O Pacto Queimava

Por: tiota-ennea-3 08/07/2026 487045 leituras
Capa do conto
Amandinha mal terminou o sussurro quando ele surgiu do escuro — alto, quente, com olhos que pareciam saber exatamente o que ela desejava.

Ele se aproximou devagar, como quem reconhece uma oferenda.

— Amandinha… você me chamou.

A voz dele deslizou pela pele dela como um toque.

Ela ergueu o rosto, deixando-o ver que não havia medo — só vontade.

— Quero o pacto — disse, a respiração já curta. — Quero sentir você.

O sorriso dele foi quase um convite.

Ele tocou o queixo dela outra vez, mas dessa vez não foi leve: foi intencional, profundo, um calor que entrou pela pele e espalhou-se pelo corpo inteiro. Amandinha fechou os olhos por um segundo, sentindo o prazer quente que subia, perigoso, viciante.

— Então me ofereça seu desejo, — murmurou ele, roçando a boca perto da dela, sem tocar.

A proximidade era um feitiço.
O ar ficou pesado, denso, feito de pura tentação.

Amandinha segurou o peito dele, sentindo o calor pulsar como um coração de fogo.

— Eu ofereço.

Ele envolveu sua cintura, puxando-a contra si. O choque dos corpos, quente e elétrico, selou o pacto antes mesmo da marca surgir. O toque dele queimou… mas de um jeito que ela não queria interromper.

A marca acendeu no pulso dela — um brilho vermelho, vivo, quase pulsante.

Ele sorriu, satisfeito.

— Agora, Amandinha… tudo o que você desejar, eu realizo.

O quarto escureceu.
O pacto brilhou.

E o calor entre eles só começou.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

Escreva o seu conto

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