Comecei a incentivá-la sutilmente a usar roupas que escondessem sua exuberância. Ver minha esposa sair de casa com pantalonas largas e blusas de seda fluidas, tentando ocultar aquelas coxas grossas e a bunda que eu tanto venero, me dava um tipo de poder silencioso. Eu sabia o que estava pulsando por baixo de todo aquele pano.
Naquela manhã, enquanto tomávamos café, ela mencionara brevemente um desconforto: um de seus alunos, Francisco, andava a encarando de forma "atrevida" e persistente durante as aulas. Notei o leve rubor no pescoço dela enquanto falava. Guardei aquele nome como uma peça de xadrez.
À tarde, enquanto eu estava no escritório em Serra revisando balancetes, meu pensamento não saía da sala dos professores onde Sofia passava o intervalo. Eu imaginava o calor do corpo dela reagindo às minhas provocações e ao olhar audacioso desse tal Francisco.
O Confessionário de Azulejos
O que eu só viria a saber mais tarde, entre os lençóis e as reclamações dela, foi o que aconteceu naquele intervalo. Sofia me contou — com aquele tom de indignação que já não conseguia esconder o prazer — que o clima na sala dos professores estava estranhamente denso.
— João, você não tem ideia do que me faz passar — ela disse, enquanto eu massageava seus ombros após o jantar. — Eu estava sentada com a diretora e a Maria, e o cheiro... o meu próprio cheiro de excitação parecia ocupar todo o ambiente. Eu tinha certeza de que elas podiam sentir. Elas se olhavam, farejando o ar, comentando que a sala estava "abafada", e eu ali, sentindo a renda me apertar, morrendo de medo de que vissem o suor no meu pescoço.
Ela não resistiu. Sofia, a professora exemplar, confessou que precisou se refugiar no banheiro dos professores. Lá, cercada pelo frio dos azulejos e pelo silêncio institucional, ela se entregou. Meus dedos, o bilhete, a lembrança do olhar de Francisco... tudo se transformou em combustível. Ela se masturbou com uma urgência quase violenta, o corpo tremendo sob as roupas folgadas, buscando um alívio que, na verdade, só a deixava mais faminta.
— É culpa sua — ela sussurrou, o rosto escondido no meu peito. — Você está me levando a fazer coisas em lugares inapropriados. Eu não sou assim.
O Terceiro Elemento Oculto
Naquela mesma noite, a transa mudou de patamar. Sofia já não reclamava de ser "obrigada". O silêncio sobre o prazer era absoluto, mas as ações falavam por nós.
Enquanto eu a possuía, percebi que ela não estava mais apenas reagindo a mim. Ela começou a inclinar o corpo de formas diferentes, como se buscasse o ângulo de um toque que não era o meu. Suas mãos buscavam o próprio corpo com uma estranheza estudada, simulando carícias de uma terceira pessoa.
Eu entrei no jogo. Em vez de segurá-la com as duas mãos, eu usava apenas uma, deixando a outra livre para percorrer suas costas de forma aleatória, mudando o ritmo e a pressão para que ela perdesse a referência de onde eu estava.
— Francisco notou que você estava distraída hoje? — perguntei, soprando as palavras em seu ouvido enquanto a provocava.
Ela não respondeu com palavras. Sofia apenas soltou um gemido profundo, gutural, e acelerou o movimento do quadril. Ela não admitia, mas a "terceira pessoa" já estava ali, deitada entre nós, alimentada pela minha submissão de marido e pela devassidão secreta dela.
Ao final, ela apenas se deitou, o olhar fixo no teto. Nenhuma briga, nenhum xingamento. Apenas o som da respiração voltando ao normal e a certeza de que a semente que plantei estava germinando mais rápido do que eu imaginava.