DEMÔNIO COLORIDO ?? Capítulo 7

Por: luana-156 • 20/07/2026 • 21220 leituras
Capa do conto

Dante bate na janela do quarto de Daniel como se fosse a coisa mais natural do mundo entrar ali às 7 da manhã.

— “Acorda, meu humano preferido. Hoje é dia de… passeio!”

Daniel pisca, confuso.

— “Passeio? Você sabe o que é isso?”

Dante ergue uma sobrancelha perfeita.

— “Eu… tenho uma ideia. Acho.”

E com um estalar de dedos, veste uma roupa humana estilosa, cabelos brilhando em um azul elétrico que certamente não existia dois minutos atrás.

Daniel o leva para o parque da cidade.

Dante entra como quem está atravessando um portal místico… só que tropeça no primeiro tapete de borracha.

— “O QUE É ISSO? Ele tentou me atacar! Essa coisa é viva?!”

— “É só um tapete, Dante…” — Daniel segura a risada.

Dante decide fingir que sabia disso o tempo todo.

? Montanha-russa

Eles entram na montanha-russa. Dante, muito confiante:

— “Eu já enfrentei criaturas feitas de fogo líquido. Isso aqui vai ser fácil.”

Primeira descida. Dante solta um grito tão agudo que até Daniel se assusta. Quando a montanha-russa para, Dante está agarrado no banco, tremendo.

— “Isso… é coisa de gente normal?! Vocês fazem isso POR DIVERSÃO?!”

Daniel ri até ficar sem ar.

? Sorvete

Dante prova sorvete pela primeira vez. Ele adora — mas não sabe como aquilo funciona. Dante morde uma bola de sorvete. Congele instantâneo. Ele fica com a boca aberta, língua para fora:

— “EU ESTOU MORRENDO! MEUS PODERES DESAPARECERAM!” - Daniel chora de rir.

O sorvete derrete na mão de Dante e ele se lambuza inteiro.

Ele tenta limpar com o braço… só piora.

Agora o braço forte e o peito peludo dele estão com creme, chocolate e granulado.

Daniel pega um guardanapo e ri enquanto limpa o rosto dele.

E aí… o clima surge. Dante fica quieto, observando Daniel de perto, olhos brilhando em tom esmeralda.

— “Você sorri pouco, Daniel… devia sorrir mais.”

Daniel engole a seco.

— “É que… quase não tenho motivo…”

Dante o encara.

Longo demais.

Forte demais.

Por um momento, nenhum dos dois respira.

? Trem Fantasma

No trem fantasma, Dante se assusta com cada boneco animatrônico.

Quando aparece um demônio de plástico assustador:

— “NA BOA… POR QUE OS HUMANOS ACHAM QUE EU PAREÇO ASSIM?! EU NÃO SOU… NADA DISSO!”

Daniel berra de rir.

É o melhor dia do menino em meses.

No dia seguinte, o treinador chama Daniel para uma reunião.

Dante não está incorporado — agora é o treinador real.

— “Daniel… você é um talento natural. Quero que assuma a direção do time comigo.”

Robinson, atrás da porta, escuta e sente o estômago virar.

Daniel tenta recusar, mas o treinador insiste. E, a contragosto… Daniel aceita. Para piorar, o treinador diz algo que destrói Robinson:

— “Robinson… você vai continuar no time, mas não como capitão. Daniel assume por enquanto.”

Robinson sente o chão sumir ele sai irritado, ferido e com o ego destruído.

E Dante aparece no corredor, sorrindo discretamente com o cabelo agora verde-menta:

— “E o jogo começa.”

?? A FESTA DE KÁTIA — O CAOS COLORIDO

Dante aparece no quarto de Daniel à noite, com roupas espalhadas pela cama.

— “Você vai chegar deslumbrante.” - Os olhos dele brilham roxo. O cabelo fica lilás brilhante. Ele passa a mão no ombro de Daniel e — puf! — uma roupa surge.

Moderna.

Bonita.

Sedutora.

Daniel fica irreconhecível, Lindo. Dante sorri.

— “Vai lá, arrasa. E… tenta não se perder.”

? CHEGADA NA FESTA

Daniel entra e a música baixa por um segundo.

Vários olhares viram na hora.

— “Gente! O Daniel tá lindoooo!” — uma menina comenta.

Kátia o abraça:

— “MEU DEUS, você tá perfeito! E esse perfume… eu AMO!”

Daniel entrega o presente dela, ela vibra. Robinson, no canto da sala, observa tudo. Sem entender a sensação quente e desconfortável que sente no peito: Ciúmes, mas ele ainda não aceita isso.

Dante aparece vestido de garçom. Olhos cor-de-rosa, cabelos prateados.

— “Quer ver uma mágica?”

Ele despeja discretamente um líquido brilhante no ponche.

