Parte 1: Tentações e Descobertas.
(Um jovem caminhoneiro descobre que foi feito de corno durante a viagem de férias com a esposa.)
Lupércio sempre falava para o Messias:
— Deixa essa vida de estrada irmão. Quem tem uma mulher nova, bonita e gostosa, com todo o respeito, como você tem em casa, não pode viver tanto tempo longe, viajando nas quebradas. Cabine de caminhão faz crescer chifre.
Messias achava graça do velho amigo caminhoneiro:
— Vira essa boca maldita para lá Lupe. Só porque todas as suas mulheres meteram galho na sua testa, não significa que todas as mulheres de caminhoneiro são traidoras. Minha Maria Madalena é fiel, zelosa do lar e dos filhos. Confio nela.
Lupe ria dando uma talagada estalada na cachaça. Antes de ir dormir, os caminhoneiros paravam e se reuniam nos locais de pouso, onde vários caminhões pernoitavam próximos, buscando segurança nas viagens. Eles jantavam, tomavam umas "cangibrinas" de engenho para ajudar a relaxar, e iam para suas cabines dormir. Alguns arrastavam umas raparigas de estrada para dormir com eles. Era a vida solitária das estradas que levava a isso. Mas o Lupércio, o mais maduro e experiente da turma de amigos de estrada, vivia espezinhando o Messias.
Ele era um “coroa” que tivera muitos relacionamentos, casamentos, separações, e amantes, e assumia que chifre e a profissão de motorista tinham muita coisa em comum. Messias discordava:
— Você falando assim, ofende os colegas de profissão e as esposas deles.
Lupe dava gargalhadas divertidas. Ele falava:
— Que nada! A maioria que eu conheço adora ser corno. Com o tempo todos se acostumam com o chifre, se acomodam nessa vida e acabam gostando. Fingem que está tudo bem para não piorar ainda mais a vida solitária que a gente leva. Você logo vai estar com a gente nessa! Continua na estrada, deixa sua esposa sozinha muito tempo, e vai ver.
Messias sentia que o velho caminhoneiro de quase sessenta anos, mestiço forte do cabelo grisalho, falava aquilo só para o provocar. Era o jeito irreverente dele. Lupércio tinha a fama de ser um macho bem-dotado, viril e muito safado, adorava uma putaria, e corria à boca pequena que ele já tinha levado para a cama ou para a cabine do seu caminhão, mais mulheres do que todos os outros caminhoneiros do grupo juntos. E eles eram mais de vinte amigos, que se cruzavam naquelas paragens.
O Lupe, agora casado há uns anos com a Salete, bem mais nova, era mesmo um grande amigo, parceiro, e gostava de ensinar os mais jovens. Messias se recordou daquela conversa que tiveram, naquele dia.
Naquela próxima viagem que iria fazer dentro de dois dias, já que os dois filhos tinham ido passar uns dias das férias no sítio com os avós, ele resolvera convidar a Madalena para viajar com ele. Ela no começo torcera o nariz:
— Que programa de “maluco” é esse meu amor? Acha que eu vou gostar de viajar de caminhão com você, nas minhas férias, por vários dias, sem conforto e sem muito o que fazer?
Maria Madalena era nova, vinte e nove anos incompletos. Moreninha cor de jambo, cabelos castanhos encaracolados abaixo dos ombros, olhos amendoados lembrando seu sangue indígena misturado com o de pretos e brancos, estatura mediana, corpo escultural de curvas acentuadas, bunda generosa e seios médios. E tinha pernas perfeitas que terminavam em pezinhos delicados e bonitos. Acabara voltando a estudar, depois de muito tempo só cuidando da casa e dos filhos, e cursava o segundo semestre da faculdade de direito. Fazia academia, e estava a cada dia mais bela. Era uma mulher esforçada, dedicada, bonita, cuidada, instruída e acostumada na cidade.
Messias tentava convencer:
— Meu dengo, eu nunca posso ficar à vontade só com você, quando chego das viagens, temos os filhos, os parentes, a igreja, a faculdade, os cultos, nunca podemos ficar juntos somente nós dois por mais tempo, para desfrutar de nossa companhia. Pensei que ia gostar de conhecer o meu dia-a-dia em viagem. Tem lugares lindos para conhecer.
Messias dava valor ao esforço da esposa por melhorar. Eram de famílias humildes, ele conseguira, logo que se casaram, com a ajuda do finado pai e do sogro, comprar seu caminhão e desde então já fazia dez anos que conseguia sustentar a família.
Haviam quitado na metade do prazo a casinha comprada no Sistema Financeiro da Habitação, com apoio da própria Madalena, que fazia bolos por encomenda em casa e ajudava nas despesas. Naquele final de ano, Madalena de férias da faculdade, os filhos com os avós, era uma oportunidade de fazerem finalmente uma viagem juntos, desfrutando de mais intimidade. Afinal, entre uma viagem e outra, ele passava mais dias fora de casa do que com a esposa.
Madalena pensava: “Será que eu vou nessa viagem? Que férias são essas? Dormir em boleia de caminhão, tomar banho em banheiro sujo de postos de abastecimento à beira da estrada, comer comidas que fogem da minha dieta. Pouca coisa por fazer, o dia todo viajando, só olhando a estrada. A única vantagem será ficar mais tempo junto com o maridinho que eu quase não vejo.”
Depois, ela se lembrava do que falava a Salete, a amiga, casada com o Lupércio, o caminhoneiro: “Esses safados vivem parando pras quengas, as “marias gasolinas”, dormem com elas na boleia dos caminhões, trepam com qualquer uma, adoram umas vadias, e depois chegam em casa com ar de santinhos como se não pulassem cerca o tempo todo. Eu hein? Por isso eu também dou meus pulos e está tudo certo.”
Madalena ficava admirada ouvindo a amiga explicar: “Por sorte o meu nego Lupércio é safado de sobra, e não se deixa superar por nenhum iniciante. Também, com aquela rola mais gostosa, eu não vi nenhum igual. Ele mete à vontade nas safadas, e também não liga que eu possa dar uma pulada de cerca de vez em sempre.”
Madalena não entendia como podia, algumas das esposas que ela conhecia, viviam nesse mesmo esquema. Tinham casos com amantes fora do casamento quando os maridos viajavam. O que ela não entendia direito era que nelas, não parecia haver culpa. Quando perguntava se elas achavam certo aquilo recebia a resposta: “Ah, chumbo trocado não dói. Lavou está novo. É até melhor pois variando de parceiro sempre, não enjoamos do nosso marido corninho.”
Madalena, meio chocada com tais posturas, não sentia dessa forma. Sua mente fiel não entendia aquilo. Até que aconteceu o inesperado. Ela pensara daquela forma somente até pouco antes.
Agora, naqueles dias, estava vivendo um drama pessoal muito grande. Durante os primeiros anos de casamento, com filhos pequenos, as muitas tarefas e a responsabilidade de trabalhar fazendo bolos por encomenda para ajudar a pagar as contas, a mantiveram sempre fiel. Ela não saíra da linha nem uma vírgula, era uma mulher séria, dedicada e mãe zelosa. Que ainda achava tempo de comparecer aos cultos na igreja nos finais de semana.
Acontece que as coisas mudam com o tempo. Depois que o filho caçula fez sete anos, eles quitaram a casa, e ela já podia, com folga no orçamento, se dedicar aos estudos. E foi na faculdade que o demônio havia atentado de um jeito impossível. Um jovem galanteador, bom de conversa, elegante e educado, fez amizade com ela. Ele parecia ser muito respeitador. Jamais disse algo que lhe faltasse ao respeito, embora a elogiasse sempre. Notava suas roupas, seu penteado, seu tipo de perfume, até as sandálias que ela usava. Ele era muito simpático. Mas sempre discreto.
Depois de alguns dias Madalena achou que podia aceitar carona dele de volta da faculdade, era mais cômodo e ganhava tempo chegando em casa mais cedo.
Lúcio, o colega, era bem-educado e de boa família. As caronas ajudavam muito e ela ganhava tempo.
Mais alguns dias se passaram, e ele ofereceu para também levá-la para a faculdade, pois passava bem perto do ponto onde ela pegava o ônibus todas as noites. Madalena não viu maldade naquela oferta, e aceitou. Assim, ficava muito mais fácil para ela, ir e vir, e tinha uma companhia agradável.
Lúcio era um rapaz bem de vida, simpático, culto, sabia conversar e principalmente ouvir Madalena. Conversavam sobre o curso, sobre as atividades diárias, as viagens do marido dela, e mais um monte de coisas. Ele demonstrava ser mente aberta, não tinha namorada, e declarou que não tinha interesse em namorar. Preferia se dedicar ao estudo e ao trabalho no escritório do pai.
