Quase todos os vizinhos da rua Topolowa na pequena Suprasl, no aglomerado de Bialystok no nordeste da Polônia se conheciam de longa data, eram famílias simples que haviam presenciado e se solidarizado com nascimentos e mortes que as afetaram, participando de qualquer evento festivo de seus vizinhos. O domingo, dia 28 de março de 2010, em plena transição entre o inverno e a primavera, amanheceu com uma geada que deixou os telhados e mansardas das casas cobertas com uma fina camada branca. A temperatura de -3°C do lado de fora contrastava com os 20°C que agitava o interior da nossa casa, devido ao alvoroço que a festa pelos meus dezoito anos estava provocando. Um grande almoço seguido de bolos e guloseimas no meio da tarde estavam em final de preparativos, com minha mãe e algumas vizinhas agitando a cozinha.
Eu, Wojciech, era o caçula dos Bartek, depois do meu irmão Milosz e da minha irmã Hanna, uma raspa de tacho, como diziam, por ser oito anos mais novo do que minha irmã. Minha infância foi moldada pelas perseguições e opressões do Milosz e pelos mimos e cuidados da Hanna que em suas brincadeiras com as amigas, me faziam ser o bebê a quem tinham de prover como futuras mães zelosas. Me transformei no boneco ambulante delas. Fingiam estar preparando um almoço misturando tudo que encontravam na cozinha e o enfiavam na minha goela abaixo, por pior que a gororoba fosse, eu tinha que dizer que estava uma delícia. Uma vez chegaram ao ponto de picotar todo meu cabelo, deixando-o espetado como se eu fosse um ouriço, para testarem suas habilidades de cabelereiras. Nesse dia a Hanna não escapou de umas chineladas na bunda quando minha mãe se deparou com meu cabelo picotado e cheio de buracos. Eu até que achei legal, mas naquela época era a opinião da minha mãe que contava, não a minha.
Ninguém o conhecia direito, nem sabia no que trabalhava atualmente na Rússia. Artyom Rybakov era um amigo que há alguns anos serviu o exército Bielorrusso junto com um dos nossos vizinhos, o Sr. Zaitsev antes de ele se casar e migrar para a Polônia e, estava hospedado na casa deles, comparecendo ao meu aniversário como um agregado bem-vindo. Ele me presenteou com um relógio de pulso caro, o que gerou alguns comentários por parte dos meus familiares. Não era algo comum um desconhecido dar um presente daquele quilate a um rapagão mal saído da puberdade. Eu fiquei eufórico, nunca tive um relógio quanto mais um lindo e caro como aquele. Agradeci-o com um sorriso de orelha a orelha e ele logo soube o impacto que o presente causou em mim. Não precisava ser muito perspicaz para perceber que havia me conquistado com aquele presente.
O Sr. Rybakov era um homem corpulento de feições rudes que nem mesmo os sorrisos exagerados que esbanjava conseguiam esconder. Tinha um olhar enigmático, penetrante, que parecia conseguir ler a alma das pessoas e, certamente, o fez com a minha. Eu andava apreensivo com meu futuro naquela cidadezinha sem grandes oportunidades, e vinha alimentando as esperanças de me mudar para Varsóvia ou para alguma cidade desenvolvida da Alemanha, para onde muitos poloneses haviam seguido depois de a Polônia ter deixado de ser um Estado satélite comunista com forte influência da URSS até a queda do comunismo. O olhar dele me perseguiu durante toda a festa, me deixando encabulado algumas vezes, embora eu não conseguisse atinar porquê.
A divisão administrativa de Podlaskie, uma das dezesseis da Polônia, na qual Suprasl se incluía, nunca foi representativa na economia do país, resultando numa população empobrecida que muitas vezes se via obrigada a se mudar para centros maiores ou até outros países.
A maioria dos convidados já havia voltado para casa no início da noite, mas os Zaitsev e o Sr. Rybakov ainda conversavam com meu pai e um tio na sala de estar quando meu pai me chamou.
- O Sr. Rybakov aqui, está voltando para Moscou na semana que vem e disse que tem um emprego para você numa das empresas de seu patrão, se você estiver interessado. Como você não tem falado noutra coisas nesses últimos meses, de querer se mudar para uma cidade maior onde haja mais possibilidades de trabalho, acho que seria uma boa oportunidade, o que pensa? – questionou meu pai.
- Moscou? Eu estava pensando em Varsóvia ou, melhor ainda, Berlim, Frankfurt, Munique. Moscou, não sei. Não me agrada a ideia de morar na Rússia, tenho a impressão de ser um país pior do que a Polônia em termos de oportunidades para quem quer estudar e fazer uma carreira. – argumentei.
O Sr. Rybakov usou de toda astúcia para me convencer das infinitas oportunidades que me esperavam em Moscou, uma capital que, segundo ele, estava em plena ascensão depois do comunismo ter se modernizado e dado ao país um avanço econômico significativo. Não era bem o que eu havia lido e concluído sobre a Rússia, mas quem era eu para questionar o que um morador local nativo e bem sucedido sabia. Eu não passava de um molecão com a cabeça cheia de planos, alguns até ousados demais devido a impetuosidade da juventude.
- Bem, Wojciech, você não precisa me dar uma resposta agora, tem alguns dias para pensar na minha proposta, mas eu garanto que ela vai de encontro a tudo que você está sonhando. Eu vou lhe dar todo suporte necessário, não ficará abandonado, esteja certo. Vou lhe abrir os caminhos e ajudá-lo a conquistar tudo que almeja. – asseverou. Eu era um rapagão ingênuo, não sabia nada da vida, mas aquelas palavras pareciam carregar mais falsidade que verdades, o que me levou a pedir um tempo para me decidir.
Expus todas as minhas dúvidas e reservas aos meus pais nos dias que se seguiram, eles sempre tinham um argumento a favor da proposta e, aos poucos, fui assimilando que aquilo seria uma oportunidade da qual não podia abrir mão.
Na terça-feira, 6 de abril de 2010, em outra manhã gelada, segui com Sr. Rybakov em seu BMW X3 novinho em folha para Moscou, a mais mil quilômetros de casa, numa viagem de dois dias com um pernoite na Bielorrússia, em Safonovo, onde ele alegou ter um assunto comercial a tratar. Para quem nunca saiu de Suprasl, aquilo era mais que uma aventura, era um sonho prestes a se tornar real.
Ele me deixou no único quarto duplo disponível de um hotel na Ulitsa Krasnogvardeyskaya em Safonovo no final da tarde quando as luzes da cidade começavam a acender e saiu dizendo que ia resolver o tal assunto comercial, colocou 1.200 rublos na minha mão para que eu pudesse jantar num restaurante próximo, caso ele não voltasse a tempo. Fiquei esperando até às 20h, minha barriga estava roncando, eu estava cansado da viagem e entediado entre as quatro paredes do quarto despojado. Estiquei-me sobre a cama e liguei a TV, mas como não entendia uma palavra em russo, logo me aborreci. Como ele não voltou, desci à rua e fui à caça de um lugar para comer. Caminhei pelas ruas quase desertas até um fastfood nas proximidades, o cardápio estava todo em russo para meu azar. Optei por um lanche tipo hamburger que estava estampado no topo do cardápio no valor de 350?, apontando para o atendente carrancudo, apesar de sexy, a foto do lanche e para os copos de Pepsi das duas garotas que estavam na mesa ao lado e não paravam de me encarar. Cheguei a ligar a câmera do celular no modo selfie para ver se tinha alguma coisa na minha cara que as estivesse fazendo me encarar e cochichar entre risinhos. Não havia nada errado com a minha cara, talvez apenas o fato dela nunca ter sido vista naquele lugar. Contudo, com o celular havia. Estava sem sinal quando tentei ligar para os meus pais contando como estava sendo a viagem.
Voltei ao hotel e o Sr. Rybakov ainda não havia regressado. Por volta das 23h resolvi não esperar mais e fui dormir. Minha única mala havia ficado no carro, o que me obrigou a deitar de cueca. Despertei com uma sensação estranha percorrendo minhas coxas grossas e lisinhas, até perceber que era a mão do Sr. Rybakov deslizando sobre a pele. Dei um salto demorando a me localizar no quarto imerso na luz amarelada da lâmpada de cabeceira, e o encontrei sentado na beira da minha cama, completamente nu e com os cabelos ainda úmidos, me encarando como um leão espreitando sua presa.
- Ah, é o senhor! – exclamei assustado e sem coragem de olhar para aquele corpo parrudo e pelado.
- Quem mais haveria de ser! – exclamou, sem tirar a mão da minha coxa. – Esperava outra pessoa? – a voz dele soava estranha, estava um tanto quanto embriagado, como denunciou o hálito quando seu rosto estava próximo demais do meu.
