__Quem é?
__Papai! Posso entrar?
__Um momento pai, já estou indo abri a porta. - disse muito esbaforida sem saber como agir com rapidez para não despertar nenhuma suspeita do que eu poderia estar fazendo, já que não era costume trancar a porta. O jeito foi, colocar um roupão, onde me cobriria mais rapidamente e assim fui abrir a porta, deparando com meu pai que me olhou inquisidor.
__Tomou banho filha?
__Não, por quê?
__Estas suada, com parte do cabelo molhado.
__Ah, deve ser...deve ser porque...bem, ah, por que eu estava fazendo exercício - achei a desculpa mais esfarrapada que poderia me vir a cabeça, esquecendo que o odor ali presente poderia, para uma narina experiente, seria notado mas, era o que tinha me surgido para aquele momento. Não sei o que deu em mim que olhei para cama e vi uma mancha que estava estampada no lençol, que iria denunciar o que tinha acontecido ali. Sai correndo e me atirei sobre ela, ao ver que meu pai se dirigia para aquele lado. Ele me olhou sorrindo e disse:
__Continua praticando?
__É, como vê estou bem em forma...mas o que queria me falar.
__Sua mãe, saiu com uma amigas para um jogatina e eu não quis ir mas, não estou a afim de ficar sozinho.
__Quer que eu lhe faça companhia?
Fiquei balançada a dizer que já tinha lugar para ir, mas vendo meu pai ali, carente, optei por algo que achei razoável, mesmo sabendo que não teria minha noite de trepada concretizada.
__Tudo bem papai, eu fico com você.
__Tem certeza, não estarei atrapalhando sua noitada?
__Não pai, será bem divertido.
__Então filha, vamos começar a ver se temos tudo que precisamos ter para uma bela e gostosa noite. Vou ver o que tem na geladeira, tá? - disse saindo do quarto. Assim que ele fechou a porta fui até ela e a fechei. Rapidamente tirei o roupão e fui me vestir mas, a porta , que não tinha sido trancada, se abriu e meu pai entrou, deparando comigo nua, se saber como agir, que não fosse usar mãos e braços para ocultar parte do corpo - Desculpe filha- disse ficando de costas -Vim saber se não preferes umas pizzas?
__Claro, claro, pode ser - balbuciei desorientada, pegando o roupão e colocando sobre o corpo nu. Meu pai saiu e fechou a porta. Fiquei em choque por meu pai ter-me visto nua. Como iria encara-lo a noite inteira que ficaríamos juntos, era o que eu pensava. Lembrei-me de seu rosto ao me ver nua, seus olhos se fixaram em todo meu corpo ao mesmo tempo, fazendo uma varredura indecente, só não me atingindo o traseiro, por eu estar de frente para ele. Eu me acha, louca por achar que desde o inicio, quando entrou no quarto pela primeira vez, meu pai me olhara de forma diferenciada. achando até que tinha visto a mancha do meu gozo, no lençol e sentira o cheiro de algo nada normal, que era de sexo. Comecei a tremer, pois estava apavorada envergonhada e entesada. É, eu estava naquele estado que não sabia o que pensar realmente.
Depois de tomar coragem, sai do quarto e fui até a cozinha, onde meu pai estava e...
__Vai mesmo pedir pizza, pai? - perguntei timidamente.
__Só se você quiser realmente, mas pretendo fazer alguma coisa a mais e tirar uma ou duas garrafas de vinho da adega, que tal? - perguntou me olhando com um sorriso que me desmontou, pois era tão inocente que me senti culpada, uma pecadora, ao pensar que ele tinha tido desejo em mim.
__Eu topo qualquer parada...
__Pois então, estou verificando tudo que temos em casa e ver se falta algo, que irei buscar.
Quando meu pai saiu em busca do que faltava, eu aproveitei para começar a aprontar o que eu sabia que ele desejava fazer e tinha em casa os ingredientes. Apesar de me entregar ao que fazia, o sexo não me saia da cabeça. Como meu pai reagiria se tivesse me visto masturbando? Foi pensando nisso que me distrai e feri um dedo. Estava, procurando um esparadrapo quando meu pai chegou e me vendo com sangue no dedo, correi para me acudir, indo direto onde se guardava o kit de emergência, para pequenos acidentes domésticos. Mas um fato estranho aconteceu, quando meu pai levou o dedo, machucado, a boca e, cerrou os lábios em torno dele, chupando-o e como um vampiro engolindo o sangue que brotava. Nos encaramos e eu li em seus olhos, que algo muito tenso estava começando a se formar entre nós e como se existisse um imã que nos puxava um para o outro, fomos magneticamente nos aproximando e apesar do meu fôlego trôpego, medroso mesmo, eu não recuei e sentir a boca dele na minha, me causou um pavor. que meu corpo amoleceu e tudo ficou escuro. Quando dei por mim, estava na minha cama, com meu pai do meu lado, com cara de preocupado. Perguntei o que tinha acontecido.
__Você desmaiou. Desculpe, me perdoe...
__Mas porque, você esta falando isso? - eu estava tão alheia, pois nunca havia desmaiado na vida, que não me recordava o que tinha acontecido, até que ele me contou, que nós havíamos nos beijado e eu desmaiara então. Caiu a ficha, e eu comecei a rir, de nervosa, ri até começar a soluçar. Meu pai demorou para agir, talvez por medo, mas finalmente me abraçou e começou a enxugar meu olhos e quando terminou, levantou meu rosto e sem que quisesse fugir á aquele olhar, olhei para sua boca e o desejei. - Pai!
__Filha!
(cont.)