Quando Messias voltou de uma das viagens, Madalena tratou de contar a ele sobre esse rapaz, colega de curso, que se mostrava um bom amigo e que lhe oferecia carona. Messias perguntara se ele era respeitador e Madalena confirmou.
O marido, confiando na seriedade da esposa, achou que não teria problema ela ir e voltar de carro com o amigo. Estaria até mais segura do que pegando condução pública todos os dias. E assim foi que ela se sentiu tranquila por contar com a carona regular do Lúcio, tendo a aceitação do marido.
Aos poucos a convivência fortalecia aquela amizade de ambos. E não demorou, o Lúcio já lhe dava dicas e conselhos. Seguindo a sugestão do amigo, ela mudou um pouco o jeito de se vestir. Segundo ele aquelas roupas muito recatadas a envelheciam e depunham contra a sua imagem de mulher jovem e bonita. Seria uma advogada em breve e precisava criar uma imagem simpática. Em casa e na igreja Madalena usava as roupas de sempre, mas para ir à faculdade passou a usar roupas bem mais joviais, modinha casual igual muitas das colegas. Ela comprava de amigas que vendiam a prazo. E aos poucos ela viu que lhe fazia bem, era mais notada, mais admirada, e mais elogiada. Também aprendeu a se maquiar melhor.
O marido, sempre viajando não tinha tempo de ver toda aquela mudança. Quando ele chegava de viagem a sua esposa o esperava como sempre, feliz, alegre, vestida com as roupas discretas habituais. Paulatinamente, a convivência diária com o Lúcio, foi trazendo mais intimidade, e Madalena se sentia muito bem com a sua companhia. Ele era mesmo um ótimo amigo. Até que a ocasião fez o ladrão.
Um dia, não houve aula na faculdade, greve dos professores, e Lúcio convidou-a para um lanche. Depois conversaram bastante passeando no parque do Campus Universitário. Madalena sentiu que ele tinha um perfume simplesmente embriagante. Um cheiro de macho limpo e transbordando de testosterona. Madalena estava muito carente. E quando ela menos esperava já estava nos braços do Lúcio, num beijo arrebatador. Não esperava por aquilo. Ele que a beijou. Ela queria e não queria. Uma parte da mente lhe dizia que estava agindo errado, e outra parte, dizia que não custava experimentar um pouco do desconhecido.
Naquele instante pensou ser apenas uma coisa passageira. Momentânea. Talvez aquela loucura compensasse alguma quenga que o seu marido tivesse pego numa viagem. Ela jamais perguntara sobre isso a ele, mas sabia que poderia ter acontecido, e naquelas circunstâncias até que se tivesse ocorrido, parecia ser um bom atenuante para o que ela estava fazendo. Beijar o Lúcio foi algo delicioso, arrojado, muito excitante.
Como todos sabem, a carne é fraca, o sangue jovem é mais quente, e tem mais testosterona, por isso, o desejo foi tomando corpo, nos corpos dos dois amigos, e naquela tarde, em vez de assistir aulas e aprender lições do curso de direito, Madalena se entregou direitinho a um ato sexual alucinante, com o colega Lúcio. A primeira infidelidade.
Aquela situação proibida aumentava ainda mais as emoções do ato. Acabou aprendendo prazeres e segredos como nunca jamais fizera com o seu marido.
Lúcio era um amante experiente, dominador, cheio de volúpia, e por mais de duas horas num motel, fez Madalena se sentir a mulher mais desejada e sensual que ele jamais vira. E Madalena descobriu ali o que era ser bem fodida de verdade. Messias, seu marido, tudo indicava, agora ela até podia comparar, era um jovem que como ela, casou inexperiente, seguindo as normas da igreja, e devia não ter feito quase nada fora de casa, pois era um amante bastante fraco se comparado ao Lúcio. Ela constatou que seu marido era um ilustre desconhecedor das artes da alcova.
Naquela noite, Madalena ficou maravilhada com o que aprendeu, Lúcio não a tratava com brutalidade mas demonstrava uma pegada firme e viril que a fazia se sentir a fêmea mais sexy e tesuda que ela podia imaginar. Desejadíssima, ela delirou em êxtases alucinantes.
O que Lúcio lhe falava, os sussurros excitantes e provocadores a deixavam em brasa. As lambidas, chupadas, mordidas, tapas, cheiradas e pegadas eram de enlouquecer. O falo rijo e quente de Lúcio a penetrava incansável, na primeira vez foi por mais de meia hora corrida, e a levava a gozos indescritíveis. E depois de um descanso, tudo se repetia. Ela teve vários orgasmos como jamais sonhou ser possível, e encadeados. Aquilo se repetiu por mais de duas horas.
Certamente que ao voltar para casa, estava em alfa, de pernas bambas, deliciada, mas dividida, em um conflito enorme, se sentia culpada por ser uma esposa adúltera. Mas ao mesmo tempo se sentia elevada a um patamar altíssimo do sentimento de saber ser fêmea intensa e satisfazer um macho viril.
Madalena ficava toda molhada só de recordar as sensações e prazer que Lúcio havia lhe proporcionado.
Nos dias seguintes, aquele conflito só se intensificou, porque ela voltou a ter mais duas novas aulas de sexo intenso com o Lúcio, naquele mesmo motel que ficava próximo da faculdade. E o rapaz lhe ensinara muito mesmo, com um membro grande, grosso, forte e potente, até um pouco maior do que o do seu marido, ele a penetrara em todos os orifícios onde aquele mastro fálico quente e vibrante conseguiu entrar.
Ele a tratava com grande volúpia e ela se deixava ser possuída de modo arrebatador. Nem a dor inicial e a ardência que se seguiu por alguns longos segundos na penetração no ânus, impediram que ela se deixasse sodomizar pelo amante tomado de tesão.
Antes daquele dia ela achava que era pecado, e uma coisa nojenta fazer aquilo. Mas, feita com o Lúcio, naquele clima de safadeza incontrolável, ela, no fundo, adorou experimentar. E a emoção derradeira, foi quando ela estava totalmente empalada com o pênis rijo do Lúcio dentro de seu ânus, sendo fodida com intensidade, e sentindo sua xoxota jorrando líquidos de êxtase incontroláveis, que ela jamais sonhava possuir, num orgasmo alucinante, ouvir o amante falando para ela com voz forte e máscula em seu ouvido: “Goza minha putinha safada! Gostosa! Minha tesuda! Agora você é toda minha, já gozei em você inteira. Sei que vai sentir muita saudade de dar assim tão gostoso para o seu macho sempre que lembrar de mim."
Madalena, trêmula, em transe, sentiu uma tara alucinada ouvindo aquilo, e de fato gozou como nunca havia gozado em toda a sua vida. Seria mesmo impossível esquecer aquilo. Seu marido Messias jamais falara ou fizera algo do tipo.
Parte 2: Lições que a vida ensina.
Madalena voltou para casa ainda mais arrependida do que na primeira vez. Ela sabia que depois de ter experimentado uma relação sexual tão fantástica, por três dias seguidos, não saberia mais se contentar com o que o Messias lhe oferecia no leito conjugal. E ela ainda não tinha coragem de admitir que desejava manter o amante. Assim, quando o marido regressou de viagem, ela teve a confirmação de suas ansiedades. Fizeram um sexo que antes parecia ser o máximo, mas depois já não passava de arremedo de uma foda mal dada.
O marido era realmente inexperiente e muito fraco no sexo, com um papai e mamãe singelo e rápido. Ela gozava, mas somente por ver ele gozar, muito excitado, e ela sabia que sentiria muita falta do que já aprendera a gostar de fazer com o Lúcio. Mas, como boa esposa, que gostava muito do marido, não foi capaz de revelar a ele o que havia acontecido. Embora se sentisse culpada, temia destruir o casamento tão feliz que tinham. Pensava nos filhos e no que diriam na família e na igreja.
Madalena amava Messias e os filhos, adorava a família, e não queria correr o risco de pôr um fim no casamento. Estava tomada por uma angústia enorme.
No dia seguinte, ela e o marido conversaram sobre os próximos dias que eles teriam disponíveis nas férias dela e das crianças, e o Messias lhe disse que para a próxima viagem, dali a alguns dias, tinha uma proposta a fazer a ela.