- Não, claro que não, Sr. Rybakov! Não conheço ninguém aqui além do senhor! – respondi, tentando me esquivar dele.
- Artyom, chame-me apenas de Artyom! Sem formalidades! – retrucou, enquanto a mão grande e pesada com tufos de pelos negros sobre as falanges avançava rumo a minha bunda roliça que mal cabia dentro da cueca.
- Sim! O senhor está bem, Sr. Rybakov? – gaguejei atrapalhado por aquele olhar de cobiça que não se desviava do meu corpo quase nu. – Digo, Artyom! – corrigi, quando ele franziu o cenho em desaprovação.
- Você é virgem, Wojciech? – a pergunta acrescida daquele olhar me apavorou, e comecei a tremer sem controle.
- Eu ... bem eu ... Por que está me fazendo essa pergunta, senhor .... Artyom? O sen ... você está bem, Artyom? Posso fazer alguma coisa por você? – continuei gaguejando de tanto que meus lábios tremiam.
- Já te disseram que você é um molecão muito bonito e gostoso, Wojciech? Muito gostoso! – repetiu, enfiando de vez a mão dentro da minha cueca alcançando minha nádega lisinha e quente.
- Não, Sr. Rybakov! – soltei indignado, fazendo força para tirar a mãozona dele da minha bunda.
- Não tenha medo, Wojciech! Sou muito experiente em descabaçar virgens! Garanto que não vai doer quase nada. – afirmou, o que me fez pular fora da cama e cobrir meu torso encolhido com os braços.
- Eu não quero ser desvirginado, Sr. Rybakov! Por favor, o senhor está me assustando! Eu acho que quero voltar para casa! Posso pegar a minha mala no carro e voltar para casa, por favor, senhor Rybakov? Eu acho que a sua proposta de emprego não vai dar certo. – desatei a falar, enquanto me agarrava às minhas roupas deixadas sobre uma cadeira.
- Está me irritando com esse Sr. Rybakov para cá, Sr. Rybakov para lá! Eu já disse para me chamar de Artyom, é tão difícil entender? – o tom de voz raivoso dele me deixou ainda mais apavorado.
- Eu estou com medo, sen...digo, Artyom! Quero voltar para casa! – exclamei choroso.
- Eu já disse que não precisa ter medo, não vai doer muito! E enfia uma coisa na sua cabecinha, moleque, não tem volta para casa. Você vai trabalhar para o meu chefe em Moscou e está acabado, não há outra opção! Esqueceu que estou com seu passaporte, que não tem nada nos bolsos além dos 1200? que lhe dei para o jantar? Não seja tolo, garoto! Você está nas minhas mãos e eu preciso saber se você está apto a desempenhar a função que lhe aguarda. – sentenciou com um cinismo frio na voz.
- Apto? Que função? – eu era tão ingênuo que caía feito um pato na primeira cilada.
- Vem cá que eu te mostro! – devolveu, vindo na minha direção com a pica à meia bomba e me reconduzindo para a cama. – Chupa meu caralho, moleque! Já chupou a pica de um macho?
- Nãããooo, senhor! – respondi ao mesmo tempo que uma bofetada forte me atingia o rosto.
- Vai ser bem pior se continuar me chamado se senhor, entendeu moleque? Trate de aprender o que lhe ensinado, e não ouse desobedecer se não quiser sentir o peso dos meus punhos. O segredo para se dar bem em seu emprego é a submissão, a total submissão! – ameaçou. Acenei com a cabeça e uma lágrima rolou pelo meu rosto.
Ele pincelou o cacete grosso no formato de um torpedo no meu rosto, me fazendo sentir o cheiro penetrante que exalava. Esfregou-o sobre os meus lábios que eu apertava com força.
- Abre a boca e chupa minha caceta! – ordenou, não deixando margem a hesitação.
Fui abrindo a boca lentamente sentindo-a tremer, até conseguir envolver a glande pontiaguda a partir da qual a pica começava a engrossar até se juntar ao sacão flácido que pendia abaixo dela. Ele soltou um grunhido rouco assim que minha boca se fechou ao redor do falo latejante.
- Isso, moleque! Mama meu cacete, seu puto do caralho! Quanto melhor você mamar um cacete, melhor para você! – afirmou, socando a rola na minha garganta até me fazer perder o fôlego.
Soquei as coxas musculosas e peludas dele para não me sufocar quando os engulhos vieram. Com o rosto vermelho, a respiração voltando a acontecer, assim que o caralho saiu da minha boca, eu ergui meu olhar suplicante na direção do rosto apático dele. Não se via um traço sequer de compaixão expresso nele, e eu soube que só me restava continuar obedecendo sem discutir.
- Precisa colocar empenho nisso, moleque! Mama com vontade, mama como se fosse um bezerro faminto! Essas chupadas chochas não excitam ninguém! Chupa, veado do caralho! – ordenou. Eu me empenhava ao máximo deixando as lágrimas escorrerem. – Para de chorar, filho da puta! Vai me fazer brochar com essa choradeira!
- Desculpe! – balbuciei, engolindo o choro e chupando com mais força, o que me fez sentir um pouco de visgo salgado se misturar à minha saliva. Pensei que era a porra, mas constatei que era apenas o pré-gozo começando a vazar daquela verga de carne revestida de veias saltadas que eu segurava na minha mão trêmula.
Com o aumento dos grunhidos dele, notei que estava chegando onde ele queria que eu chegasse. Ele agarrou minha cabeça entre as mãos fortes, socou-a para dentro de sua virilha, deixando os pentelhos grossos roçar meu rosto. Apesar de estar quase sem fôlego, continuei chupando. Agora havia excitação nos grunhidos dele e, aos poucos, ele ia sendo tomado de um tesão incontrolável. Por duas vezes tirou apressadamente o cacete da minha boca para não gozar.
- Deita de bruços e abre as pernas! – ordenou, segurando o pauzão completamente duro numa das mãos enquanto forçava meu tronco contra o colchão com a outra. – Abre, caralho! Abre e empina esse rabão, seu puto!
- Não! Por favor, Sr. Ryba... – a bordoada que veio por trás me atingiu em cheio me deixando atordoado, antes de eu afastar bem as pernas e empinar a bundona carnuda.
Ele dedou meu cuzinho sem dó, enfiou o polegar na fendinha plissada, cutucou a rosquinha num vaivém bruto e, assim que tirou o dedo, empurrou a cabeça do pauzão com força para dentro do buraco que havia escavado.
- Aaaiii meu cu, sen .... Artyom! – berrei, ao sentir as preguinhas anais se distendendo e rompendo. – Está doendo! Meu cu tá doendo! Ai meu cuzinho! – gani feito uma cadela sendo violada.
- Se você tivesse sido mais colaborativo, não estaria sentindo toda essa dor. Eu disse que tenho muita experiência em descabaçar virgens, mas virgens que sabem obedecer ao macho, virgens que não ficam se comportando tão mal quanto você, moleque! – exclamou, enfiando o pauzão cada vez mais fundo no meu rabo, cujos esfíncteres travaram ao redor dele, aumentando a dor que ia tomando conta de toda a pelve. – Aprenda uma coisa, veado do caralho! Quando um macho te dá uma ordem, é para obedecer, sem hesitar e questionar, entendeu? – acrescentou, dando uma estocada potente que deixou apenas o sacão de fora, entalado no meu reguinho apertado e liso. Balancei a cabeça afirmativamente, rendido, derrotado e submisso. – Perguntei se você entendeu, veado do caralho!
- Entendi! – balbuciei, engolindo o choro.
Completamente deitado sobre mim, o Sr. Rybakov socava o cacete o mais fundo que podia no meu cuzinho arreganhado, a dor tinha se espalhado por todo períneo e chegado ao mais improvável dos lugares, minha mente. Era dentro dela que mais doía, uma dor não física como a que revolvia minhas entranhas, mas uma dor muito mais avassaladora que me fazia sentir um monte de carne sem sentimentos.
- Ah caralho de moleque, como esse rabão é apertado! Os machos vão poder se esbaldar nesse cuzinho macio e estreito! Você vai render muito! Meu chefe vai ficar contente e me recompensar pela minha aquisição. – grunhia ele, enquanto me fodia, sem que eu soubesse do que exatamente estava falando. – Ah! Ah, porra! Ah, vou gozar, vou gozar caralho! – urrou, despejando jatos de um fluido pegajoso no meu cuzinho esfolado.
Assim que ele saiu de cima de mim, corri para o banheiro, vomitei todo jantar no vaso sanitário e me enfiei debaixo da ducha, lavando afoitamente o cuzinho de onde escorria a porra leitosa que ele inoculou. O choro explodiu em soluços.
