Tudo começou com a Valentina.
Nos conhecemos num grupo de amigas em comum. Ela tem 28 anos, é morena, olhos verdes, cabelos cacheados até os ombros, e um corpo que parece esculpido para o pecado – quadris largos, bunda empinada, seios médios e firmes. Ela é advogada, divorciada, e tem um ar de mistério que mexia comigo.
Começamos a conversar. Depois a nos encontrar para cafés. Depois para jantares. A química era tão forte que chegava a doer. Até que um dia, num desses encontros, ela me beijou.
Foi o beijo mais molhado e gostoso que já recebi na vida. A língua dela entrou na minha boca com uma segurança que me desarmou completamente. Quando terminei de beijá-la, eu já sabia: queria mais. Queria tudo.
— Você quer ser minha? – ela perguntou, naquela noite, enquanto estávamos sentadas no sofá da minha sala, as pernas entrelaçadas, o silêncio da madrugada nos envolvendo.
— Sua como?
— Minha cadela. Minha submissa. Minha dona.
— Você é Domme?
— Sou. E você vai aprender a ser minha.
Na hora, não soube o que responder. Mas minha boceta já estava encharcada. E meu corpo já dizia sim.
Ela marcou um encontro na casa dela para o sábado seguinte. Passei a semana inteira ansiosa, molhada, imaginando o que poderia acontecer. Na sexta à noite, ela me mandou uma mensagem:
"Amanhã você vem com uma calcinha velha. Algodão. Não lave. Quero sentir o seu cheiro."
Meu coração disparou. Tirei uma calcinha velha do cesto de roupa suja – usada, com uma mancha escura na altura da virilha, com pelos meus escapando. Guardei numa sacola. Passei o resto da noite me masturbando pensando no que ela ia fazer comigo.
Cheguei na casa dela no sábado, 20h. Ela abriu a porta usando um roupão preto de seda, aberto na frente. Por baixo, usava apenas uma calcinha fio dental preta. Os seios estavam à mostra, os mamilos escuros e duros.
— Entra – ela disse, com a voz grave.
Entrei. Ela fechou a porta. Trancou.
— Ajoelha.
Ajoelhei. Ela jogou minha calcinha velha na minha frente.
— Cheira.
Peguei a calcinha. Levei ao nariz. Cheirei fundo. O cheiro era forte, ácido, inconfundível – o cheiro da minha própria boceta depois de um dia inteiro sem trocar de calcinha.
— O que você sente? – ela perguntou.
— Tesão.
— O que mais?
— Vergonha.
— Boa. A vergonha é o começo da submissão. Agora veste. Por cima da sua calcinha.
— As duas?
— As duas. Quero você com duas camadas de calcinha suja. Quero sentir o cheiro das duas.
Vesti a calcinha velha por cima da minha. O tecido áspero roçou na minha boceta. O cheiro subiu até meu nariz.
— Levanta.
Levantei.
— Tira o vestido.
Tirei o vestido. Fiquei só de sutiã e as duas calcinhas.
— O sutiã.
Tirei o sutiã. Os seios caíram. Os mamilos já estavam duros.
— Vem.
Ela me levou para o quarto. A cama era grande, de casal, com lençóis pretos. Na mesa de cabeceira, havia uma caixa preta.
— Deita de bruços.
Deitei. Ela sentou ao meu lado. Começou a passar a mão nas minhas costas, na minha bunda, nas minhas pernas.
— Você sua – ela disse.
— Estou nervosa.
— Nervosa e suada. Eu gosto. Cheiro de suor é cheiro de tesão.
Ela enfiou a mão por baixo das minhas calcinhas – as duas camadas – e tocou na minha boceta.
— Está encharcada.
— Estou.
— O que você quer?
— Não sei.
— Sabe sim. Fala.
— Eu quero... que você me coma.
— Com o quê?
— Com... os dedos. Com a boca. Com o que você quiser.
Ela riu. Subiu na cama. Abriu a caixa preta.
Dentro havia um consolo duplo – rosa, de silicone, com duas extremidades, 30 centímetros no total. E um vibrador pequeno, prateado.
— Você sabe o que é isso?
— É um consolo duplo.
— Você já usou um?
— Nunca.
— Hoje você vai usar. Comigo. Ao mesmo tempo.
Ela tirou a calcinha. A boceta dela apareceu – lisa, rosada, inchada, já escorrendo.
— Tira as suas calcinhas.
Tirei. As duas. Fiquei pelada, de bruços, a bunda empinada.
— Vira de costas para mim.
Virei. Ela se encostou nas minhas costas, de conchinha. A boceta dela encostou na minha bunda.
— Abre as pernas.
Abri. Ela enfiou uma ponta do consolo duplo na minha boceta. Eu gemeu.
— ISSO... DEVAGAR...
Ela enfiou devagar. A ponta rosa entrou centímetro por centímetro.
— ENFIA TUDO – eu pedi.
Ela enfiou tudo. 15 centímetros do consolo sumiram dentro de mim.
— AGORA A MINHA VEZ – ela disse.
Ela encaixou a outra ponta na própria boceta. Enfiou. Gemeu.
— AS DUAS! – ela gritou. – AS DUAS ESTÃO COM O MESMO PAU DENTRO!
Começamos a nos mexer. Devagar no início, depois rápido. O consolo deslizava para dentro de uma, para dentro da outra. As duas bocetas apertavam o mesmo plástico.
— EU SINTO A SENHORA! – eu gritei.
— SINTO A SENHORA DENTRO DE MIM!
— VOCÊ É MINHA CADELA?
— SOU! SOU SUA CADELA! SOU SUA PUTA! SOU O QUE A SENHORA QUISER!
