Brigamos, mas o tesão que sentia por conta da descoberta das fotos me fez perdoar a pulada de cerca. Logo depois, uma amiga, amante de um policial na Baixada, nos cedeu uma casa num conjunto habitacional que fora invadido. Na casa o policial guardava alguns móveis, o que nos facilitou a vida. Com o tempo, descobrimos que a vizinhança era um paraíso de cornos e nossa relação ficou muito melhor, recebíamos amigos para reuniões e, como era distante do Rio, invariavelmente eles dormiam por lá mesmo.
Uma vizinha muito bonita e com um filho bebê fez amizade conosco e ficou maluca por um destes amigos, o Alberto, um cara boa pinta. Descobri que Tina, a vizinha, logo estaria em nossa cama. A esta altura, como a padaria e o armazém ficavam na entrada do conjunto e nossa casa era uma das últimas, recorríamos aos garotos da vizinhança para comprar pão, refrigerante etc. Mas eles nem sempre paravam as brincadeiras para fazer o favor, a não ser que Sara pedisse o favor vestida com leves camisolas que mais mostravam que escondiam. Pela persiana da janela via a cara de excitação da garotada, que fazia questão de entregar o pão direto na cozinha. Para garantir a prestação do serviço, Sara, às vezes, fazia de conta que estava no banho e pedia para eles esperarem para dar um troco a eles. E saía enrolada numa toalha. Só não garanto que aquela geração tenha se iniciado sexualmente com este voyeurismo porque, dentro de casa, tinham material farto e de boa qualidade, tanto com suas jovens e assanhadas mães quanto com suas safadas irmãzinhas.
Neste conjunto, finalmente, amadurecemos a relação e, depois de algumas noitadas muito doidas, fantasiamos trepar mesmo com casais de amigos dormindo próximos. Às vezes, eram estes amigos que trepavam e saíam para o banho bem à vontade. A gente só sossegava quando os filhos de Sara passavam uns dias conosco. Deviam ter 12,13 anos, e eram muito carinhosos com a mãe, que tomava banho com eles. À noite, víamos TV juntos, deitados em colchonetes, e, quando Sara dormia, eu procurava deixá-la bem à vontade, com o shortinho folgado do pijama, e ainda separava os lábios da xoxotinha, que ficavam bem visíveis à luz da TV. Me alonguei muito, mas como é meu primeiro conto, prometo mandar foto de Sara na cozinha da casa onde fomos tão felizes.