Voltei ao quarto onde ele dormia todo espreguiçado, pernas abertas, o que havia me torturado agora estava flácido e mais encolhido, mostrando não ser grande a ponto de ser motivo de orgulho. Senti a mão coçando, desejei ter uma faca ou um punhal para cravar o mais fundo possível naquele peitoral que subia e descia a cada respiração dele. Porém, eu não tinha nada, nem mesmo a minha dignidade. Estava a quilômetros de casa, sem dinheiro e à mercê daquele homem cujas intenções finais eu ainda não conhecia. Sentei-me na cama ao lado recostado na cabeceira, pois sabia que não ia conseguir dormir naquela noite. Só me restava esperar o amanhecer e seguir em frente, esquecendo a ardência no cu e a vergonha, que era o único sentimento que me dominava.
Ele acordou ainda estava escuro, me encarou e disse – bom dia – como se tudo o que aconteceu na noite passada não tivesse existido.
- O que faz aí sentado no escuro? Está com fome? Vou me vestir e descemos para tomar café. – informou. Me mantive calado, não suportava nem ouvir aquela voz. Mas, fingi um sorriso quando ele me lançou um olhar de censura. Uma coisa era certa, eu precisava aprender a obedecer.
Respondi laconicamente algumas perguntas que ele me fez durante a viagem para não parecer desagradável. Na maioria do tempo apenas ele falou, me contando algo sobre os lugares por onde estávamos passando. Fiz apenas um comentário, sobre meu celular estar sem sinal, dizendo que queria ligar para casa.
- Se liga garoto! Estamos na Bielorussia. Nada do que funciona na Europa funciona aqui, e também vai ser assim quando cruzarmos a fronteira com a Rússia. – retrucou. – Aliás, me dê essa porra aqui, não vai mais precisar disso de agora em diante! – ordenou ameaçador. Quando lhe entreguei o celular, ele o atirou pela janela em plena rodovia.
Moscou me impressionou, nunca tinha estado numa cidade tão grande, com tanto trânsito, com tantas pessoas indo de um lado para o outro num movimento caótico. Chegamos a uma propriedade cercada de muros altos depois de ele atravessar a cidade e passar por um portão com guarita numa região dominada por casarões. Da entrada não se via a construção suntuosa pintada de branco com três andares que mesclava o estilo neoclássico e barroco com fileiras de janelas que se abriam para o jardim nos dois andares superiores; o terceiro, na verdade, um sótão com mansardas. Fiquei inibido quando o Artyom me fez passar pela ampla porta de entrada que dava num hall com piso de mármore e pé direito alto que fazia as palavras ecoarem.
Uma mulher de meia idade, corpulenta, vestida com um tailleur preto e os cabelos presos num coque na nuca veio nos receber, descendo a escadaria cheia de ornamentos.
- É muito lindo? Onde o encontrou? – perguntou dirigindo-se primeiramente ao Artyom com certa formalidade.
- Num vilarejo nos confins da Polônia!
- Poloneses! – retrucou ela. – O que têm de bonitos têm de estúpidos! Espero que não me tenha trazido outro tão imbecil quanto aquela tal da Zuzia. Metade dos meus cabelos brancos devo àquela cadela!
- Esse tem dificuldade em obedecer, mas nada que os rapazes não consigam domesticar. – devolveu ele, rindo.
- Como o convenceu a vir com você? Todos sabemos que seu charme não consegue nem conquistar uma galinha, quanto mais um rapagão lindo como esse?
- O de sempre, emprego! – respondeu ele secamente.
- Bem, meu rapaz, agora você tem um emprego! – exclamou ela cheia de cinismo. – Como se chama?
- Wojciech, senhora!
- Isso lá é nome de gente?
- Vá se acostumando, ele não sabe falar com ninguém sem ficar o tempo todo chamando as pessoas de senhor e senhora, e blá, blá, blá! – disse o Artyom. – Precisei sentar a mão na cara dele para me chamar pelo nome.
- Em duas semanas terá aprendido tudo que precisa para se dar bem nesse trabalho. De um jeito ou do outro vai estar pronto para o chefe o conhecer, junto com os outros quatro novatos. – disse ela. – Por sinal, me chamo Yeva! Só Yeva, nada de senhora ou outro qualquer prenome, está me ouvindo?
- Sim, sen ... sim, Yeva! – devolvi.
- Eu não disse que ele aprende rápido? Bastou uma boa bordoada e ele aprendeu. – disse o Artyom.
- Você é virgem, moleque? – que tanto preocupados estão se sou ou não virgem, me questionei. No mesmo instante o Artyom voltou a me encarar com aquele olhar dominador.
- Sim, sou! – respondi, tão baixo que ela voltou a perguntar.
- É virgem ou não é, moleque? Ao menos isso você deve saber, se deu ou não cu, apesar de ser polonês! – exclamou irritada.
- Sou, sou virgem! – respondi a encarando.
- Não volte a me lançar esse tipo de olhar, moleque, ou mando fazer picadinho de você! – esbravejou ela. – Você fodeu o moleque? – perguntou, voltando-se para o Artyom, como quem suspeita de seu caráter.
- Claro que não! – respondeu ele de pronto. – Meu trabalho é conseguir novos rostos para o staff, não me aproveitar deles. – acrescentou indignado.
- Você sabe muito bem que o chefe não tolera nenhuma intimidade com o staff. Se ele desconfiar que você meteu sua trolha no rabo desse moleque, você está fodido. Bem mais fodido do que esse rapaz! – sentenciou ela.
- Você não sabe do que está falando! Cuide das suas obrigações, que eu sei como cuidar das minhas! – ela não acreditou nele, mas se fez de tonta.
Fui conduzido a um quarto amplo e bem decorado no segundo andar onde um corredor em formato de U distribuía as portas de acesso. O quarto ficava num canto da construção voltado para o jardim dos fundos, o que permitia ter duas janelas em cada parede que traziam muita luminosidade para o ambiente. Os móveis, uma cama larga com dossel, uma cômoda encimada por um espelho embutido numa moldura entalhada, duas poltronas no estilo Luiz XV ao lado de uma mesinha no mesmo estilo e um armário que ocupava toda uma parede compunham a mobília.
- Esse será o seu quarto! É onde vai receber os clientes! Toda arrumação e limpeza são de sua responsabilidade, e devem ser impecáveis. Fará isso na sua manhã de folga, ou quando necessário numa emergência. O importante é que ele esteja sempre assim, como está agora. Alguma pergunta? – eu não ia ousar, mas como poderia saber que emprego era aquele sem perguntar.
- Qual é exatamente esse emprego para o qual fui contratado?
- Essa pergunta só pode ter vindo mesmo de um polonês! Dois dias viajando com o Rybakov e você ainda não sabe que sua função será entreter os clientes desse prostíbulo de luxo. Você deve ser muito tapado, moleque! Você vai dar o cu, é essa a sua função! Vai deixar os clientes enfiarem seus caralhos no seu rabo e os deixar tão satisfeitos para voltarem mais vezes. – a frieza das palavras daquela mulher insossa, ela mesma com cara de puta, cafetina ou seja lá o que for, formou um nó na minha garganta.
- Eu não vou me prostituir! – fui tão imperativo que ela se espantou. – Não foi isso que ficou combinado com o Sr. Rybakov! Eu quero voltar para a Polônia, para a minha casa! – emendei, numa enxurrada verborrágica. A Yeva caiu na gargalhada.
- E o que foi que ficou combinado com o Sr. Rybakov? Que emprego ele lhe ofereceu?
- Bem, ele apenas disse que tinha um emprego na empresa do chefe dele, não especificou a função. – ouvindo minhas palavras me senti um otário. Em nenhum momento me passou pela cabeça perguntar no que e onde ia trabalhar.
- Pois ele cumpriu a promessa! Ele te arrumou um emprego de michê no prostíbulo de luxo mais exclusivo de Moscou que pertence ao Sr. Bugrov! Sr. Matvey Bugrov! Aposto que nem desconfia quem ele seja, mas vou te esclarecer. É um homem muito poderoso e influente com quem alguém minimamente inteligente jamais vai se meter se tiver apresso pela vida. – revelou ela. Eu engoli em seco. Eu era suficientemente inteligente para saber que tipo de homem era meu chefe.
O Sr. Rybakov sumiu, na semana que se seguiu não o vi mais. Os dias foram passando comigo recebendo todo tipo de instruções de como me comportar, do que fazer ou não fazer, de como lidar com as outras pessoas que viviam na casa, até estar apto a receber a visita do nosso patrão, o Sr. Bugrov, cujo nome apenas bastava soar nos meus ouvidos para eu me arrepiar todo.
