No quarto de Pedro — Parte II

Por: luana-399 • 09/07/2026 • 221605 leituras
Capa do conto
Os dias seguiram com uma normalidade aparente, mas Larissa sabia que nada estava igual.
Havia algo diferente no ar, uma vibração sutil que se instalava entre ela e Pedro desde o diálogo que tiveram. As conversas tornaram-se mais curtas, os olhares mais longos. Às vezes, bastava o som dos passos do primo no corredor para que o corpo dela reagisse, sem explicação.

Pedro continuava o mesmo — contido, gentil, distante.
Mas, agora, havia uma sombra em seu olhar, algo que revelava que ele também sentia o peso do silêncio entre eles.

Numa sexta-feira chuvosa, dona Letícia viajou para visitar uma amiga em Campinas.
Larissa e Pedro ficaram sozinhos no apartamento. A chuva caía grossa contra as janelas, e o som da cidade se misturava ao do vento. Era uma noite morna e lenta, dessas em que o tempo parece se esticar.

Larissa estudava sentada no sofá vestindo uma camisola, com o cabelo solto e os pés descalços. Pedro apareceu na sala com uma xícara de café, ofereceu-lhe, e sentou-se ao lado.
Durante alguns minutos, ficaram em silêncio. A televisão ligada em volume baixo, as luzes reduzidas.

— Estranho ficar só nós dois aqui — comentou ela, quase num sussurro.

— É… — respondeu ele, olhando para frente. — Mas é tranquilo.

Ela sorriu.
O jeito dele dizer “tranquilo” tinha algo de provocador, mesmo sem intenção.
Houve um breve silêncio, denso. Ela o observou de soslaio — o perfil firme, a expressão calma. Um fio de cabelo caiu sobre o rosto dela, e Pedro, num gesto automático, estendeu a mão e afastou-o.

O toque foi breve, mas o suficiente para acender algo.
Os olhos de Larissa se encontraram com os dele. Por um instante, o tempo parou.

Pedro desviou o olhar, pigarreou e se levantou.
— Vou dormir. Amanhã acordo cedo.

Ela apenas acenou, sem conseguir dizer nada.
Mas, quando ele entrou no quarto, Larissa permaneceu ali, sentindo o coração bater rápido, os dedos trêmulos. Começou a se acariciar tocando em seus seios durinhos enquanto a outra mão foi descendo até a calcinha e sentiu sua buceta já molhada. Não aguentou e foi ao banheiro na tentativa de aliviar seu tesão pelo primo.

Mais tarde, entrou no quarto em silêncio. As luzes estavam apagadas.
Pedro dormia virado para o outro lado, o som da respiração dele preenchendo o espaço. Larissa deitou-se com cuidado, tentando não fazer barulho.

Entretanto, o sono não vinha. A jovem tornou a acariciar seus corpos sob as cobertas. Tirou a calcinha e voltou a se masturbar.

A chuva continuava lá fora, agora mais leve.
No meio da escuridão, ela ouvia apenas a respiração dele imaginando estar envolta em seus braços. Cada movimento era um convite silencioso para que os dois concretizassem o desejo.

Virou-se na cama, e por um instante, surpreendeu-se quando as mãos dele tocou o braço dela.
Um toque mínimo, mas que atravessou o corpo inteiro de Larissa como uma corrente. Ela ficou imóvel, com o coração disparado.

Por um instante, não disseram nada. Apenas ficaram ali, respirando o mesmo ar, no mesmo ritmo.

— Larissa… — murmurou ele, quase sem voz.

Ela não respondeu, apenas manteve o olhar fixo na penumbra, esperando algo que não sabia nomear.

Pedro se afastou um pouco, como quem luta contra si mesmo.
— É melhor dormir — disse, baixo.

E ela entendeu.
Não era recusa — era contenção. O tipo de limite que não vem da indiferença, mas do medo de atravessar um ponto sem volta.

Larissa virou-se de costas, com o corpo ainda em chamas, e fechou os olhos.

O silêncio da madrugada foi tomando conta, misturando o som da chuva, o calor dos corpos e o desejo não dito. Os dedos saciavam incessantemente a busca daquela bela jovem de 18 anos pelo prazer.

Pedro discretamente se masturbava em sua cama ao ouvir os gemidos de Larissa, os quais conseguia perceber mesmo com a chuva caindo forte.

Quando acordou na manhã seguinte, Pedro já havia saído.
Mas, sobre a escrivaninha, havia um bilhete:

> “Fiz café. Volto à tarde.
— P.”

Larissa sorriu. O bilhete era simples, mas a caligrafia dele tremia — e isso bastava para saber que o que acontecera na noite anterior não tinha sido imaginação.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

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