Brincadeira de Porão

Por: debora-iota-1 10/07/2026 1236 leituras
Capa do conto
No escuro do quarto as vozes em tom baixinho sussuravam:
-Deixa eu te comer?
- Doi...Não deixo.
- Tu gostou da última vez - sussurrou a voz insistem que devia ser um menino e o outro também.
- Tá bom.- respondeu - Só se tu me der um pirulito bem vermelinho é duro.
Então,debaixo da manta grossa se percebiam os corpos se mexerem entre grunhidos e "ais".Dois garotos se boletavam.
- Agora vou te comer...- e entre gritinhos que pareciam estar se divertindo a valer o prazer vinha como uma felicidade fulgas e exclusiva debaixo da manta...
-Aii!! Dói...Devagar...Assim!....Monstro!
E gritavam com risadinhas,fungadas...Quem olhassem de fora,movimentos de corpos que confiavam
- Olha como te devoro gostoso - tremiam a primeira voz de menino. - Vou me esparramado minha gosma...Safadooo!!!
- Aiii...Seu monstro.Tua gosma arde dentro...Aiii...Nao faz...Mamae vai reparar...que eu tô gostando de ser tua comida...é...bom...
E os corpos pararam de rebolar...o prazer da brincadeira vinha a tona como aquela claridade que cegava os olhos e os corpos e a voz cortante.
- Mas que diacho vocês tão fazendo seus pestinhas?
Era Zefinha, a empregada com vassoura nas mãos é um pano amarrado no cabelo para se proteger da poeira naquele quarto de porão que estava na maior escuridão.
- As mães de vocês daqui há pouco "percura" pru ces...Seus sem vergonha...
E debaixo da manta grossa saem duas cabeças de menino,cabelos ensopados de suor e rosto fogueados
- Nois tavam brincando de monstro e cobra.Nao pode? - perguntou o mais velho.
Zefinha que era já descolada na vida do que podia acontecer naquela idade respondeu.
- Poder,pode.Mas tenho medo no que pode acabar...Seus sem vergonha - Subam.
Anos mais tarde: Luizinho e Alfredinho causaram o maior escândalo nas velhas famílias vizinha.Fugiam juntos para o Paraguai.


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