Eu e mais quatro novatas fomos perfilados no salão principal da casa ao final de duas semanas. Enquanto o aguardávamos percorrer o caminho do carro até a sala, nos encaramos como se estivéssemos a caminho do patíbulo, encolhidos, sustados, querendo fugir dali. A garota que estava ao meu lado e que me fora apresentada como Tatiana, tremia tanto e estava tão pálida que pensei que ia desmaiar a qualquer momento. Lancei lhe um sorriso tímido procurando incutir confiança que nem eu mesmo tinha.
Ele era um homem grande, corpulento, rosto redondo, duas grandes entradas na testa alta, uma papada no pescoço gordo e curto. Trajava um terno sofisticado que lhe dava um ar imponente. O Artyom o seguia, dois passos atrás como um cachorrinho fiel. Muito diferente da atitude que eu estava acostumado a ver.
- Bom dia! – a voz do Sr. Bugrov retumbou forte no salão. Quase sem voz, todos devolvemos o cumprimento.
Ele nos examinou como quem está a comprar um cavalo puro-sangue, parando na frente de cada um para uma inspeção mais acurada. Meus joelhos tremiam, havia me esquecido de esvaziar a bexiga e travei as pernas de tanta vontade de mijar. Pequenas gotículas de suor afloraram nas têmporas apesar do dia frio que fazia. Foi diante de mim que ele se deteve por mais tempo, pegou meu queixo com a mão enorme e gorda, virando o rosto primeiro para a direita depois para a esquerda. Seu olhar me penetrou como uma adaga.
- Lindo! Muito lindo! Você tem bom gosto, Artyom! Nunca tivemos um exemplar tão lindo! Onde encontrou essa preciosidade? – perguntou dirigindo-se ao Sr. Rybakov que colocou um sorriso idiota na cara.
- Polônia, senhor! Nos confins da Polônia! – exclamou orgulhoso.
- Ao menos aquele povo sabe fazer mais que o ensopado de Bigos e Pierogi! Quando fodem fazem filhos bonitos! – retrucou o Sr. Bugrov com a voz carregada de desprezo. A Yeva e o Artyom riram feito duas hienas submissas.
A Yeva nos dispensou, e foi conversar com o chefe numa saleta menor. Não fecharam a porta, e deu para ver que ele estava descontente com alguma coisa e a recriminava.
- Se eu fosse você não ficaria por aí bisbilhotando a conversa alheia, isso pode lhe custar muito caro! – disse o Artyom quando me flagrou espionando.
- Não estou bisbilhotando! A Yeva disse que queria conversar comigo em seguida, por isso estou aguardando aqui.
- Você pode se dar muito bem aqui, moleque! Basta andar na linha. – devolveu ele, voltando a me olhar como fez na noite em que me desvirginou.
- Mande-o para minha casa no final da tarde! – ordenou o Sr. Bugrov à Yeva antes de sair ao passar por mim e me dirigir um sorriso contido ao qual correspondi.
- Você ouviu, trate de deixar tudo preparado, o motorista o levará ao chefe no final da tarde. Sabe o que deve fazer? – perguntou ela, como se eu fosse um paspalho que pudesse ter esquecido das milhares de recomendações que me foram feitas naquelas duas semanas.
- Sei, sim sen ... Yeva!
- Redobre os cuidados, não estará lidando com qualquer um. É do chefe que estamos falando, e as exigências dele superam as de qualquer outro. – afirmou, com a clara intenção de me desestabilizar.
Comecei a tremer assim que entrei no carro. O motorista a quem eu mal conhecia e a quem tinha sido apresentado há apenas alguns dias, Misha, ficou me observando pelo retrovisor. Todos ali sabiam o motivo de eu e o restante do staff, umas doze pessoas entre garotas e rapazes estarmos morando naquela casa, vender nossos corpos jovens e atraentes a quem estivesse disposto a pagar uma pequena fortuna para abusar livremente deles.
- Com medo? – perguntou simpático, quebrando o silêncio.
- Muito! – respondi sincero.
- Procure se controlar, seja simpático, mostre-se disponível! Ele ter te escolhido é um bom sinal, pois não costuma fazer isso com quase ninguém. Se o conquistar, sua vida aqui será bem mais tranquila. – aconselhou.
- Obrigado! Não sei se consigo! Não sei fingir!
- Pois então trate de aprender o mais rápido possível, sua sobrevivência depende disso! – ele dirigia sem pressa, como se estivesse me levando para um passeio. Demorou a falar novamente. – É Wojciech, não é? Você é muito lindo, tem um corpo maravilhoso ... e uma bunda! Que bunda! Nunca vi um rapaz com uma bunda tão grande e tesuda! – exclamou, mal contendo o riso e dando uns apertões no cacete. O riso dele me acalmou, e o devolvi mais relaxado.
- E você, como se chama?
- Mikhail! Misha para os amigos, e para rapagões recém chegados! – respondeu, me fazendo rir. – Melhor assim, com esse sorriso! – emendou.
Fiquei três dias na mansão hiper vigiada e com um batalhão de empregados do Sr. Bugrov. Fui instalado num quarto tão suntuoso quanto o restante da casa. Ao olhar para a imensa cama senti um calafrio percorrer a coluna, era ali que eu ia trabalhar para ele. Enquanto contemplava os quadros na parede e meus dedos deslizavam sobre a mobília, fui interrompido por uma mulher alta, esguia, loira, de pernas longas e finas que o scarpin com um salto altíssimo alongava ainda mais.
- Wojchiech! Olá, sou Karina! O chefe me mandou verificar se está bem instalado e como são suas roupas. – foi dizendo ao mesmo tempo em que entrava no quarto sem cerimônia.
- Instalado? Sim! Minhas roupas, o que têm as minhas roupas?
- Me mostre!
- Para que quer ver minhas roupas? Não trouxe muitas!
- Anda moleque, mostre as roupas, preciso ver se servem! – retrucou impaciente. – Por São Nicolau e Nossa Senhora de Kazan, isso não são roupas, são trapos! – exclamou impávida, lançando cada peça que examinava sobre a cama. – Venha comigo, precisamos mudar isso urgentemente antes de você se encontrar com o chefe.
O Misha nos levou primeiro à Kutuzovsky Prospekt, onde a Karina me fez entrar em dezenas de lojas e experimentar mais tanto de roupas que ela ia escolhendo sem me consultar. As vendedoras pareciam conhecê-la, e não se importavam com os comentários ácidos que fazia das peças expostas.
- Para que tanta roupa? Nem vou ter tempo para usar tudo isso!
- Eu te garanto que vai! E não pode fazer feio ao lado do chefe, ou é a minha cabeça que vai rolar. – afirmou
Ela nem sequer precisou passar um cartão para pagar pelas sacolas cheias de roupas, apenas mencionava – Sr. Bugrov – e o gerente da loja abria um sorriso quase servil.
Depois fomos à Pereulok Stolenshnikov percorrendo uma boutique de luxo atrás da outra onde também precisei provar dezenas de roupas que ela escolhia; adentrando ao provador e me tocando ora para criticar um caimento que não a agradava, ora para afirmar sem o menor pudor diante dos vendedores que minha bunda não cabia nas calças.
- Onde foi que arranjou essa bunda, moleque? Sua mãe deve ter passado fermento nela ao invés de talco, para isso crescer tanto! – zombava, fazendo os vendedores rirem e eu me acanhar, já que ficava à vista de todos só de cueca entre uma prova e outra.
À noite por volta das 20h a Karina voltou ao meu quarto, entrando sem bater, para me avisar que eu ia sair com o chefe.
- Sabe se vestir?
- Claro! Não sou nenhum retardado! – respondi, de tão puto que estava por ela ter me humilhado a tarde toda na frente de estranhos.
- Então vista-se!
- Vai ficar aí me espionando?
- Sim! Preciso ter certeza que sabe se vestir! – retrucou, me fazendo bufar. – Nem pense em usar essas peças juntas, não combinam! – interveio assim que separei algumas peças sobre a cama.
- Foi você quem as escolheu!
- Sei disso, mas você precisa atentar quando vai vestir qualquer coisa, tudo deve estar em harmonia, entendeu? De que buraco você saiu? – indagou, arriando a calça que eu pretendia vestir como se eu fosse um manequim de loja. Nem me dei ao trabalho de responder, estava farto de ouvir insultos sobre meu país. Porém, exigi que parasse com essa mania de ir arrancando o que cobria a minha nudez. Ela riu. – Que fofinho, ele é todo encabulado! Isso vai fazer sucesso no seu trabalho, moleque!
Tenho que admitir que a Karina tinha bom-gosto, ao ver minha imagem refletida no espelho nunca me senti tão elegante; não uma elegância de novo rico, mas uma elegância sóbria que valorizava meu corpo como todo e meu rosto jovial. O Sr. Bugrov aprovou o que viu quando desci ao escritório e o informei que estava pronto. Não foi uma demonstração efusiva, apenas um sutil balançar de cabeça e um arremedo de sorriso.
