Culpa

Por: beta-tria-1 10/07/2026 47352 leituras
Capa do conto
É preciso...

Sublimar a dor,
a vergonha e o fato

O estranho singular ato
Inesperada fraternal união
Você demente e eu carente

Intrusa, a grossa haste
Exigia, afago e afeto
A lhe curar da febre
Libidinosa dona da tu'alma

Bruto, bravo e chucro
Trespassou-ME o cavo
Abriu o vão ávido
Abundante de volúpia

Mas não ME sabia
Só pensava que podia
Usar como vadia
Serva de tuas fantasias

Ordenava, mais que pedia
Beijo suave na glande
Boca a sugar com fome
Língua a aguçar luxuria


Saliva a se fundir com a seiva
O gosto ácido de um macho
A escorrer pelos dentes
O sabor de um excitado falo

Nosso suco borbulhante
escorreu pelos meus beiços
respingou nos meus peitos

Veio o sublime instante
Intimo momento intenso
Vibrar do mastro quente
Espargindo néctar de um amante
Sabor açucarado da tua semente

A nata branca a encher a boca
A alimentar-me o ventre
Mas seus gemidos se tornaram gritos
O olhar a ME cobrar vergonha e falta

O doce sabor da tua porra
Azedou meu semblante e a boca
Amargo gosto untado de culpa

Não fui quem te encontrou!
Foi teu pau que me achou a boca!
Fiz pelo aflito apelo de um devasso!
Indecente irmão, o PUTO de um covarde!

E ao final, nem quis provar
A fragrância morna de uma vulva
O aroma dos meus lábios úmidos
O suave extrato do meu mel

Verti em gotas um prazer sofrido
O orgasmo inocente de irmã doente...
de amor...


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