... e se apoderou de mim

Por: khi-epta-1 08/07/2026 242805 leituras
Capa do conto
Naquela tarde , os seus olhos me renderam, rendi-me aos seus caprichos, escrava dos seus desejos.
Como eu me perdi de minha própria vontade, não tive dúvidas: levantei a saia, arranquei a calcinha e lhe ofereci. Era Natal.
Com os olhos mais agradecidos ele beijou carinhosamente a minha peça íntima e me tomou nos braços com seus lábios carentes de milênios e se apoderou de mim.
Nunca fui tão beijada.
Sem fôlego me afastei e ele arrancou minha blusa como quem fugisse de uma prisão. E abocanhou meus seios como uma dádiva conseguida. E sugou meu umbigo como quem buscava segredos. E lambeu minha vagina como quem se apossava da minha vida.
Eu me dei toda pra ele. Tremi e gozei. E mais ele cavucou o meu íntimo descobrindo todos os meus quadrantes, meridianos, trópicos e subterrâneos. Arrepiou meu alçapão, meus desvãos e fendas. Vasculhou meu corpo até me revirar entregue a todas as suas investidas. E mais tremi, mais gozei por todos os limites da galáxia.
Sem vacilo nem descanso, retomou tudo e não deu trégua com os látegos de sua língua na minha mais infinita interioridade. Fui toda descoberta, tomada, levada, surrupiada, vilipendiada, até perder minha própria identidade que agora era totalmente sua, inteiramente nua, prazerosamente nua para ele explorar. Espalmada e pronta, fui revirada, seviciada e gozada como quem teve o sobejo do seu sêmen aguada por toda minha carne.
Como um rei vitorioso, ele esfregou seu pênis nos meus pés, pernas, coxas, seios, face, lábios e ventre.
Deixou-me lambuzada de seu creme delicioso que me aguçou a sede e não me contive sedenta, faminta e necessitada, para devolver-lhe as lambidas que precisava dar para saborear sua carne, seu sexo e seu gozo. Senti-lhe espremer com as chupadas que eu dava em toda sua superfície corporal, a ponto de sentir seu sexo cada vez mais grosso, duro, pronto para me transfigurar enlouquecida de prazer. E mais castiguei sua carne oferecendo-lhe toda constelação estelar do céu da minha boca, até ele ejacular em profusão ronronando como quem esporrava para encher minha boca, garganta, estomago e espaços anímicos, preenchendo meu corpo da vitalidade mais surpreendente. Não me fiz de rogada e deixei-o estendido, entregue, largado, satisfeito, extasiado. Até que dormiu, eu me apropriando dos seus sonhos. Guardei para mim todos os sabores e líquidos dele. Estava premiada e ele presenteado. Deitei do lado e sonhei tudo aquilo de novo por um tempo indeterminado e pela dimensão do universo.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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