No trajeto, ele pegou na minha mão fria e úmida, de tão nervoso que eu estava.
- Não precisa ficar nervoso, é um evento simples de pessoas conhecidas, e não vamos nos demorar. Quero voltar logo para casa para provar tudo o que você tem a oferecer. – disse ele com uma naturalidade espantosa.
Nem desconfio do que se tratava o evento, que de simples não tinha nada, a começar pelo lugar sofisticado, pelas pessoas bem vestidas e pelo reluzir de joias. Isso sem mencionar que não estava entendendo absolutamente nada do que diziam, pois falavam russo. De qualquer modo, conforme me foi instruído, eu sorria com discrição, olhava com firmeza nos olhos das pessoas e me movia com gestos espontâneos, porém contidos. Estava funcionando, pois me devolviam sorrisos simpáticos, faziam comentários dirigidos ao Sr. Bugrov sobre a minha pessoa, embora eu não soubesse do que se tratava e, tinha o corpo escrutinado meticulosamente tanto por alguns homens quanto pelas mulheres.
No caminho de volta o Sr. Bugrov estava mais descontraído, talvez o efeito das taças de vinho e da vodka que havia tomado estivessem por trás desse comportamento. Dessa vez, ao pegar na minha mão, não se limitou a encerrá-la na dele, mas levou-a até o meio de suas pernas onde senti a ereção que estava no meio delas. Apertei-a algumas vezes, não era grande, pelo contrário, quase se perdia na minha mão, mas ele sorriu abobalhado ao sentir meus afagos.
- Está preparado? – perguntou num inglês soviético, quando ficamos a sós no quarto. Como hesitei diante da pergunta, ele acrescentou – Lavou e lubrificou o cu? – eu acenei que sim. E aqui cabe mais um adendo. Até meus dezoito anos eu achava que sabia lavar o cu, afinal o fiz assim a vida toda, mas para meu espanto, a minha atual profissão exigia mais do que aquilo que eu havia aprendido. Sob a supervisão intimidadora e constrangedora da Yeva que inspecionava como um cão de guarda, me ensinou como lavar o cu dali em diante. Por dentro, lançando água diretamente dentro do buraquinho até ela sair tão limpa quanto havia saído da torneira. O pior foi ela ficar me observando – É assim que vai lavar o cu de agora em diante, antes de receber qualquer cliente – sentenciou feito uma professora autoritária. Me perguntem se depois disso restou um pingo de dignidade. Eu nem mais sabia o significado dessa palavra.
Ele me fez sentar na beira da cama, tirou a cueca de seda e balançou acintosamente o pau na minha cara. Quando olhei para aquilo não pude deixar de pensar na ironia da coisa. Um homem grande e corpulento como aquele, com um poder que remontava ao absolutismo, e a quem todos reverenciavam e temiam, tinha um pinto que sendo muito otimista, devia ter uns dez centímetros, e pouco mais grosso que um dedo. Será que todos aqueles homens que o temiam e o viam como um todo poderoso, faziam ideia do tamanho do sexo dele? Certamente não, pois não se deixariam intimidar com a facilidade que ele os subjugava. Até eu tinha um pintinho maior que o dele.
- Chupa! – ordenou, com o pré-gozo vazando. Eu peguei a coisa e me pus a chupar, obediente, submisso como ele gostava. – Você é virgem, garoto? – balancei a cabeça positivamente sem parar de chupar a rola. Estava aprendendo a mentir na cara dura.
Ouvi seus gemidos de satisfação enquanto minha boca percorria a verga que cabia quase toda dentro dela. O saco tinha um bom tamanho, o peso das bolas globosas estirava a pele fazendo-o pender quase como um pêndulo. Ao lamber e colocar uma das bolas na boca para massageá-la com a língua, ele grunhiu alto e rouco, lançou a cabeça para trás ao mesmo tempo que suas mãos se fechavam ao redor da minha cabeça.
- Fucking hell, you fucking faggot, cock sucker! – exclamou em êxtase, segundos antes de urrar e ejacular na minha boca.
Ele demorou a se recompor da gozada que se restringiu a dois jatos aguados de sabor alcalino. Mais de três horas depois do gozo, começou a me bolinar, enfiando um dedo no meu cuzinho enquanto apreciava minhas expressões fingindo satisfação. Me fez deitar de bruços, abriu meu reguinho e começou a lamber minha rosquinha, foi quando realmente comecei a sentir prazer e a gemer enquanto me contorcia de tesão. Era uma descoberta também para mim, saber que sentia tesão no cu, que ele não servia apenas para cagar, mas que podia dar um prazer que eu até então desconhecia. Empinei o rabo para usufruir daquela língua molhada e voraz me lambendo as preguinhas. O Sr. Bugrov voltou a ter outra ereção, e com ela guiada por uma das mãos, penetrou minha fendinha rosada. Doeu, não vou negar, apesar do pau dele não ser grosso, e sim, meu cuzinho, bem mais apertado do que eu imaginava. Como também havia doído quando o Aytrom me desvirginou, fiquei imaginando se sempre seria assim quando um cacete fosse enfiado no meu cu. Isso se confirmando, eu tinha que me acostumar, pois dali em diante meu rabo seria mais usado que corrimão de escadas do metrô. O Sr. Bugrov teve dificuldade de meter todo o cacete no meu cuzinho por conta da barriga saliente e do tamanho dos meus glúteos, mas me estocou com brutalidade ficando, ao final do coito e do gozo escasso, mais exaurido do que eu. Ele arfava como se tivesse corrido uma maratona, estava completamente empapado de suor, mas parecia feliz e realizado como que tivesse obtido uma grande conquista. Menos de cinco minutos depois de puxar o cacete para fora do meu cuzinho, ele dormia profundamente ao meu lado. A mesma gana que senti de enfiar um punhal no peito do Atryom, se repetiu quando olhei para aquele homem ao meu lado, indefeso sem o séquito de seguranças o protegendo. Sacudi a cabeça para tirar aqueles pensamentos da mente, eu não era e não ia me tornar um assassino, por mais raiva que estivesse sentindo. Fui ao banheiro, me enfiei debaixo da ducha e lavei o cu esporrado, já que não havia mais nada a ser feito.
Fui usado por mais duas noites e, num coito mal sucedido durante o segundo dia, quando o Sr. Bugrov não conseguiu chegar ao clímax puxando furiosamente o pinto para fora do meu rabo, praguejando em russo, e me assustando por imaginar que estava me culpando pelo fracasso. Tentei me redimir e, assim que ele ficou um pouco mais calmo, deslizei os dedos abertos para dentro do chumaço de pentelhos, peguei carinhosamente na rola e afaguei suavemente a glande úmida e depois o sacão, massageando, com a quentura da mão, lenta e demoradamente cada uma das bolas.
- Você é muito bom nisso, moleque! Tem mãos delicadas e leves que sabem como fazer carinho num macho. – afirmou. – Me desculpe se não te levei a gozar, ando com a cabeça cheia de preocupações. – emendou, numa confissão que jamais esperei daquele homem, meio que assumindo o desempenho fracassado.
- O senhor não me decepcionou, estou contente por estar aqui, brincando com seu sexo! – menti descaradamente, embora isso o fizesse afastar mais as pernas para que a pica e o saco ficassem mais livres, e me dirigir um sorriso.
Na manhã do quarto dia, o Misha me levou de volta para o prostíbulo. No trajeto, teve que fazer uma parada num edifício onde deveria pegar um pacote para o chefe.
- Fique aqui, não me demoro! – disse ao descer do carro, numa rua sem muito movimento.
Ao vê-lo cruzar a porta giratória e entrar no prédio, saí do carro e corri ao longo da calçada sem destino. Só pensava encontrar policiais e pedir socorro, pedir que me libertassem das garras daquelas pessoas, pedir que me deixassem voltar para casa. Eu estava chegando à esquina do quarteirão quando o Misha percebeu minha fuga e saiu ao meu encalço. Corri feito um louco, mas ele começava a ganhar terreno e nenhum policial a vista para eu pedir socorro. No quarteirão seguinte ele me alcançou, prensou contra a parede e estava vermelho de raiva.
- Quer morrer, moleque idiota? Aonde pensou que ia chegar, seu fedelho burro? – indagou furioso
- Ia procurar a polícia e denunciar o que estão fazendo comigo. – respondi arfando e derrotado. – Me larga ou vou começar a gritar!