Ela gozou. O líquido claro jorrou da boceta dela, escorreu pelo consolo, escorreu pela minha perna. Continuei me mexendo. Gozei.
— TROCA! – ela ordenou.
Ela tirou o consolo da minha boceta. Virou de quatro. Empinou a bunda.
— ENFIA NO MEU CU!
— A SENHORA TEM CERTEZA?
— TENHO!
Passei lubrificante. Enfiei a ponta do consolo no cu dela. Ela gemeu alto.
— ISSO, CARALHO! ENFIA TUDO!
Enfiei tudo. 15 centímetros de plástico sumiram no cu da minha Domme.
— METE! – ela pediu.
Metti. Devagar no início, sentindo o cu dela se acostumar. Depois rápido. Ela gemia, os dedos arrancando o lençol.
— VOU GOZAR! – ela gritou.
— GOZA!
Gozou. O líquido claro jorrou da boceta dela. Continuei metendo. Ela gozou de novo. Só de cu.
— PARA – ela disse, ofegante. – JÁ CHEGA.
Tirei o consolo. O cu dela ficou aberto, piscando.
— Agora é a sua vez – ela disse. – De quatro.
Deitei de quatro. Ela enfiou o consolo no meu cu.
— VAI DOER.
— PODE DOER.
Ela enfiou. Gritei. A dor foi uma facada.
— CALMA. RESPIRA.
Respirei fundo. Ela enfiou mais. O consolo entrou todo.
— MEXE – eu pedi.
Ela começou a meter. Devagar. Meu cu ardia, mas ardia gostoso.
— MAIS RÁPIDO!
Ela acelerou. Eu gemia, os dedos apertando o lençol.
— VOU GOZAR! – eu gritei.
— GOZA!
Gozei. O líquido claro jorrou do meu pau – sem ninguém tocar. Só com o consolo no meu cu.
Ela tirou o consolo. Meu cu ficou aberto.
— Pronto – ela disse, ofegante. – Agora você não tem mais segredos para mim.
Depois de nos recuperarmos, ela me levou para o banheiro. O box era grande, de vidro. Ela abriu o chuveiro. A água quente escorria.
— Entra – ela disse.
Entrei. Ela entrou atrás.
— Levanta o braço.
Levantei. Ela enterrou o rosto na minha axila. Cheirou fundo.
— QUE CHEIRO BOM – ela disse. – CHEIRO DE TESÃO. CHEIRO DE SUOR. CHEIRO DE MULHER.
Lambeu. A língua percorreu os meus pelos, o suor, a pele.
— Eu nunca tinha sentido isso – eu disse.
— Nunca?
— Nunca. Meu ex-namorado tinha nojo de cheiro.
— Ex-namorado é idiota. Cheiro é a melhor parte.
Ela lambeu a minha outra axila. Eu gemia, os dedos enterrados no cabelo dela.
— AGORA VOCÊ – ela disse.
Ela levantou os braços. Enterrei o rosto na axila dela. O cheiro era forte, ácido, adocicado. Lambi. Chupei. Mordi os pelos.
— ISSO, MANUELA! ASSIM QUE SE LAMBE UMA MULHER!
Ela gozou ali mesmo, em pé, debaixo do chuveiro. O líquido claro escorreu pela perna dela, misturado com a água.
— AGORA A SUA VEZ – ela disse.
Ela se ajoelhou. Abriu a minha boceta com os dedos.
— Vou te chupar. Mas antes, quero que você faça xixi.
— O QUÊ?
— Xixi. Quero que você mije na minha boca.
— MAS...
— É uma fantasia minha. E você vai realizar. Hoje.
— EU NUNCA...
— POR ISSO MESMO. VAI SER A PRIMEIRA VEZ.
Respirei fundo. Tentei relaxar. A bexiga estava cheia.
— ABRE A BOCA – eu disse.
Ela abriu. Colocou a língua para fora.
Mijei.
O jato quente acertou a língua dela. Ela engoliu. Os olhos fechados, de prazer.
— MAIS – ela pediu.
Continuei mijando. A urina escorreu pela boca dela, escorreu pelo queixo dela, escorreu pelo peito dela. Ela bebeu tudo.
Quando terminei, ela lambeu a minha boceta. Limpou cada gota.
— DELÍCIA – ela disse. – URINA DE MULHER É O MELHOR AFRODISÍACO.
— VOCÊ É LOUCA.
— LOUCA DE TESÃO. AGORA A MINHA VEZ.
Ela se levantou. Abriu as pernas.
— VOCÊ VAI MIJAR NA MINHA BOCA.
Abri a boca. Ela mijou. O jato quente acertou a minha língua. Engoli. O gosto era forte, salgado, único.
Ela gozou de novo. Eu gozei junto.
Saímos do banheiro. Nos secamos. Voltamos para a cama, peladas, suadas, as bocetas escorrendo.
— O que você achou da sua primeira noite como cadela? – ela perguntou.
— A MELHOR NOITE DA MINHA VIDA.
— VAI QUERER REPETIR?
— VOU. QUANTAS VEZES A SENHORA QUISER.
— ENTÃO VEM CÁ. A NOITE AINDA NÃO ACABOU.
Ela me puxou. Me beijou. A língua entrou na minha boca. Senti o gosto da minha própria urina, misturada com o gosto dela, misturada com o gosto da minha boceta, misturada com o gosto do suor das nossas axilas.
— EU TE AMO – ela disse.
— EU TAMBÉM TE AMO – respondi.
— AMOR DE CADELA?
— AMOR DE CADELA. AMOR DE DONA. AMOR DE MULHER.
Dormimos. O sol nasceu. O cheiro de sexo, de urina, de suor, de boceta impregnava o lençol.
O cheiro de quem finalmente se entregou.