Madalena, preocupada, sem revelar seus segredos, resolveu consultar sua amiga Salete, casada com o Lupércio. O Lupe era o mais velho de todos da turma, era muito experiente e a Salete poderia lhe dar alguma dica de como ajudar o marido a se tornar um amante melhor. Pelo menos ela tinha esperança de que um dia o marido pudesse aprender a ser como o Lúcio, e lhe proporcionar tanto prazer quanto ele. Essa era a sua vontade.
Ao conversar com a amiga, fazendo perguntas, esta logo percebeu que a Madalena já vivia um conflito, e Salete já desconfiava o que fosse. Salete era muito esperta. Então, resolveu ser muito sincera, e falar abertamente com Madalena sobre aquelas questões. Madalena, notando que a amiga já entendera tudo, confiando nela, se abriu e revelou o que se passava. Depois de umas horas de conversas entre as duas, Madalena parecia ainda mais confusa do que quando chegara, mas ao menos tinha entendido uma série de dicas importantes. Em algumas, ela vislumbrara uma chance de encontrar a solução. Precisava sim ter uma conversa muito verdadeira com o seu marido, contar a ele o que havia acontecido. Almejava fazer com que ele pudesse entender o fato de que não fora mal-intencionado o que fizera com o Lúcio, mas uma decorrência da inexperiência do marido e dela. De ambos. E de uma fraqueza pela carência em que se encontrava.
Madalena, mesmo conhecendo o espírito pacífico e tranquilo do marido, temia muito por uma reação violenta da parte dele, e tinha medo até que ele fizesse alguma besteira. Seu maior medo era magoá-lo. Esperou então o dia seguinte em que os filhos foram de férias para a casa dos avós. Acreditava que ela de férias da faculdade, distante do Lúcio por alguns dias, teria a oportunidade ideal de se abrir com o Messias. Mas não sabia como abordar a questão. E então, o marido chegara com aquela novidade, propondo que viajassem juntos.
Madalena tinha receio que ao viajar com ele, e revelar tudo ao marido em plena viagem, pudesse provocar um problema mais grave, no meio de um momento impróprio, que era para ser uma convivência feliz. Ao mesmo tempo, temia revelar tudo antes da viagem, poderia estragar o final de ano da família toda. Mas ela precisava com urgência tomar uma decisão. Antes de confirmar com Messias se aceitava viajar, disse que precisava cancelar com algumas colegas da faculdade, a programação para preparação de trabalhos do curso. Saiu e foi falar novamente com a Salete.
A esposa do Lupe a recebeu em sua casa. Lupe havia saído para tratar questões de seu caminhão para a próxima viagem. Contou à Salete o que o marido havia proposto e a amiga lhe disse: “Vai sim, é a melhor oportunidade que pode haver. Vocês estarão juntos muito tempo, poderão falar sem interferências de fora, sem testemunhas, e longe da cidade, distantes do rapaz com quem você traiu o seu marido. E o seu corninho pode não querer brigar consigo justamente por estarem só os dois.”
— Não chame o meu marido assim! É feio! - Ela reclamou.
Salete riu com jeito maroto:
— Maria Madalena, não me dê uma de "arrependida", deixa de história. Na hora de dar gostoso para o seu amigo bonito do pauzão e fodedor, você não achou feio e nem ofensivo meter os chifres nele. E fez o maridinho de corno. Um belo corninho é o que você fez dele. E foi mais de uma vez pelo que me disse. Você gostou e repetiu. Ele ainda não sabe, mas o chifre já está feito e grande.
Madalena olhou para o chão, envergonhada, estava nervosa, sabia que era a hora de encarar a verdade.
— Ah, Salete, é verdade, o que eu faço?
Naquele momento a amiga explicou:
— O Lupe acha que se você souber contar, o Messias vai entender, e vai acabar aceitando e perdoando. O safado do meu corno conhece muito bem o seu marido, e até já falou muito com ele sobre isso. O Messias tem tudo para ser um bom corninho.
— Como é que é? – Madalena estava assustada: — O Lupe sabe?
— Maria Madalena. Eu e o meu corno não temos segredos. O Lupe sabe sim, pois ontem quando você me contou o que fez e o que queria, eu pedi se ele pode ajudar vocês.
Madalena olhava a amiga meio apavorada. Ela prosseguiu:
— O Messias sabe que eu e o Lupe temos um casamento aberto, meu marido sempre se diz um corno assumido e que é muito feliz. O seu corninho admira isso, já até falou isso para o Lupe.
Madalena sentiu um frio na barriga. Agora o segredo dela já era do conhecimento do melhor amigo do marido. Temia que aquilo se espalhasse e batesse nos amigos e na família. Por um instante pensou se o convite do Messias para que ela viajasse com ele, já não era uma movimentação do marido, desconfiado que estava, para retirá-la da cidade, evitando que ficasse livre nas férias para se encontrar com o Lúcio. Estava muito nervosa, mas a Salete a tranquilizou:
— Relaxa, o Lupe prometeu que vai estar na estrada nesses dias da viagem e vai tentar ajudar. Pode contar com ele.
— Como assim amiga? Estou confusa agora. O Lupe sabendo, será que ele já falou com o Messias?
Madalena não entendia muito bem como as coisas da sua vida conjugal e privada estavam já saindo do campo secreto e se espalhando. A amiga explicou:
— O Lupe é macaco velho, quando eu falei ontem sobre o que você me contou, ele me disse que já esperava. Que mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer. Ele disse que na viagem anterior, até aconselhou seu marido a deixar de viajar na estrada, ficar mais perto de você. O Lupe tem radar, percebe os sinais de longe. Faz tempo que eles conversam sobre isso. Acho que chegou a hora de assumir.
Madalena estava tensa:
— Como assim? Lupe já sabia o que eu ia fazer? Como pode?
Salete pegou na ponta do queixo da amiga como se fosse dar um beijo nela. Então olhando nos olhos falou:
— Maria Madalena, então a senhora acha que uma gostosa e bonita como você, sozinha e sem fazer sexo por tanto tempo, indo na faculdade de noite, no meio de um monte de jovens gostosos e loucos por uma lindeza dessa, iam deixar passar batido? Só o corninho do seu marido não entendeu nada. E ele ainda deixou o gostosão do Lúcio levar e trazer você todas as noites. Não sei não. Parece que está é querendo mesmo levar chifre. Fala sério.
— Mas, mas, mas… - Madalena estava confusa. — O Messias confia demais em mim. Eu que traí.
Salete continuava com um sorriso muito malicioso:
— Isso é verdade. Ele confia. Confiou, e quem traiu foi você. Mas, pensa comigo, vai lá saber se o seu corninho no fundo não deixou isso acontecer? Vai que ele gosta?
— Que isso Salete! Que papo doido! De onde tirou isso?
— Posso garantir, amiga, que muitos homens têm esse fetiche, de serem corninhos, mas não tem coragem de falar isso com a esposa. Não assumem. Eles sabem que as esposas merecem bem mais no sexo do que eles conseguem dar. Então deixam acontecer.
— Salete, que loucura! Meu Messias não é assim. Ele só é inexperiente.
Salete fez que concordava acenando com a cabeça, mas resolveu mudar de tática:
— Você gostou de dar para o Lúcio? Me diz. Ele não é muito melhor na cama do que o seu corninho?
Madalena olhava para a amiga com jeito meio desconsolado. Abaixou o olhar, e, meio envergonhada confessou:
— Nossa, nem se compara!
Madalena nem se deu conta de que a Salete já chamava o Messias de corninho e ela já aceitava. Ela respondeu:
— Eu nunca fiz nada tão bom. Perto do Lúcio meu marido não sabe nada de sexo! Perdeu até a graça, agora que eu vi.
Salete sorria maliciosa:
— Você gosta muito do seu corninho não gosta?
— Eu amo, o Messias é um doce de pessoa. Pai dos meus filhos.
Salete continuava concordando com ela e sorrindo:
— Mas depois que deu para aquele gostosão do seu amigo, e fez o Messias de corninho, será que você consegue ficar sem dar para o Lúcio de novo?
Madalena olhava assustada para a amiga. Acabava de ser confrontada com uma coisa que ela mesma relutava até em pensar. Não conseguiu responder. Ficou olhando o vazio, estática. Salete disse baixinho para ela ouvir como se fosse segredo:
— Repete comigo: “Meu corninho é o meu amor, mas o meu amigo Lúcio é gostoso e fodedor, é o maior tesão! ”
Madalena de olhos arregalados tampou a boca com a mão como se quisesse impedir que aquelas palavras fossem ditas. Sentiu de repente os próprios seios latejando e a xoxota se umedecer. Só de lembrar do sexo com o Lúcio já se tremia. Ficou excitada sem saber direito o que era. Sua pele se arrepiou toda. Salete insistiu:
— Fale amiga. Quero ouvir. Repete o que eu disse:
Madalena ainda estava hesitante. Salete perguntou:
— Seu amor não é o seu corninho?