- E acha que isso ia te salvar? Deixa de ser tonto, moleque! O comandante da polícia de Moscou come nas mãos do chefe, se refestela nas vaginas das garotas do prostíbulo, o que acha que ele ia fazer quando você fizesse a acusação? Ia te devolver como um troféu para o Sr. Bugrov e você não duraria mais que algumas poucas horas depois disso, antes de ir para o céu ou para o inferno, seu putinho burro! – afirmou.
- Eu não quero dar o cu! – retruquei chorando.
- Eu sei, moleque! Vem cá, nunca mais faça outra bobagem dessas, combinado? Vem, vamos voltar para o carro, e seja um menino comportado, vai ser bem melhor para você! – disse ao me abraçar e apertar contra a solidez de torso musculoso. Eu o segui, aqueles braços enormes cheios de músculos eram bem convincentes.
- Vai contar o que fiz? – perguntei, quando ele estacionou diante da casa.
- Se me prometer que jamais voltará a fazer uma loucura dessas, não!
- Gosto de você, Misha! – afirmei, encarando-o
- Eu também, moleque! Também gosto de você! – aquela resposta me fez perceber que eu tinha um amigo no meio daquela prisão.
A Yeva veio me cumprimentar toda alegre, depois do Sr. Bugrov ter me elogiado pela delicadeza e carinho com o qual o tratei.
- Recebi instruções de cuidar muito bem de você, de só permitir que clientes muito VIPs façam uso dos seus serviços. Não sei o que andou fazendo por lá, mas certamente deixou o chefe muito satisfeito. Continue assim!
- Para mim isso não muda nada! Continuo sendo um escravo sexual! – devolvi indiferente.
- Isso porque não faz ideia do privilegio que lhe foi concedido!
Meu primeiro cliente foi um sexagenário barrigudinho, meio careca e bastante peludo, o que me fez lembrar do ursinho de deixei em casa e com o qual dormia todas as noites. A Yeva me avisou que se tratava de cliente muito especial, amigo pessoal do Sr. Bugrov e extremamente rico, o que me fez ficar atento para não dar nenhum fora. Ele estava relaxado, parecia estar acostumado a foder novinhos, enquanto eu nunca estive mais tenso. Ao notar meu nervosismo se mostrou simpático e tolerante, fez a pergunta que parecia excitar todos os machos que se aproximavam de mim – Ainda é virgem? – mais uma vez confirmei a inverdade. – Já fez isso antes? – menti novamente. A partir dali ele me ensinou como queria ser tratado e eu segui fielmente suas instruções. Mamei diligentemente a pica que também era pequena como a do Sr. Bugrov, embora nele, devido ao tamanho do corpo, a proporção não destoasse tanto. Quando chegou ao orgasmo, lançou os jatos de porra na minha cara, urrando rouco. Como estava pagando por toda a noite, aconchegou-se a mim em conchinha e adormeceu. Eu fiquei a contar carneirinhos, sem pregar os olhos; não porque não estivesse com sono, mas porque pensava em tudo que havia ficado para trás, na Polônia, na minha casa. Sequei as lágrimas no travesseiro, inspirei fundo e me resignei.
Ele despertou de madrugada, teve uma ereção ao sentir minhas nádegas quentes e meu corpo colado ao seu. Fungou e chupou meu cangote e, lentamente foi se empurrando para dentro do meu cuzinho. Gani com a distensão dolorosa das pregas, empinei o rabo para facilitar o acesso até sentir que ele estava todo dentro de mim, pulsando, estocando fundo, gemendo pelo prazer de sentir o cacete tão firmemente encapado pelos meus esfíncteres apertados. Fechei os olhos sublimando qualquer sentimento e esperei ele se saciar, gemendo de vez em quando para atiçar o tesão dele e acabar logo com aquilo. Quando ele me agarrou com mais força, estremeceu e urrou, eu soube que cumpri meu papel. Ele puxou o cacete para fora do meu cuzinho com a camisinha cheia de porra, e a descartou no banheiro. Quando voltou, deitou-se novamente ao meu lado, perguntou se eu havia gostado e ficou com os braços cruzados apoiando a cabeça e olhando para o teto até amanhecer. Afirmou que tinha gostado muito de mim e que voltaria em breve, deixando 30.000? sobre a mesinha de cabeceira como um extra pelo meu desempenho. Assim que ele saiu do quarto, olhei para as cédulas de 5000? dobradas e presas por um clipe e comecei a chorar.
Nenhum de nós que tínhamos nossos corpos usados pelos clientes sabíamos exatamente quanto eles pagavam pelos nossos serviços. Ao final de cada semana, a Yeva fechava a contabilidade colocando uma quantia em nossas mãos, descontando as despesas de alimentação e abrigo, e retendo certamente a maior parte para o negócio lucrativo da prostituição. Qualquer despesa extra, além da alimentação e abrigo era integralmente descontada sem dó nem piedade. Dívidas só eram toleradas até certo valor, depois viravam uma obrigação a ser quitada por bem ou por mal. Nisso, eu e os outros dois rapazes, levávamos vantagem sobre as garotas que precisavam frequentar o ginecologista com mais frequência. Apesar do uso de preservativos ser obrigatório e todos os clientes estavam cientes disso, de vez em quando acontecia de uma garota ter que ir as presas para o médico, ou porque a camisinha rompeu, ou porque ela concordou em receber um extra para dispensar o preservativo. Nesses casos, a Yeva só faltava subir pelas paredes e sentava a mão pesada na cara delas, quando não as expulsava, pois não faltavam novas candidatas para o ofício. Comigo, até então, só aconteceu de a camisinha de um cliente se romper uma única vez e, quando senti o liquido escorrendo cu adentro, me levantei tão ligeiro e exasperado correndo para o banheiro lavar o cu que o cliente ficou sem jeito, se desculpou e soltou uma boa grana para eu não o denunciar, já que o Sasha e o Boris, dois brutamontes com mais de 1,95 de altura e uma montanha de músculos, que faziam a nossa segurança direta, sabiam muito bem como tratar os clientes que não seguiam as regras da casa.
Meus clientes se resumiam a homens com mais de quarenta anos, a maioria entre 50 e 60, bem estabilizados na vida, geralmente casados e com família constituída, ou recém divorciados, quase todos acima do peso e dotados de paus medianos que não chegavam a empolgar. Caras mais jovens eram raros. Eu só cheguei a atender dois, eram garotões na mesma faixa etária que eu, filhos mimados de ricaços que estavam mais interessados em humilhar prostitutas e michês do que se divertirem sexualmente. O último deles quis me fistar com o punho cerrado, implorei para que não o fizesse, mas ele começou a me bater. Nesses casos tínhamos permissão de acionar uma campainha pedindo socorro, e foi o que fiz depois te ter levado alguns socos. Dois seguranças vieram me acudir, agarraram o sujeito pelo pescoço e o arrastaram até o jardim onde quase o mataram na base da porrada. Soltaram-no fora dos limites da cidade com um bocado de ossos quebrados. Nesses casos nem a fortuna pessoal ou dos pais ajudava, o castigo era implacável, e ninguém ousava o tornar público, pois isso significava comprar uma briga com o mais poderoso mafioso de Moscou.
- Não quero mais te ver de conversinha com o Boris e o Sasha, entendeu, moleque? – repreendeu-me a Yeva, numa ocasião em que eles vieram puxar conversa comigo enquanto eu fazia um lanche na cozinha, poucos dias depois de terem me livrado das garras do garotão escroto, filho de papai. – Eles estão aqui para proteção de vocês, não para fazer amizade! São homens, estão no auge do vigor físico e das necessidades sexuais, e vocês representam o que eles mais cobiçam, portanto, fique longe deles, Wojciech, está me ouvindo, moleque? – bufou zangada.
- Eu hein! Nem se pode mais trocar meia dúzia de palavras com alguém nessa casa! Não estávamos falando nada demais! – retruquei inconformado com mais esse desatino.
- Está me respondendo, moleque? Me diga, foi isso que eu ouvi, você questionando minhas ordens? Está procurando encrenca, quer uma lição? – indagou, subindo nas tamancas e fazendo valer sua autoridade ali dentro.
- Não! – respondi. O Sasha e o Boris não conseguiram ficar sérios por mais tempo e disfarçaram o risinho, enquanto eu não ia cumprir aquela proibição absurda de maneira alguma.
- Andem, sumam daqui vocês dois, vão caçar o que fazer e deixem o Wojciech lanchar em paz. Estão cansados de saber que não devem se meter com as garotas e os rapazes, eles não são para o bico de vocês, custam caro e são exclusivamente para clientes abonados que pagam muito bem pelos serviços deles, o que, definitivamente, não é o caso de vocês. Fora, os dois! – berrou, enquanto ambos saíam sem pressa, cientes de que bastaria uma única bordoada na cara dela para colocá-la a dormir por um bom tempo.
