Pérolas da mamãe

Por: ipsilon-pente-1 11/07/2026 237046 leituras
Capa do conto
Depois que deixei de ser quenguinha, eu até fiquei uns dias me sentindo “meio viúva”. Mas a vida continuou e acabei indo pro colo de outros fazendeiros. Sai com um que há muito tempo queria me pegar, mas na terceira vez percebi que ele não era bem oque queria. Sai com o segundo e com ele fiquei um tempo, porque ele era bem do tipo que eu gostava: cafajeste na cama.
        Sempre íamos pro rancho de um amigo dele e numa das vezes, depois de tomar umas varadas, ficamos deitados conversando. No meio do bate papo, ele acabou deixando escapar uma frase que me surpreendeu. Disse que eu metia gostoso... igual minha mãe. Quando viu minha cara de surpresa, percebeu que tinha falado oque não devia. Mas não recuou. Continuou falando:
        - Eu já comi tua mãe muitas vezes por isso posso falar isso!
        Não foi total surpresa pra mim, mas não esperava que alguem falasse tão claramente. Eu não sabia bem oque falar e só perguntei oque tinha acontecido. Ele continuou falando calmamente.
        - Aqui... eu acho que só eu comi, por enquanto. Mas pelo jeito que ela mete, teu pai deve ter levado muito chifre lá onde vocês moravam.
        Eu não sabia oque falar e ria. Ele continuou
        - Como é que você acha que ela tem aquele rabão, se nem academia faz? Igual você que é rabuda, né?!?
        Ele ainda tentou me convencer que o sonho dele era pegar nós duas juntas, na mesma cama. Mas eu disse que não ia rolar porque nós íamos ficar sem graça, constrangidas, e nenhuma ia meter direito.
        Depois que fui embora fiquei pensando naquilo e vi que tinha nexo oque ele falou.
        Primeiro: quando eu assumi o papel de quenguinha, minha irmã me criticou muito, brigou, xingou, fez um escarcéu. Eu só continuei porque bati o pé disse que aquilo era oque eu queria e me sentia bem. Minha mãe ao contrário. Não me criticou em nada e a única coisa que disse foi: “toma cuidado pra não emprenhar porque você sabe que fazendeiro não assume filho da outra”.
        Ás vezes eu ia sair pra meter com o Henrique, mas não ia falar declaradamente pra ela. Só dizia que ia sair. Ela falava “Tudo bem! Mas fala pro teu pai que você vai em tal lugar”. Ela sabia que ele ia acreditar, por isso já me dava a dica.
        Outra coisa: a gente era novinha ainda e um tal de Dam começou a vir muito em casa. Ela dizia que ele era o tio Dam. Quando eu questionava a origem dele, ela dizia que era uns parentes do Paraná que eu não conhecia. Mas hoje eu acredito que ele era o Comedor dela. Ou pelo ao menos, um dos.
        Sobre o rabão meu e dela, acho que ele também tinha razão. No meu caso, eu sei a resposta. De tanto tomar pau no cu. Pau e leitada. Já fiquei pensando... se quando eu tiver a idade dela, eu tiver o mesmo rabão que ela tem... vou estar bonitona também.

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