Madalena não tinha como negar:
— Sim, ele é o meu amor.
— E você fez ele ser seu corninho não fez?
Madalena estava trêmula de nervoso. Tentava resistir, mas acenou com a cabeça confirmando.
Salete insistiu:
— Então, diz, fala, assume o que você fez. Encara a verdade. Vai se sentir melhor.
Com um rubor intenso nas faces, e olhar para baixo ela balbuciou:
— Eu fiz meu amor de corninho. Várias vezes. E gostei.
Salete a confortou:
— Viu? Foi fácil. Assumiu. Isso é muito bom. É importante assumir. Vai ajudar a vocês dois. Agora me diga, já que você gostou de trair com o Lúcio, tem vontade de repetir?
Madalena estava mesmo mais serena depois de ter admitido. Ela olhava a amiga com expressão assustada:
— Gostei muito. Nossa! Foi muito bom, toda as vezes. Sim. Eu tenho vontade de fazer de novo. Nunca gozei tão gostoso. Mas tenho muito medo de onde isso pode parar, e que isso acabe com o meu casamento.
Salete a abraçou com carinho e disse perto do ouvido dela:
— Por isso, só tem uma saída. Você tem que ensinar o seu marido a ser um corninho feliz. Igual o meu. Se souber fazer isso direito, ele vai aceitar, vai gostar, e vai deixar vocês serem muito felizes assim.
Madalena olhava para ela como se visse uma miragem. Tentava realizar na mente o que a amiga estava dizendo. Perguntou:
— Você acha isso? Acha possível? Me diga como! Acha que eu vou convencer meu marido a não se zangar quando souber, não romper comigo, e ainda aceitar tudo isso?
Madalena, pela primeira vez, via esperança de ter alguma luz lá no final do túnel, mas não acreditava ainda que aquilo fosse possível.
Salete acenava sorridente com olhar safado. Ela disse:
— Não é o ideal? Não deseja isso?
Madalena suspirou em silêncio. Mas era um silêncio de quem concordava. Salete pediu:
— Fala. Diz em voz alta para você mesma ouvir: “Gosto de dar para o Lúcio. Quero dar mais vezes. É meu desejo. Vou ajudar meu marido a aceitar e ser meu corninho.”
— Ah, não sei amiga, tenho muito medo disso. E vergonha também.
— Vai, sem medo, e sem vergonha, quero ouvir, só diz o que deseja!
Madalena suspirou fundo:
— Eu quero muito dar de novo para o Lúcio, é bom demais, e vou ajudar o meu marido a aceitar isso e ser meu corninho.
Ao terminar de dizer aquilo Madalena sentia seu corpo quente e a xoxota latejando. Estava muito nervosa e excitada de admitir tudo aquilo abertamente na frente da amiga, a ponto da Salete perceber. Ela sussurrou:
— Deu tesão de assumir não é amiga?
— Nossa, demais, nunca pensei…
Salete sorria:
— Eu sabia. Assumir é muito importante. Você vai conseguir. Isso é fundamental. Eu vou lhe dar umas dicas para essa sua conversa durante essa viagem.
Madalena estava trêmula, emocionada e agradecida. Salete ainda garantiu:
— Pode contar com o Lupe. Eles sempre se encontram nos pontos de parada dos caminhoneiros, falam pelo rádio, combinam a hora de parar e se encontrar. Se precisar de apoio, peça ajuda que ele saberá controlar e influenciar o seu marido. Todos respeitam muito meu Lupe. Basta dizer: “Me ajuda Lupe, você que sabe das coisas”. Ele entenderá.
Madalena estava tensa, sabia que teria que aceitar de vez aquele desafio. Era a hora de encarar a situação e assumir tudo para o marido. A viagem era mesmo a melhor pedida. Salete ainda disse:
— Vai sem medo. Verá como é bom. São lições que a vida ensina. Basta aprender.
A amiga ficou mais duas horas conversando com ela, orientando como deveria fazer, como se portar, como começar o assunto, que roupa deveria levar, e mais outros detalhes. A Salete já tinha viajado algumas vezes com o Lupe e sabia muito bem como eram aquelas viagens quando um dos caminhoneiros estava com a esposa. Os amigos evitavam falar e fazer putarias perto do casal. E mantinham alguma distância, para que o casal tivesse mais privacidade. Mas ela disse que o Lupe estaria por perto.
Madalena acabou convencida, e orientada pela amiga foi preparar a sua viagem.
Messias, ao saber que Madalena aceitou viajar com ele não disfarçou a alegria, e ficou todo animado para iniciar logo a viagem.
Naquela noite, fizeram amor com muito carinho e entrega, como sempre faziam, mas Madalena estava tão nervosa que não conseguiu nem gozar. Pior é que mesmo desejando, não podia explicar ao marido o que ele deveria fazer para melhorar o seu desempenho. Messias mal sabia chupar a sua bocetinha direito. Mas ela até fingiu um orgasmo intenso, gemendo bem mais forte e alto, logo que o marido gozou. Depois ele adormeceu e ela foi ao banheiro se lavar e ainda com tesão, se masturbou pensando em fazer sexo com o Lúcio. Mas na hora de gozar, se lembrou do conselho da Salete e imaginou seu marido assistindo aquilo muito excitado e falou baixinho: “Olha corninho, aprende, estou gozando gostoso com o meu comedor!
Salete lhe dissera que falar daquele jeito, admitir que o marido era corninho, pensar nele junto dela e excitado ia ajudar aos dois.
E facilitava para ela assumir sua nova personalidade de esposa safada de um marido cúmplice e manso. Explicou que quando ela falasse aquilo para ele numa hora de sexo o marido ia gozar mais forte ainda. Madalena esperava isso mesmo. Naquele momento, só para ela se masturbar e gozar já havia funcionado.
Finalmente, na madrugada eles pegaram suas coisas e partiram bem antes do amanhecer.
Parte 3: Primeiras provocações
O primeiro trecho da viagem, pegando a saída da cidade, foi feito em silêncio, havia muito trânsito na via, e o Messias dirigia atento. Tocava música na cabine do caminhão e Madalena se deixou levar perdida nos pensamentos, tentando se recordar dos conselhos e dicas da Salete. Tinha medo de fazer algo errado e fora de hora. Mas já estava agindo conforme a amiga ensinou.
Vestira uma calcinha de malha branca bem fina e pequenina, e uma saia preta curta, de babadinhos na base, que deixava boa parte das suas lindas coxas à vista. Calçava sandálias rasteirinhas vermelhas de um modelinho muito sexy, com lacinhos, e vestira uma blusinha de malha da Shein com estampa bem delicada, de abotoar na frente e com mangas compridas, para não sentir frio na cabine. Mas não colocou sutiã, para ficar mais à vontade. Como a malha era fina e meio colante seus seios ficavam bem modelados e os mamilos mais escuros ligeiramente aparentes. Ela jamais usaria uma roupa daquelas no dia-a-dia, mas Salete recomendou usar trajes mais sexy na viagem para despertar o desejo no seu marido e os olhares dos outros.
Salete dissera:
— Esses machos gostam de ver suas esposas bem safadas, preferem que pareçam sexy, mesmo que simulem umas vadias. Acredite, abuse das roupas bem provocantes, não use sutiã, seu corninho vai ficar excitado o tempo todo e sem coragem de reclamar.
Protegida lá no alto, na cabine do caminhão, ela se sentia segura. Estava ainda escuro e nem o Messias, preocupado com o trânsito, notou nada na sua vestimenta. Seguiram por mais de uma hora e aos poucos o sol foi surgindo no horizonte, clareando mais o interior da cabine. Já era perto das sete da manhã, quando eles se aproximaram de um posto grande e conhecido na estrada, onde havia uma grande variedade de comidas para um bom café-da-manhã. Messias, cuidadoso como sempre, primeiro abasteceu o tanque do caminhão, deixou que jogassem água no para-brisas e lavassem bem, e somente depois disso foi estacionar lá longe no pátio. Pelo rádio avisou os amigos de estrada que estava parando naquele posto. Alguns responderam.