- E você, o que está me olhando com essa cara? – voltou-se raivosa a mim, que havia dado uma piscadela na direção dos dois. – Ninguém sabe da trabalheira que tenho para manter tudo nos conformes aqui dentro, é de deixar qualquer um maluco! – reclamou ela, sem motivo.
Independente das ordens dela e das regras rígidas da casa, fui me entrosando tanto com o Misha, o motorista, quanto com os dois seguranças, Boris e Sasha e, em menor escala com os outros dois rapagões michês, pois me tinham como um concorrente pelos clientes mais ricos, e algumas garotas, em particular com a Tatiana que chegou à casa no mesmo dia que eu, tão assustada e perdida que nos identificamos no mesmo instante. Confesso que com o Misha, Sasha e Boris, o que me levou a prestar atenção neles foram aqueles corpões parrudos, aquelas caras de macho enfezado e taciturno, e o volume do que traziam entre as pernas musculosas que, só de imaginar, deixava meu cuzinho, agora ciente do prazer que podia me proporcionar, se contorcendo em espasmos. Foram inúmeras as vezes que os flagrei secando minha bunda e tendo que ajeitar os caralhões para sufocar o tesão que eu despertava neles. Contudo, não se arriscavam a não só perder os empregos, como terem que enfrentar o poderio do Sr. Bugrov que não hesitava em eliminar desafetos, concorrentes e inimigos declarados.
Como ainda não havia passado por nenhuma situação que colocasse minha integridade em risco, nem visto os capangas do Sr. Bugrov dando um jeito em quem o ousou desafiar, ou se colocou em seu caminho, eu fazia coisas que só um maluco desavisado e inconsequente, se aventurava a fazer. Como já mencionei, uma delas foi a tentativa de fugir da vigilância do Misha e sair à procura da polícia, outra era a determinação de recuperar meu passaporte que ficava trancado numa gaveta na saleta que servia de escritório para a Yeva, de onde ela tratava dos assuntos administrativos do bordel de luxo. Eu já havia elaborado uma dezena de planos de como recuperar o documento e empreender uma fuga em seguida, mas ao refletir sobre os prós e contras de cada um, acabava abandonando-o, ou por ser muito arriscado, ou por ser frágil demais e levar a me descobrirem. No entanto, eu estudava cada movimento da Yeva quando ela se dirigia ao escritório, tentando verificar onde havia um ponto vulnerável naquela rotina que me permitisse reaver o passaporte. Desistir não estava nos meus planos, pois eu só pensava em como sair daquela prisão e voltar para casa.
A Yeva raramente abandonava seu posto. Saía esporadicamente para resolver algum assunto, ou ia se encontrar com o Sr. Bugrov para receber instruções quando alguma coisa sofria alguma alteração. Ela não era de se abrir com ninguém, embora fosse visível que guardava segredos e, o menos secreto deles, era que tinha sido uma prostituta que o Sr. Bugrov conheceu quando ambos ainda eram jovens e ele foi um de seus clientes regulares. Quando ele entrou no ramo da prostituição, chamou-a para dirigir o bordel já que seu corpo havia deixado de atrair clientes há algum tempo. A relação que tiveram no passado era guardada por ambos e, dessa confiança, surgiu a ideia de fazer dela a guardiã das garotas e rapazes que trabalhavam no bordel, em troca de uma posição privilegiada e vultuosos depósitos bancários na conta dela. Outra coisa que se sabia era que ela tinha alguns parentes, gente muito humilde, que viviam em Ecaterimburgo de onde ela era originária. Visitava-os pelo menos duas vezes ao ano, no prolongado feriado do Ano Novo que se estendia de 1º a 8 de janeiro, o que incluía o Natal ortodoxo comemorado no dia 7 de janeiro, e no aniversário da única irmã em julho.
Ninguém tomava liberdades com ela, exceto, é claro, um tal de um molecão abelhudo chamado Wjociech, que lhe fazia perguntas de cunho pessoal e particular, as quais ela quase sempre se recusava a responder, seguido de algum sermão.
- A minha vida não te interessa moleque! Vá procurar algo útil para fazer em vez de ficar me aporrinhando! Esse cabelo, por exemplo, as pontas já deveriam ter sido cortadas na semana passada, você está horrível! – soltava enfurecida ante minhas perguntas.
- Os clientes gostam dos meus cabelos ligeiramente mais compridos, dizem que fico sexy! – devolvi. – O que custa a senhora me falar da sua irmã, não vou arrancar nenhum pedaço dela!
- Às vezes tenho vontade de dar umas chineladas em você, garoto abelhudo! Sempre me respondendo, sempre me desafiando. – devolvia zangada, mas se deixava amolecer com meu olhar. – Ela é a minha única parente de sangue, pronto, está satisfeito agora?
- O que ela faz, ela é casada, tem filhos, quantos, como se chamam? Ouvi dizer que foi em Ecaterimburgo que a família Romanov foi executada e que construíram uma igreja no local em homenagem a canonização da família pela igreja ortodoxa, isso é verdade, a senhora já esteve nessa igreja? – insista eu, apesar da cara feia com a qual ela me encarava.
- Ela é casada, têm um casal de filhos ... espera aí, moleque, isso não é da sua conta! Vaza, some da minha frente se não quiser que mande o Boris ou Sasha te darem um corretivo. – explodiu quando se deu conta de ter caído na minha armadilha. Eu vazei, antes de ela atirar um peso de papel na minha direção. – Nunca estive nessa tal igreja! – berrou atrás de mim. Começando a rir da minha ousadia. E era assim que eu, de tempos em tempos, conseguia arrancar algumas informações pessoais daquela megera.
Foi durante uma de suas viagens para rever os parentes que a coisa se deu. Boris e Sasha sob menor vigilância, me dando uns amassos que continuaram no meu quarto e acabaram numa transa épica, na qual eu conheci pela primeira vez o que era transar com um macho de verdade, um macho em pleno vigor, um macho que sabia como usar seu pauzão para dar prazer ao parceiro.
Era tarde quando meu último e terceiro cliente do dia foi embora. Só uma das garotas ainda estava servindo um cliente, os demais já haviam se recolhido e o bordel entrava no silêncio. Eram o Boris e o Sasha os responsáveis por fechar a casa, se assegurar que todo cliente que não havia pago pelo pernoite completo fosse despachado e verificar se todos nós estávamos em nossos quartos. Faziam isso numa ronda, desligando luzes, trancando janelas e portas e mandando o porteiro que ficava na guarita do portão que dava acesso ao casarão, trancá-lo. A garota desceu com cliente e o despachou, voltando em seguida para o quarto antes da ronda deles começar. Eles costumavam deixar o meu quarto para o final, pois aproveitávamos esse tempo para colocar a conversa em dia sem sermos perturbados.
O Boris enfiou a cara pela porta justamente quando eu estava me enxugando depois da ducha, me preparando para dormir. Secando os cabelos, o restante do corpo completamente nu, foi onde fixou o olhar lupino e cheio de cobiça. Nunca havia me visto pelado, só na imaginação que sempre o deixava de pau duro. Dessa vez era real, eu estava ali, em carne o osso, com o bundão redondo e carnudo completamente exposto.
- UAU! – exclamou excitado.
- O que está fazendo aqui, seu enxerido?
- A ronda! – respondeu sem pestanejar, mas sem tirar o olhar do meu corpo.
- Pronto, já fez, agora dê o fora! E, da próxima vez, bata na porta antes de entrar!
- Não entrei! Só enfiei a cara, meus pés estão do lado de fora!
- Engraçadinho! Quero me deitar, está tarde, estou cansado!
- A Yeva não está e eu sou um ótimo segurança, sabia? Garanto que se me deixar dormir com você, estará muito seguro. – afirmou lascivo e dando uma apertada na rola.
- Pois eu acho que estaria correndo um risco enorme! – devolvi, sensualizando a voz ao pronunciar – enorme – enquanto mirava o cacetão dele endurecendo a olhos vistos.
- Às vezes correr riscos pode ser muito prazeroso, sabia? – argumentou, vindo lenta e sorrateiramente na minha direção, o que me deu um tesão danado, uma vez toda sua sensualidade máscula estava expressa no rosto safado.
- Boris! – balbuciei, demonstrando o quando a presença dele me abalava
- Wojciech! Tesudão do caralho! Esse corpo e essa bundona me alucinam! Quisera eu ter muita grana para te pagar pelos seus serviços.
- Sai daqui! Some! Seu ... seu ... seu desgraçado!
- O que deu em você? Por que está me tratando assim, se até agora há pouco você estava com uma carinha toda dengosa para o meu lado?
- Porque .... porque ... porque você é um estrupício, um burrão, um insensível!