DOIS MINUTOS DEPOIS:

? Pessoas rindo demais

? Gente abraçando postes

? Uma menina conversando com a árvore

? Duas amigas se beijando na piscina

? Um grupo dançando quadrilha no meio do jardim

E…

Um professor que Daniel odeia entra na festa para “repreender a turma”. Um gole de ponche depois…Ele está:

de sunguinha prateada

óculos de coração

um boá rosa brilhante

dançando I Will Survive em cima da mesa

Kátia:

— “MEUS ÓCULOS!!!”

Alunos filmam tudo. Viraliza na hora. Daniel chora de rir.

Dante dá uma piscadinha:

— “Eu disse que traria diversão.”

A música está alta, a casa um caos. Daniel sobe para beber água no quarto, todos os garotos da festa dão em cima dele, tirando Robinson do sério mesmo sem ele saber o porque...Robinson, irritado, sobe atrás. A tensão explode.

— “Por que você tá assim?” — Daniel pergunta.

— “Assim COMO?!”

Robinson se aproxima demais. O cheiro dele. O calor dele. Tudo confunde Daniel.

Robinson toca o rosto de Daniel. A respiração se mistura. O momento acontece. Não é explícito — mas é quente.

Quente o suficiente para ambos perderem o fôlego.

Mas…Robinson afasta, nervoso, assustado consigo mesmo.

— “Se você quer… isso…” — ele gesticula entre os dois— “Vai ter que sair do time. E pedir pro treinador me colocar de volta.”

Daniel não entende.

— “Por quê? Eu nunca faria nada pra te prejudicar!”

Robinson fala sem pensar:

— “Ah, claro… você vira capitão do nada e quer que eu acredite que não tá fazendo… favores… pro treinador?”

Silêncio mortal.

Daniel sente o coração quebrar. A dor é física.

E sem pensar…

DANIEL DÁ UM TAPA NA CARA DE ROBINSON.

Um tapa forte, merecido.

Robinson fica imóvel, chocado. Daniel, com lágrimas nos olhos:

— “Eu nunca… nunca faria isso. Eu gostava de você.”

E sai do quarto.

Robinson fica ali, com a mão ardendo no rosto…e o coração ardendo ainda mais.

Daniel chega em casa com o rosto ainda quente de lágrimas.

A porta bate atrás dele. Ele tenta não fazer barulho, mas Dante já aparece sentado na cama dele, pernas cruzadas, cabelo num tom azul-escuro misterioso.

— “Você voltou cedo da festa…” — Dante comenta, examinando a expressão do menino.

Daniel respira fundo e… desaba. Ele amassa a camiseta contra o rosto, tentando segurar o choro. Dante se aproxima devagar.

— “Ele te machucou… não foi?”

Daniel não responde.

Só chora. Dói. Muito.

Dante passa a mão no cabelo dele, lentamente — quase como se estivesse aprendendo a consolar alguém pela primeira vez.

— “Daniel… me conta.” E Daniel conta tudo. A humilhação. A acusação. O tapa. A quebra.

Quando termina, Dante o olha com algo raro nos olhos: empatia, mas aí… Daniel endurece o queixo.

— “Dante… você disse que faria ele gostar de mim. Mentiu.”

Dante ergue o olhar, sério, muito sério.

— “Eu nunca menti. Você é quem entendeu errado.”

— “Você disse que podia fazer!” — Daniel grita, ferido.

Dante respira… e fala a verdade pela primeira vez:

— “Daniel… para forçar alguém a te amar, eu teria que conduzi-lo pelos Sete Pecados. É assim que magia emocional funciona. Eu achei que você nunca aceitaria.”

Silêncio.

Daniel afasta a mão de Dante, com o peito incendiado.

— “Então… então você SEMPRE soube que não podia fazer!”

— “Eu nunca disse que não podia. Eu disse que não devia.”

— “É a MESMA coisa!” — Daniel explode.

Ele vira o rosto, ofendido, machucado…

E Dante o observa em silêncio — algo feroz e ao mesmo tempo triste brilhando no olhar.

Daniel levanta de repente, com um olhar que Dante nunca viu nele.

— “Sabe de uma coisa? Eu vou conquistar o Robinson.”

Dante pisca.

— “…Por vingança?”

Daniel finge que não hesita:

— “SIM. Só pra esfregar na cara dele. Só isso.”

Mas o coração dele lateja outra resposta e Dante percebe. Ele sempre percebe.

— “Você ainda gosta dele.”

— “CALE A BOCA.”

Daniel está vermelho, irritado, ferido… e completamente apaixonado.

Dante se aproxima, a voz baixa:

— “Daniel… se você realmente quer fazer isso… tudo bem.”

— “Quero.”

— “Mas você precisa entender: os pecados devem vir dele. Espontâneos. Você NÃO pode obrigá-lo. Isso corromperia você.”

Daniel aperta os dentes.

— “Então me ajuda a criar… situações.”

O sorriso que surge no rosto de Dante é perigoso e lindo.

— “Ah… isso eu sei fazer.”

CONTINUA...

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