Então, ele desceu do caminhão e deu a volta para ajudar Madalena a descer, pois a distância do estribo para a cabine era bem alta, e mais ainda para o chão. Quando ela abriu a porta e se virou para descer com as pernas de fora Messias viu a saia curta repuxada e de baixo pode ver a calcinha branca. Teve uma reação engaçada, primeiro ficou admirado e em seguida se sentiu excitado em ver as coxas e a calcinha branca da mulher. Ele não estava acostumado com aquilo e ficou sem reação, mas excitado. Ajudou a esposa a descer dando a mão para que ela se apoiasse e depois pegando-a pela cintura e a apoiando. Via aquela mulher graciosa e de movimentos delicados com uma roupinha sensual e pensou: “Que mulher linda! Ainda bem que eu a trouxe comigo”.
Ao depositar a esposa no chão, deu um beijo nela e falou:
— Amor, estou muito feliz de ter você aqui comigo. Eu a amo muito.
Madalena sorriu feliz com aquela atitude dele e também disse que o amava demais. A seguir foram andando para o bloco onde havia o grande restaurante e a conveniência, e logo cada um se dirigiu para a toalete correspondente. Messias disse:
— O primeiro que sair encontra o outro aqui fora.
Dez minutos depois a Madalena saiu da toalete e ele a esperava. Se dirigiram para o salão das refeições. Se serviram do que desejavam colocando na bandeja, passaram pelo controle das compras para marcar nas targetas, e procuraram uma mesa para sentar. Estavam distraídos com suas comidas, quando ouviram o vozeirão forte do Lupe:
— Olha só quem eu encontro! Dois pombinhos apaixonados.
Ele estava de pé ao lado da mesa, com uma bandeja com seu desjejum nas mãos e ao sinal do Messias se sentou na mesa ao lado da deles. As mesas eram todas apenas para duas pessoas e ficavam muito próximas.
Lupe depositou a mochila que sempre levava com ele na cadeira livre e se sentou na outra. Assim podia observar os dois amigos ali ao lado. Seus olhos atentos não deixaram passar despercebido que a Madalena estava sem sutiã, pois podia ver discretamente os mamilos mais escuros daqueles lindos peitos, sob a malha justa da blusa. Acontece que o olhar dele foi notado por ela e na mesma hora alguma coisa se aqueceu nos seios e os seus mamilos começaram a se empinar e ficarem mais salientes.
Madalena ficou toda arrepiada enquanto cumprimentavam o amigo. Foi nesse momento que o Messias também reparou melhor na blusa da esposa e nos mamilos salientes sob a malha. Nunca tinha visto Madalena daquele jeito, usando aquele tipo de roupa. Novamente, com a surpresa, teve uma sensação diferente que o percorreu por inteiro.
Ao mesmo tempo em que ficava meio sem graça por notar que a esposa estava com uma roupa muito exposta revelando os seios diante do amigo, ele também sentiu um arrepio no corpo e um pouco de excitação, justamente por perceber que o amigo admirava a beleza dos mamilos de sua esposa. Lupe estava dizendo:
— Que bom saber que você veio com o Messias Madalena! É um sonho que ele sempre teve.
Madalena sorria um pouco tímida:
— Eu tive que criar coragem. Vida na estrada nunca foi meu forte. Mas agora estou muito feliz. Poder ficar junto do meu marido vários dias.
Messias confirmou:
— Eu, de fato, sempre esperei por isso. Mas com a faculdade dela e as crianças ficava difícil da minha “morzinho” vir.
Lupe sorria simpático e enigmático, e Madalena, ciente de que ele sabia do seu segredo, se sentia mais excitada ainda diante dele, o que fazia seus mamilos ficarem bem salientes e latejarem. Lupe falou:
— É bom ver você descontraída, bem mais jovial, sem aquelas roupas sérias da igreja. Está muito bem! Parabéns.
Madalena sorriu explicando:
— Estou de férias, viajando com meu marido. Sem os filhos. Posso ficar mais à vontade.
Excitada, ela tentou disfarçar, comendo o desjejum. Lupe estava falando com o Messias:
— Imagino a satisfação que você está sentindo. Trazendo a mulher mais linda de todos os caminhoneiros para essa viagem. Todos, ao conhecerem a Madalena, vão ficar vidrados com ela. E você todo importante de exibir essa lindeza toda.
Messias sorria meio sem graça, mas sabia ser uma verdade. Acostumado com o fato de que o Lupe não tinha mesmo filtro, falava o que pensava, então concordou:
— Minha esposa é uma deusa. Todos têm que admirar mesmo.
Messias notou que o Lupe era autêntico, os admirava com sinceridade. Havia amizade e simpatia no seu sorriso. Logo voltaram a comer e conversar sobre os próximos trechos da viagem. Levaram uns dez minutos. Depois de comerem, foram do outro lado do salão, buscar um café expresso na máquina e Messias notava que conforme a Madalena andava no salão com seu jeitinho faceiro muitas outras pessoas admiravam a beleza e a sensualidade de sua esposa. Até mulheres a observavam.
Aquilo era novo para ele, pois nunca estivera em público com ela em trajes tão provocantes, e ao mesmo tempo que estava orgulhoso, sentia um pouquinho de ciúme. Mas, ao notar que todos respeitavam ou disfarçavam se deixou ficar um pouco mais relaxado, e disfarçou ter ficado excitado com aquilo. Sem que soubesse, os planos de Salete e Madalena estavam dando resultado. Pela primeira vez ele via sua esposa sendo desejada por outros homens, de forma tão explícita.
Outros clientes no salão ainda os observavam discretamente, percebia isso, e ao mesmo tempo se sentia como sendo o senhor daquela beleza. Ele reparava que o Lupe também a admirava, mas sabia que o amigo era daquele jeito e não fazia por mal. Tomaram o café expresso de pé diante do balcão e o Lupe, antes de pegar a fila para pagar sua conta, disse:
— Vamos passar de tarde por aquela estância de águas quentes. Está um dia lindo. Aproveita para levar a sua esposa para conhecer. É férias. Não tenha pressa na viagem. Aproveitem.
Ele se afastou e o Messias explicou para Madalena que mais à frente, havia uma cidade onde nas imediações existiam termas com piscinas e cascatas artificiais. Estavam no começo da semana, então uma meia diária não era caro. Pareceu uma ótima ideia. Pagaram a conta e saíram em direção ao caminhão. Quando estavam caminhando de mãos dadas no pátio passou outro caminhão em direção à saída com um motorista da mesma turma de amigos e buzinou, fez um barulhão, e gritou da janela:
— Aê Messias! Parabéns! Conseguiu trazer a princesa dessa vez! Nos vemos lá na pousada da noite. Vou esperar lá.
Ele seguiu adiante e Messias explicou para Madalena que todos sabiam do seu desejo de trazê-la numa viagem. Agora estavam todos dando os parabéns. Ele declarou:
— Você está me fazendo muito mais feliz do que eu já sempre fui.
Madalena estava tendo ali a dimensão do quanto aquilo era importante para ele. Ao chegarem no caminhão, Messias se preparou para ajudar a esposa a entrar. Abriu primeiro a porta do carona e veio ajudá-la a subir. Havia um grupo de caminhoneiros ali perto conversando, reunidos na sombra projetada de um caminhão baú. Talvez fossem uns cinco homens. Era uma cena comum ali e Messias não ligou. Pegou na cintura da esposa e a suspendeu ajudando para que ela erguesse a perna, colocasse o pé no estribo para se elevar e subir até à cabine. Ela esticou o braço e segurou na alça de apoio para ajudar. Foi inevitável ao erguer a perna que a saia curta dela subisse mais e deixasse aparecer parte de sua bunda e a calcinha branca.
Na hora a conversa dos motoristas parou com a visão daquele lance, mas Madalena logo se sentou e se acomodou no banco. Messias fechou a porta da cabine e sem olhar para trás deu a volta pela frente para subir no seu lugar ao volante. Somente nessa hora, enquanto fechava sua porta ele arriscou um olhar rápido e viu que todos os homens olhavam para eles. Madalena se mantinha normal. Messias experimentou pela terceira ou quarta vez naquela manhã, aquela sensação dual, ao mesmo tempo em que ficava com um pouco de ciúme ao ver outros homens cobiçando sua esposa, também se sentia excitado com aquilo, orgulhoso de sua beleza, sabendo que era a ele que ela pertencia.
Partiram de imediato e logo depois estavam na estrada. O sol havia esquentado o dia e dentro da cabine o ar mantinha a temperatura agradável. Madalena ainda tinha os bicos dos peitos empinados. Messias tomou coragem e falou:
— Nossa, nunca vi você usar roupas tão provocantes. O que deu em você “mozinho”?
