O MOTORISTA - Parte 1

Por: beatriz-311 • 11/07/2026 • 221447 leituras
Capa do conto
Eu estava num café ao ar livre. Bebericava meu café tranquilamente quando de repente um carro parou à minha frente. O vidro da janela se abaixou e o motorista me chamou:
__ Sabe onde fica a avenida W?
Olhei para os olhos do motorista e me espantei. Eles eram extremamente sexys.
O que você está pensando, Bruno?, perguntei a mim mesmo, afastando aquela ideia da cabeça.
__ Ah, fica na segunda rua à direita - eu disse.
__ Obrigado - respondeu o motorista, lançando-me um olhar estranho e em seguida fechando a janela.
Ele partiu e eu fiquei ali, bebericando meu café.
O tempo estava ótimo. Céu claro e sem nuvens. Nada poderia estragar meu dia. Bom, era isso o que eu pensava.
Passou-se meia hora e ainda tinha um restinho de café na minha xícara. Era que o tempo estava tão bom que eu me obriguei a atrasar todos os meus planos.
De repente, ouço barulho de motor. Olho pra minha direita e vejo um carro se aproximando. Ele para na minha frente e a janela se abre.
__ Obrigado por me dizer onde ficava a rua W - disse o mesmo cara da última vez. De novo.
__ Que isso, de nada! - respondi com um sorriso amarelo.
O motorista ficou me olhando por um tempo. Então ele disse:
__ Vai ficar aí quanto tempo?
Eu que pergunto, pensei.
Mas ao invés responder isso, eu disse:
__ Não sei quanto tempo vou ficar. Só tô relaxando um pouco.
O motorista olhou de novo pra mim de um jeito estranho. Então disse:
__ Quer dar um passeio?
__ Com.. você?
__ Sim, é claro.
__ Eu nem te conheço, moço!
__ Eu também não te conheço. Então podemos nos apresentar, não é? Qual é seu nome? O meu é Alexandre, e o seu?
__ Pedro - respondi com um sorriso amarelo de novo.
__ Pedro! Bonito nome! Agora que já nos apresentamos, você poderia fazer o favor de entrar no meu carro?
__ Tá - respondi, e fui.
Para tudo! Como assim entrei num carro de um desconhecido? Eu só podia estar louco.
Bom, não sei o que deu em mim, mas eu entrei no carro, e quando o Alexandre deu partida, pensei de novo sobre a decisão que havia tomado.,
__ Pra onde você vai me levar? - perguntei, todo tímido.
__ Diga você! Onde quer ir?
__ Não sei. Que tal um restaurante?
__ Restaurante a essa hora do dia? Que tal irmos pra minha casa? Aposto que lá é mais divertido do que um restaurante.
Tentei encontrar algum resquício de má intenção nos olhos de Alexandre, mas não encontrei nada.
__ Tudo bem - falei - Vamos pra sua casa então.
Alexandre acelerou o carro, e a visão que eu tinha pela janela era que nem dos filmes de carro que eu assistia. Velocidade máxima. Potência. Boa direção.
Acho que se passou uns vinte minutos e finalmente Alexandre estacionou o carro.


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