Pegos, Gozados, Participados

Por: lucas-285 • 10/07/2026 • 320808 leituras
Capa do conto
Rafael não era santo.
Amava Luana, claro. Mas tinha aqueles pensamentos que ele guardava no fundo do peito, onde o desejo morava escondido.
E ultimamente, os olhares trocados com Matheus estavam difíceis de disfarçar.
E Diego… sempre tão solto, tão provocador, tão disposto.

Naquela noite, Luana saiu pra encontrar as amigas.
Rafael ficou em casa.
E os meninos chegaram vinte minutos depois, como combinado.
Nada de trio forçado. Só toque, olhar, consentimento — e um clima pesado de vontade acumulada.

Matheus já tava no sofá, camisa aberta. Diego encostado na parede, com aquele sorrisinho sujo.
Rafael andava de um lado pro outro, nervoso e duro ao mesmo tempo.

— É agora ou nunca — disse Matheus, se aproximando.
E quando a boca dele encostou no pescoço de Rafael, tudo que era dúvida virou carne viva.

O beijo foi bruto.
Diego se aproximou por trás, sussurrando no ouvido de Rafael:

— A gente sabe o que você quer faz tempo.

A mão foi direto na cintura. Depois desceu.
Rafael gemeu.
Três corpos grudados no sofá, camisa subindo, zíper abaixando.
Pau duro, mão quente, boca molhada.
O som da respiração misturado ao de gemidos abafados.

Até que…

CLAC.

A porta.

Luana.

Ela parou na entrada da sala e viu:
Rafael no meio dos dois.
Matheus ajoelhado, a boca ocupada.
Diego por trás, os dedos onde só quem conhece vai.

Silêncio.

Rafael congelou. O sangue gelou e ferveu ao mesmo tempo.

Mas Luana…
…não gritou.
…não chorou.
…só sorriu.

— Engraçado… vocês marcam essa putaria e nem me chamam?

Ela tirou o casaco.
Largou a bolsa no chão.
Foi até Rafael, que ainda tremia, sem saber se pedia desculpa ou continuava gemendo.

— Fica quieto — ela disse, colocando um dedo nos lábios dele.
Se abaixou do lado de Matheus e completou o serviço.
Diego riu.

— Isso sim é uma mulher que entende o jogo.

Agora eram quatro.
Mas era Rafael o centro.
Gemendo, suado, completamente dominado — por ela, por eles, por tudo aquilo que fingia não querer.

Luana lambia devagar, olhava nos olhos de Rafael e sussurrava:

— Não é traição se eu participo, amor.

E naquela noite, Rafael entendeu o que era ser desejado, devorado, e ainda assim, completamente entregue.

Sua imaginação também tem espaço aqui.

Escreva o seu conto

🕐 Últimos contos adicionados