Os Imorais falam de Nós - Capítulo 13

Por: janaina-freitas-948 13/07/2026 1237 leituras
Capa do conto
CAPÍTULO 13 – Caio
Hora da Verdade

        Eu fazia massagem nele, e não demorou muito pra logo ele dormir o sono dos justos.
        As conversas na sala diminuíram, e eu pensei que já era hora de eu ir até lá e me envolver um pouco.
        _ Olha Ângela, o meu único medo no momento, é o quê a Marisa vai fazer com os dois...
        _ Por quê?
        _ Ora, se eu bem conheço a minha mulher, eu tenho pra mim que ela vai fazer todo o possível para separar os dois de alguma forma...
        Eu entrei nesse momento na sala, e eles mudaram de assunto. Percebendo isso, eu disse:
        _ Olha gente, eu ouvi tudo o quê vocês disseram. E o Vicente também.
        _ Nossa! Filho, eu não te ensinei que isso é errado?
        _ Mãe, foi inevitável...
        _ Eu creio que sim... Mais onde ele tá agora?
        _ Ele dormiu. Aliás, eu acho que agora dormir vai fazer muito bem pra ele.
        Eles me olhavam de uma forma tão estranha. Mais depois de um tempo, o pai do Vicente, me olhou e disse:
        _ Caio, eu tenho que te dizer umas coisas...
        _ Pode falar tio.
        _ É o seguinte: você realmente gosta do Vicente não?
        _ Sim. Mais que tudo...
        _ Pois, esteja certo de uma coisa: vocês vão passar por vários problemas, e em geral, eles serão causados pela mãe dele.
        _ Lucas, você não tá se precipitando não?
        _ De maneira alguma Ângela. Quando alguma coisa não dá certo, do jeito dela é claro, ela não vai medir esforços para que tudo saia como ela deseja.
        _ Olha Lucas, mais nós estamos falando do filho dela! Da felicidade do filho dela!
        _ Se for pra ela não ter vergonha com as amiguinhas dela, ela passa por cima disso... Sem dúvida alguma...
        _ Lucas!
        _ Verdade Alberto.
        _ Mais eu estou disposto a tudo pelo Vicente.
        _ Bem, eu garanto uma coisa a vocês: De minha parte, farei tudo o quê for possível, e o impossível também. _ Ao ver o olhar do meu pai, ele completou: _ É difícil Alberto? É sim. Sem dúvida. Mas nós vamos fazer o quê?
        _ Vai ser difícil pra todo mundo Alberto. Mais se nós ficarmos juntos...
        _ Eu não tenho dúvidas... Filho, eu só quero te dizer uma coisa: Se em algum momento eu ver você sofrendo de alguma forma, não tenha dúvidas, tomarei as suas dores na mesma hora.
        Eu o abracei, e nós rimos um pouquinho.
        _ Bem, agora Caio, eu vô precisar da sua ajuda.
        _ Pode pedir tio.
        _ A carta do Vicente chegou ontem...
        - Nossa! Como assim! Ele não me contou nada!
        _ Ele não sabe ainda. Nós não dissemos nada. Eu ia dizer quando eu cheguei em casa... Mas... Bem, eu comprei um carro pra dar a ele, e eu gostaria que você entregasse pra mim... Ou melhor, comigo.
        _ Nossa! Não tenho dúvidas! Quando e onde?
        _ Eu pensei hoje mesmo... Mais onde eu realmente não sei... Vamos fazer assim: eu vô pra casa agora, e vejo como tá à situação por lá. Eu ligo pra você ta?
        _ Sim. E quanto ao Vicente?
        _ Ele deve continuar sem saber de nada.
        _ Ok.
        _ Bem eu vô indo.
        Ele se levantou e saiu junto com minha mãe. Meu pai que estava calado até então, me olhou e disse:
        _ Filho, senta aqui comigo. Ou melhor, vamos sair pra tomar uma cerveja?
        _ Só me deixa chamar o Vicente...
        _ Não filho... Eu queria falar com você sozinho...
        _ Certo então.
        - Muito bem vamos... Eu vô por uma camisa e nós saímos.
        _ Mais pai, você não tem a reunião com o cliente?
        _ Ah, ele que se dane... A minha família vem em primeiro lugar.
        _ Tem certeza?
        Como resposta ele pegou o celular e ligou pra secretária dele dizendo que ia se atrasar, e entrou no quarto dele pra trocar de roupa. Minutos depois ele voltou e sorrindo disse:
        _ Vamos?
        Sem nada dizer eu levantei e já estava a meio caminho da porta quando ele disse:
        _ Você se importa de ir dirigindo?
        _ Não... Mais no meu carro ou no seu?
        _ Vamos no seu.
        Eu voltei e peguei a chave, e saímos.
        Quando agente tava perto do centro, ele me disse pra ir até o shopping, e nós paramos em um restaurante que ele sempre vinha com os amigos pra jantar, ou pra fazer um “happy hour”, e chegando lá ele já disse ao garçom:
        _ Nós queremos uma cerveja e dois copos, e não queremos ser incomodados de maneira nenhuma.
        O garçom só concordou e trouxe a cerveja, e virou as costas.
        _ Filho, eu falei pra você vim comigo aqui hoje, porque eu acho que nós temos que ter uma conversa que eu já devia ter tido há um tempo...
        _ Mais você teve.
        _ Não sobre sexo. Sobre a descoberta do amor... Ou do desejo, seja lá como você queira chamar. Filho isso na sua idade é comum...
        _ Pai, não é curiosidade como você tá pensando. Eu sei muito bem o quê, e quem eu quero... E quem eu quero agora é o Vicente.
        _ Filho o meu medo é de você sair machucado dessa história...
        _ Pai, fica tranquilo...
        _ Mais filho...
        _ De verdade. Eu e o Vicente, a gente nunca tinha realmente sentido tesão por homem, mais quando ele veio, nós descobrimos que podemos ser felizes como somos, e estamos.
        _ Você tem certeza?
        _ Acho que nunca tive tanta na minha vida.
        _ Bem filho, eu sendo assim, apoio você totalmente!
        _ Pai!
        Nós nos abraçamos por cima da mesa e ele pediu a conta.
        _ Bem filho vamos agora que o trabalho me espera.
        Nós chegamos em casa e tinha um recado do pai do Vicente pedindo pra eu ligar pra ele.
        _ E o Vicente mãe?
        _ Continua dormindo como uma criança.
Eu sorri e liguei pro pai dele:
        _ Lucas?
        _ Caio, é o seguinte, as coisas aqui aparentemente estão mais calmas. O Vicente já acordou?
        _ Não ainda.
        _ Certo. Acorda ele, e venham jantar comigo e com a mãe dele. Traga seus pais também.
        _ Vô falar aqui em casa.
        _ Certo. Às nove horas tá bom?
        _ Tá ótimo.
        Nós desligamos depois de nos despedirmos, e eu fui acordar o meu menininho dorminhoco.

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