A floresta era cheia de troncos e galhos no chão, dos quais tentávamos desviar... tentávamos.... mas tropecei em um galho, e como ela estava agarrada a mim, caiu sobre meu corpo e pude olhar naqueles olhos cor-de-mel, senti a suavidade daquela pele branquinha sobre meu rosto, senti o corpo dela sobre o meu. Nossos olhos brilhavam nesse encontro, deitados no chão, em uma floresta desconhecida, qualquer, águas jorravam sobre nossos corpos... Os seus cabelos molhados acariciavam meu rosto, a pressão que seu corpo fazia sobre o meu a fez descobrir minha excitação, e ouvi aquele doce riso infantil daquela mulher formosa, riso de amor, de desconcerto... não importa, o que importa foi o beijo... Beijei-a nesse momento... Nossos corpos estavam longe de qualquer olhar, éramos duas crianças perdidas na mata ali... apenas isso... Tirei sua blusinha, ela estava sem sutiã e me apontava aqueles macios seios para serem beijados... Ela tirou minha camiseta e mostrou-me a maciez da pele de sua mão ao tocar meu peito, ao baixar sua mão, ao tirar minha calça e tocar meu corpo inteiro... Ali éramos um, um ser mágico, vivo, pulsante... Nossos corações batiam fortes e podiam ser ouvidos pelos pássaros que respondiam com sua doce melodia... A chuva caía sobre nós e já não tínhamos mais medo algum... Queríamos apenas vivem aquele momento maravilhoso, de amor e tesão... A chuva ainda caía forte e fazíamos amor sob a luz divina dos céus... Nossos olhos se cruzavam sem medo algum... Éramos um só...
Quando acordei, o seu rosto e seus cabelos ainda molhados jaziam sobre meu peito nu... Ela levantou o rosto, já acordara e olhou nos meus olhos com seu sorriso de malicia e doçura... “A chuva já acabou...” E rimos... Rimos das nossas brincadeiras na mata... Rimos do amor que nasceu naquele dia de chuva... Olhamos para o céu e vimos o Rei Sol a reinar e nos abençoar naquele doce e inesquecível dia de chuva....