Madalena sorriu. Alertada pela Salete ela já esperava a pergunta e tinha a primeira resposta para testar o marido.
— Vou responder, mas antes, me diga se você gostou.
Messias olhava para ela curioso e vendo a esposa sorridente e feliz assumiu:
— Sim, gostei. Mas não estou acostumado a ver você assim nesses trajes.
— Me diz, amor, o que você achou?
— Achei que ficou muito provocante, chamou a atenção de todos. Você notou? Quase todos olhavam para você admirados ou cobiçando.
— Eu me vesti para você. Queria e quero agradar você. Se você gostou é o que interessa. Os outros são os outros. Que fiquem cobiçando.
Messias sorria satisfeito:
— É, eu gostei. Na hora, fiquei até tenso. Não estou acostumado a ver tanta gente olhando para você. Devoravam com os olhos. Mas isso só confirmou que eu tenho uma esposa linda, maravilhosa, e muito desejada.
— Qual o problema dos outros me admirando?
Messias sorriu:
— É que o interesse dos outros em você, para mim só reforça tudo isso. Quando eu vejo outros admirando você, eu fico muito orgulhoso. Admiro sua beleza. Sua blusa hoje sem sutiã ficou um arraso. Nunca tinha visto você desse jeito.
Madalena esperava a deixa para cutucar:
— Você quase nunca está comigo. Por isso que não vê.
— Ah, não me diga que você se veste assim sempre.
— Não amor. Claro que não. Se vou na igreja uso roupas comportadas. Quando você está comigo e as crianças, também. Mas se vou à cidade, ou à faculdade eu tenho que ir mais descontraída, como as outras amigas.
Messias olhava para ela surpreso:
— Vai assim? Sem sutiã? Com saias curtas?
— Ué, amor, às vezes eu vou sim. Dentro de um limite. Claro que não uso saia muito curta, nem blusa decotada. Mas me visto menos senhora. Mais igual a outras moças. E quase nunca uso sutiã.
Messias parecia estar excitado e admirado perguntou:
— Mas sem sutiã?
Madalena concordou sorrindo:
— Quando eu posso e não fica muito evidente eu não ponho sutiã. Não gosto. Incomoda.
— E os caras? Não ficam azarando? Não dão em cima?
Madalena sorria mais divertida, percebendo a preocupação e ao mesmo tempo a excitação do marido. Salete havia ensinado direitinho. Ela falou:
— Ah, amor, deixa de ser ciumento, isso de paqueras, de dar em cima, sempre tem, de qualquer jeito. São centenas de jovens estudantes. Tem muita paquera na faculdade, muita azaração. Mas eu sou sua esposa.
— E o que tem isso? Ninguém sabe disso e nem me conhece. Ser minha esposa impede alguma coisa?
— Claro que impede. Ou você acha que eu, mulher casada, vou ficar de lero-lero com qualquer um que me dá uma cantada?
Messias parecia muito admirado.
— E você, o que sente? Recebe muita cantada? Como reage?
Madalena olhou para o marido em silêncio, esperou uns segundos e perguntou:
— Posso ser sincera?
— Claro, deve, amor. Fale a verdade.
Ele parecia bem atento. Ela disse:
— Recebo cantadas todos os dias. Sempre foi assim. No ônibus, na rua, na facul. Até na igreja já recebi. Estou habituada. Não vou negar que algumas vezes uma ou outra mais interessante mexe comigo. Você fica muito tempo fora e eu sozinha. Sinto carência. Mas me controlo. Sou sua esposa, respeito você.
Messias olhava admirado para a esposa como se ela fosse outra pessoa. A sensação que ele tinha era de que estava conhecendo um lado dela que ele jamais imaginou existir. Um lado mais sexy e solto. E descobrir aquilo o deixava excitadíssimo. Sentia o pau crescer dentro da cueca. Messias estava louco para perguntar, mas não teve coragem. Apenas quis saber:
— Conte como é isso. Como você faz?
— Como você acha que eu faço querido? Que aceito e vou para a cama com eles e pronto?
Messias olhava admirado sem entender. Ela sorriu:
— Não seja bobo. Eu me fecho, me afasto. Desconverso. Fico na minha.
Madalena esperou uns segundos, e vendo que o marido coçava a cabeça de curiosidade disse:
— Confesso que tem horas que eu até sinto vontade. Tem uns rapazes bonitinhos, até interessantes. Não vou mentir. Para piorar, eu imagino você aproveitando, ficando com umas quengas aqui na estrada, e tenho vontade também de aproveitar um pouco.
Messias reagiu na hora.
— Que louco! Mas eu não fico com quenga amor. Que é isso!
Madalena mudou a conversa:
— Amor, não se preocupe. Estou habituada a ser cantada onde eu vou. Se fosse ceder a cantadas não fazia mais nada. Mas, agora que falamos, me conta, e essas quengas? Eu não ligo se você já ficou, pode falar. Nunca perguntei nada porque não me preocupo com isso. Sei que você me ama, é um marido dedicado, amoroso, bom pai. Passa muitos dias na estrada. Não tem problema se você fizer alguma coisa para aliviar a necessidade. Nunca me liguei nisso.
Messias ouvia a esposa admirado. Ele nem cogitou se ela tentava com aquilo obter uma revanche. A insinuação dela o preocupava. Ele, se traindo, perguntou:
— Alguém falou alguma coisa? Contaram alguma história a você?
Madalena mentalmente agradeceu a sorte de ter conversado com a Salete. Ela sabia de tudo pelo Lupe, que contara à esposa o que ocorria nas viagens. Madalena disse:
— Amor, sou a sua esposa há dez anos. Conheço você todinho. Mulher nunca se engana. Você vive mais fora de casa. Sei que já teve umas quengas por fora. Pode contar. Nunca me preocupei. Estou lhe afirmando. Não tenha receio, prefiro sempre saber a verdade. Pode confiar.
Messias ficou em silencio alguns segundos. Parecia nervoso, mas dirigia calado, e Madalena esperou. Sabia que ele logo iria contar. Deu um tempo. Messias pigarreou:
— Amor, teve uma vez, foi culpa da bebedeira. Numa viagem festejamos o aniversário de um colega e ele deu um churrasco na casa de uma amiga dele, lá em Santarém. Eu tomei um pouco de cachaça a mais e você sabe que sou fraco com bebida. Acordei no outro dia na cama de uma moça, uma quenga. Disseram que eu fiquei com ela de noite. Mas não lembro de nada. Acho que não fiz nada, porque não senti nada. Só dormi na cama dela. Bêbado.
Madalena ficou quieta esperando ele falar mais. Olhava para ele com uma expressão divertida. Messias estranhou:
— Achou graça? Não está brava comigo?
— Não, claro que não amor. Achei engraçado você dormir na cama da quenga e não fazer nada. Só você mesmo. Bobinho, devia ter aproveitado. Só não entendo por que não me contou.
— Amor, eu não achei que merecia falar, não queria magoar você. Não quis ficar com ninguém. Acho que apaguei na festa e me levaram para a cama. Mas, também tive vergonha de ter feito essa besteira. Papel de otário. Não traí você.
Madalena sorria divertida. Aquilo deixou Messias mais relaxado. Mas ela sabia que havia mais coisa. Insistiu:
— Amor, claro que não traiu. Vamos aproveitar que estamos juntos, e com tempo, vamos falar mais disso? O que mais você tem para me confessar dessas viagens? Pode contar. Não acho ruim. Não esconda nada.
Messias tinha o semblante lívido. Parecia nervoso mais uma vez. Dirigia dando umas olhadas de soslaio para a esposa. Então, sem olhar para ela, revelou:
— Uma vez eu fiz sexo com outra mulher fora de casa. Mas nem foi por vontade minha. Juro. Estávamos em três amigos, eu, o Lupe e o Galdino numa sauna mista em Belém. Era o dia de folga antes da gente voltar. Aí o Galdino que é outro safado, arranjou três moças que levou para a sauna. Depois das dezenove horas a sauna já era mista. Cada um de nós deveria ficar com uma. Mas eu não queria ficar, só que eles insistiram para eu não estragar a tarde de diversão de todos. A moça era boazinha, parecia triste por eu não querer nada, fiquei com pena dela. Ela queria fazer sexo, precisava do dinheiro, e se sentia rejeitada por eu negar. Quem pagou foi o Galdino. Aí eu fiquei mesmo com pena dela, e acabei ficando com ela. Mas fizemos sexo com camisinha. E não era meu desejo, não me animei tanto, então acho que na primeira vez não foi tão bom para ela também. Foi uma coisa rápida, sem muito entusiasmo.
