LAGOS BONITOS ENTRE BOSQUES.( UM HISTÓRIA ROMÂNTICA___ TEMA TG )

Por: matheus-38 11/07/2026 215668 leituras
Capa do conto

                Palmas... Clap Clap Clap...
                Vou ver.
                Abro o postigo pequeno. A porta da ( coloco um meio rosto) sala. pequenina, sombreada. E Luz entra.
          ___ Antonino ?...Ôi, você ?
                Sim, sou eu...Êi, podemos brincar ?... Vamos ?
                'Tá ( penso ). Me aguarda um pouquinho ? 'tá ? saio...até o quarto, espelho, vou. Faço o rosto. Com pres-
                teza; bem leve... Ajeito; despeço-me da luz empoada do espelho. Volto
                Porta Aberta.
          ___ Uau!!!... ( som leve; quase...silêncio )
          ___ Ôi!... e então, Nino ? Agora estou...
                Olhos bem abertos, expressão em Nuvem, arregalada, a luz não deixa, fito, o redondo rosto...
                ... Assim !...
                Um silêncio curto. Nuvenzinhas pontuam clarinhas, fofinhas, envoltas em educados perfumes.
                Pode dizer ! Vai, diz ! Como estou ?!...
          ___ Olha, lu-lu-minoso... ( luminosa, penso )
                ( pensa...)
                Aliás, luminosa ___ corrige, meio no ainda sem quase fala.
          ___ Bem, então vamos... Já falei com a Lu...
                E onde vamos ? ( Você escolhe...)
          ___ Não, não ___você...
                Pensamento de dedinho que se move...
                Olha, pode ser no laguinho, o aquele tão especial que fica entre o Bosque ? É pouco, muito pouco longe da-
                qui.
         ___ 'Tá, pode ser... Então ___ então vamos... vamos então !...
                Voamos.
                Mãos dadas ainda um tanto passarinheiras.
                Chegamos.
                Brincamos. Colhemos flores, seixos, folhas verdinhas, galinhos aromando já secos, parecendo reverdecer, gri-
                linhos calados, sementinhas... um Mundo!
                A sacolinha.
                O lanche. Trouxera. E pequena toalha.
                Mas antes fomos fazer novas ondas no laguinho; geladinho...estava como novo, limpo, franjeado___ como um
                recém-nascido... cheiroso. Que belo ! ___ não deixei de exclamar. As nossas duas mãos azuis,coando, escoan-
                do, " mergulhando nas ondas entreabertas..." Um peixinho, com as luzes, mudava de cor na cortina do fundo, a-
                berta. Joguei geladinhos nele; ele em mim. Ríamos. O Bosque ficara mais claro: a estrada mais iluminada
                Quase um exagero de Romantismo... um passarinho ___cantou.
                As notas refletiram: ajeitei o gracioso e em delicados __os meus pequenos, lindos brincos verdes.
                Comemos.
                E foi aquela refeição já clássica nas "leituras"... Com risos, intercalada de leves, pequenos brinquedos, iguarias ini-
               gualáveis, mesmo comuns repartidas. Amizade tempera mais do que sal. Como na lenda, a panela ou a toalha cuja
               mágica nunca cessa de sortir, nutrir, oferecer. Trouxera pouquinhas cerejas; acabaram.
               Nino me fez levantar; enxergara uma frutinha redonda num dos ramos de verde árvore, medianamente ainda copada
               ( logo seria Primavera ). Quem sabe um sapoti mas de um vermelho-pitanga.
               Me fez voar com ele, me tomando pelas mãos.
               Já chegados na clareira, debaixo da árvore, me disse animado : " Olha, vamos subir, assim apanhamos duas ( ou ma-
               is )... Você consegue ?..."
               Olhei e disse, a ponta do dedo apontando :   
       ___ Conseguir eu consigo!... Mas bobinho, você esqueceu ? esqueceu ??? Olha ___ 'Tou de Saia !!!...
               Concordou. Subiu, Completei : ...por ora, não; não há maldade, sei... Mas é tudo muito novo. Quero me orgulhar de ter
               feito o __melhor.
               E lá estava ele, lá : dois frutos luminosos. Êi! sacode ___ vamos colher um bom bocado. 'Tá, 'Tá bom... e assim ele fez.
               Sons redondos caindo___eu aparava no regaço, levantando o "avental" mas com bela discrição.
               Descido, retomamos. Já tarde, vamos ?...Nem senti esse deslizar das horas. Ele, concordando ajudou.
               Viemos caminho a fora, contando nuvenzinhas paradas. No centro o Sol, e nos divertíamos.
               ( Até hoje lembro deste laguinho entre bosques...Em mim... nós dois imersos num espelho em mais vivas águas... cheias
               de macios e branquíssimos durantes... Luz viva, discretíssima...Perfume que quase não se vê!...)
               Já no limiar,unidos, paramos. Tudo surpreendente pra mim...Foi...quando...Não partiu de mim...Ele se chegou, senti então
               ( cereja? jasmim? ) o botão de um beijo. ( ...mas eu __secundei!...) E foi um selinho um pouco mais demorado. Os dois de
               olhinhos fechados, despedimo-nos.
               O sol esmaecera, sempre a promessa de Novo Dia___ e logo logo logo viria a tardinha.
                Abri a cancela... e passei.
               Já Lu, prudente , acendera a luz da varanda que assim brilhava ( e acho que senti e acolhi o Universo inteiro ) bem no limi-               
               ar do Lar, rico ainda mais entre lindas e das mais verdes ___floridas... colinas.


                Dedicado à NOSSA preciosa MARIELLE FRANCO...e ao ANDERSON, também. ViveM em Nós. #MARIELLEVIVE

                BJS.
               

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