Sentia um prazer muito intenso na região anal do tipo fogo no rabo. Tive a oportunidade de conhecer o tal do “fio-terra” com algumas mulheres que transei e quando elas me penetravam com o dedinho durante o sexo, isso me deixava maluco de prazer, um prazer muito intenso, diferente.
Hoje sei que temos terminações nervosas na região do ânus e que esse prazer é sentido tanto por mulheres quanto por homens héteros ou homossexuais, ou seja, isso é normal.
Mas minha dúvida era sobre mim: o que eu era, afinal, por sentir esse prazer? Bicha, viado?
Essa dúvida me incomodava e eu não aceitava a possibilidade de ser uma bichinha. Pensei que poderia ser bissexual mas esse conceito também não se aplicava a mim pois eu não sentia vontade de ter casos com homens, de receber ou dar carinho em homens, beijar homem na boca então, nem pensar.
Então comecei a ler sobre esses assuntos em literatura seria e pude tirar minhas dúvidas.
Hoje sei que sou homem macho e que uma determinada parte do meu corpo, no caso o ânus, representa uma fonte muito forte de prazer. O homem tem que ter o ânus intacto, fechado a qualquer contato externo, caso contrário, será considerado viado – essa é a norma social.
Os homens, no esporte, principalmente, abraçam-se, beijam-se na face após um gol e isso não quer dizer que sejam bichas, mas então por que no campo sexual, a simples entrega de uma parte de seu corpo causa tanta polêmica sobre sexualidade? E o prazer que se sente não conta? Estou falando apenas do prazer, que é meu caso em particular pois não sinto tesão na figura masculina, apenas em seu membro, em seu pênis. Ora, eu poderia introduzir objetos em meu ânus mas o prazer não é o mesmo quando o “equipamento” introduzido é de verdade. Gosto de tocar no pênis, chupar (não entendo uma coisa: adoro chupar e não sinto nojo em fazer isso, sexo oral no homem, porém sinto grande repulsa, nojo mesmo só em pensar em beijar a boca de um homem).
Dou minha bundinha sempre que posso mas antes aviso o parceiro que não quero receber carinhos ou beijos na boca, apenas quero que ele me empreste seu pênis para que possamos, ambos, sentir prazer: ele me penetrando e eu me sentindo penetrado.
Feito esses esclarecimentos, quero aqui nesse espaço dar meu incentivo, principalmente aos homens que se dizem machões mas que no fundo adorariam dar o rabo, que o façam sem culpa. Não vou dizer que devam sair do armário pois eu mesmo não saí e nem pretendo sair enquanto a sociedade ainda nos julgar como pervertidos, como se fôssemos criminosos.
Mas se existe um prazer diferente, intenso, explosivo, esse é o prazer que sentimos no momento da penetração.
A penetração tem dois estágios: O primeiro estágio é aquele momento em que a cabeça do pau encaixa bem na entrada do buraquinho. Caramba! nessa hora o cu contrai, aperta e nao deixa entrar mas com jeito e paciencia, o esfíncter, o músculo do ânus vai cedendo, esticando, abrindo, alargando, dando passagem para a glande, a cabeça do pau bem lisa entrar.
Quem tem o cuzinho muito apertado sabe que esse é o momento mais delicado. Sentimos um misto de dor e prazer desde que o parceiro seja delicado no momento da penetração.
O segundo estágio é quando a cabeça consegue romper a resistência natural do ânus. Nesse ponto é conveniente dar uma paradinha só para nos habituarmos com aquele volume invadindo nosso buraquinho. Passado um possível desconforto inicial deixamos agora o tronco deslizar bem suave até o fundo. Esse é um instante mágico de intenso prazer onde o gemido sai naturalmente do fundo da garganta no momento em que sentimos que todo o pênis está totalmente alojado dentro de nós.
A dor pode até acontecer, mas se no início for feito com paciência e certa técnica, garanto que o cidadão irá descobrir uma forma de prazer alternativo que nunca experimentou nas suas relações sexuais e certamente desejará repetir muitas e muitas vezes.
A posição em que ficamos durante o ato também representa a dominação pelo parceiro. Nós, homens, durante o ato sexual com mulheres sempre mostramos o nosso lado dominador através das posições sexuais e elas gostam muito disso.
Quando assumimos a posição passiva, na verdade, isso representa o sentimento e a vontade de também querermos ser dominados. Imagine, por exemplo, um homem quando se posiciona de quatro, com a bundinha empinada, aberta, só esperando o momento de ser possuído por outro macho, isso não mostra a exata dimensão do deixar-se dominar?
Ou quando um homem, na cama, deita-se de bruços com as pernas ligeiramente afastadas e em seguida permite ser coberto por outro macho, não é uma forma de deixar-se subjugar?
E que tal a posição de frango assado? Nessa posição em que arreganhamos nossa bundinha de frente, nem sentimos vergonha em olhar diretamente nos olhos do parceiro e ver que ele está olhando bem o local da penetração, segurando e abrindo nossas pernas pra cima. Podemos até sentir o prazer que ele está sentindo em ver seu pênis dentro daquele buraquinho já com as bordas avermelhadas de tanto ser roçado pelo movimento de entra-e-sai.
Gostamos de ser dominados. Quando fazemos sexo com outro homem, na verdade, é exatamente isso que queremos: deixar nosso lado dominador e passarmos a ser apenas dominados.
Quem já deu sua bundinha e se viu através do espelho fazendo isso, com certeza deve ter sentido um puta de um tesão, pois a visão de nós mesmos dando a bunda, sendo dominados, enrabados, possuídos, penetrados por outro macho só potencializa esse tesão.
Por tudo isso é que aconselho a todo macho de verdade: Dê seu cuzinho sem culpa, o corpo é seu e aproveite o fato de termos essa outra opção de prazer, e que prazer. Deixemos de lado esse preconceito bobo e vamos aproveitar o que a vida tem de bom, vamos todos dar nossos rabinhos com responsabilidade. O resto é só correr para o abraço e gozar horrores.