Madalena continuava calma e sorridente. Exclamou:
—Pode contar tudo. Como foi a segunda vez?
— Eu tinha gozado rápido e ela queria mais. Então, ela me chupou o pau, de um jeito muito bom, fiquei de novo excitado, e então a segunda vez foi melhor. Mas eu não estava traindo, não tinha essa sensação.
Amor, eu já sabia. Bem que a Salete diz que mulher de caminhoneiro vive levando chifre. Até eu levei o meu chifre né amor? Mas eu não ligo para isso. Você sabe. Só queria saber, por que você não me contou isso?
Messias sem graça foi ficando mais calmo e foi sincero:
— E não contei a você porque não achei nem como falar. Morria de vergonha de ter feito essa coisa. Nunca quis trair nosso amor. Não queria magoar você.
Naquele momento, Madalena havia se aproximado mais do marido e acariciava a nuca dele suavemente. Ela disse com voz bem suave:
— Amor, isso não é traição. Nunca senti traição da sua parte em nada. Não fique com receio. Mesmo fazendo sexo com outra mulher, sei que você me ama.
Messias emocionado a observava com olhadas rápidas. Parecia que ela era sincera. Ouviu a esposa dizer:
— Sou a sua mulher, vivemos dez anos juntos, tudo que temos nós conseguimos juntos. Você me ensinou sexo, me deu dois filhos lindos, uma casa, um lar, muito amor, carinho, e agora tenho a chance de fazer uma faculdade. Meu sonho. Temos uma vida de grande parceria. Acha mesmo que um sexo casual que você tenha feito, por acaso numa viagem, com uma rapariga qualquer, iria me afetar? Me admira muito você pensar assim, amor. Eu o amo. Nem ligo para isso, de verdade.
Messias já sorria feliz. Deu uma virada para o lado dela e deu um beijo na boca da esposa:
— Amor, eu a amo, não existe ninguém como você. Não tem ninguém que eu queira tanto como a você. Por favor, me perdoa?
Madalena havia descido a mão para o meio das pernas do marido. Acariciava as coxas dele suavemente e explicou:
— Quem ama sempre perdoa amor. Esse tipo de coisa não me afeta. Faz parte da vida. Sexo feito sem maldade, não me incomoda. Tenho aprendido muito na faculdade. Abri minha cabeça depois que passei a estudar. Converso com pessoas, leio, pesquiso muito. Saí do mundinho fechado da igreja. Então, não tem o que perdoar querido. Fica tranquilo. Mas, por favor, me diz uma coisa, você sentiu tesão de ficar com a quenga?
Messias sentia os toques da mão dela na coxa e estava sensível. O pau dele já começava a crescer mais. Madalena podia sentir o marido ficando excitado. Ela virou e disse no ouvido dele:
— Pode falar amor. Ficou excitado de lembrar? Estou sentindo. Ela era gostosinha? Eu quero saber.
Messias tinha a respiração ofegante. Estava nervoso. A maneira liberal que a sua esposa se comportava o deixava ainda mais excitado. Meio sem jeito ele assumiu:
— Ela era novinha, no máximo dezenove anos, tinha um corpo legal, não era feia. Mas perto de você não era nada. Você é perfeita.
— Mas você sentiu tesão na hora, amor?
Messias ainda envergonhado estava mais aliviado de poder contar. Não gostava de esconder nada. Então aproveitou:
— Na hora, percebendo como ela estava com vontade de sexo, como ela gostava, eu fiquei também. Ela tinha seios grandes e tinha a xoxota toda depilada, lisinha. As três quengas usavam assim. Carequinhas
Madalena curiosa perguntava:
— Que gostoso né? Você meteu com força? Deu tesão meter com outra mulher?
Messias ficou em silêncio, mas o pau duro pulsava.
A esposa insistiu:
— Pode contar, amor, eu gosto muito de saber. Me excita muito saber que você teve prazer.
Diante daquela postura ele contou:
— No começo eu estava sem graça, com vergonha, mas ela me pedia, dizia que eu era gostoso e estava com vontade de dar, chupou muito o meu pau e me fez cheirar a xoxota dela. Aquilo me deu uma tara bem grande na hora e eu meti nela com vontade. Ela gemia, falava besteira, me xingava, dizia putarias, e eu nunca tinha ouvido tanta safadeza, me deu muito tesão e gozei forte. Depois eu me arrependi de ter feito, mas não falei nada a ela.
Madalena exclamou:
— Que bom amor, agora você já tem uma experiência de fazer sexo com outra mulher. E era safadinha. Acho muito importante isso. Aprendeu mais.
— Você não se zanga? Não fica com ciúme? - Ele perguntou.
Madalena fez que não com a cabeça e explicou:
— Não, não tenho ciúme, sei que você não gosta dela, gosta de mim. Ela foi apenas sexo. Sei que às vezes na viagem você se masturba lembrando disso, mas prefere fazer sexo comigo do que com ela.
Messias a olhava admirado.
Depois ela completou:
— Mas eu achei que você fez muito bem amor. Gostei. Fez o que seu instinto de macho induziu que tinha que fazer. E pegou experiência. Eu entendo tudo. A Salete disse que o Lupe contou tudo a ela, vocês ficaram uma tarde toda com as quengas na sauna. O Lupe relatou para a esposa que fizeram muita safadeza, os três com as raparigas. E você comeu a moça direitinho mais de uma vez. Pode me contar.
Messias quase não estava acreditando que ouvia a esposa dizer aquilo. Perguntou:
— Jura que você já sabia? E não se zangou?
Madalena passava as unhas sobre a coxa do marido suavemente. Sentia a ereção dele dentro da cueca. Ela afirmou com voz mais sensual:
— Não zanguei. Achei normal. Você estava longe de casa. Devia estar bem tarado. Fiquei imaginando a cena de vocês com as quengas peladas na sauna e me senti muito excitada com isso, sabia?
A respiração do Messias estava forte. Contagiado pela atitude da esposa, revelando saber aqueles segredos, ficou bem excitado e com o pau duro. Madalena passava a mão sentindo o volume rijo da rola. A esposa sussurrava:
— Está tarado né safadinho? Olha que pau duro! Vou confessar amor, no dia que a Salete me contou isso, me masturbei muito lá em casa pensando em você comendo a quenga novinha. Me deu muito tesão. Nunca pensei que ia sentir isso. Gostei de saber.
Naquele ponto o Messias já estava com dificuldade de concentração ao volante. Seu pau muito duro, uma emoção forte travando a garganta, e a esposa apertando seu pau por cima da bermuda. Nunca poderia imaginar que a sua doce e recatada esposa pudesse ter aquele tipo de reação. Messias reclamou:
— O sacana do Lupe não sabe calar a boca, e foi contar logo para a Salete. Ela logo contou a você.
Madalena discordou:
— Amor, acho bonito eles serem assim, sem segredos. Liberais, cúmplices de tudo. Quero que a gente seja desse jeito. Não quero nada em segredo.
Messias admirado comentou:
— Você também? Jura? Nesse ponto eu também admiro o Lupe. Eu acho incrível o jeito deles, mas é muito louco.
— Louco por quê amor? Os dois são unidos, bem assumidos, verdadeiros. Não escondem nada um do outro.
Messias perguntou:
— Ela contou a você que dá para uns amigos dela quando o marido está na estrada, e conta tudo pra ele? E ele também passa o rodo nas quengas?
Madalena fez que sim, soltou um “hum-hum”, e comentou:
— Contou sim, querido, foi ela que me abriu a cabeça, mostrando que esse tipo de relação deles é muito mais verdadeiro do que daqueles casais que fazem tudo escondido. Eu prefiro assim, muita sinceridade. Mas não fiquei nada chateada de saber que você comeu a quenga novinha. Só queria que tivesse me contado.
Messias estava excitado com tudo aquilo, a atitude da esposa, a postura aberta, declarações, e revelação de que se sentira com tesão ao saber da sua foda com a novinha na sauna. Ele falou:
— Amor, estou muito admirado. Estou adorando essa viagem. Nunca pensei que a gente teria essa conversa e você se revelasse tão mente aberta e liberal. Prometo contar tudo. Também prefiro.
Madalena sorriu, deu um beijo no pescoço dele e confessou:
— Eu entendi tudo amor, que você queria essa viagem para nós podermos ficar juntos, e desfrutar da nossa companhia, e falarmos o que na nossa casa nunca temos paz para fazer. Nada melhor do que aproveitar para a gente poder se abrir, contar coisas que temos aprendido. Você me contou essas coisas que fez, e eu achei muito bom saber tudo. Agradeço muito à Salete que me convenceu que essa viagem seria maravilhosa para nós.
