Irmão nada! É é macho do meu marido

Por: ro-trianda-1 24/07/2026 3 leituras
Capa do conto

Ai como queria não saber das coisas. As vezes ignorância é virtude mesmo. Ser enganada ou me sentir assim. Não sei o que é pior.

Casados por vinte anos. Eu não sabia muito do passado do Waldir, só que a família era grande, lá do Espírito Santo. Até recebemos visitas de uns parentes dele durante esses anos. Três filhos nós temos. Um já tá até pra tomar o próprio rumo. E então vem essa ferroada na alma né. Cinco meses ele disse que um irmão dele tava pra vir pro Rio que a coisa por lá tava feia. Nunca tinha falado dele. Mas ele não falava mesmo da família por parte de pai. Então esse traste vei pra ficar só uns dias na nossa casa até arrumar seu canto. E foi ficando e ficando e ficando. Quando eu falava com o Waldir, ele achava ruim e dizia que era desumano, que ele tava com dificuldades. Tava trabalhando, mas ganhava muito pouco. Tava juntando dinheiro. E eu boba fui sendo levada. Tempo que passa e que passa. E num dia que eu cheguei mais cedo em casa que senti um cheiro de vocês sabe o que, no início não maldei nada não. Mas foi eles ficarem todos sem jeito que eu senti que tinha algo estranho. Depois comecei a prestar mais atenção. E foi ficando cada vez mais evidente que tinha coisa. Quando eu ficava no assunto de como era a infância deles, era sempre as mesmas coisas. Parecia combinado. Comecei a desconfiar. Mas como ele tinha jeito de sério e meu marido sempre pareceu sério eu comecei a pensar que era coisa da minha cabeça. Mas encucada, um dia decidi fugir que fui pro trabalho. Eu tava de folga mas Waldir não sabia. Nossos filhos estudam a tarde toda e o mais velho trabalha. Dei duas horas e voltei pra casa de fininho. Tudo fechado uma hora daquela, até as cortinas e televisão só com música. Abri a porta de fininho e entrei na pontinha dos pés. E tava lá o Anselmo em cima do Waldir. Que coisa mais horrivel. Eu não acreditava no que tava vendo. Fiquei uns dois minutos vendo aquilo sem saber se chorava, se ria ou se gritava. Nem sei o que senti. Mas não fiz nada. Só sei sem deixar eles perceber. Fui pra casa de Joana, minha amiga e contei pra ela. Agora tô contando pra vocês.

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