Meu tom de voz alterado chamou a atenção do Sasha que estava por perto e entrou no quarto para verificar o que estava acontecendo.
- O que está rolando aqui, vocês estão bri ..... caralho! Você está peladinho, Wojciech! Peladinho e muito tesudo! – afirmou, ao se deparar com a minha nudez.
- Não sei o que deu nele! Estávamos de boa, eu tinha a sensação que ia rolar, mas aí ele virou uma fera! – respondeu o Boris.
- Pronto, agora são dois! Tiraram a noite para me azucrinar? Pergunta para o seu parceiro porque virei o bicho, pergunta! – o Boris contou o que aconteceu.
- Você é mesmo um tonto! Por que foi mencionar que queria pagar pelos serviços dele, seu idiota?
- Ora, não é isso que os clientes fazem para poderem comer o cuzinho dele?
- Releve a falta de tato desse panaca, Wojciech! Não te vejo como os clientes te veem, vejo-o como um amigo, como um veadinho tesudo que já me fez bater muita punheta pensando em você. – disse o Sasha.
- Ah, então é isso? Está bem, não está mais aqui quem falou em pagar, sou um idiota mesmo, me desculpe Wojciech. Você me desculpa, por favor! Fala que me perdoa, que vai me deixar dormir com você, que vai me deixar cobrir esses lábios úmidos de beijos, eu prometo me comportar. – comecei a rir, o safado estava com o pauzão tão duro que mal cabia na calça e só pensava em meter aquela coisa no meu rabinho exposto, ao alcance de suas mãos predadoras.
- Dessa vez eu perdoo! – exclamei, já que minhas preguinhas estavam me matando de tão assanhadas.
Vieram os dois, a um só tempo, fizeram de mim o recheio de um sanduiche, o primeiro beijo carregado de cobiça veio do Boris, enquanto o Sasha me encoxava deixando a ereção crescer dentro da calça. Suspirei num tesão alucinado. Foi a primeira vez que realmente tive vontade de dar o cu, algo que estava me fazendo estremecer da cabeça aos pés.
Comecei acariciando o tórax do Boris com as mãos espalmadas sobre o enorme peitoral. Ele sorriu e tirou a camiseta me exibindo a virilidade de músculos e pelos. Tateei sobre a pele quente e entre os pelos sedosos, isso sim era um macho, e eu me encantei com cada detalhe por onde as pontas dos meus dedos deslizavam.
- Gosta? – perguntou, vendo o brilho no meu olhar.
- Muito! É lindo! Forte! Másculo! – respondi.
Ele cobriu minha mão com a dele e a deslizou sobre o abdômen fazendo-a entrar pelo cós da calça, dentro da qual já se via o contorno assombroso da ereção. Enquanto ele desabotoava a calça e abria a braguilha, minha mão afundava na virilha pentelhuda roçando suavemente o cacetão intrépido que pulsava agoniado lá dentro.
- Vai ficar brincando de esconde-esconde ou vai puxar ele para fora? – perguntou numa voz sensual e desesperada.
Nesse meio tempo o Sasha aproveitou para abrir sua calça e a deixar escorregar até os joelhos, o que fez o caralhão imenso saltar para a liberdade. Senti ele pressionar a ereção no meu reguinho e lancei minha cabeça em seu ombro virando o rosto em sua direção. Ele cobriu minha boca com um beijo longo e molhado que, aos poucos fez vazar pré-gozo da caceta entalhada entre as bandas da minha bunda lambuzando-as com o visgo cujo cheio se espalhava pelo ar. Eu suspirei e gemi, nem acreditando que segurava o caralhão de um macho e que outro cacetão latejava no fundo do meu reguinho estreito.
- Esse moleque é um tesão da porra! – exclamou o Sasha.
- Tesudinho do caralho, você está preparado para saciar a tara de dois machos? Porque é o que vai fazer agora que está nos deixando malucos de tanto tesão. – indagou o Boris.
- Vocês são enormes, não sei se dou conta! – devolvi, rebolando para encaixar minhas nádegas na virilha do Sasha, enquanto puxava o pauzão do Boris para fora da braguilha, me deparando com o maior cacete que já tinha visto. – Uau, Boris! Minha Nossa Senhora de Czestochowa, o que é isso? – escapuliu dos meus lábios quando me deparei com aquele colosso pesado, grosso e roliço que pendia entre suas coxas musculosas.
- É a minha caceta, o que mais seria? – questionou orgulhoso. – Você deve estar acostumado a ver picas todas os dias e de todos os tamanhos e formatos, por que a surpresa? – a pergunta foi só para ouvir de mim o que ele já estava cansado de saber.
- De fato, mas nunca vi nada igual a isso! É imenso, é tão grosso, é tão ... tão cabeçudo! – minha voz gaguejava sem que conseguisse tirar o olhar daquilo, fazendo meus olhos deslumbrados virarem entre as pálpebras, o que o divertiu. – Não vai caber em mim! – afirmei aterrorizado, já imaginando ele tentando enfiar o pauzão no meu cuzinho.
- Não tenha medo, vou fazer ele caber todinho em você e te dar muito prazer, prometo! – asseverou, me beijando com cuidado e tesão.
- E o seu Sasha, não me diga que é tão grande quanto o do Boris, aí eu estou lascado?
- Confira com os próprios olhos! – retrucou, afastando-se da minha bunda para exibir o caralhão pingando pré-gozo.
- Santo Stanislaw de Szczepanowa, estou fodido! – exclamei apavorado. – Onde foi que arranjaram pintos desse tamanho, quantas vezes entraram na fila de distribuição? – indaguei perplexo. – Nenhum dos meus clientes chegou nem perto de ter um pau desse tamanho! Se os deles já doem, imagina o que vai ser do meu cuzinho quando enfiarem essas trolhas gigantescas em mim. Vou morrer! – afirmei.
- Vai morrer sim, seu putinho, mas vai ser de prazer! Só o fato de estar admitindo a possibilidade de sentir nossas picas no seu cu, já é sinal do quanto está louco para se entregar a nós. Vamos ser bem cuidadosos, prometemos! Agora chega de conversa, meu pau está começando a babar e precisando que sua boquinha dê um trato nele. – devolveu o Boris.
Abocanhei o que pude daquele pauzão, o que era pouco mais que a cabeçorra que preencheu toda minha boca, mal me permitindo sugar o néctar viscoso que minava dela e se misturava a minha saliva num sabor peculiar e delicioso.
- Isso veadinho do caralho, chupa, chupa minha caceta, tesudinho! Mama teu macho, mama! – ronronava o Boris, agarrando meus cabelos e se contorcendo num tesão desenfreado. – Você precisa sentir isso, Sasha, o bezerrinho suga com uma fome alucinada.
- E você precisa sentir a maciez dessa rosquinha apertada e quente que está devorando meu dedo! – atiçou o Sasha que rodopiava um dedo na portinha do meu cu, me deixando em êxtase e gemendo manhosamente.
Quanto mais eu sugava a verga do Boris, mais ela vazava o pré-gozo espesso e translúcido que eu engolia maravilhado com seu sabor almiscarado. Ao mesmo tempo, o Sasha havia se ajoelhado atrás de mim e, segurando minhas bandas abertas, lambia vorazmente minha fendinha plissada, o que me arrepiou todo e desencadeou ondas de espasmos que revolviam todo meu corpo.
- Ai machos! – gemi, perdido naquela sensação de prazer sem tamanho. Algo que nenhum cliente conseguiu provocar em mim.
- Sim, somos seus machos e vamos te levar às nuvens, seu putinho tesudo da porra! – asseverou o Boris, que socava o pauzão na minha garganta quase me sufocando, ao sentir que estava prestes a gozar.
O urro grave dele ecoou pelo quarto enquanto o esperma leitoso era ejaculado na minha boca num jorro quase contínuo, mal me dando tempo de engolir aquela fartura saborosa.
- Não é que o bezerrinho mama todo meu lei
Sua imaginação também tem espaço aqui.
Escreva o seu conto🕐 Últimos contos adicionados
Fodendo gostoso com o amigo do meu marido
1 leituras
O primeiro Menage a gente nunca esquece
1 leituras
Três mulheres e uma travesti
1 leituras
Chupando o pau de um morador de rua até ele gozar na minha boca
1 leituras
Transei com meus Amigos da academia com meu corno vendo tudo escondido
1 leituras
Traindo meu tio com sua mulher safada
2 leituras
Denunciar Conto
Ajudar a manter a comunidade segura é importante. Selecione o motivo abaixo (e opcionalmente deixe detalhes/e-mail).
Sugerir Categorias
Este conto está na categoria errada? Informe as corretas abaixo.
É preferível que escolha apenas uma, mas você pode escolher até três.