O pau do Messias permanecia duro, prensado dentro da cueca e da bermuda. Sentia a mão da esposa apalpando, apertando. Ela perguntou:
— Você está com tesão né? Mas me diga, é por lembrar da quenga ou por poder contar tudo para a sua esposa?
Messias soltou um suspiro forte, tentava se recuperar, depois falou buscando as palavras:
— Acho que por tudo um pouco amor. Alívio por poder contar a você tudo que eu fiz, e ver que não se sentiu magoada ou ofendida. Senti sua cumplicidade. Mas também por saber que você é assim, de mente aberta, e ficou excitada ao saber de tudo que eu fiz com a quenga. Isso eu não esperava.
Madalena sorriu carinhosa, e depois com jeitinho safado falou:
— Você me conheceu uma menina, me ensinou a ser mulher, a gostar de sexo, e eu gosto muito. Aí você passa muito tempo viajando, e quando volta não temos tempo de conversar. Os anos passaram, eu amadureci, aprendi muita coisa, leio, pesquiso, faço faculdade, conheço muitos jovens. Você já não conhece mais tanto a sua esposa. Acho que vamos aproveitar muito nesta viagem para nos conhecermos mais ainda.
Ela deu uma pausa, esperou uns segundos e falou:
— Viu como eu soube surpreender você usando esta blusinha leve sem sutiã? Eu sabia que você ia gostar e ficar bem excitado.
Messias sentia o pau duro dando solavanco. A esposa também sentia aquilo. Messias falou:
— Nossa! Você está deliciosa nessa roupa. Adorei. Viu como todos a cobiçavam? Até o Lupe ficou olhando seus peitinhos com cara de tarado.
Ela fez que sim, e não disse mais nada.
Ele falou:
— O Lupe, eu não ligo porque sei que ele é muito safado mesmo, não esconde, mas é um cara que podemos confiar.
Madalena perguntou:
— E os outros me desejando? Você liga? Gosta de ver?
Messias deu um longo suspiro e acenando afirmativamente assumiu:
— Gosto sim, descobri hoje, me deixou muito excitado pois sei que você merece.
Ficaram ali juntinhos se acariciando. Às vezes trocavam beijinhos. Durante uns quilômetros eles seguiram ali calados, Messias dirigindo e a esposa ao seu lado muito carinhosa. A estrada ia sendo consumida pelos pneus que rodavam céleres.
Parte 4: Molhadinha e provocante.
Pouco tempo depois viram as placas de sinalização indicando que se aproximavam do tal local onde haviam as águas termais. Messias disse:
— Podemos fazer uma parada aqui e tomar um banho gostoso, até na hora do almoço. Tem um restaurante que faz umas comidinhas caseiras gostosas. Vai ser bom.
Madalena ficou animada. Ela comentou:
— Xi, tenho que ver se eu coloquei algum biquíni na malinha. Não me lembro.
Messias deu de ombros:
— Ah, se não tiver biquíni pode colocar um short e blusa. Ninguém vai se incomodar com isso.
Messias conduziu o caminhão pela estrada secundária à direita, saindo da rodovia principal e se encaminhou no sentido para onde indicavam as placas e as setas. Era uma região com algumas elevações, morros, e a estrada mais estreita fazia curvas, que exigiam muita atenção dele ao dirigir. Foram se aproximando e enquanto isso a Madalena se virava no banco e puxava da parte de trás da cabine a sua malinha para ver as roupas.
Finalmente, depois de uma curva acentuada na estrada Messias avistou o muro branco e o portão largo que dava acesso à Estância de Águas Termais. Passando o portão, a estradinha coberta de pedregulhos levava até a uma edificação baixa, grande, onde ficava o escritório central daquele complexo. Um grande pátio bem nivelado e coberto de blocos de cimento, com muitas árvores de Fícus fazendo sombra, servia para o estacionamento. Não se viam mais do que uns seis veículos estacionados. Nos dias de feriado e final de semana o pátio ficava repleto de veículos dos visitantes. Messias conduziu o caminhão para uma vaga lateral, que era indicada para veículos longos, e estacionou.
Foi quando ele reparou que a Madalena estava sem a blusa, com os seios expostos e sem a saia, só com a calcinha. Ficou admirado observando, mas ela estava vestindo um top bege que era somente um retângulo de tecido macio com tiras de amarrar na nuca e nas costas, e que só tampava os seios. Depois, despiu a calcinha branca. Messias notou que ela havia depilado todos os pelos da xoxotinha, onde antes havia um triângulo de pelinhos escuros aparados. Ele exclamou:
— Você rapou tudo? Quando isso? Foi ontem?
A esposa concordou explicando:
— Fiz ontem de noite. Na estrada, assim será fácil de manter a higiene. Gostou?
Messias olhava aquela bocetinha bem raspadinha com lábios grossos e sentiu uma ereção imediata:
— Nossa! Que delícia! Eu gosto sim.
Madalena abriu as pernas um pouco mostrando a rachinha para ele dizendo:
— Ficou igual à da quenga, amor? Depois eu deixo você provar tá bom?
Messias nem disse nada. De pau duro estava quase atacando a esposa ali mesmo.
Ela vestiu um micro shortinho de malha de lycra também bege, bem pequeno, que tinha aberturas laterais, com cadarços para ajustar e amarrar dos dois lados. Ficava pequenino e bem justinho, modelando a xoxota. Ela explicou:
— Não trouxe nenhum biquíni, mas este micro short e este top vão servir. É quase a mesma coisa.
Messias despiu a bermuda e vestiu um short verde mais curto, de tactel. Bom para nadar. A esposa viu o marido de pau duro e gostou de saber que ficara excitado de ver sua xaninha raspada. Ele desceu do caminhão, e ajudou a esposa a descer também. Ela pegara uma camisa larga de algodão cru para vestir como se fosse uma saída de praia. Com aqueles trajes eles se dirigiram para a sala frontal da recepção, onde um rapaz anotou os nomes, fez o castro deles e entregou um saco plástico com duas toalhas brancas e dois chinelos de borracha também brancos.
Eles tiveram então acesso para a parte interna do balneário onde trilhas de lajotas que seguiam por um gramado entre as árvores, conduziam para a área das piscinas. Foram caminhando de mãos dadas, calçados com os chinelos de borracha, e olhando as três piscinas, que eram de água morna. Uma rasa, para crianças, uma média, mais larga, com a profundidade de um metro e vinte, e outra maior e mais funda, mas que tinha degraus nas laterais que permitiam as pessoas ficarem sentadas dentro da água. Havia algumas pessoas lá, todos adultos nessa piscina maior. Não viram crianças.
Messias contou umas três mulheres, e uns seis homens. Três dos homens eram mais velhos. Os mais jovens deviam ser maridos das três mulheres. Estavam todos na piscina maior. Cada piscina distava uns dez metros da outra. Resolveram entrar primeiro, para se adaptar, na piscina do meio, de profundidade média e onde a temperatura da água não era tão alta. Madalena retirou a camisa e deixou sobre uma cadeira espreguiçadeira ali perto, junto com a toalha. A seguir entrou na água, seguida do marido. Era uma sensação gostosa, de relaxamento devido a água ter uma temperatura alguns graus acima da temperatura do corpo. Messias disse:
— Mais adiante, depois daquele muro lá ao fundo, existem mais três piscinas, mas a água delas é bem mais quente. Fica mais próximo da montanha. É indicada para fisioterapias e outros tratamentos. Eu não gosto muito. Me deixa de pressão baixa.
Madalena havia prendido o cabelo, pois não queria molhar e ficou dentro da água abaixada, apenas com os ombros de fora. Messias também estava abaixado dentro da água. Ficaram ali desfrutando aquela sensação deliciosa por uns quinze minutos. Comentavam que era muito bom poder desfrutar daquele banho. Madalena estava contente.
Até que viram surgir o Lupércio e outro caminhoneiro com toalhas nas mãos, se aproximando das piscinas.
Vinham de calções e também calçados com chinelos brancos como todos os visitantes. Acenaram par
Sua imaginação também tem espaço aqui.
Escreva o seu conto🕐 Últimos contos adicionados
Denunciar Conto
Ajudar a manter a comunidade segura é importante. Selecione o motivo abaixo (e opcionalmente deixe detalhes/e-mail).
Sugerir Categorias
Este conto está na categoria errada? Informe as corretas abaixo.
É preferível que escolha apenas uma, mas você pode escolher até três.