomos para o apartamento dele e iniciámos o que chamámos de treinos intensivos. Ligámos muito bem um com o outro. Como o Michel estava ausente por uns dias na Alemanha, acabámos por ficar juntos até ao dia seguinte. Foram quase 24 horas de non-stop. Ele além de muito bem dotado era muito competente. Muito amável e meigo, tinha uma capacidade de recuperação fora do vulgar. Eu diria que conseguia estar sempre disponível. Acho que foi para mim uma noite inesquecível. Disse-me que também gostava muito de estar comigo e que tinha a certeza que seriamos o casal ideal. Ficámos na expectativa do primeiro encontro com um casal.
Aconteceu dois dias depois. Fomos chamados para atender um casal no hotel. Marcaram ás 8 horas da noite no bar do hotel e tratava-se de um casal de argentinos. Passei por casa do Charles, apanhei-o e fomos para o hotel. Chegámos pontualmente ao bar e esperámos 10 minutos pelo casal (clientes). Depois de uma bebida saímos para jantar os quatro num restaurante que o casal tinha marcado previamente. Um restaurante com um agradável ambiente, à meia luz e acolhedor. Dum lado da mesa fiquei eu e o cliente, do outro lado ficaram a cliente e o Charles. Ainda não tínhamos começado a jantar e já o empernanço por baixo da mesa era imenso. Soube depois que do outro lado da mesa o cenário era o mesmo. Argentinos muito simpáticos e faladores, falavam bem inglês e a conversa muito interessante. Explicaram que eram um casal muito liberal. Casados há três anos era a primeira vez que vinham os dois à Europa. Frequentavam um club swing em Buenos Aires mas gostavam de conhecer um em Paris. Durante o jantar, linguados de um lado e outro da mesa. Mãos por dentro dos decotes e alguns toques de dedos por baixo da mesa.
Acabado o jantar fomos para um club swing, nenhum dos que eu conhecia mas sim sugerido pelo Charles. Agradável e com bom ambiente. Rápidamente o Charles e a cliente desapareceram e foram para um reservado. O cliente e eu acbámos por fazer o mesmo. Voltámos a encontrarmo-nos os quatro e fomos juntos para outro reservado. Brincámos a quatro. A ligação entre todos correu muito bem. Voltámos para a sala, eles conheceram um casal de chilenos e acabámos os seis envolvidos. Saímos, apanhámos um táxi para o hotel, subimos para o quarto e disseram que gostavam que passássemos a noite com eles.
Aceitámos. O quarto tinha duas camas. A cliente deitou-se com o Charles e eu deitei-me com o marido dela. Ainda me foi ao cú, brincámos mais um bocado e adormecemos. Na outra cama soube depois, não houve descanso a noite toda. De manhã a argentina disse-me que me dava os parabéns por ter um marido assim. Nunca tinha visto um homem tão potente e sempre disponível.
Pagaram principescamente e saímos.